A minha Lista de blogues

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Incentivo à criação...

 2017 (1)

2018 (2)

Hoje, terminei um tapete de Arraiolos, que comecei há menos de 2 meses. Foi o meu recorde de tempo. Agora, tem de ir a uma loja especializada, em Lisboa, para fazerem os acabamentos como deve ser. Fico muito orgulhosa, quando me mandam fotografias, como aconteceu recentemente com estas duas, em que noto a utilização do meu trabalho.

É o quarto tapete que faço na Roménia. Há algo aqui (ou será lá?) incentivando a minha produtividade...espero continuar...

Os meus tapetes de Arraiolos

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Recordando um doce Harrison...







Hoje reparei nesta memória do FB de há 8 anos.

Todos os pais que tiveram filhos a estudar medicina lembram-se como é "amarga" a época do Harrison, um calhamaço sobre o qual incidia o exame final. Foi necessária muita força de vontade e paciência para as constantes conversas sobre o mesmo assunto. E como diz o ditado, tudo está bem quando acaba bem. Assim, o Harrison foi o doce dos 24 anos da minha filha com o pasteleiro a copiar o livro utilizado por ela.

Para a minha coleção

de abelhinhas...

sábado, 6 de abril de 2019

Quem foi Constantin Brâncoveanu?

Estátua de Brâncoveanu, na praça de S. Jorge, em Bucareste.



Constantin Brâncoveanu (1654-1714) nasceu no sul do território romeno no seio de uma importante família nobre e foi Príncipe da Valáquia, entre 1688 e 1714. Após ter recusado participar na guerra entre a Rússia e o Império Otomano, foi deposto pelo Sultão Ahmed III e levado para Constantinopla, onde foi preso e torturado pelos otomanos, os quais esperavam localizar a imensa fortuna que tinha acumulado. Apesar da confiscação dos bens para salvar a família, pediram-lhe que renunciasse à fé cristã ortodoxa, o que recusou.


No dia 15 de agosto de 1714 foi decapitado com os seus quatro filhos: Constantin, Radu, Ștefan e Matei, juntamente com Ianache, o seu conselheiro e tesoureiro. O filho mais novo, Matei tinha apenas 12 anos. Diz a história que, amedrontado pelo que viu acontecer aos irmãos mais velhos, pediu ao pai autorização para renunciar o Cristianismo e converter-se ao Islão, como pretendia o sultão, tendo Brâncoveanu respondido ser preferível morrer mil vezes do que abandonar a sua fé para viver uns anos mais na terra.


















A nova igreja de São Jorge, em Bucareste, é conhecida principalmente por ser o local onde está sepultado Brâncoveanu. Situada entre as praças Unirii e da Universitate, foi construída durante o reinado de Constantin Brâncoveanu como príncipe da Valáquia. Foi consagrada em 1707, mas sofreu diversas renovações, sobretudo após o grande incêndio de 1847, que a deixou bastante destruída. Nessa altura foram adicionados murais no interior. 




A restauração do exterior e interior e de diversas pinturas acabou em 2014, quando Brâncoveanu foi declarado Santo pela Igreja Ortodoxa. 

Antes, os seus restos mortais estavam enterrados no exterior da igreja, mas, hoje em dia, estão no interior. 




A igreja de S. Jorge constitui um marco essencial da história da Roménia, devido à sua ligação com Brâncoveanu figura romena ímpar.




Se, por exemplo, o poeta Mihai Eminescu (1850-1889)- ver Iași-, o músico George Enesco (1881-1955), ou o escultor Constantin Brâncuși (1876-1957) são nomes inolvidáveis da cultura romena, o estilo arquitetónico brâncovenesc é único, como se pode admirar na Igreja de S. Jorge recentemente reconstruída, no Mosteiro de Horezu- inscrito no património Mundial da Unesco- ou no Palácio Mogoșoaia.






Aos poucos o nome Brâncoveanu transformou-se também em nome de marca, como se pode apreciar neste excelente vinho romeno...saúde!

quinta-feira, 4 de abril de 2019

O nosso tapete de pedra

Vista Alegre. Alma de Lisboa

A calçada portuguesa esteve em destaque no passado fim de semana no jornal americano The New York Times, no artigo de Kathleen Beckett: In Lisbon, a Carpet of Stone Beneath Their Feet


Homenagem aos calceteiros de Lisboa

quarta-feira, 3 de abril de 2019

De regresso a Sibiu

A semana passada estive 2 dias (1 noite) em Sibiu. Já tinha estado o ano passado duas vezes: a primeira para conhecer a cidade e, a segunda, em passeio com a famíla. Sempre que volto gosto mais. Desta vez notou-se que muitos edificios ficaram prontos a tempo de receber a grande cimeira, que terá lugar em 9 de maio. Nessa altura deve ser uma grande confusão com tantos presidentes e primeiros ministros juntos, mas eu, felizmente, devo estar em Lisboa.




Desta vez assisti de longe à passagem de alguns VIPs que visitaram, em autocarro, os locais onde vai decorrer a cimeira. 







Na ponte dos mentirosos, onde tirámos tantas fotos o ano passado...




No agradável restaurante onde almocei com a "colega" espanhola. 
















OLÁ

É pena Sibiu ficar a quatro horas de carro da capital (quase o mesmo tempo que dura a viagem de avião Bucareste-Lisboa). A autoestrada só cobre uma pequena parte do percurso, mas algumas paisagens são lindas...



 Alguns links do meu blog:

Album de Sibiu


Os olhos de Sibiu

terça-feira, 2 de abril de 2019

Cisnădie e Cisnădioara


A semana passada, logo após a chegada de Munique voltei à Transilvânia. No caminho, a cerca de 10km da cidade de Sibiu, visitámos mais uma Igreja fortificada da aldeia de Cisnădioara e a vila de Cisnădie. 


Cisnădioara (em alemão Michelsberg)











A Igreja fortificada, dedicada a S. Miguel, foi construída completamente em pedra em estilo românico, no século XII. Fica no cimo de uma colina com cerca de 100m de altura, bem acima da aldeia e é cercada por fortificações circulares, com uma torre à entrada. Algumas muralhas são ainda as originais.


 

Cisnădie (em alemão Heltau)

 
 


Cisnădie partilha a história da maior parte das vilas da Transilvânia. Sofreu ataques de mongóis, de otomanos e as pragas não a pouparam. No século XII colonizadores Saxões fixaram-se aqui. A vila prosperou no século XIX, com o Império Austro-húngaro devido à tecelagem. No século XX, construíram-se grandes fábricas. No final da II Guerra Mundial, a maior parte da população de origem alemã foi expulsa e deportada para a União Soviética. Em 1948, com o regime comunista, as fábricas foram nacionalizadas e  faliram. A partir do século XXI, a situação melhorou bastante e dá gosto ver os trabalhos de reconstrução.

domingo, 31 de março de 2019

Arte em Munique

O bairro dos museus é  composto por três museus: o Alte Pinakothek, o Neue Pinakothek e o Pinakothek der Moderne. Perto encontra-se ainda o Museu Brandhorst.

P. der Moderne
Alte P



O Museu Neue Pinakpthek está encerrado para obras e só reabrirá daqui a 6 anos.

Achei muito estranho não haver no museu qualquer informação e foi só nos outros que nos deram a notícia. Com uma das maiores coleções de arte do século XIX, esse museu tinha reaberto em 1981, após a destruição de 1944.


A coleção do Alte Pinakothek constitui um percurso pela Arte Europeia dos finais da Idade Média ao século XVIII, incluindo antigos mestres neerlandeses, quadros de pintores renascentistas italianos, franceses, flamengos e espanhóis. Fiquei surpreendida por haver tão poucos livros em língua inglesa acerca dos artistas e obras expostas e mesmo em alemão não eram muitos.

Ticiano. O Imperador Carlos V

Rafael. Madona

Leonardo da Vinci

Admirei a  espetacular coleção de Rubens de grandes dimensões, a maior que alguma vez vi.





Rubens raramente pintou retratos e este da condessa de Arundel, casada com um influente diplomata britânico, foi uma exceção.













Achei também muito interessantes dois retratos do pintor da corte espanhola, Juan Pantoja de La Cruz  de Isabella, filha de Filipe II de Espanha e do seu marido, o arquiduque Alberto, governadores dos Países Baixos espanhóis e grandes patronos de Rubens.

Madame Pompadour por François Boucher



Na Pinakothek der Moderne creio haver "artistas" com bons amigos no lugar certo para exporem alguns dos seus trabalhos...






No entanto vi obras muito interessantes de Braque, Matisse, Paul Klee, Kandinsky, Gris, Magritte e outros.


No Museu Brandhorst gostei muito da exposiçao de Alex Katz e até comprámos o catálogo








Aos domingos a entrada nestes museus custa apenas 1 Euro.