A minha Lista de blogues

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Algés, essa pequena Baixa

Barrete de Vilhão da Madeira

O mercado de Algés modernizou-se e tem uma zona de restaurantes.
Ontem fui lá comprar queijadas da Madeira, pois até domingo, há a semana dedicada aos produtos daquela ilha. Comprei em quantidade para congelar, porque é um produto que congela muito bem. Quando por acaso passeava pela rua das estátuas, onde há uma grande concentração de restaurantes, encontrei O Vilhão com petiscos madeirenses.



 Provei as lapas grelhadas, a carne de vinho e alhos e uma queijada de Gaula. Recomendo. Bom serviço e muita simpatia.









Aliás,  Algés, como costumo dizer, é uma Baixa em miniatura. Encontramos boas lojas de tudo e uma excelente Livraria e Papelaria Espaço, que tem sempre tudo o que pretendemos e das melhores seleções de livros para crianças. O atendimento é excelente. Infelizmente não a visitava há algum tempo, pois vivo mais distante, mas só nesta semana fui três vezes e fiquei muito contente com as minhas compras. 


terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Morreu John Mahoney



John Mahoney morreu no domingo aos 77 anos. 


Tornou-se conhecido ao interpretar Martin Crane, pai dos irmãos Frasier e Niles Crane, os psiquiatras protagonistas da série "Frasier". A série esteve no ar durante 11 anos (1993-2004).
Quando vivi nos EUA, era um programa "obrigatório". Depois compramos muitas temporadas em DVD e de vez em quando os meus filhos ainda se lembram de ver.


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Camisas de noite antigas




Ontem estive a arrumar roupas antigas e tirei do roupeiro estas três camisas de noite, que cheguei a vestir quando a minha filha nasceu.

Eram da minha avó Rosa (1883-1967)

O trabalho é todo minucioso com muitas rendinhas e pregas minúsculas. Deviam levar uma manhã a engomar com os ferros de antigamente...

Como a minha filha também liga a estas coisas, usou no jantar do meu sobrinho-neto um vestido que eu usei quando estava grávida dela...


Foi muito elogiada e eu fiquei muito contente




Sempre que possivel gosto de "reciclar" as roupas, como fiz recentemente na passagem do ano. Usei um vestido da tia-avó do meu marido.



domingo, 4 de fevereiro de 2018

A Tapeçaria de Bayeux



No recente encontro do presidente francês Emmanuel Macron com a primeira-ministra inglesa Theresa May foi anunciado o empréstimo das tapeçarias de Bayeux à Grã-Bretanha, depois de longas negociações entre representantes dos Ministérios da Cultura dos dois países. 

A decisão de Paris deverá ter como objectivo realçar a importância das relações entre os dois países num momento em que Londres negoceia a sua saída da União Europeia.

Deverá concretizar-se em 2022, após a realização de testes que vão  determinar se a tapeçaria não será de modo algum afetada pelo transporte. 




A Tapeçaria de Bayeux descreve a conquista de Inglaterra por Guilherme, o Conquistador, em 1066 e o acontecimento determinante desta conquista, a batalha de Hastings, em que derrotou o rei Harold. No entanto, a maioria das cenas descrevem factos anteriores à própria batalha.

Apesar do nome "tapeçaria" trata-se de um bordado sobre  linho com fio de lã de oito cores diferentes. Mede cerca de 70 metros de comprimento e 50 centímetros de altura. 



Durante a Idade Média e até a Revolução era exposta na catedral, no mês de Julho para a "Festa das Relíquias". Foi num inventário da catedral, em 1476, que foi mencionada pela primeira vez, mas julga-se que terá sido feita entre 1070 e 1080 para a cerimonia solene de consagração, quando a catedral foi reconstruída.
A tapeçaria de Bayeux foi provavelmente bordada em Kent, encomendada e paga pelo bispo de Bayeux, Odo de Conteville, meio-irmão de Guilherme.
Atualmente encontra-se no Musée de la Tapisserie de Bayeux em Bayeux, na Normandia.
Tem um inestimável valor documental acerca do século XI em Inglaterra e na Normandia. Estão presentes 626 personagens, 202 cavalos, 41 navios e  37 edifícios, além de um grande número de detalhes sobre as condições de vida da época, como armamento utilizado, construção de navios, caça e até a alimentação.



O ano passado  tive o prazer de visitar Bayeux e o museu onde está a tapeçaria. Realmente não há livro sobre a Idade Média, que não traga uma reprodução deste belo bordado, para exemplificar o modo de vida da época.


O que achei também interessante foi parecer um trabalho atual.  A história é comentada com legendas em latim. Há duas tiras em cima e em baixo da faixa principal que contam pormenores da narrativa principal. Pareceu-me que tinha características da banda desenhada.
Nota: as fotografias do bordado foram tiradas da internet. Como se pode compreender não é permitido fotografar. O ambiente à volta é escuro. A tapeçaria pode ser vista através de um vidro num corredor comprido. 

Referência:
Professor L. Musset. The Bayeux Tapestry. Artaud Frères. Sem data.





sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

O touro Ferdinand


O livro da autoria de Munro Leaf conta a história do touro Ferdinando, o qual prefere cheirar as flores do campo em vez de  touradas. Assim, evita as provocações do toureiro e da plateia, pois, para ele, o mais importante era a vida do campo e viver em paz, contemplando a natureza.

Este conto infantil saiu em 1936, pouco antes da Guerra Civil Espanhola (1936-39). Em 1938, o romance foi adaptado com sucesso pela Disney e venceu o Oscar na categoria de curta-metragem.

Trata-se de uma obra indispensável na biblioteca das crianças. Tinha a versão original em inglês, que pertencia aos nossos filhos e agora compramos uma em português para o neto.

"A Anunciação" de Álvaro Pires de Évora


"A Anunciação", pintura do artista português do começo do século XV, Álvaro Pires de Évora foi adquirida ontem em Nova Iorque pelo estado português (também foi utilizado o remanescente do dinheiro doado para a compra do quadro de Domingos Sequeira A Adoração dos Magos ) por um preço final de 435 mil dólares (348 mil euros). O quadro pertenceu ao colecionador suíço Heinz Kisters (1912-1977), que o vendeu ao antigo chanceler alemão Konrad Adenauer (1876-1967) e o adquiriu de novo, mais tarde, aos herdeiros deste, chegando por herança ao atual dono.
O quadro tem 30,5 por 22 centímetros. Irá fazer parte do espólio do Museu Nacional de Arte Antiga. 

O cadastro da leiloeira Sotheby's dá conta apenas de duas exposições públicas do quadro. A primeira em Estugarda, na Alemanha, em 1959, integrado numa mostra dedicada a antigos mestres e, mais tarde, na exposição "Álvaro Pires de Évora: um pintor português na Itália do Quattrocento", do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, para a Lisboa 1994 - Capital Europeia da Cultura, emprestado pelo seu proprietário.

Álvaro Pires terá saído de Portugal há 600 anos para ir para Itália. A sua pintura enquadra-se na escola italiana  e as suas obra estão em Pisa, Volterra e Florença.





A única pintura de Álvaro Pires que se encontrava nas coleções nacionais - "A Virgem com o Menino entre S. Bartolomeu e Santo Antão, sob a Anunciação" - integra o acervo do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, em Évora.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

O Arco da Rua Augusta



Hoje fui visitar o Arco da Rua Augusta com a minha filha. Não sabia que se podia subir, mas ao passarmos na entrada ela perguntou-me se eu queria entrar porque ela já tinha visitado e gostado muito. 

Comentou também que seria assunto para um novo post e não se enganou...

Antes de subirmos ainda estivemos sentadas num café. Recordámos um projeto que ela fez no 5ºano para a disciplina de Inglês na escola da Junça, em Algés, após uma visita de estudo multidisciplinar à Baixa. A minha filha ficou toda entusiasmada e procurou uma imagem do Arco da Rua Augusta, nos livros que tínhamos em casa, pois gostara da explicação da professora de História sobre a construção do monumento. Fez um scan da imagem de um quadro e escreveu um pequeno texto em inglês no computador. A professora de inglês pegou no papel, riscou o desenho, considerando irrealista, dizendo que não era nada parecido com o que tinham visto. A vermelho também riscou todos os verbos no passado, pois tinham de usar só os tempos verbais que ela ensinara (Present Simple e Continuous). E foi assim que a minha filha teve um suficiente e um papel todo riscado. Nessa altura ela até falava melhor inglês do que português, mas na aula só podia falar em português, porque a professora ainda não tinha ensinado o vocabulário que ela era capaz de usar. Felizmente não ficou frustrada. Também estudava no Britânico e aí podia dar asas à sua criatividade.

Este parênteses sobre uma professora, que não incentivava os alunos, foi um caso raro, pois os meus filhos tiveram muito bons professores na escola oficial, em Portugal.

Bem, isto é que foi fugir ao tema....

Desde 2013 o Arco da Rua Augusta está aberto ao público.

Sobe-se de elevador até ao 2º andar e depois há dois lances de escadas íngremes e estreitas em caracol.














Há um sinal luminoso verde e vermelho,  para se  avançar ou esperar.

A construção foi planeada, em 1759, para comemorar a reconstrução da cidade, após a destruição de Lisboa pelo terramoto de 1755; porém foi só concluído em 1873, com um projeto de Veríssimo da Costa.
























quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

As casas em ruínas no Estádio Nacional


Há muitos anos que moro no cimo do Estádio Nacional com vista para o golfe


e a pista de atletismo. 

Embirro solenemente com as duas casas em ruínas junto à pista de atletismo, onde já se realizaram torneios internacionais. Mas pelos vistos sou só eu. Já escrevi para a CMO a protestar e obtive resposta: aquelas casas não são do seu pelouro, mas sim de uma qualquer Secretaria de Estado, que em principio não se devia dedicar ao assunto. Creio que é a da Juventude...

Hoje, no  exercício diário com a minha filha resolvi ir ver o estado destas, pois há muito tempo que não as via de perto. Estão ainda em pior estado de degradação e com graffitis. Será que quem é responsável pelas ditas casas não se envergonha de estarem naquele estado? Não seria melhor deitá-las abaixo e plantar árvores?

Não vou escrever mais, porque já não tenho paciência. Só espero um dia ver uma solução para aquela tristeza.


terça-feira, 30 de janeiro de 2018

canecas e mais canecas


A minha coleção de canecas começou por ser uma recordação dos estados que visitei nos EUA, mas foi alargando-se a outros países. Recordações de viagens ... Tive de mandar fazer uma prateleira na cozinha para as colocar. Estão já em duas filas. Por isso agradeço que se lembrem de mim, mas sem canecas.

As casas não esticam...(infelizmente)

Passeio Marítimo da Cruz Quebrada




Hoje fui conhecer o passeio marítimo da Cruz Quebrada, uma extensão do de Oeiras. Fiz com a minha filha uma grande caminhada. Estacionamos o carro à entrada do Estádio Nacional, junto aos campos de ténis. O passeio é recente e está bem arranjado, só é pena os graffitis e as janelas partidas de uma ex fábrica abandonada por onde temos de passar para entrar no caminho junto ao rio.

A passagem do comboio fez-me lembrar uma história relacionada com comboios, no ano de 1982, quando eu vivia em Algés, há pouco tempo. Uma senhora idosa, que também estava à espera do comboio, perguntou-me se o  que estava a chegar (via-se ao longe) era verde. Achei a pergunta muito estranha e disse-lhe que não- era cinzento como todos os que eu conhecia. A senhora não gostou da minha resposta e só mais tarde é que me disseram que os comboios com uma tira verde param em todas as estações e os da tira vermelha são rápidos. Realmente... Estudei na Madeira, na 4ª classe, as linhas férreas do continente, pois era do programa, apesar de não haver comboios na ilha, mas acerca daquelas questões práticas, nunca ninguém me tinha ensinado...


segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Viagem a chegar ao fim...

Mesquita de Ibn Tulun

Para quem gosta de viajar o antes e o depois são igualmente muito interessantes. Após a decisão acerca do destino da viagem, há que escolher as datas e selecionar as prioridades da visita. Chega então a parte menos agradável, que é fazer as malas e as esperas nos aeroportos. Chegar ao país de destino e visitar os locais, que há muito ouvíamos falar, é experiência única. Mais tarde, ao regressarmos, recordar o que aprendemos. Ver as fotografias pertence à última fase da viagem, já no conforto da nossa casa.

Igreja Abu Serga

Foi o que se passou comigo nesta viagem ao Egipto, de 26 de dezembro a 5 de janeiro. Estive a recordar todos os locais que visitei e como tenho um blog, posso partilhar as minhas experiências e deixar um registo, que é muitas vezes útil para recordar datas, lugares, em qualquer país onde me encontre e haja internet. 

Vestígio da muralha da Babilónia

Escrevi na apresentação do meu blog que gosto de "partilhar informações, experiências e curiosidades" e realmente tenho contado muito desde 2011, quando o comecei. 

Agora, apesar de só escrever em português e ter menos visualizações, continuo interessada em ter o blog atualizado; e, como disse, é uma maneira de manter o meu diário online e uma forma útil de passar o tempo, um hobby.

Hoje vou acabar de escrever sobre o Egipto e regresso ao início: o Cairo.









A cidade do Cairo tem cerca de 24 milhões de habitantes. Portanto, trata-se de uma enormíssima região urbana. Isso sente-se e muito.

 O trânsito é caótico e aconselharam-nos a fazer as viagens de avião de madrugada para nos livrarmos da confusão e lentidão do tráfico para se conseguir chegar ao aeroporto. Seguimos esse conselho, que se mostrou muito adequado. 
















Museu Egípcio














Desagradou-nos o muito lixo acumulado pelas pessoas nas ruas e os vendedores ambulantes demasiado insistentes, sobretudo na zona das grandes pirâmides, onde se vai situar, a partir do final de este ano, o novo Museu Egípcio do Cairo, pois o atual já não tem espaço para mostrar os achados, que as diversas equipas arqueológicas vão encontrando. 


As pessoas são muito simpáticas, algo incontestável. E tive a impressão nítida que os estrangeiros em geral são muito bem-vindos pelos egípcios, os quais pareceram-me, sinceramente, adorar os turistas. 


Também o pessoal dos hotéis, além de disponíveis e atentos, revelaram-se bons profissionais e amáveis.



Assim a cidade do Cairo recomenda-se pelo passado multicultural e exotismo.