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quarta-feira, 15 de agosto de 2018

O álbum da viagem à Noruega

OSLO


 Palácio Real

Entre 1624 e 1924, a cidade de Oslo chamou-se Kristiania, o nome adotado após a sua reconstrução pelo rei Cristiano IV, na sequência de um incêndio, que destruiu a cidade.

A Noruega fez parte do Reino da Dinamarca por mais de 400 anos. Com o fim das Guerras Napoleónicas e a derrota de Napoleão, os dinamarqueses, aliados dos franceses, foram obrigados a ceder o território norueguês, em 1814, ao reino da Suécia (a qual tinha combatido contra o Imperador francês). Em 1905, o Storting (parlamento norueguês) passou uma lei que restabelecia a independência da Noruega.

O governo norueguês pediu ao príncipe Carl da Dinamarca (casado com a princesa Maud, filha do Rei Eduardo VII de Inglaterra e da rainha Alexandra da Dinamarca)  para se tornar rei da Noruega. Ele aceitou, após um referendo em que 80%  da população votou a favor da monarquia. Assim, a nova família real norueguesa desembarcou em Kristiania, em 1905. O rei passou a chamar-se Haakon VII e chamou o seu filho Olav (pai do atual Rei, Harald V, o primeiro a nascer na Noruega)

          Retrato da Rainha Alexandra num antiquário em Ålesund.

Estátua de Haakon VII na fortaleza de Bergenhus.




O Parlamento Norueguês (Storting). O sufixo ting é de origem Viking e designava as assembleias das aldeias .
Em 1814, aprovou uma das mais antigas Constituições da Europa, ainda em vigor.


A Catedral










Teatro Nacional














O Nobel da Paz é o único a ser entregue em Oslo, em vez de Estocolmo.

Câmara Municipal de Oslo 





Oslo criou o Centro do Prémio Nobel em homenagem a Alfred Nobel, engenheiro, químico e inventor da dinamite e aos prémios, que há mais de um século, foram instituídos por ele. Apresenta a biografia de Nobel,  os vencedores do prémio e os seus trabalhos.













Estação Central






Oslo, a capital escandinava, que me faltava conhecer...




TRONDHEIM



A Catedral de Nidaros destaca-se em toda a paisagem de Trondheim. Foi construída por cima do túmulo de S. Olavo, o rei Viking que se tornou o santo nacional da Noruega. É a maior igreja da Noruega. 




Assistimos na catedral à Sinfonia número nove de Bruckner, tocada pela Orquestra Sinfónica de Trondheim. Um excelente concerto.
















E foi também nessa cidade, Trondheim, que embarcamos no navio Zenith, que nos levou a conhecer,  durante uma semana, alguns dos belíssimos fiordes e magníficas paisagens  da Noruega.







ÅLESUND


Ålesund é uma curiosa combinação de fiordes, montanhas e um centro histórico dos princípios do século XX, construído em estilo Arte Nova.


A manhã começou com um excelente pequeno almoço, em que não faltaram ovos Benedict, um "must" em todos os meus cruzeiros. Aqui, apesar da primeira refeição ser buffet, prontamente ofereceram-se para nos prepararem.

Depois, estávamos prontos para explorar a cidade, por nossa conta.











Devido ao mau tempo com chuva e vento, resolvemos dar um passeio num autocarro turistico Hop On Hop Off. Quando a visita terminou já não chovia.







GEIRANGER














Património da Humanidade da Unesco


Como a aldeia e o porto são muito pequenos o desembarque fez-se através de um braço articulado, uma extensão da pequena área portuária para permitir o desembarque confortável de um navio tão grande.

















HELLESYLT



Hellesyt  é conhecida pelas imensas quedas de água.









































FLAM












Aqui o porto também era pequeno, mas conseguimos acostar.






Igreja octogonal de 1842












A povoação de Flam fica no fundo do  Aurlandsfjord, um braço do imponente  Sognefjord.
Daqui partimos de camioneta e fomos à aldeia Gudvangen, rodeada de montanhas altas.



Nærøyfjord. Chama-se assim em honra do deus Nærøy. A água dos fiordes nunca gela devido à corrente quente do México. A água é uma mistura de salgada e doce.




Lago Oppheim (gela no inverno).

e

Cascata Tvinde

No regresso a Flam a camioneta desceu por uma antiga estrada por onde se fazia antigamente a entrega do correio. Era muito ingreme, mas alcatroada. Uma senhora ao meu lado estava apavorada, mas eu que nem gosto destas coisas mais radicais não tive medo. A vista era soberba e tirei muitas fotos. 
O meu marido e eu recordamos uma aventura na Turquia, mais precisamente no Mar Negro, quando o motorista, a guiar um mini bus que transportava a minha família, quis fazer um desvio ao cimo da montanha por um caminho de terra enlameado. A subir, ele ia sempre dizendo que estava perto, mas ao descer,  ao ver o  abismo e reparar que tinha de se fazer marcha atras para dar a curva, com o carro a derrapar, tive dos maiores sustos da minha vida e não pude conter o choro, pois pensei que íamos todos cair dali abaixo…




A guia  contou uma historia engraçada, que fez a dita senhora ainda mais nervosa: dois homens, um motorista e um padre, iam a passar pela estrada, tiveram um acidente e morreram. O padre foi para o Purgatório e o motorista direto para o Céu. Quando o padre indagou junto de São Pedro dos motivos da discriminação, o Santo respondeu-lhe que as suas missas eram muito aborrecidas, ao passo que, quando o motorista guiava por aquela estrada, as pessoas punham-se logo a rezar….. humor norueguês!?

BERGEN


Bergen foi a capital da Noruega até 1299, quando Oslo passou a ser a capital. Hoje em dia é a segunda maior cidade do país, depois de Oslo, seguida por Trondheim.

A parte antiga da cidade chama-se Bryggen. Está junto da baía e é rodeada por casas  do tempo da Liga Hanseática. Em 1979, passou a integrar a lista do Património da Humanidade da Unesco.











O compositor norueguês Edvard Grieg (1843-1907) nasceu em Bergen









O bonito coreto num jardim cheio de flores






A Igreja de Santa Maria, do século XII, o edificio mais antigo da cidade


STAVANGER











Foi o último porto que visitei na Noruega. De cidade mais pobre, passou a uma das mais ricas devido à descoberta do petróleo, como testemunha o seu museu dedicado à exploração petrolífera.






Monumento das espadas gigantes de Mollebukta.

Foi aqui que Harald, o primeiro rei da Noruega, proclamou a união do país, em 872. O monumento consiste em 3 espadas de pedra, pregadas ao chão. Simbolizam a Paz, a Unidade e a Liberdade. Os seus punhos imitam espadas Vikings encontradas em diferentes partes do país. O monumento foi criado por Fritz Røed (1928-2002) e inaugurado pelo rei Olavo em 1983.






Ledaal Manor foi construida como residência de verão para a família Kielland, em 1799-1803. Hoje em dia, é um museu, uma casa para cerimónias oficiais da cidade e também serve como residência do Rei, quando está em Stavanger.



O que gostei mais de ver em Stavanger foi o centro histórico com casas de madeira dos séculos XVIII e XIX, onde se encontram cafés simpáticos e galerias de arte.





Viagem aos Fiordes da Noruega
Noruega, Agosto 2018




quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Viagem aos Fiordes da Noruega



A Noruega é um dos países mais ricos do mundo. A sua economia depende da exportação de petróleo (encontrado no final dos anos sessenta), do gás natural e da exploração dos recursos hidroelétricos que abastecem o país e dão ainda para exportar. Apesar de produtor de petróleo, tem fomentado a compra de carros eléctricos, contabilizando o maior número de utilizadores dos Tesla.  

Possui também bons recursos agrícolas e é o maior exportador de bacalhau do mundo. O turismo desempenha igualmente um importante papel na economia do país (visitei aldeias nos fiordes com menos de 100 pessoas, que no verão são invadidas por cerca de 600 000 turistas). 

Tem sido eleito,  nos últimos anos, o melhor país para se viver devido à sua elevada esperança de vida e um sistema de saúde e educação públicos gratuitos, de qualidade (a escolaridade obrigatória vai dos 6 aos 16 anos  e 100% da população é alfabetizada - os alunos que pretendem prosseguir  estudos superiores devem  frequentar mais 3 anos de ensino secundário).

Contudo há algumas desvantagens. Os impostos são bastante elevados e o nível de vida muito caro.



Esta cerveja (ao balcão) custou 10 Euros...










E uma simples viagem de táxi do aeroporto ao hotel (num Tesla, em Trondheim) durante cerca de 30 minutos, custa quatro vezes mais do que em Lisboa (800 coroas norueguesas- 85 euros).


Nas  cidades, as construções mais recentes com um design linear  muitas pintadas de preto e cinzento, tornam o ambiente sombrio, sobretudo se pensarmos que o clima não ajuda. Em pleno verão escandinavo cheguei a apanhar temperaturas de 9 graus. Não me queixo do tempo, pois um dos objetivos desta viagem era fugir ao grande calor...



e consegui....








Achei as pessoas muito simpáticas e gostei da cultura anti-gorjeta.

Adorei os jardins muito bem cuidados nas cidades (Oslo, Trondheim, Bergen).



















Os trolls, segundo a lenda, eram figuras gigantescas e horrendas, que viviam nas montanhas e foram os primeiros habitantes da Noruega. Só saíam à noite, pois se encontrassem luz transformavam-se em pedras gigantescas. O artesanato local está cheio destas figuras. Não lhes achei muita graça. 



































Este foi o meu 6º cruzeiro. Já me considero uma pro. Verifiquei que tenho roupa própria para estas ocasiões, pois são repetidas de outros passeios ... têm uma vantagem- não amarrotam.


Todos os cruzeiros têm uma noite que chamam de gala. Embora seja engraçado ver o que a imaginação das pessoas proporciona, convém não destoar muito....












...sobretudo se preferirmos jantar  na sala principal. Neste cruzeiro a gastronomia era "desenhada" por Paco Roncero, chef com 2 estrelas Michelin e gostei muito.

O pianista, Eduardo, nunca tocou o concerto para piano de Grieg, que seria apropriado, mas gostei muito do seu repertório. A minha mesa ficava situada junto ao piano...

Não gostei dos espetáculos, com coreografias pobres e de mau gosto. No entanto a festa de apresentação dos diversos departamentos a bordo, com a presença do capitão, foi bem conseguida ( desfilaram bandeiras de 35 países, referentes às diferentes nacionalidades da tripulação (total de 608).









Mas há muito mais coisas para passar o tempo- no meu caso o imprescindível crapô, leitura, dormir e tirar muitas fotos das  vistas espetaculares, que só do mar se consegue.












A organização das excursões também deixou muito a desejar. Cheguei a dizer-lhes que deviam aprender com os americanos. Este foi o primeiro cruzeiro que fiz, onde a primeira língua utilizada era o espanhol.

A Noruega é conhecida pelos seus fiordes,  enormes vales formados por rochas e inundados de água, devido à fusão do gelo na Era Glacial. A própria palavra fiorde tem origem na Noruega, mas internacionalizou-se.

Para mim o país ficou também associado aos imensos túneis (furados, como se diz na Madeira) cravados nas montanhas. Em todas as localidades por onde passei tive de atravessar túneis. A guia que nos mostrou Flam disse que dessa vila a Oslo passa-se pelo maior túnel do mundo com 24,5 km de comprimento, mas passei por um, na direção oposta (em direção a Bergen), que tinha 11km e achei enorme. Dá para perceber que antes da construção da maioria dos túneis ( segunda metade do seculo XX ) as populações viviam bastante isoladas. No verão recorriam aos barcos ou cavalos para comunicarem com outras regiões e no inverno faziam-no através de ski ( outra palavra de origem norueguesa), que é obrigatório no sistema de ensino.



Notei que também têm orgulho nas muitas cataratas que correm pelas suas montanhas. Todavia, como já conheço a catarata do Salto do Angel, em Canaima, na Venezuela, não me impressionaram tanto como os fiordes. 








Os fiordes do Chile, que visitei no cruzeiro à Patagónia, apesar de menos escarpados eram também magnificos.




O álbum da viagem à Noruega
De 2 a-12 de agosto de 2018

God ferie!