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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

O Templo de Hatshepsut


     Esfinge de Hatshepsut. Museu do Cairo


Esta esfinge é proveniente do templo de Hatshepsut em Deir al-Bahari; a outra, pois na decoração original havia um par, está no museu Metropolitan, em Nova Iorque.




Templo de Hatshepsut em Deir al-Bahari





Estátua de um falcão representando o deus Horus

Templo de Hatshepsut em Deir al-Bahari. A rainha-faraó representada com a dupla coroa, a barba e o ceptro reais.


O templo foi desenhado por Senenmu, o conselheiro da rainha, também responsável pela educação da filha desta, Neferure - o arquitecto, que segundo reza a história, era também seu amante. 


Muitas filas de árvores decoravam o acesso ao templo, das quais ainda sobrevive esta raiz.



                                        

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

O Hotel Winter Palace em Luxor

O hotel Winter Palace em Luxor vale bem uma estadia. É um hotel histórico, como o Old Caract, em Assuão, ou Mena House no Cairo. Este último, muito perto das pirâmides, não foi onde fiquei instalada, pois preferíamos um hotel mais perto do centro.

Ao chegarmos a Luxor, logo pela manhã, ainda não tínhamos o quarto pronto, mas foram muito amáveis e como viram que estávamos cansados, pois o voo Cairo- Luxor foi de madrugada, deram-nos um  para descansar; claro, quando ligaram a dizer que podíamos ir para o nosso, eu já dormia profundamente...






Os jardins são muito bonitos e datam de 1886, quando o hotel foi construído pelo italiano J. S. Crozzo. Nessa altura só estava aberto no inverno. Tem mais de 50 tipos diferentes de árvores e algumas com mais de 100 anos.





Para a passagem de ano reunimo-nos num cocktail na bonita sala vitoriana.













O jantar foi servido numa enorme tenda, no jardim.



O caminho do edifício principal até à tenda estava espetacular com música clássica e enormes tochas a iluminar e a aquecer os jardins. Na tenda comecei a sentir algum desconforto, com uma corrente de ar e acabamos por regressar ao quarto antes da festa ter terminado ( achei o entretenimento com os números muito longos).




Uma garrafa de champagne que se tornou lendária...




Voluntários?



Hoje lembrei-me da visita que fiz, o ano passado, a uma casa estilo Georgiano, em Edimburgo. Sobretudo da cozinha com muitos cobres a brilhar. Perguntei quantas vezes por ano os areavam. Disseram-me que só uma vez por ano, mas que fechavam a casa museu e com a ajuda de muitos voluntários ficava tudo a brilhar rapidamente. Que sorte!



A coleção de cobres no meu apartamento é pequenina, mas quando é preciso areá-los ( uma ou duas vezes por ano) nunca consigo arranjar voluntários...acabei agora esta tarefa ...

Na sua maioria foram comprados na Turquia, entre 1989 e 1993. Admirei-me nesta minha curta passagem por Istambul, no principio do mês, não ter visto nenhuma loja de cobres ou tapetes no aeroporto.


domingo, 21 de janeiro de 2018

O templo de Luxor


O templo de Luxor foi o primeiro que visitei depois do sol posto. Fiquei fascinada com a iluminação, que cria um ambiente quase sobrenatural. Foi construído em frente do templo de Karnak, como um anexo. A ligá-los havia uma avenida ladeada de esfinges com cerca de 3 km. Está implantado numa posição paralela ao rio Nilo, na margem este. Os templos eram sempre construídos do lado no nascer do sol, ao passo que os túmulos, como o Vale dos Reis, ficavam situados na margem ocidental.

Este templo tinha a particularidade de dar legitimidade ao faraó, pois só após a sua passagem por aquele espaço sagrado era investido com a aura especial dos reis-deuses egípcios.

O primeiro pilone foi mandado construir por Ramsés II. Duas estátuas suas, sentado, são vestígios da decoração original, assim como o obelisco, cujo par  foi levado para França e está, inconfundível, na praça da Concórdia. Foi um presente oficial.



Durante o dia já tinha passeado junto ao Nilo e visto o templo, que ficava muito perto do hotel, mas fomos tão incomodados por vendedores, que resolvemos regressar ao conforto do hotel.

As estátuas de Tutankamon e a sua mulher



Depois da visita ao templo regressámos ao barco, onde passei a segunda noite em Luxor e a primeira a bordo.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Quando uma porta se fecha...

(Facebook)

Howard Carter e o túmulo do rei Tut






A casa de Howard Carter, localizada perto do Vale dos Reis, em Luxor, não longe do local onde foi encontrado o túmulo de Tutankamon. A sua residência durante as escavações.







Howard Carter (1874-1939) tornou-se célebre quando descobriu, em 1922, o túmulo de Tutankhamon. As escavações demoraram muitos anos. Em 1907, Howard Carter foi contratado por Lorde Carnarvon para supervisionar os projectos, que este último  apoiava no Egipto. No ano da descoberta Lorde Carnarvon avisou que só financiaria mais um ano de pesquisas, pois apesar de ser fascinado pelo Egipto estava decepcionado com os poucos resultados obtidos (é interessante recordar que Lorde Carnarvon era o rico aristocrata dono de Highclere Castle, o palácio onde foram feitas as filmagens da série Downton Abbey).







No hotel, em Luxor, fiquei na suite Howard Carter.



1- Howard Carter e Lorde Carnarvon 

2
3- Tutankamon foi encontrado com um ramo de flores, ainda em bom estado.

Museu Egípcio, Cairo

A exploração do túmulo e a catalogação dos milhares de objetos encontrados prosseguiram até 1932. Hoje em dia são os principais destaques do Museu do Egipto no Cairo.

4- A famosa máscara em ouro maciço, lápis-lázuli e pedras preciosas


Caixa em alabastro onde ficaram guardados os órgãos do faraó. Museu Egípcio, Cairo


As bonitas sandálias de Tutankamon. Museu Egípcio, Cairo

Quer ver mais? Vá ao Egipto...

Nota: As fotos 1 a 4 são de postais comprados no Vale dos Reis, já que não é permitido fotografar lá.


sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Os colossos de Mémnon




Pouco resta do templo, que foi quase totalmente devastado por terramotos e pelo roubo de pedras, à excepção das gigantescas estátuas, que atingem uma altura de 18 metros.

A cidade-templo de Karnak

Passear pelo gigantesco complexo, que constitui o templo de Karnak, foi para mim o ponto alto da visita ao Egipto. Lamento que não tenha permanecido mais tempo para poder explorar melhor a magnifica arquitectura de Karnak, o coração religioso do antigo Egipto, onde  os deuses viviam na terra. Estava ligado ao templo de Luxor por uma avenida de 3 km ladeada por esfinges. Consegui imaginar o poder daquele local e o impacto da sua beleza.





 Ainda restam vestígios das cores utilizadas.













A grande sala hipostila é ocupada por um total de 134 colunas

As esfinges que combinam o corpo de  leão com a cabeça de carneiro

Gostaria que tivéssemos estado sozinhos, sem o guia apressado

  As lanças dos Faraós: os obeliscos

Os obeliscos são pilares altos com o topo em forma de pirâmide muitas vezes revestido a ouro para reflectir os raios solares. Eram monumentos ao deus do sol, Amon Re.  
O trabalho envolvido no corte da pedra, o seu transporte e elevação são aspectos que me causam  curiosidade, a imaginar as técnicas utilizadas.




Obelisco de Hatchepsut junto ao lago sagrado. O seu par ainda se mantém de pé.