A minha Lista de blogues

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Despedida do Embaixador espanhol

O MNE, a Embaixatriz e o Embaixador



Hoje, o Núncio apostólico, que também é espanhol, disse no seu discurso que partir é morrer um pouco e fez a apresentação do Embaixador, o qual, entre os diversos postos, serviu também em Portugal.

Quando o Ministro dos Negócios Estrangeiros falou disse ir citar um poeta romeno, que dizia que morrer é partir um pouco. Este senhor tem pontuado os seus discursos com grande charme e fez muitos elogios ao Embaixador, que fala romeno e que já tinha trabalhado na Roménia anteriormente.

Portugal 1-0 Marrocos


Ganhamos, mas não me convenceram.
Acho que os deuses do futebol estiveram connosco.

Operaçāo bébé


Operação bébé....

Manhã no Spa

Ontem, tirei a manhã para cuidar de mim. 

Cada país tem o seu próprio hábito de fazer manicure e pedicure. Aqui são muito rápidos e só utilizam, como instrumento principal, a tesoura (já experimentei em dois locais diferentes). Contudo, das piores que já conheci foram nos EUA, com uma senhora, que gostava de falar português comigo. Costumo contar como anedota a sua apreciação sobre a comida portuguesa... segundo ela as sopas eram " muta booas", porque "não levavam preservativos como na América...".

Descobri, ontem, que a massagista falava espanhol, pois viveu em Espanha, o que me agradou. Também o seu trabalho foi bom e quase que adormeci, como sempre (mas a Raquel, em Lisboa, é a melhor que conheço e até vem a casa...).

O pior foi mesmo a cabeleireira, que fala só o inglês básico. Como a "Mrs. Alice" não estava, ela é que me ia secar o cabelo. Logo que me sento, faz um "elogio": "Teresa, you like to eat..." sorri-lhe.

À noite, para o jantar, onde o filho dos donos da casa, com quase 5 anos, nos presenteou com uma pequena audição de piano, tentei encolher-me o melhor possível. Como dizia sempre a minha mãe: "Costas direitas, barriga para dentro..."


terça-feira, 19 de junho de 2018

Dia da Croácia



Hoje celebra-se aqui o Dia da Croácia. Não posso ir, porque tenho outro compromisso do outro lado da cidade e não dá para atravessa-la e chegar a horas, apesar de serem com uma hora de diferença. É o primeiro Dia Nacional que falto, desde a minha chegada, em maio. O Embaixador e a mulher  são muito simpáticos e já estiveram cá em casa.

É uma falta não conhecer ainda a Croácia. Espero conseguir visitar enquanto vivo em Bucareste, porque a distância é pequena.
Guardo, no entanto, recordações dos meus filhos de viagens, que fizeram com amigos


Esta fotografia da minha filha  em Hvar, em 2010, esteve numa moldura, mas teve de ser substituída recentemente, pois não há espaço para tantas fotos...


segunda-feira, 18 de junho de 2018

O Dia da África do Sul

Hoje comemorou-se o Dia de Mandela em Bucareste. O líder sul-africano faria 100 anos.


O discurso do Embaixador foi longo. Ainda bem que estávamos sentados no anfiteatro do Museu de Arte, onde decorreu a cerimónia. Foi apresentado um filme sobre a vida de Mandela, que mostrou diversas personalidades a dar o seu testemunho sobre a importância daquela incrível figura histórica. Mandela apareceu a cumprimentar a Rainha Isabel II, a princesa Diana, figuras do cinema americano,  etc, mas para mim faltou a foto com o Ronaldo.


Não sabia que a primeira pessoa que Nelson Mandela convidou para jantar, depois de ter saído da prisão, foi a viúva do homem que o meteu na cadeia, disse-o Arnold Schwarzenegger.

Na verdade, o Presidente Nelson Mandela deu provas de que perdoar constituía uma das suas causas, conseguindo assim unir o seu país. E essa sua extraordinária magnanimidade tornou-o um exemplo para o Mundo. 

Gostei da atuação do coro dos meninos da escola britânica em Bucareste.



Gostava de um dia visitar a Cidade do Cabo.

Almoço de despedida da A.

Conheci a A. logo após a minha chegada a Bucareste, em Outubro do ano passado. Amavelmente contactou-me para informar-me da associação dos cônjuges de diplomatas (Spohom), da qual era a presidente. No primeiro encontro do grupo fui informada do plano para a edição de um livro de receitas com a colaboração das embaixatrizes. A A. assumiu a coordenação do projeto e mesmo após a minha ida para Portugal, em dezembro, foi dando conta dos seus avanços. Finalmente foi concretizado com o lançamento do livro no passado mês de maio. Ela ficará para sempre ligada a uma obra multinacional, bilingue (em inglês e romeno), mostrando que a gastronomia pode ser igualmente uma forma de expressão universal, tal como a música. 



Hoje reuni em casa um grupo de senhoras para nos despedirmos da A., que regressa a Londres com a família.

Na minha recente estadia em Lisboa comprei uns manjericos em papel, achando que ficariam bem nesta época para decorar a mesa. E o resultado final agradou-me.





O único problema foi uma das convidadas ter avisado que tinha de viajar e não poderia vir. Assim fiquei com treze pessoas à mesa. Contactei a convidada de honra e ela disse-me que não havia problema. Sugeriu que podia fazer como o marido faz quando acontece o mesmo: coloca um urso de peluche no local.





A minha ursinha Beatriz





Como não tenho aqui ursos de peluche, mas apenas um que pertencia à minha filha e feito pela minha mãe para colocar os produtos de bebé, resolvi utilizá-lo... e aqui fica uma sugestão... Agora que o almoço acabou já está no quarto, onde vai ficar a minha neta.

Achei que devia dizer umas palavras, mas como não gosto de falar de improviso, escrevi...

Como a A. é brasileira, mencionei que foi no Palácio da Vila de Sintra, que segundo reza a tradição,  a Carta de Pêro Vaz de Caminha anunciando a Descoberta do Brasil foi pela primeira vez lida na Corte do Rei de Portugal D. Manuel I. Talvez um pouco mais que um século antes, a Rainha de Portugal Filipa de Lencastre, inglesa, tanto tinha contribuído para a  renovação desse mesmo palácio, nomeadamente ao mandar construir as duas enormes chaminés (ilustrei a ementa com uma fotografia que tirei em Sintra há algum tempo).


Falando de Rainhas, recordei, à Embaixatriz Britânica, a Infanta  Catarina de Bragança (casada com o Rei Carlos II de Inglaterra) e a sua influência na Corte Inglesa ao introduzir o costume de beber chá, pois o tão tradicional five o’clock tea começou em consequência do seu hábito de tomar chá, à tarde.

Como me inspirei, em matéria de história (o meu marido até perguntou: vais ler isso tudo? Parece que estás a dar uma aula...) ainda referi o Duque de Wellington...Foram apenas três episódios muito resumidos do passado comum entre Portugal e a Inglaterra e onde o Brasil também aparece. 


...e no hall do elevador estavam os meus bichinhos tropicais...
Um dia tenho de visitar o Brasil...

domingo, 17 de junho de 2018

Visita à Bulgária

Na passada sexta-feira partimos para a Bulgária para visitar Veliko Tarnovo, a capital medieval dos dois impérios búlgaros e Arbanassi, cidade e vila, muito próximas uma da outra e ambas não longe da fronteira com a Roménia. Foram só dois dias, mas viemos muito contentes com tudo o que vimos e pela maneira excelente como tudo foi organizado pela Embaixada da Bulgária e pela magnífica recepção local.

O Presidente da Câmara de Veliko Tarnovo, o Senhor Daniel Panov, à chegada, deu as boas vindas aos Embaixadores, que participavam na visita.

Museu do Renascimento da Bulgária e da Assembleia Constituinte.


É costume oferecer-se aos convidados pão, sal com especiarias e um raminho para dar as boas vindas e desejar sorte.

Edifício construído em 1879. Foi aqui que, por um voto apenas, foi aprovada a mudança da capital de Veliko Tarnovo para Sofia. Consta que um dos deputados adormeceu e não votou...


Um simpático coro de jovens atuou para o nosso grupo e o Presidente da Câmara, no seu discurso de boas-vindas, destacou que Braga, em Portugal, é uma cidade- irmã e têm projetos em conjunto. Na cave do edifício existe uma grande coleção de ícones, do século XVI ao século XIX.





















Seguimos a pé para um centro multimédia. Vimos, entre diversas figuras, como o czar recebia os embaixadores.




Partimos novamente a pé para Samovodska Charshia (rua dos artífices, criada no século XIX).

Gostei muito do trabalho de olaria.









Apesar da chuva deu para apreciar alguma bonita arquitectura, apreciando também o trabalho de restauração de casas antigas.

















Partimos para um edifício, situado na zona alta da cidade, com um grande terraço para apreciarmos o espetáculo de Som e Luz depois do jantar, oferecido pelo Mayor.

Foi aqui que começámos a acompanhar (apenas pela "net") o jogo de futebol entre Portugal e Espanha, para o campeonato mundial de futebol na Russia (2018), que terminou num empate 3-3. Sofremos um pouco. Uma senhora, de Chipre, sentada ao nosso lado perguntou: "O Ronaldo é o  melhor jogador de Portugal, não é? " ao que o meu marido e eu respondemos em uníssono: "Não. Ele é o MELHOR DO MUNDO". E deu prova disso, pelo relato que fomos lendo....


















No dia seguimos saímos do hotel em Arbanassi

Fomos a pé visitar a extraordinária  Igreja da Natividade de Cristo em Arbanassi.



 O exterior é bastante austero. Não se consegue imaginar a riqueza do seu interior cheio de belíssimos frescos do século XVI e alguns posteriores, em que nem um centímetro, do tecto e das paredes, é deixado em branco.

O coro da Capela Angelski Glasove atuou especialmente para nós. Adorei. Foi um dos pontos altos da visita.


Seguimos pelas bonitas ruas de muros altos até à casa de Konsantsalieva, antiga propriedade de um rico mercador, que dispunha de regalias especiais concedidas pela administração otomana.



Aqui aprendi a dizer "bilhete" em búlgaro. É muito difícil perceber o que está escrito, pois usam o alfabeto cirílico, que desconheço e, portanto, não conseguia "decifrar" minimamente o que estava escrito .




A casa tinha um "WC" e um poço, próprios das casas muito ricas



















e um quarto especial para as mulheres ficarem com os filhos, até aos 40 dias...


Voltámos a Veliko Tarnovo, que fica a cerca de 4 km de Arbanassi e visitámos um novo museu ao ar livre, que não tinha sido possível na véspera, devido à chuva. Abriu em Setembro do ano passado e foi criado por um ucraniano. É uma espécie de versão de Portugal dos Pequeninos. Gostei muito da localização, rodeado de arvoredo
























E fomos de visita à fortaleza, que vira na véspera à distância.


Almoçámos num restaurante muito conhecido, na parte nova da cidade


Já de regresso à fronteira fomos visitar um mosteiro nas rochas. Foi o segundo mosteiro, que visitei cravado nas rochas. O primeiro fora em Sumela, na Turquia na região do Mar Negro (para não mencionar algumas igrejas na Cappadocia)



Valeu a pena a subida, não muito difícil, através de escadas. Vi um belíssimo S. Jorge.


Um pequeno descanso na casa dos monges, muito simpáticos e acolhedores. As "colegas" da Lituânia, Suíça, Croácia (esq) e Itália, Alemanha e Chipre (dir).


    


E é claro... o meu marido encontra uma referência a Portugal em todo o sitio. Aqui não podia faltar. Foi um vinho chamado Portugal, que estava na igreja. distribuído por uma cadeia de supermercados alemã.
.















Belo fim de semana!