A minha Lista de blogues

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

O Bucha e o Estica

Lembram-se?


... e dos discos de 33 rotações?

Esta foi uma famosa dupla de comediantes Laurel and Hardy, composta por um magro, o inglês Stan Laurel (1890 – 1965) e um gordo, o americano Oliver Hardy (1892 – 1957).

Durante a minha adolescência usava-se muito esta expressão BUCHA E ESTICA apesar de terem deixado de atuar, em 7 de agosto de 1957, quando Hardy morreu.

Ok Ok!!!

Comecei o meu blog faz hoje precisamente 8 anos e o post com mais visitantes continua a ser OK

E o país com mais visitantes: EUA


Sem explicação para o facto sobretudo porque nunca mais apareceu no top da semana e...há algum tempo que só escrevo em português.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

6 de agosto de 1945...

...a II Guerra Mundial estava quase a terminar. Na Europa finalizara a 8 de maio, mas no Pacífico a guerra continuava muito acesa e cruel.

A cidade de Hiroshima possuía grandes depósitos de abastecimentos militares e era um centro portuário de grande importância. Como o Japão se recusou a render, por ordem do presidente Harry Truman, no dia 6 de agosto de 1945, às 8 horas e 15 minutos da manhã, a bomba atómica "Little Boy" foi lançada sobre Hiroshima por um bombardeiro americano, o Enola Gay. Matou, instantaneamente, cerca de 80 mil pessoas e, até ao final do ano, ferimentos e radiação, provocaram um total de 90 a 140 mil vítimas naquela região.

O bombardeiro Enola Gay, batizado com o nome da mãe do piloto da aeronave, o coronel Paul Tibbets, está exposto em Washington DC, no Smithsonian National Air and Space Museum. Visitei-o na minha única visita a Washington com o marido e filhos, antes de ter vivido nos EUA.


O oleandro é a flor oficial da cidade de Hiroshima, pois foi a primeira a florescer depois da explosão da bomba atômica de 1945. É uma planta extremamente tóxica, que pode matar uma pessoa se a sua folha for ingerida. Existe muito em Portugal, sobretudo nas auto-estradas a separar as faixas de rodagem.

Doc Martin

Desde 6ªfeira passada que o meu marido e eu andamos a seguir a série da TV britânica Doc Martin e estamos a divertir-nos imenso. Já disse à minha filha que devia ver e ela prometeu procurar se estava disponível em Portugal, pois só agora percebi que os programas da Netflix não são os mesmos para todos os países.

Também recomendei ao meu filho, mas ele já conhecia e esteve em Cornwall e visitou a aldeia onde  são feitas as filmagens. Outra grande série passada na mesma região inglesa é Poldark.

Começámos por ver os filmes: o primeiro é bastante engraçado, o segundo não tanto; mas as séries são bem divertidas. A primeira temporada é de 2004 e este ano começou a ser gravada a 9ª, em março.

É uma comédia narrando as aventuras e desventuras do médico, Doc Martin Ellingham um cirurgião de renome no Imperial College em Londres, que começa a desenvolver hemofobia e resolve tornar-se médico de família (GP) numa pacata aldeia de Cornwall, onde costumava passar férias em criança, na quinta da tia. Todos os episódios apresentam casos clínicos, que são sempre bem sucedidos por aquele clínico  muito competente e sempre disponível para casos graves, porém com uma completa falta de aptidão e sensibilidade sociais para lidar com os utentes e para se relacionar em geral com as pessoas.


Galinha com vinho Madeira



Ofereceram-me um frango do campo, já todo limpo e arranjado. Resolvi então fazer hoje para o almoço uma receita, dos meus tempos de infância e adolescência no Funchal, que não comia há muito tempo. Lembro-me que nessa altura o vinho Madeira era oferecido à minha mãe em garrafão pelos donos da conhecida marca Veiga França. (Engraçado, a receita foi dada por uma familiar dessa família, que dava aulas de culinária no Liceu. A minha mãe anotava sempre quem lhe dava as receitas e eu faço o mesmo).


Ingredientes:


1 frango inteiro

2 cebolas

1 dente de alho

1 raminho de salsa

1 cálice de vinho Madeira cheio

2 ovos

manteiga

azeite qb

sal qb

pimenta qb



Coze-se a galinha/frango numa panela com água, sal, 2 cenouras e um pouco de salsa. Guarda-se o caldo. Desossa-se a galinha e passa-se a carne por manteiga para alourar.

À parte refoga-se a cebola e o alho com manteiga e azeite. Se necessário adicionar um pouco de caldo. Quando estiver cozida a cebola junta-se o vinho Madeira. Rala-se o molho e junta-se 2 gemas. Leva-se o molho ao lume, mexendo sempre, para cozer as gemas. Junta-se o molho à galinha, à qual se adicionou um pouco de caldo para não ficar seca. Retificam-se os temperos e decora-se com salsa cortada.

Servi com puré de batata (que também não comia há muito tempo) e ervilhas.


segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Exposição temporária no MNAR












Fui ontem à exposição sobre o rei Ferdinand e a Rainha Maria, os Reis da Grande União da Roménia, que celebrou, em 2018, 100 anos.

Após a derrota do comunismo (1947-1989), regime que forçou o último rei da Roménia Mihai I a abdicar, tem havido um ressurgimento de algumas figuras da monarquia, nomeadamente do último monarca, que teve de se exilar do país e da sua avó, a Rainha Maria. Contudo, não me parece que a população romena estivesse pronta para abraçar novamente um regime monárquico.

Estão em exposição retratos, esculturas, fotografias e alguns objectos daquele casal, que governou a Roménia de 1914 até 1927, data da morte do Rei Ferdinand. Notáveis uns livros de anotações com desenhos e pinturas da Rainha Maria. 

A Rainha Maria (1875-1938) tornou-se bastante popular entre o povo romeno. Durante a Grande Guerra, a rainha e as filhas, vestidas de enfermeiras trataram dos soldados feridos. A sua beleza, intuição e inteligência tornaram-na também conhecida internacionalmente. Em viagens oficiais a França, Inglaterra e Estados Unidos foi recebida com muito entusiasmo. 












O ano passado, no Dia dos EUA, a sua fotografia surgiu em grande relevo, durante o encontro com o Presidente dos EUA, em 1926.

Os primeiros anos de casamento não devem ter sido fáceis. Ferdinand sucedeu ao seu tio, Carol I cuja única filha morreu aos três anos de idade. Tinha um feitio introvertido e apaixonara-se por uma aia da sua tia, Rainha Elisabeta, mas na Roménia existia uma lei que proibia o casamento dos monarcas com romenas. Por outro lado, a rainha Maria tivera muitos pretendentes, entre eles o seu primo, rei Jorge V de Inglaterra, que ela recusou. Foram conhecidos muitos casos amorosos, que se tornaram conhecidos do público, que especulou se o último filho não seria do amante. Daí que Thomaz de Mello Breyner se refira ao casal real, na sua biografia, nestes termos ."..tem cara de pouco feliz. A esposa é uma cabrita e o filho mais velho também lhe tem dado desgostos". 
A Rainha Maria teve seis filhos: Carol II, que chegou a ser Rei da Roménia (1930-1940) e morreu no Estoril em Portugal; Isabel, Rainha consorte do Reino da Grécia (1922- 24); Maria, Rainha consorte da Jugoslávia (1922-34); Nicolau, que viveu exilado na Espanha e Suiça, devido ao mau relacionamento com o irmão; Ileana, que depois do casamento passou a ser tratada por Sua Alteza Imperial e Real, a Arquiduquesa Ileana da Áustria, Princesa Real da Hungria e da Boémia e Princesa da Toscana; e Mircea, que morreu ainda criança. 























Desenhos e manuscritos da rainha

 Traje tradicional romeno usado pela rainha


Na exposição também se podem ver fotografias projetadas num ecrã de televisão.

domingo, 4 de agosto de 2019

No dia 4 de agosto de 1900...


Nasceu a Rainha-Mãe do Reino Unido, Elizabeth Angela Marguerite Bowes-Lyon, a mãe da atual rainha, Elizabeth II. Hoje fui a uma exposição e vi esta fotografia onde está presente com o marido, o Rei Jorge VI (à direita). Ao centro estão os Reis da Roménia: Ferdinand e Marie (com um bébé ao colo). A Rainha-Mãe passou muitos anos, quando era ainda solteira, no castelo de Glamis, que visitei quando fiz uma visita a diversos castelos da Escócia.

A Rainha- Mãe morreu aos 101 anos, em 2002. Lembro-me que soube da sua morte, em férias na cidade canadiana de Montreal e como estava no hotel, adoentada, segui as noticias pela TV, quando já me sentia melhor.

Palíndromos



Palíndromos são palavras, frases, versos ou expressões que podem ser lidas da esquerda para a direita ou da direita para a esquerda mantendo a mesma grafia e sentido. Os acentos, pontuação e espaços não são considerados ou seja, apenas contam as letras e as palavras.



Exemplos: OVO, OSSO, RADAR, ARARA

sábado, 3 de agosto de 2019

A Rainha Maria da Roménia e o Castelo Pelișor

Sir John Everett Millais (1829-96), Princess Marie of Edinburgh (1882)

Retrato da Princesa Maria, a tricotar uma meia verde, encomendado pela Rainha Victoria e exposto no Castelo de Windsor.




Eastwell, Kent, onde nasceu a Princesa Maria em 1875.



O Castelo Pelișor faz parte do complexo arquitetónico criado por Carol I, o primeiro Rei  da Roménia (irmão da Rainha Estefânia de Hohenzollern-Sigmaringen, casada com D. Pedro V). O Rei visitou Sinaia pela primeira vez em 1866 e encantou-se com a beleza da região.


Ficou instalado no mosteiro de Sinaia, mas logo decidiu mandar construir um palácio, onde pudesse passar as férias de verão: o Castelo Peleș.
                                                           Mosteiro de Sinaia




O castelo Pelișor (pequeno Peleș) foi construído entre 1899 e 1902 como prenda para os herdeiros do trono Ferdinand e Maria.
Ferdinand era sobrinho de Carol I e fixou-se na Roménia em 1899. Em 1893, tinha casado com a Princesa Marie de Edinburgo, neta da Rainha Victoria (por parte do pai) e do czar Alexandre II da Rússia (por parte da mãe). Tornaram-se os monarcas da Roménia em 1914, após a morte de Carol I.




 A pedido da princesa Maria e à imagem dos seus gostos estéticos a decoração do interior do castelo foi concebida em Arte Nova considerado o estilo moderno, naquela época do final do século XIX e início do XX. 




Foi neste castelo que morreu em 1938, aos 62 anos.


Foi enterrada no Mosteiro de Curtea de Arges, mas o seu coração, de acordo com o seu desejo foi guardado numa caixa na capela Stella Maris, da sua propriedade  em Balchik.

Palácio Balchik, hoje em dia em território búlgaro.


Quando em 1940, toda essa área ficou a pertencer à Bulgária, o seu coração foi transladado para o castelo de Bran, onde a filha IIeana construiu uma capela para esse fim. O regime comunista guardou - o num depósito do Museu Nacional de História, durante 40 anos e, em 2015, a pedido do último Rei da Roménia, Mihai I, foi transferido para o Castelo Pelișor.

O Castelo do coração de uma Rainha...



O Castelo do Drácula


O Castelo de Bran tem estado associado à imagem do Conde Drácula, imaginado pelo escritor irlandês Bram Stoker (1847-1912), conhecido hoje em dia sobretudo pelo seu "romance gótico de vampiros" Drácula (1897). O escritor nunca visitou a Roménia e aquela obra só foi publicada nos anos 90 do século passado na Roménia. Contudo, muitas das suas descrições têm semelhanças com o Castelo de Bran e a figura histórica, que a inspirou: Vlad Țepeș, príncipe da Valáquia.


No século XV Vlad Dracul vivia em Sighişoara. Em 1431 tornara-se membro da Ordem do Dragão fundada por Sigismund von Luxembourg (o termo “dracul” tem as suas origens na palavra em latim “draco”, significando “Dragão”) Esta era uma ordem militar católica integrando nobres e príncipes com o objectivo de lutar contra os inimigos do cristianismo, nomeadamente os Otomanos. Vlad orgulhava-se tanto do símbolo do dragão, que os seus brasões incorporaram esse animal mítico. Adotou também “Dracul” no próprio nome. Depois de vencer os inimigos tornou-se príncipe da Valáquia, uma região do sul da Roménia. Todavia, a sua fama, hoje em dia, deve-se ao facto de ser o pai de Vlad Țepeș, o Empalador. Foi negado ao seu filho o trono da Valáquia ocupado pelo pai, razão pela qual se tornou um guerreiro cruel, obcecado com vingança a todos o que se lhe opunham.




 Ficou conhecido pelas formas de tortura através do empalamento (a vitima era perfurada com um pau).
Apesar de na Roménia as pessoas não gostarem muito desta associação com o Drácula, têm sabido tirar proveito da situação. Fiquei admirada com a quantidade de excursões a partir de Brașov para visitar o "castelo do Drácula" e no mapa, que nos ofereceram no hotel, tinha em diversos pontos a suposta cara do drácula, presumo os locais onde reuniam os turistas.

A Roménia tem muito mais a oferecer do que esta história, como tenho mostrado nos meus relatos de viagem pelo país, mas para quem gosta destas lendas:

A corte do Principado em Bucareste (está em restauro), a casa onde supostamente nasceu em Sighişoara e o seu túmulo em Snagov








O Castelo de Bran oferece também uma outra visão, romântica...



















Sassu-Ducsoara, O Castelo de Bran (aguarela) 2015

No dia 1 de dezembro de 1920, as autoridades de Brașov doaram o castelo aos novos soberanos da Roménia. O Rei Ferdinand I (neto de D. Maria II e D. Fernando II de Portugal) e a rainha Maria. Foi a oportunidade daquela imponente fortaleza dos Cárpatos não ter ficado abandonada no alto de uma rocha, pois logo de seguida foram iniciados trabalhos de renovação para a tornar habitável, passando a ser um dos locais favoritos da rainha, como se pode ver no video (usando roupa tradicional romena). 

"...I had seen it standing in solid solitude upon its projecting rock, and had imagined what an enchantment it would be to possess that stronghold and turn it into a home. What romance it would represent-a little feudal castle, verily a fairy-tale come to life" 

Rainha Maria em fevereiro de 1930


Em 2009, o castelo deixou de ser propriedade do estado e foi entregue aos descententes da Princesa Ileana, filha da Rainha Maria.






sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Brașov e Poiana Brașov (2019)

Brașov foi onde dormimos depois da longa viagem a partir de Sighetu Marmației (cerca de 400 km), trajeto feito com paragens. 

Parámos em Târgu Mureș para visitar o Palácio e num hotel, onde se ia realizar um casamento, tomámos uma bebida. Gostei de ver a disposição dos copos de espumante à entrada...

Depois fomos à igreja fortificada de Aita Mare.

Desde Sighişoara andávamos à procura de um restaurante de peixe, que sabíamos existir. Só o encontrámos depois de Rupea. Já passavam das 17 horas...mas valeu a pena. A truta que comi, pescada no pequeno lago ao lado do restaurante, valeu a pena.


Quando chegámos a Brașov, ao pequeno hotel rústico, já estava esgotada. Ainda dei uma volta pelo centro histórico, que estava apinhado de gente e com dois palcos de música muito alta ao vivo.


Mostrei à minha irmã a Igreja Negra,  a maior igreja gótica romena, construída entre 1384 e 1477 (o nome desta igreja luterana resultou da sua aparência, depois do Grande Incêndio de 1689) e fui para o hotel descansar. 




Ela ficou numa esplanada a apreciar a sua bebida favorita destas férias...










No dia seguinte estavamos como novas para continuar viagem, de regresso a Bucareste...

Poiana Brașov foi a primeira paragem...na mais famosa estância de ski da Roménia. Recordei a viagem do ano passado com a família... 

Os meus netos dormiam profundamente e fiquei no carro com eles...
























28 julho 2019