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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Em Memória da minha Avó Maria: sobre a I Guerra Mundial.


                               Avó Maria (1892-1975)



Quando se aproxima a evocação do centenário da Grande Guerra, em 2014 e o 95º aniversário da assinatura do armistício, que pôs fim à Primeira Guerra Mundial no dia 11 de novembro, dedico este post à minha avó Maria (1892-1975). Costumava, emocionada, contar-me histórias da Grande Guerra, como a dos bombardeamentos do Funchal por submarinos alemães, ocorridos em 1916, no dia 3 de dezembro e, pouco mais de um ano depois, em 12 de dezembro de 1917. 

A Alemanha havia declarado guerra a Portugal no dia 9 de março de 1916, em resultado do apresamento, por parte do governo português, dos barcos alemães e austro-húngaros fundeados em portos nacionais, em resposta a um pedido oficial da Grã-Bretanha, ao abrigo da Aliança Luso-Britânica.

A baía do Funchal durante a Grande Guerra

O primeiro bombardeamento do Funchal durou cerca de duas horas. Foi precedido pelo torpedeamento da canhoeira La Surprise da marinha de guerra francesa, ancorada no porto daquela capital madeirense, que submergiu em cerca de dois minutos e provocou a morte imediata de 33 tripulantes e 8 madeirenses da empresa Blandy, que no momento forneciam carvão ao navio. O navio francês Kanguroo foi também torpedeado. No entanto, como a submersão não foi tão rápida, ainda disparou vinte e cinco tiros contra o submarino, embora nenhum deles tivesse atingido o alvo.






Decorrido pouco tempo foi a vez do vapor mercante inglês Dacia ser atingido, mas a tripulação, alertada, abandonou o navio e não houve perdas pessoais.






Bóias de salvação no museu da Liga dos Combatentes da Grande Guerra.










O segundo bombardeamento provocou a morte de cinco pessoas, fez cerca de trinta feridos e registaram-se graves prejuízos em diversos pontos da cidade, nomeadamente na igreja de Santa Clara, onde o Padre Abel da Silva Branco celebrava missa.


A iluminação pública noturna foi proibida, como medida de defesa e só voltou a ser autorizada e, portanto, restabelecida, em 11 de novembro de 1918, quando chegaram à Madeira as notícias da assinatura do armistício.



Entretanto na Flandres, o Corpo Expedicionário Português, em véspera de ser rendido por tropas inglesas, sofreu o principal impacto da última e desesperada grande ofensiva do exército alemão na Batalha de La Lys, em 9 de abril de 1918.




Derrotado pelos enormes bombardeamentos e superioridade numérica das tropas alemãs ficou inoperacional, até ao final daquele terrível conflito. Todavia, alguma da resistência portuguesa deu tempo a forças britânicas para tapar a brecha, que o estado-maior germânico procurava cavar, dividindo os exércitos aliados para chegar ao mar.




 Dos muitos heróis portugueses desse trágico e sangrento confronto, destacou-se o soldado “Milhões”, como ficou conhecido Aníbal Augusto Milhais, o qual, com grande bravura, conseguiu proteger, de metralhadora e indiferente ao fogo dos alemães, a retirada de numerosos soldados. Foi condecorado com a Ordem Militar da Torre e Espada, a mais alta insígnia portuguesa, entre outras condecorações nacionais e estrangeiras.



No esforço de Guerra, as mulheres desempenharam um papel fundamental ao substituírem os homens, que tinham partido para a guerra, em todo o tipo de trabalhos.

No fim da I Guerra Mundial, em Inglaterra as mulheres vão ganhar o direito a votar, em 1918, se tiverem 30 anos e forem proprietárias. Mais tarde, em 1928, essa legislação foi revogada e substituída por outra, que deu a capacidade de voto a todas as mulheres inglesas com mais de 21 anos.


Em Portugal, a minha avó Maria, que me contava comovida o sofrimento madeirense durante a I Guerra Mundial, teve de esperar pelo 25 de Abril de 1974 para sentir a emoção de poder votar…



Referências:


Henriques, Mendo e A. Leitão. La Lys 1918. Os Soldados Desconhecidos. Prefácio. 2001

SILVA, Fernando Augusto da; MENESES, Carlos Azevedo de – Elucidário madeirense. Funchal: Direcção Regional dos Assuntos Culturais, 1998. Edição fac-similada da edição de 1940-1946.

Catálogo da exposição Viva a República 1910-2010


http://www.visualnews.com/2013/09/03/working-women-first-world-war/

http://en.wikipedia.org/wiki/Portugal_during_World_War_I

http://www.momentosdehistoria.com/MH_02_08_Marinha.htm




segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Exposição temporária no MNAR












Fui ontem à exposição sobre o rei Ferdinand e a Rainha Maria, os Reis da Grande União da Roménia, que celebrou, em 2018, 100 anos.

Após a derrota do comunismo (1947-1989), regime que forçou o último rei da Roménia Mihai I a abdicar, tem havido um ressurgimento de algumas figuras da monarquia, nomeadamente do último monarca, que teve de se exilar do país e da sua avó, a Rainha Maria. Contudo, não me parece que a população romena estivesse pronta para abraçar novamente um regime monárquico.

Estão em exposição retratos, esculturas, fotografias e alguns objectos daquele casal, que governou a Roménia de 1914 até 1927, data da morte do Rei Ferdinand. Notáveis uns livros de anotações com desenhos e pinturas da Rainha Maria. 

A Rainha Maria (1875-1938) tornou-se bastante popular entre o povo romeno. Durante a Grande Guerra, a rainha e as filhas, vestidas de enfermeiras trataram dos soldados feridos. A sua beleza, intuição e inteligência tornaram-na também conhecida internacionalmente. Em viagens oficiais a França, Inglaterra e Estados Unidos foi recebida com muito entusiasmo. 












O ano passado, no Dia dos EUA, a sua fotografia surgiu em grande relevo, durante o encontro com o Presidente dos EUA, em 1926.

Os primeiros anos de casamento não devem ter sido fáceis. Ferdinand sucedeu ao seu tio, Carol I cuja única filha morreu aos três anos de idade. Tinha um feitio introvertido e apaixonara-se por uma aia da sua tia, Rainha Elisabeta, mas na Roménia existia uma lei que proibia o casamento dos monarcas com romenas. Por outro lado, a rainha Maria tivera muitos pretendentes, entre eles o seu primo, rei Jorge V de Inglaterra, que ela recusou. Foram conhecidos muitos casos amorosos, que se tornaram conhecidos do público, que especulou se o último filho não seria do amante. Daí que Thomaz de Mello Breyner se refira ao casal real, na sua biografia, nestes termos ."..tem cara de pouco feliz. A esposa é uma cabrita e o filho mais velho também lhe tem dado desgostos". 
A Rainha Maria teve seis filhos: Carol II, que chegou a ser Rei da Roménia (1930-1940) e morreu no Estoril em Portugal; Isabel, Rainha consorte do Reino da Grécia (1922- 24); Maria, Rainha consorte da Jugoslávia (1922-34); Nicolau, que viveu exilado na Espanha e Suiça, devido ao mau relacionamento com o irmão; Ileana, que depois do casamento passou a ser tratada por Sua Alteza Imperial e Real, a Arquiduquesa Ileana da Áustria, Princesa Real da Hungria e da Boémia e Princesa da Toscana; e Mircea, que morreu ainda criança. 























Desenhos e manuscritos da rainha

 Traje tradicional romeno usado pela rainha


Na exposição também se podem ver fotografias projetadas num ecrã de televisão.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Vital Fontes Servidor de Reis e de Presidentes















Em 1945, o jornalista luso-espanhol Rogério Pérez publicou as memórias de um antigo mordomo do Palácio de Belém, Vital Fontes (foto 1). Esgotado há várias décadas, o livro foi reeditado pelo Museu da Presidência da República, com o apoio da Imprensa Nacional, em outubro do ano passado (foto 2).
Tentando pôr as leituras em dia, o que nunca consigo, pois são sempre mais os livros que temos do que os que conseguimos ler, passei um dia agradável a ler estas curiosidades. Às vezes lembrei-me da minha avó Maria, que contava muito bem as histórias do passado e da Bíblia, que eu adorava escutar. 


Vital Fontes já tinha 84 anos, quando contou ao jornalista as suas histórias de reis e de presidentes nos palácios da Ajuda, Necessidades e Belém. Nesta edição, cuidadosamente anotada e ilustrada, são dadas explicações ao leitor, nas três partes que constituem o livro: Monarquia a partir de D. Pedro V e República (subdividida em duas partes), até à época do Presidente Carmona.

Apesar da sua grande estima pela Rainha D. Maria Pia, depreende-se que esta não deveria ter feitio fácil. Lembrei-me o que já me tinham dito em Mafra numa visita guiada há muitos anos:
"Era muito irrequieta ...as viagens dum lado para o outro do País deram-me muito trabalho porque naqueles vários palácios nada havia capaz e tudo tínhamos de levar de cá. Para fazer as coisas como a Sra D. Maria Pia desejava tinha de se andar dum lado para o outro com carrões de móveis e roupas, porcelanas e cristais...da Ajuda para Mafra ia tudo...até um piano, e logo atrás um afinador, que com a Srª. D. Maria Pia tinha que andar tudo afinado... em Mafra fez montar o primeiro elevador que se conheceu em Portugal. Era capaz de subir dez pessoas, mas à custa doutros tantos homens que o puxavam à corda" (pág 30-31).


O Príncipe de Gales, futuro Rei Eduardo VII de Inglaterra "foi à Pena numa burricada, que era o transporte que então estava na moda. Gostou do burro que montava, mas ficou muito irritado quando o dono lhe disse que, em recordação de tal honra, ia pôr ao burro o nome de Príncipe de Gales...o futuro rei de Inglaterra respondeu dizendo que pedisse dinheiro pelo burro, pois o queria ele comprar...e levou o burro no barco para Inglaterra... para que ninguém diga que monta o príncipe de Gales- explicou".



Já na República contou outras histórias engraçadas:




Uma couve de Columbano. Não sei se terá sido esta que se refere a história, pois a natureza morta foi leiloada após a morte do Presidente.

"É bem conhecido aquele caso de o Sr. Dr. Manuel Arriaga ter comprado um quadro do grande pintor Columbano. Foi às Belas Artes, viu o quadrinho, que representava uma couve, e enganou-se no preço. Quando percebeu que eram mil escudos e não 100 mil réis, não quis confessar o engano, para não ofender o pintor. Mas ao chegar a Belém, o Sr. Presidente não se conteve e disse:- Nunca julguei que uma couve fosse tão cara". ( pág 78)

"...Silva Passos atravessava um período de crise económica e pediu ao Sr Dr. Bernardino Machado que o nomeasse cônsul não sei onde. O senhor doutor olhou-lhe o fato, e disse: - está bem, meu caro Silva Passos; mas como um representante de Portugal se deve apresentar bem, trate antes de me aparecer com um fato digno de si e do cargo. O Sr. Silva Passos lá arranjou um fato novo e apareceu todo janota, como ele sabia ser. O Sr. Dr. Bernardino olhou-o muito contente e disse: - ainda bem, meu caro Silva Passos, pelo que vejo já não está em dificuldades e já não precisa de emprego" (pág. 104).


"O Sr. Teixeira Gomes nascera no Algarve, mas andara pela Andaluzia e por Marrocos, e depois pela Inglaterra. Era muito correcto, muito elegante, parecia um príncipe árabe vestido em Londres...do seu bolso particular pagava, além dum criado, a um moço e a uma lavadeira...À mesa quando vinha o consomé ou qualquer prato de galinha, dizia que lhe fazia mal ao fígado, e não se servia; mas se era mayonaise de lagosta, por exemplo, servia-se bem. (pag 121)




E quase a terminar menciona a viagem do Presidente Carmona a África, parte de onde não retiro citações, que seriam consideradas "politicamente incorretas" e poderia ser mal interpretada. 




sexta-feira, 19 de abril de 2019

Chambéry e o Santo Sudário. Uma relíquia dinástica




Ao recordar o dia de hoje, Sexta-Feira Santa, lembro-me como era um dia triste. A minha Avó Maria, muito devota, contava a história da Paixão de Cristo, que me emocionava muito. Não se ouvia música e os cinemas estavam fechados. Só depois da Missa da Ressureição é que voltava a alegria. Era uma espécie de Natal, sem prendas.



Recentemente, ao ler a biografia de "D. Beatriz de Portugal, A Infanta Esquecida (1504-1538)" de Ana Isabel Buescu, relembrei as histórias da minha avó pela Páscoa. O título que dei a este post é um subtítulo de um capítulo (pag 177).


Michelangelo (1475-1564). Pieta (Piedade). Basílica de S. Pedro. Vaticano



A residência ducal mais constante de D. Beatriz e o seu marido, Duques de Sabóia, era Chambéry, que tinha um poderoso foco de atracção- O Santo Sudário, "porventura a mais sagrada relíquia da Cristandade, que estava na posse dos duques de Sabóia, desde o século XV."
"Em 1502, os duques de Sabóia, Filiberto II e Margarida de Áustria, transferiram o Sudário para uma capela especialmente construída no castelo dos duques... em Agosto de 1509, o Capítulo da Santa Capela recebia um valiosíssimo cofre em prata maciça, finamente trabalhado a ouro, mandado executar e oferecido pela duquesa- viúva Margarida de Áustria para receber o Santo Sudário... Em 1510 ocorreram as cerimónias solenes da instituição da Confraria do Santo Sudário, na capela de Chambéry... Logo em 1522, pouco tempo após a sua chegada a Sabóia, D. Beatriz pôde venerar a santa relíquia. Em 1523, o seu filho Luís foi baptizado na capela, bem como Emanuel Filiberto, em 1528... Em 1578, Emanuel Filiberto, que fixara a sua capital em Turim, em 1563, ordenou a transladação solene da relíquia para a catedral, ficando o Santo Sudário depositado na Cappella della Sacra Síndone, intimamente associado aos dispositivos de prestígio da dinastia saboiana- tratava-se, verdadeiramente, de uma relíquia dinástica" ( pag 181).

De facto é difícil não encontrar Portugal ou Portugueses ligados aos mais importantes acontecimentos da História Ocidental e mesmo Mundial...como costuma dizer, exagerando, o meu marido. Aliás, o filho da Infanta Dona Beatriz, Emanuel Felisberto, revelou-se fundamental para consolidar a Casa de Saboia, de onde veio a primeira Rainha de Portugal, Dona Mafalda de Saboia, mulher de D. Afonso Henriques.   

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Recordar o dia 11 de novembro





















London Cenotaph 2014


Lembro-me que um dos primeiros posts do blog, em 2011, foi para ensinar os meus alunos a importância de recordar os heróis das guerras. Também aprenderam a razão porque no Reino Unido, logo no início do mês de novembro se vêem muitas pessoas a usar uma papoila na lapela do casaco.

Todos os anos me referi a esta importante data e dediquei à minha avó, que me ensinou tanto sobre as histórias das guerras, este artigo:

 Memória da minha Avó Maria: sobre a I Guerra Mundial


Nas ex-colónias britânicas há monumentos alusivos às duas guerras mundiais, até porque contribuíram com tropas e tiveram heróis durante esses terríveis conflitos.


 
















Georgetown, British Guyana, 2016



Kingstown, Saint Vincent and the Grenadines, 2016

À volta deste monumento havia muitas árvores nos anos 30 do século passado, até que houve rumores que alguns escravos tinham sido enforcados nessas árvores, nos primeiros anos de 1800, segundo a obra "City of Arches" da autora Vivien Child. Por esse motivo as árvores foram arrancadas e a praça do mercado ficou privada de sombra.

Bridgetown, Barbados























Poppy Day

Why the poppy?

Veterans Day

Lest we forget

domingo, 8 de abril de 2018

Centenário da Batalha de La Lys



Amanhã faz 100 anos que se travou a batalha de La Lys.



Na Batalha de La Lys, o exército alemão infligiu uma pesada derrota às tropas portuguesas, quando tentava desesperadamente romper a frente anglo-francesa. Os soldados do Corpo Expedicionário Português, que estavam à espera, há algum tempo, para ser rendidos por ingleses, sofreram um devastador ataque de artilharia e infantaria alemãs, as quais, contudo, não alcançaram os seus objetivos.  



Há 5 anos, quando recordámos o início da Grande Guerra escrevi um post dedicado à minha avó Maria (1892-1975). Hoje estive a relê-lo assim como o Power Point, que fiz para os alunos, por ocasião do Dia do Armistício.    

domingo, 14 de fevereiro de 2016

A autobiografia de Agatha Christie







A autobiografia de Agatha Christie (1981-1976) começou a ser escrita quando a escritora tinha 60 anos. Levou 15 anos a escrevê-la e ainda viveu dez anos, antes que fosse publicada, um ano após a sua morte, em 1977. Em Portugal a edição desta obra é só de 2011.








O livro, com 694 páginas, é muito interessante. A escritora, que viveu quase o mesmo tempo que a minha avó Maria (1892-1975), teve uma vida cheia de oportunidades únicas, que resolveu aproveitar até a data que terminou a sua autobiografia.




Agatha Christie fala-nos sobre a sua infância feliz, no final do século XIX, as suas viagens a França para aprender francês, o ensino da música e canto, pelos quais era muito entusiasta, as duas guerras mundiais, das quais dá o seu testemunho, os seus dois casamentos e as viagens efectuadas com ambos os maridos, cheias de aventuras.


Em Paris com 16 anos

A autobiografia revela a sua face mais extravagante e uma imaginação prodigiosa, que começou na adolescência com as histórias, consequência das que a mãe lhe contava e dos seus amigos imaginários.

Confesso que conhecia alguma das obras de Agatha Christie, mas não imaginava uma vida tão interessante. Logo no prólogo Agatha Christie afirma: "autobiografia é uma palavra demasiado grandiosa. Sugere um estudo premeditado da vida inteira de uma pessoa. Implica nomes, datas e locais em perfeita ordem cronológica. O que eu quero fazer é mergulhar a mão num caixote de brindes e tirar um punhado de memórias sortidas".

Na verdade, um dos poucos episódios que conhecia da sua vida e cheguei a utilizá-lo como base para um teste, quando era professora, não é relatado na sua autobiografia, apesar de se referir que a exposição aos media lhe causava grande incómodo e conta que, às vezes, tinha lapsos de memória: 




"Agatha Christie (1891-1976) is one of the world´s best-known and best-loved authors. Her famous detectives, Hercule Poirot and Miss Marple, and her brilliantly constructed plots have caught the imagination of generations of readers. Although she lived to an old age and wrote many books, she didn´t reveal much about her personal life.

In December 1926 an incident occurred, which would have made a captivating detective story in itself. At the time of the success with her first novel, she disappeared for ten days. She was extremely distressed because she had found out that her husband was having an affair with another woman and wanted a divorce. She was sleeping badly, she couldn´t write and she was eating very little.

On Friday 3rd December, Agatha told her secretary and companion, Carlo (Miss Charlotte Fisher) that she wanted a day alone. When Carlo returned in the evening, she found that the garage doors were open and the maids were looking frightened. According to them, Mrs Christie went downstairs at about eleven in the evening, got her car keys and drove without saying anything to anybody.

Next morning the police found Agatha´s car in a ditch with its lights on. There was no trace of Agatha.

The mystery ended ten days later when Agatha was found alive and well in Harrogate, a health spa in Yorkshire. Her husband explained to the waiting reporters that she had lost her memory. But to this day, nobody really knows what happened during those missing ten days."



Abbs, Brian, Freebairn, Ingrid. Blueprint.Longman, 1989.


A autobiografia de Agatha Christie foi uma prenda de natal, de uma amiga especial, que tem o dom de dar presentes muito personalizados. Ao ler a obra, pensou logo que teria de ser a minha prenda de natal e acertou em cheio. Obrigada, G.

Em Lisboa, já tenho uma razoável colecção de biografias (gosto muito deste género literário, pois aprende-se muito sobre a época, além de se ficar a conhecer a vida de indivíduos notáveis) de mulheres que foram muito especiais, cada uma à sua maneira. Ainda a semana passada recordei Katharine Graham. Pessoas que não passaram só pela vida, VIVERAM..



segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

D. Carlos


Há 108 anos foi assassinado D. Carlos I e o seu filho mais velho D. Luís Filipe. A minha Avó Maria ficava comovida quando falava deste cruel assassinato, que mudou a História de Portugal para sempre. Nunca antes um Chefe de Estado Português fora assassinado.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Dia da Madeira em Caracas

Hoje realizou-se no Centro Português de Caracas a celebração do Dia da Madeira. Foi o primeiro dia de comemorações que terminam no dia 1, dia da região Autónoma da Madeira, com um grande concerto.

A convidada de honra foi a Secretária Regional da Inclusão e dos Assuntos Sociais, Dra Rubina Leal Vargas.

O homenageado foi o Senhor Fernando Ludgero, que fez um discurso muito comovente.

O Senhor Fernando Ludgero com o Presidente da Comissão das Comemorações do Dia da Madeira e um neto

O Senhor Fernando Ludgero com a mulher do presidente e eu. Três Madeirenses!

 Dia 29: Jantar na Embaixada de Portugal

Dia 1 julho: Dia da Madeira
Concerto no Centro Português com a Dra. Rubina Leal e o Cônsul-Geral


Madeira Day

Madeira Embroidery






domingo, 6 de novembro de 2011

Poppy Day




A.Y. Jackson(1882–1974). House of Ypres. 1917


"What to paint was a problem for the war artist. . . . The old heroics, the death and glory stuff, were gone for ever; The impressionist technique I had adopted in painting was now ineffective, for visual impressions were not enough." 


In Flanders Fields

In Flanders fields the poppies blow
Between the crosses, row on row,
That mark our place; and in the sky
The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below

We are the Dead. Short days ago
We lived, felt dawn, saw sunset glow,
Loved and were loved, and now we lie
In Flanders fields

Take up our quarrel with the foe:
To you from failing hands we throw
The torch; be yours to hold it high.
If ye break faith with us who die
We shall not sleep, though poppies grow
In Flanders fields.

John McCrae 1872-1918

As a colony of Great Britain, Canada was automatically at war. Almost totally unprepared for battle in 1914, Canada enrolled 625,000 military personnel by 1918. Most served in the Canadian Corps, which became one of the foremost fighting formations. The cost, however, was enormous: of the Canadians serving overseas, one in seven died.



The Canadian doctor John McCrae (1872-1918), who was fighting in the war, wrote a poem to honour his deceased comrade in arms. Soon after its publication the poem became very popular and the poppy became a symbol of Remembrance Day that is also known as Poppy Day, because it is traditional to wear an artificial poppy. In the United Kingdom poppies are sold by the Royal British Legion, a charity dedicated to helping war veterans.



Some of the battles of World War I took place in Flanders, which was located in the Western Front. There, many poppy fields existed.




Poppy Day or Remembrance Day commemorates the anniversary of the signing of the armistice that put an end to World War I, which started in 1914 and ended in 1918, causing 37 million casualties, among them more than ten thousand Portuguese soldiers.



The war ended exactly at 11 o’clock, on the 11th day in the 11th month (November) of 1918.


Prime Minister David Cameron and former prime ministers.


It is traditional to wear an artificial poppy on this day



The Cenotaph in Whitehall, London is the United Kingdom's primary national war memorial. It was built in 1920 by the British architect Sir Edwin Landseer Lutyens. It is the site of the annual National Service of Remembrance held at 11:00 am on Remembrance Sunday, the closest Sunday to 11 November.


Ceremonies are held at war memorials and two minutes of silence are observed just after 11 o´clock. The start and end of the silence is often marked by the firing of a cannon. Following this, "Last Post" and “The Rouse” are sounded after which wreaths are laid by the Queen and senior members of the Royal Family attending in military uniform. Other members of the Royal Family usually watch the service from the balcony of the Foreign Office.



After the Funeral March the politicians lay their wreaths. The Queen leaves after the national anthem is sung by all those attending the ceremony. 










11-11-11 


It is an interesting coincidence that this year Poppy Day is on a lucky date with a symmetrical number. This will only happen again in one hundred years.






World War I – known at the time as The Great War - officially ended when the Treaty of Versailles was signed on June 28, 1919, in the Palace of Versailles outside the town of Versailles, France. However, fighting ceased seven months earlier when an armistice, or temporary cessation of hostilities, between the Allied nations and Germany went into effect on November 11, 1918.

In November 1919, President Wilson proclaimed November 11 as the first commemoration of Armistice Day, but in 1954, after World War II President Eisenhower changed the name "Armistice Day" to Veterans Day.

In the USA Veterans Day is an important holiday and many marches take place in order to honour the veterans of all wars (a veteran is a soldier who has fought in a war), including World War II (1939-45), the Korean War (1950-53), the Vietnam War (1965-1975), the First Gulf War (1991), the Iraq War (2003-2010) and the war in Afghanistan (2001- present).

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