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domingo, 7 de outubro de 2018

A Igreja Fortificada de Prejmer






A fortaleza é um dos mais importantes monumentos históricos medievais da Transilvânia.

Em 1421, a fortaleza teve trabalhos de consolidação, após a primeira invasão otomana.


As suas muralhas são as mais fortes e largas de toda a Transilvânia. Por exemplo, o barbacã tem 32 metros de comprimento. Entre as vilas e aldeias daquela região, trata-se da citadela mais fortificada.














Dentro da fortaleza há 270 quartos numerados distribuídos em dois ou quatro níveis para refúgio dos habitantes em caso de ataque e serviam igualmente para guardar abastecimentos.


A construção da Igreja de Prejmer (Tartlau) começou em 1218 com a Ordem dos Cavaleiros Teutónicos. Depois de esta Ordem Militar ter sido banida, a Igreja foi aumentada em estilo Gótico trazido pelos monges Cistercienses. Hoje ocupa o lugar central e mais proeminente da fortaleza, à semelhança de outros aldeamentos fortificados da Transilvânia.
























Desde 1999, a fortaleza de Prejmer está inscluída no Património Mundial da Unesco.












Passeio à Transilvânia no Outono


No dia 5 de outubro partimos de Bucareste às 9 horas rumo à Transilvânia, onde ficámos até o dia seguinte. 



Não seguimos a via principal, mas sim uma paralela, que também vai ter a Brașov (não visitámos desta vez essa cidade) com a ideia de visitar Vălenii de Munte. Aí encontra-se um atelier de manufacturação de tapetes típicos romenos e onde fazem também tapeçarias, por encomenda, com base em desenhos.




De seguida fomos visitar  aldeias com igrejas fortificadas na Transilvânia. 
O nome Transilvânia deriva de um termo húngaro significando "a terra para além da floresta", ou seja as planícies situadas a leste, depois das serras dos Montes Cárpatos, os quais constituíam a barreira entre aquela região fértil e o Reino da Hungria na Idade Média.
As Igrejas fortificadas começaram a ser construídas a partir do século XII com a chegada dos colonos Saxões (camponeses germânicos assim chamados genericamente), que fundaram aldeias por toda a Transilvânia em consequência da política dos reis húngaros para desenvolver aquela região. No entanto, as populações cedo tiveram de enfrentar as invasões de povos, primeiro de origem turca e depois dos mongóis. Ergueram-se então fortificações em lugares estratégicos, que tinham no seu centro uma Igreja. Eram locais sobretudo de abrigo e as suas torres serviam também de vigilância.



Há muitas construções deste tipo por toda a Transilvânia. Sete delas foram classificadas como Património Mundial: Biertan, Viscri, Saschiz, Prejmer, Valea Viilor, Calnic e Darjiu.  Já conheço as quatro primeiras. Faltam as outras...

As primeiras visitadas neste passeio foram Prejmer e Hărman, a menos de meia hora de Brașov.

Seguimos caminho até Viscri, onde pernoitamos e, no dia seguinte, ainda visitámos Saschiz, Criț e Meșendorf, antes de regressarmos a Bucareste, por volta das 17 horas. Foi um bonito passeio, cuja distância máxima são 4 horas da capital e admirámos a natureza a mudar as suas cores, do verde para os amarelos. 







Referências:


Baker, M, Fallon S, Isaliska, A: Romania & Bulgaria, Lonely Planet, 2007

Mallows, L and Brummel, P Romania: Transylvannia. Bradt 2018

Philippi, P: Transylvania Short History of the Region. The Hungarian and German Minorities, Schiller Publishing House, 2016

Riatea, Marius: Fortified Churches from Transylvania. Dinasty Books 2017

Outros tempos...outros jantares

Esta noite estive a pensar a sorte que tenho por ter dado um jantar para 14 pessoas no dia 4 e logo às 9 horas do dia seguinte, 5 outubro (feriado), ter partido para a Transilvânia sem me preocupar com arrumar a cozinha, pois felizmente há quem o faça por mim.  
Nem sempre foi assim. Durante muitos anos, fui eu que tive de fazer tudo e não deixei de receber em casa as pessoas que queria convidar; mas há sempre peripécias para recordar.

Turquia ( 1989-1993)

Na Turquia iniciei a minha aprendizagem de culinária, pois até então os meus cozinhados não iam  além de  arranjar uns bifes ou cozer peixe. As festas de aniversário eram quase sempre na casa da minha mãe, sempre disponível e paciente, gostando de ajudar e tinha uma casa maior.
No dia do meu primeiro jantar, expliquei bem aos meus filhos que tinham de ficar no quarto, pois tínhamos umas visitas muito importantes e não nos podiam chamar. Foi aí que tanto o meu filho como a minha filha acharam que deviam dar uma ajuda e cantar "So long, farewell", como viam no filme "Música no Coração"...



No segundo jantar, a minha filha apareceu na sala de jantar, de camisa de noite e estremunhada...  em ocasiões futuras já tínhamos arranjado uma baby-sitter.








Normalmente eu preparava o jantar e quando chegava o cozinheiro e os empregados para servir, já estava a mesa posta e tudo encaminhado. Num Natal, convidamos uns amigos para passarem a ceia connosco. Eram brasileiros e espanhóis. Apesar de na Turquia não se festejar o Natal, havia muitos estrangeiros que o faziam e por isso foi difícil arranjar a mesma equipa, que vinha sempre. Teriam de ser outros. Quando eu estava a cozer o perú, houve um corte de energia e o meu marido teve de segurar numa vela para eu terminar. Não é que lhe espetei com a agulha no olho!... Fiquei muito nervosa e quando  chegou um homem a falar um inglês péssimo e a dizer que vinha para a festa disse-lhe que não estava convidado e fechei-lhe a porta. O meu marido começou a rir e disse que talvez fosse o empregado...  e era. Depois correu tudo bem. Ainda comemos uma ostras trazidas pelo espanhol e o perú ficou lindo. Fizeram como lhes disse: vieram mostrar e depois levaram para trinchar..

Guiné (1993-1996 e 2012-2014)













Na Guiné, o trabalho era muito especializado. Na cozinha só trabalhava a cozinheira Carolina (à direita da fotografia). Outra lavava e engomava e, calmamente, esperava que a roupa secasse ... depois, havia a que limpava dentro de casa e o António ocupava-se do jardim.
A cozinheira era muito despachada e como sabia ler e escrever foi trabalhar para a embaixada, após o meu marido regressar a Portugal. Nas minhas visitas, durante as férias, dava-lhe o meu livro de receitas...fazia muito bem o bacalhau de natas. Nessa altura eu passava o tempo, em Portugal, a preparar exames para passar a ser professora efetiva.
Quando regressei, em 2013, da segunda vez, alguém me disse que gostaria muito da cozinheira, a qual  cozinhava muito bem e sabia fazer um excelente bacalhau de natas... tratava-se da MINHA receita...  era a "nossa" mesma cozinheira, a da primeira vez que tínhamos estado em Bissau.
Aprendi que não há que desesperar por não haver floristas na cidade. O empregado, sempre dedicado, apanhava flores do jardim e fazia bonitos arranjos por cima da sua mota.



EUA (1999- 2005)

Nos EUA fazia tudo sozinha. Dei jantares para muitas pessoas. A única vez que pedi ajuda,  pois vinham mais de 30 pessoas, recomendaram-me mãe e filha. Eram muito bonitas e isso fez com que não se notasse tanto os seus disparates. Vieram de vestido preto, como pedi, mas com ténis brancos... A filha nunca devia ter bebido um Martini e quando lhe pedi que me preparasse um encheu-me um copo de água com a bebida...
Comecei a treinar os meus filhos, que não assistiam aos jantares, para me ajudarem, porém zangava-me muito com eles, por exemplo, porque deixavam cozer demasiado a comida, enquanto eu regressava à sala para conviver... e, depois, tinham sempre um ar pouco concentrado no que faziam, pois gostavam de se divertir com as  conversas ouvidas. Um dia disse a um senador, que tinha aparecido no bosque, junto à minha casa, um bambi (sou péssima com nomes de animais e não me ocorreu o nome do bicho). Foi gargalhada, ao voltar à cozinha; e ainda hoje fazem comentários sobre isso e também como pronunciava "passion fruit".
Os meus filhos ficaram a conhecer a minha faceta menos simpática, quando chamei um jornalista perto da entrada da cozinha e tivemos uma conversa sobre um artigo pouco abonatório para Portugal. Tentei disfarçar que não estava chateada, contudo disse-lhe tudo, por entre sorrisos... e os meus filhos ainda hoje recordam esse episódio...




Por mim, prefiro recordar os bonitos centros de mesa encomendados à florista. Não podia fazer tudo...


Em 2004, frequentei um curso de culinária com a minha filha, cujo professor foi o Master Chef George Karousos,  no OceAnna Restaurant and Grill, em New Bedford. Aprendi muitas receitas, dadas no final da sessão, depois de provarmos o que tinha feito, acompanhado de um vinho a condizer...
Aprendi, por exemplo, que NUNCA se deve fazer maionese em casa, porque os ovos podem ter salmonela. Devemos usar a do supermercado, tratada, e depois melhorá-la a nosso gosto.




Caracas ( 2005-2008 e 2014- 2017)


Na primeira vez que vivi em Caracas, continuei a fazer a maior parte dos cozinhados sozinha. No final, já me sentia uma "profissional" . Fui entrevistada para a revista " Generaciones" e o título foi "O Mundo a la Carta".
Habituada à discrição americana, achava "natais" as festas que dava. Além dos habituais chocolates e flores enviadas habitualmente, recebi esculturas, quadros, molduras. Da segunda vez, já não foi tanto assim...os tempos eram outros.






Todavia, ficava descansada quando tinha almoços ou jantares em casa, porque a Marlene dava muito bem conta do recado. Ainda tenho saudades do seu  polvo à lagareiro feito no churrasco, mais saboroso que em muitos sítios em Portugal. O seu único problema era a decoração dos pratos. Tinha de ter muita atenção. No entanto, gostava muito de fazer os arranjos de flores comigo...


























As pessoas podem não acreditar, mas apesar das dificuldades crescentes em arranjar alguns produtos, foi em Caracas que realmente aprendi a apreciar carne bem cortada. Quando pedíamos no talho bifes do lombo, as partes dos lados eram separadas (eram guardadas para outros fins) e vendiam-nos todos do mesmo tamanho. Antes de os cortar, enrolavam o lombo em papel de cozinha transparente bem apertado, cortando depois os medalhões,  os quais eram guardados, sem ser sobrepostos, nas embalagens brancas. 
Foi das coisas que recomendei já na Roménia.


Angola (2006)


Estive em Angola por pouco tempo. Institucionalizei, porém, um almoço às quintas-feiras destinado às pessoas que trabalhavam com o meu marido mais diretamente, para que se sentissem mais integradas, numa altura um pouco delicada para os negócios portugueses. Contei com a preciosa ajuda da cozinheira Inês e recordo-me dela muitas vezes. Um dia vi-a  lavar muito bem um ananás. Perguntei porque o fazia se ia descascá-lo. Respondeu-me que podia ter micróbios e entrariam no fruto ao abri-lo. Depois de regressar a Portugal comecei a fazer o mesmo.

Roménia

A cozinheira Mariana tem muitos anos de experiência e fico descansada com a sua organização. Depois de acertarmos a ementa, ela gosta sempre de me mostrar a apresentação, porque sabe que se trata de um aspecto importante para mim. Depois do jantar de anteontem, que correu muito bem mais uma vez, confirmei que sou afortunada...

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Portugal: 875 anos


Com a assinatura do Tratado de Zamora, no dia 5 de outubro de 1143 ("quem não sabe esta data não é bom português") resultou, há 875 anos, o nascimento daquele que é considerado o mais antigo Estado-Nação do mundo ocidental: PORTUGAL.

O feriado de hoje em Portugal comemora apenas os 108 anos da República Portuguesa.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Jantar de outono em casa


























Hoje, organizámos um jantar para comemorar a nossa chegada à Roménia, há um ano.


























Os convidados formavam um grupo de casais muito simpáticos, cujos países nos trazem à memória recordações especiais, como por exemplo, os egípcios, porque visitámos o Egito no início deste ano, viagem que há muito ambicionávamos fazer.

Também graças ao casal búlgaro ficámos a conhecer Veliko Tarnovo, antiga capital da Bulgária e também Arbanassi. Nesse passeio tivemos, entre outros, a companhia dos lituanos e o meu marido ainda se lembrava ter sido oficial de ligação junto da delegação da Lituânia, numa conferência NATO, realizada em Sintra em 1997.

Como não podia deixar de ser os EUA tiveram um papel muito importante nas nossas vidas, pois foi onde permanecemos mais tempo no estrangeiro- de 1999 a 2005 e onde os nossos filhos acabaram a escola secundária. As idas a Nova Iorque para assistir a espetáculos da Broadway e as nossas viagens, sobretudo a que durou um mês, quando atravessámos aquele país de leste a oeste, são ainda muito recordadas em família. O casal americano já conhecia algumas dessas nossas aventuras.

No ano em que celebrámos 25 anos de casados fizemos uma viagem de sonho. Visitámos o Chile (falo sempre de um excelente vinho branco que lá tomei), passámos pelo Estreito de Magalhães e a Patagónia. Memórias inesquecíveis, que partilhámos com o simpático casal chileno. 

Como estávamos em maré de recordações, não podíamos esquecer a Bélgica. Aí o meu marido fez um breve estágio, um ano antes de Portugal entrar na CEE. Não o acompanhei, porque foi por pouco tempo. Lembro-me da gabardine Burberry que me trouxe e um bonito casaco, que tiveram de pagar direitos alfandegários...








É sempre um prazer convidar e conviver com pessoas, cujos interesses são semelhantes aos nossos.


quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Dia de Chipre


Chipre é a terceira maior e a mais populosa ilha do Mediterrâneo. Está atualmente dividida em duas partes: uma constituída pela República de Chipre, que compreende cerca de 59% da área da ilha e a outra, a norte, administrada pela autodeclarada República Turca do Norte de Chipre, após a invasão e ocupação militar pelos turcos de toda essa região, em 1974. Esta última área cobre cerca de 36% da ilha e é reconhecida apenas pela Turquia. 

O Chipre tornou-se membro da União Europeia em 2004.
Creio que a divisão da ilha constitui um dos problemas, que não facilitam a entrada da Turquia na União Europeia, como pretende.

Não conheço Chipre e não terei a oportunidade de visitar a ilha nos próximos tempos. O meu PT esteve lá por duas vezes neste verão. Disse-me que os voos são baratos e a vida não é cara.


Hoje, comemorou-se o Dia De Chipre com uma receção no Clube Diplomático para celebrar os 58 anos da sua independência.


terça-feira, 2 de outubro de 2018

Dia da Unidade Alemã ( 2018)


Hoje celebrou-se o Dia da Unidade Alemã num hotel de Bucareste.

A festa mais original de um dia nacional que assisti foi o Tag der Deutschen Einheit, quando se celebraram os 25 anos, em 2014. Estávamos em Caracas. 

O Embaixador era músico e um pouco extravagante. Reuniu um grupo de músicos e na sala de espetáculos do Centro Cultural Alemão deu um concerto, em que realçou a canção Wind of Change dos Scorpions. Nunca me vou esquecer desse dia. (a festa mais espetacular aconteceu neste último 4 de julho, que seguiu o modelo  tradicional americano, só faltando o fogo de artificio, mas até houve aviões acrobatas... quem pode, pode)

O Presidente da Roménia, o Embaixador Alemão e a sua mulher

A receção de hoje seguiu o protocolo habitual com discursos e, antes, os hinos nacionais foram tocados por uma pequena orquestra de jovens. O presidente romeno esteve presente e como é de origem alemã, no início, disse umas breves palavras em alemão. O embaixador por sua vez começou a falar em romeno, depois alemão e por fim em inglês. Quando o ouvi dizer num contexto de mera politica "the winner takes it all" pensei que seria cantada a canção dos Abba. Poderia ser giro...









Espero que todos os amigos que conheci em Leipzig e Halle, antes da União, estejam bem e felizes.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Morreu Charles Aznavour

Morreu o grande cantor francês Charles Aznavour (1924-2018), que sempre ouvi com muito agrado. A sua carreira foi uma longa homenagem à música e a sua morte ocorreu hoje, Dia Mundial da Música. Devido às suas origens arménias, as embaixadas da Arménia abriram livros de condolências em sua memória.


Sou do tempo em que a música francesa era tão ou mais ouvida em Portugal do que a anglo-americana...


Gosto muito desta versão em italiano....

Não é saudosismo, mas creio que havia mais variedade de estilos e línguas.
Umas das minhas brincadeiras era imitar a Gigliola Cinquetti ou o Gianni Morandi...




Dia Internacional da Música 2018

Estão a ter um dia musical?



Estou a ouvir Bedřich Smetana (1824-1884): Má Vlast ( o meu país) pela Orquestra Sinfónica Checa, conduzida pelo maestro Rafael Kubelik (1914-1996). Interessante ter encontrado esta gravação feita em Tóquio, em 1991, pela mesma orquestra e maestro do CD que comprámos em Praga a semana pasada.

A Monarquia na Roménia







Coroa usada pela Rainha Elisabeta no ato de proclamação do Reino da Roménia, em 1881


(Museu de História Nacional, Bucareste)







A Roménia teve apenas 4 reis, durante 66 anos (de 1881 a 1947):


Carol I

Ferdinand I

Carol II

Miguel I



Em 1947, o último Rei dos romenos foi forçado a abdicar pelos comunistas, apoiados pelo exército soviético.

O Rei Miguel só teve filhas: a Princesa Margareta da Roménia (n. 1949), a Princesa Elena da Roménia (n.1950), Irina Walker ( n.1953), a Princesa Sophie da Roménia (n. 1957) e a princesa Marie da Roménia (n.1958).

As filhas do Rei e os seus descendentes não tinham direito à sucessão devido à Lei Sálica vigente na Roménia. Em 2007, o Rei Miguel, contudo, anunciou que no caso da restauração da monarquia aquela única forma de sucessão, a exclusividade de um herdeiro ser masculino,  deveria ser revogada e indicou a filha mais velha como herdeira do trono.

Em 2014, após a prisão da filha Irina e do marido nos EUA por manterem um negócio ilegal de luta de galos, o Rei Miguel alterou a linha de sucessão, tendo excluído Irina, assim como os seus descendentes.

A herdeira do trono não tem filhos. Nicholas Medforth-Mills, nascido a 1 de Abril de 1985, em Meyrin, na Suíça é  o único neto do Rei Miguel, filho da princesa Elena e do seu primeiro marido,  Robin Medforth-Mills, professor de Geografia na Universidade de Durham. Nicholas esteve pela primeira vez na Roménia na Páscoa de 1992, aos 13 anos, com os avós, a mãe e o padrasto. Foi a primeira visita autorizada pelas autoridades romenas, depois de cerca de 45 anos de exílio. Em 1997, a família real pôde regressar ao país e, em 2000, o Rei Miguel recebeu o estatuto de antigo Chefe de Estado, o que lhe permitiu recuperar património e dispor do Palácio Elisabeta, em Bucareste, que se tornou residência da princesa Margareta, herdeira e guardiã dos bens da coroa.

O deposto Rei Miguel tinha dado ao neto o titulo de Alteza Real e de Príncipe, a partir do seu 25º aniversário. Em 2012, Nicholas Medforth-Mills mudou-se para a Roménia para participar em atos oficiais com mais frequência. Depois de ter sido acusado por uma mulher de ser o pai de uma criança e nada ter feito para assumir a paternidade, revelando, alegadamente, falta de responsabilidade, o seu avô retirou-lhe os títulos em 2015, excluindo-o também da linha de sucessão. 

Nicholas quis ver o avô, que já estava muito doente na Suiça e onde veio a morrer, após cerca de um mês. Depois de ser impedido, forçou a entrada na residência do Rei e, segundo a Casa Real, que apresentou queixa na polícia, chegou a agredir três funcionários. Nicholas julga que os outros membros da família fizeram tudo para o desacreditar e prejudicar a sua imagem. Na altura, aquele incidente teve impacto nos media.

Quando o avô, o Rei Miguel, morreu, o ano passado, seguiu atrás do caixão juntamente com as cinco filhas do rei, o que criou muita simpatia no público, que adorava o seu rei.





Ontem, Nicholas Medforth-Mills casou-se com Alina-Maria Binder  numa cerimónia religiosa em Sinaia (já o tinha feito no civil, no ano passado). Os romenos têm seguido estas notícias e parecem querer uma versão do romance Harry-Meghan Markle.

Foi convidado pelo presidente da Câmara de Sinaia para estar presente na cerimónia de geminação Cascais- Sinaia. (foto ao lado)









Fiquei admirada por ter lido na última edição do  Economist uma noticia sobre a família real romena.

Recentemente, o Príncipe Radu da Roménia esteve em Portugal e deu uma entrevista ao DN.