A minha Lista de blogues

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Braşov e Poiana Braşov.

A primeira paragem para pernoitarmos, nesta viagem pela Roménia, foi em Braşov. Já lá tinha estado, em maio passado. Deixei por isso o meu filho rever o que visitara numa viagem de interail, quando era estudante; e indiquei os pontos principais, enquanto aproveitei para entrar em algumas galerias de arte com o meu marido e neta.
Ia com a fisgada de rever um tapete feito à mão numa loja de artesanato e talvez comprá-lo. Não o fiz da primeira vez, porque quando me decidi e voltei à loja estava fechada. Desta vez aconteceu o mesmo.... O comércio no geral fecha tarde, pois há muito turismo no centro histórico, mas as lojas de artesanato fecham às 18.00h...




O hotel era muito simpático, uma casa antiga restaurada.

















A igreja negra continuava com trabalhos de recuperação do exterior







Esta cidade ganha muito com a sua situação geográfica, no sopé dos Montes Cárpatos.

  
















No dia seguinte visitámos a Catedral de S. Nicolau e  paramos num miradouro sobre a cidade de Braşov, a caminho de Poiana Braşov, onde se situa a mais famosa estância de ski da Roménia.



Foi um prazer rever Braşov e admirar a beleza das suas montanhas.




O Castelo Peleș


O Castelo Peleș está localizado nas montanhas dos Cárpatos em Sinaia e fica a meia hora de carro de Braşov.
Foi mandado construir pelo Rei Carol I (1839–1914). O Príncipe Carol de Hohenzollern-Sigmaringen veio da Alemanha, para se tornar o primeiro rei da Roménia, em 1866 e governou até à sua morte. 
Apesar de ser chamado castelo, o seu aspecto e função como residência oficial de verão da família real romena são as de um palácio.
O Castelo Peleș  foi inaugurado em 1883 seguindo os planos dos arquitectos alemães Johannes Schultz e Wilhelm Doderer. Depois de 1890 foi amplificado e modernizado pelo arquitecto checo Karel Liman.
Na altura da sua inauguração foi o primeiro edifício na Roménia a possuir sistema elétrico com aspirador, elevador e aquecimento central.



Só uma parte dos seus cerca de 170 quartos podem ser visitados. Há dois tipos de visitas guiadas: as que incluem só o básico e as que permitem o acesso ao segundo andar. As primeiras custam 40 Lei por pessoa e as mais completas (a que escolhemos) 60 Lei (13 Euros). Na entrada havia uma longa fila para comprar os bilhetes através de um único guichet com apenas um funcionário. Fiquei muito surpreendida, quando me dirigi à loja para comprar o livro- guia do palácio, como sempre o faço e verificar que só aceitavam dinheiro romeno e não era possível pagamento com cartões.






O interior do palácio é luxuoso e rico em obras de arte e mobiliário, mas o estilo é pesado, sobretudo se pensarmos que se tratava de uma residência de verão rodeada por uma floresta magnífica. Ressalta a influência alemã, igualmente bem visível no exterior. 









O complexo onde se situa o Castelo Peleș inclui outros edifícios, que lhe serviam de apoio e hoje em dia são hotéis ou restaurantes e ainda o Castelo Pelișor (não visitei) mandado construir (1899 - 1902) pelo Rei Carol I para o seu sobrinho e herdeiro, o futuro Rei Ferdinand I e a Rainha Maria.












Em 2006, o governo romeno anunciou a restituição do Castelo Peleș ao Rei Mihai I. Em 2017, após a morte do monarca o caixão esteve no Holul de Onoare (Hall de Honra), onde se encontrava o livro de condolências, assinado pelos dignatários estrangeiros. 

aguarela comprada em Braşov.


quarta-feira, 18 de julho de 2018

O mosteiro de Snagov

A visita ao mosteiro de Snagov foi a nossa primeira paragem no roteiro da Roménia.
Fica a cerca de 40 minutos de carro da capital.

Está localizado numa pequena ilha, no meio do lago Snagov, ligada a terra por uma ponte.


É nesta pequena igreja de pedra do século XV que se julga que está sepultada a cabeça de Vlad Ţepeş, que nasceu na Transilvânia, em Sighişoara, em 1431. Sabemos que morreu em 1476 a combater os turcos perto de Bucareste e que a sua cabeça foi levada para Constantinopla (Istambul), onde foi mostrada à população espetada num pau.
Vlad Ţepeş, príncipe da Valáquia tinha fortes ligações a Snagov, onde construiu fortificações à volta do mosteiro, uma ponte e uma prisão.






A fama, hoje em dia, de Vlad Țepeș, o Empalador deve-se às formas de tortura através do empalamento (a vitima era perfurada com um pau). Contudo esta forma de castigo não foi invenção sua. Já existia em textos da antiga Assíria.

Foi em Vlad Țepeș que Bram Stoker se inspirou ao criar a personagem, sangrenta, do vampiro Conde Drácula. 







O túmulo de Vlad Țepeș





















 Na Roménia, Vlad Dracula (o termo dracula “dracul” tem as suas origens na palavra em latim “draco”, significando “Dragão” - a Ordem do Dragão, era uma ordem militar católica de cavaleiros, que geralmente integrava nobres e príncipes com o objectivo de lutar contra os inimigos do cristianismo, nomeadamente os Otomanos) é lembrado como um príncipe que defendeu o seu povo de estrangeiros sejam eles invasores turcos, comerciantes alemães ou boiardos. Apesar desta  interpretação mais positiva da sua vida também é visto como um governante extremamente cruel e caprichoso.





terça-feira, 17 de julho de 2018

Roteiro das férias na Roménia

Comecei a preparar a viagem da família à Roménia bem cedo, como escrevi no post Planear viagens de 5 de maio. Apesar de ter cortado a região de Maramureș, a norte, ainda ficámos com um percurso bem longo: da fronteira com a Ucrânia até à região fronteiriça com a Sérvia junto ao Rio Danúbio, passando por uma zona, onde parte da população fala húngaro.




Em Putna, estávamos muito perto da fronteira da Ucrânia.












Bandeiras em muitas casas a favor de autonomia.

Parámos para tomar um café e os anúncios estavam em húngaro...















Em Eșelnița, pernoitámos num hotel com vista para o Danúbio e a Sérvia.





Achei que em muitas localidades as pessoas estão pouco habituadas aos turistas estrangeiros. Ficam atabalhoadas, parecem pouco afáveis e não fazem um esforço para agradar.  Percorremos muitas "estações de serviço" sem encontrar uma sandes para um almoço rápido- só tinham chocolates, bebidas e batatas fritas. Vimos dois restaurantes muito distanciados um do outro e perguntámos se  podiam fazer uma sanduíche  rápida e obtivemos resposta negativa. Outra vez, queríamos uma sandes de queijo simples, mas só serviam como estava na ementa, com uma grande mistura de outras coisas em que não estávamos interessados. Partimos, pois eles mantiveram-se inamovíveis na sua teimosia. Da mesma maneira disseram-me num restaurante, onde o empregado até falava inglês, que só me podiam servir melancia com outros frutos, como toranja, o que não me agradava. Quando disse então que  não queria nada, este empregado mostrou-se mais flexível e propôs servir-me só melancia se eu concordasse que na conta vinha a mistura de frutos... e lá chegámos a acordo....



Em Cluj-Napoca, a segunda cidade da Roménia, fomos a um café moderno. Curiosamente até tinha pastéis de nata, embora não com o melhor aspecto. Pedimos café com leite e chá com leite e a resposta foi que não serviam leite com essas bebidas, porque tirava o gosto das mesmas...num hotel esperámos uma hora, até sermos servidos e quando perguntámos qual era a sobremesa tipica responderam que a demora seria a mesma, pois estavam com muito serviço (realmente havia um casamento num salão do hotel). Assim, torna-se difícil desenvolver o turismo, o qual apesar de algumas desvantagens que nós em Lisboa bem conhecemos, sobretudo nos últimos anos por se ter tornado uma cidade na moda, também serve para desenvolver países...

Percorremos entre 1600 a 1800 km numa semana, o que é demasiado para quem viaja com bebés (na viagem que fizemos nos EUA para atravessar o país de leste a oeste chegamos a fazer sete horas de carro num dia. O percurso demorou 1 mês, mas os filhos eram crescidos. O mini-bus alugado nessa altura tinha quase o mesmo tamanho do que arranjámos aqui, só que em vez de 4 pessoas, éramos agora oito, mais o motorista).


Antigamente era diferente passear de carro com bebés. Não era obrigatório o uso de uma cadeira especial, o que deu mais segurança, mas como as crianças ficam encaixadas lá no fundo, depressa ficam saturadas e cheias de calor.




Por vezes as histórias e os brinquedos não eram suficientes para os manterem entretidos.







O motorista, romeno, ainda comentou porque é que a minha neta não era amamentada ao colo, no carro; mas a minha filha não gostou da sugestão, pois as regras de segurança são para ser cumpridas. 

E foi assim, seguindo todas as regras de segurança, que demos a conhecer algumas belas regiões da Roménia à família.




6 julho (6ªf) Partida de Bucareste

SNAGOV


SINAIA


BRASOV

7 julho (sábado)




Partida para Bucovina.

8 julho (domingo)


AGAPIA



Partida para GURA HUMORULUI 


Mosteiros Arbore, Voronet e Humorului.

9 julho ( 2ªf)

Mosteiros Putna e Sucevita.


10 julho ( 3ªf)

CLUJ NAPOCA

ALBA JULIA

SIBIU

11 julho (4ªf)

HUNEDOARA


CARAS SEVERIN (região na fronteira com a Sérvia, onde o Danúbio entra na Roménia.

12 julho 5ªf


HOREZU

Mosteiro de Horezu 

Culele de la Maldaresti

Pedras Trovante

Horezu- Bucareste (221km-3h)
Chegada a Bucareste (20. 30h)

Apesar de termos chegados bem cansados, a viagem foi rica.  Agora, temos uma ideia melhor da riqueza cultural romena e da sua bela variedade regional. Por exemplo, o roteiro dos mosteiros da Bucovina,  Património Mundial, são únicos e  a não perder.

















Horezu







Também ficamos encantados com o artesanato romeno: belos tapetes, blusas bordadas e cerâmica colorida. Muito do agrado de todos foi a última noite num hotel com uma bela vista para o Danúbio e o passeio de barco. Um plano a seguir para ficarmos com uma visão geral da Roménia. Pena não termos visitado Sighişoara desta vez, mas era um grande desvio.


É bom e sabe bem tirar férias em família, sobretudo quando passamos a maior parte do ano distantes uns dos outros...mesmo levando uma eternidade para se chegar a acordo sobre o filme para se ver ao princípio da noite, com as crianças já a dormir... Era um prazer ver como os meus netos e primos, com apenas 5 e 17 meses, conseguiam interagir e brincar...


Hoje foi o dia da partida. Ficaram as muitas fotografias tiradas por 3 máquinas e 7 telemóveis....

Ah.... e as flores muito bonitas que me ofereceram à partida...







segunda-feira, 2 de julho de 2018

Tudo a postos...

Bucareste

Está tudo a postos para a chegada da família amanhã. No passado fim de semana, fui fazer o "reconhecimento" das saídas de metro, que vamos utilizar. O meu marido ainda se riu, pois quando eramos mais jovens sempre viajámos sem ter planos minuciosos. Lembrei-lhe que nessa altura não viajávamos com bebés. A primeira viagem que fizemos com os nossos filhos, ele tinha 5 anos e ela 2 e não utilizávamos a bagagem, que hoje em dia um bebé necessita: um "ovo" obrigatório para andar de carro, uma cadeira, que se desdobra em duas partes, uma mala para artigos de primeira necessidade, como fraldas e etc. Isto multiplicado por dois.... Não seria agradável  enganarmo-nos na saída do metro e ter que percorrer a estação no sentido contrário...com todo aquele "enxoval".
No primeiro "reconhecimento" ficamos a saber que o brunch programado para um hotel no domingo, antes do regresso a Portugal, afinal já não existe... (não que eu fosse sem antes fazer as reservas).

O plano do tour pela Roménia está pronto e confirmado (mini-bus, hotéis, passeio de barco). Das duas semanas, que a família vai estar cá, o passeio pela Roménia vai ocupar-nos uma...

Quanto à visita da capital, só faço sugestões.

Há o extenso PARQUE HERASTRAU, perto de casa.

Para ficarem com uma ideia da Roménia durante o comunismo podem visitar o PALÁCIO DO PARLAMENTO  (longe)  e  O PALÁCIO PRIMAVERA (perto de casa)

O CENTRO HISTÓRICO (metro Universitatae)

PASSEAR pela CALEA VICTORIEI, a 5ª avenida de Bucareste (metro Piata Romana). Três museus de arte:





E pronto, espero que se divirtam....




domingo, 1 de julho de 2018

1 de julho: dia da Madeira


O Dia da Madeira é celebrado a 1 de julho e comemora a autonomia que Portugal concedeu à Região Autónoma da Madeira na Constituição portuguesa de 1976.

Embora seja comemorado oficialmente só na Madeira, os emigrantes madeirenses também o celebram no mundo inteiro, em países onde há grandes comunidades de madeirenses: Canadá, EUA, Venezuela e África do Sul Já assisti às grandes festas nos EUA, que contavam com a presença de políticos vindos diretamente de Washington, como o senador Edward Kennedy e as da Venezuela, que num ano contou com a presença de Alberto João Jardim.


Caracas 2008. Almoço no restaurante Lee Hamilton


Feliz Dia da Madeira a todos os madeirenses e, em especial, aos residentes na Venezuela, onde as condições de vida são muito difíceis com a inflação a atingir o valor de 40.000%.