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domingo, 14 de janeiro de 2018

Kom Ombo



No caminho de Luxor para Assuão, depois de Edfu, encontramos um templo duplo, do período helénico. Os pilares da grande sala hipostila, a parte do templo em melhor estado de conservação, podem ser vistos a uma grande distância a partir do rio Nilo.


Esta construção única no Egipto apresenta dois pórticos independentes, que conduzem a dois eixos paralelos:  uma metade do templo é dedicado ao deus crocodilo Sobek e a outra ao deus falcão Horus.

















Foram encontradas múmias de crocodilos, que estão em exposiçao no Museu do Crocodilo, perto do templo.

Situava-se em Kom Ombo um importante Nilometro (um enorme poço ligado ao rio, que dava para ver o nível da água)

O relevo dos médicos
Na área posterior encontra-se um relevo bem conservado, único no seu estilo em todo o Egipto: o chamado relevo dos médicos de Kom Ombo.


Instrumentos cirúrgicos

O nome CLEOPATRA



sábado, 13 de janeiro de 2018

Cruzeiro no Nilo

A combinação do rio mais longo do mundo com os seus monumentos extraordinários, a vista espectacular do fértil vale do Nilo e do deserto tão próximo, faz-nos recordar o compêndio de História do 3ºano do Liceu, que dizia que o Egipto é um milagre do Nilo. Tomamos consciência que estamos numa das mais excitantes experiências que qualquer viajante deve passar.



Os antigos egipcios já apreciavam o seu rio e ao escolherem a flor de lotus, como a flor nacional tiveram certamente em conta o delta, perto do Cairo, (flor) e o caudal do rio (caule.)



Rio Nilo. Imagem de satélite



A faixa compreendida entre Luxor, a capital dos faraós do Novo Reino e Assuão é a região que tem maior número de monumentos bem conservados, daí a maior concentração de barcos e turistas.



A viagem de cruzeiro entre Luxor e Assuão ou vice-versa é a maneira mais confortável de visitar os monumentos. Há mais de 300 barcos de cruzeiro, que são como que hotéis flutuantes. 



Apesar de terem quase todos o mesmo tamanho, o que permite que encostem à doca pegados uns aos outros, a diferença consiste no serviço. Eu viajei no Sonesta Saint George, que está classificado entre os melhores. É como um grande cacilheiro com 3 andares. Se possível devemos escolher o último andar. A suite era  espaçosa, mas tinha uma decoração muito pesada, como alíás  todo o barco.

Réplica da cadeira de Tutancamon no 3º andar

Navegávamos de dia para tirar partido da paisagem e à noite estávamos sempre na doca, onde havia entretenimento com dança do ventre e outros espectáculos (não fui a nenhum porque sentia-me cansada e muito constipada), cocktails.


Numa noite pediram aos hóspedes para se vestirem como egípcios e a loja do barco foi muito procurada. Eu vesti o que tinha comprado num mercado de Cairo.  



 Achei durante toda a viagem que os turistas são muito bem tratados e o serviço impecável, não fora o chá ser servido com saqueta, sem bule...






O Nilo já está...


A ilha que mudou de lugar: Philae

O grande templo de Ísis, situado na ilha de Philae, ficou submerso com a construção da Grande Barragem. Numa iniciativa com o patrocínio da UNESCO, para salvar os antigos monumentos, foi desmontado  e reconstruído na ilha de Aguilkia, situada a menos de 300 metros, mas  mais elevada. A ilha de Philae teve de ser drenada e os templos foram transportados pedra por pedra num total de 40 000 blocos. A transferência foi concluída em 1980.

Aproximação do barco à ilha com vista do pavilhão de Trajano

A deusa Ísis  teve um irmão, Osíris, que veio a tornar-se seu marido e um filho, Hórus.

 Pátio interno 

Pavilhão do Rei Nectanebo. Colunas com cara feminina e orelhas de vaca


Isis com asas







Construido na era Ptolomeica, o templo também foi usado como igreja. 


A grande barragem de Assuão



A grande barragem de Assuão, construída entre 1960 e 1971,  levou dezoito vezes mais material do que a grande pirâmide de Quéops. O plano iniciou-se quando Nasser assumiu o poder, em 1952, após a revolução, sendo um dos objectivos do seu governo. A antiga barragem, construída pelos britânicos em 1902, já não conseguia responder às necessidades. Depois de algumas dificuldades relacionadas com o financiamento, o Egipto aceitou ajuda da União Soviética.




A barragem trouxe grandes benefícios permitindo que as cheias do Nilo pudessem ser controladas, alargando a terra cultivável em cerca de 30% e duplicando a capacidade do fornecimento de energia. No entanto, também teve algumas desvantagens, pois o aumento do nível de água deixou muitos monumentos submersos assim como aldeias núbias.




Com a construção da barragem foi criado o maior lago artificial do mundo- lago Nasser. Tem 510 km de comprimento e varia entre 5 e 35 km de largura. É um local de uma beleza austera, sem povoamentos, só habitado por gazelas, raposas, diversos tipos de cobras e crocodilos- alguns com 5 metros de comprimento.


Existem alguns cruzeiros que permitem chegar de barco a Abu Simbel (o complexo arqueológico mandado construir pelo faraó Ramsés II, que fica a 280 km de Assuão). Como disse o guia, um cruzeiro anti-stress (para alguns), pois não há rede para utilizar o telemóvel nem a internet. Só paisagem...

A barragem fica perto do aeroporto de Assuão e ambas as estruturas são fortemente militarizadas.  Um ataque à barragem teria consequências desastrosas.





Monumento perto da barragem para homenagear os trabalhadores mortos durante a sua construção. Uma das causas foi a exposição a altas temperaturas, porque no verão esta zona pode atingir mais de 50 graus centígrados.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

O mercado de especiarias de Assuão

Quando o guia nos perguntou se queríamos ir ao mercado de especiarias hesitei porque já conheço o de Istambul e acho que não deve haver outro melhor, mas depois mudei de ideias, pois podia tirar algumas fotos. Provou ser uma experiência agradável. As pessoas eram simpáticas, não nos impingiam tudo e mais alguma coisa e as ruas estavam limpas, muito diferentes das da capital.

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Perguntei para que serviam as pinhas e disseram-me que era só para decoração...

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

O jardim botânico de Assuão




O jardim botânico de Assuão, também conhecido como ilha de Kitchner, adotou o nome do seu dono, Lord Horatio Kitchner, que desempenhou um importante papel no inicio da I Guerra Mundial e por conseguinte foi-lhe oferecida a ilha quando era general no exército egípcio. Rapidamente transformou a pequena ilha num jardim com muitas espécies vindas de diversas partes do mundo. 


 Temos de ir de barco à vela, as típicas feluccas.









E é claro, Portugal também estava representado com este jasmineiro.

O hotel Old Cataract


O hotel Old Cataract, em Assuão é por si só um destino. O edifício, situado no cimo de rochas, tem uma vista fantástica sobre o rio Nilo e está rodeado por jardins exóticos. Depois de nove anos de renovação reabriu em 2011 com todo o seu esplendor. Sente-se no ambiente a época em que Agatha Christie escreveu Morte no Nilo.  O filme, de 1978, baseado no romance, foi rodado no hotel.