domingo, 18 de agosto de 2019
Escultura de Fernando Botero em Lisboa
"Maternidade" de Fernando Botero no Jardim Amália Rodrigues no Parque Eduardo VII.
Um dos destaques da visita que fiz à Colombia foi ver a Coleção Botero doada pelo próprio artista.
sábado, 17 de agosto de 2019
RIP Alexandre Soares dos Santos
Morreu ontem o grande empresário português Alexandre Soares dos Santos aos 84 anos.
Recordei a sua entrevista ao Observador no principio do ano...
"Afeta-me morrer? Não. Com 85 anos morrer de cancro ou morrer da vida, já fiz o que tinha a fazer…"
"Não adianta defender coisas que na prática já não funcionam, mas por email não sei ver se você está bem disposto ou não. Se está com problemas ou não. Enquanto que se for ao seu gabinete ou tomar um pequeno almoço consigo, sei ver como está."
"Tive um colega holandês, representante aqui na Unilever, o Mr. Derby, um tipo giríssimo. E uma vez foi fazer uma conferência aí numa associação. Estava para as 9h00 e começou às 9h45. E ele virou-se para a assistência e disse ‘são um quarto para as dez aqui em Portugal, um quarto para as onze em Barcelona. Quantas pessoas já tentaram falar com vocês e vocês não estavam na companhia?’ Foi um baile… mas é verdade. Isto é muito importante: disciplina, rigor".
"A mim dá-me um gozo entrar no elevador às 9h20 — que hoje não tenho horário de chegada — e ver o sétimo andar. ‘Entraram às 9h00 e já estão a fumar e a tomar o pequeno-almoço outra vez? Estão a perder produtividade. O pequeno-almoço toma-se antes, não é durante".
"O que temos de ter é uma conduta impecável: se eu for almoçar fora com a minha mulher, quem paga sou eu, não é a companhia. E as pessoas sabem-no. O carro que hoje tenho é meu, não é da companhia. Isto é muito importante não só para dentro como para fora".
"os pobres fizeram-se para a gente os transformar em classe média e depois subirem se possível. É para isso que a gente luta. Mas não é o ‘pobre, tem que ser ajudado, coitadinho’, porque isso é ajudá-lo a ser pobre".
..."Não é dizer, como agora é moda em Portugal, que nos Descobrimentos parece que fomos uns malandros do pior. Bem, quem deixa um Brasil-Nação, quem deixa uma Angola-Nação, sem divisões, falando a mesma língua… Não me venham dizer que nós falhámos, por amor de Deus".
O exemplo de Alexandre Soares dos Santos no Público
sexta-feira, 16 de agosto de 2019
Os 50 lugares mais bonitos do mundo
A Lagoa das Sete Cidades, na ilha de S. Miguel, nos Açores está entre os 50 lugares mais bonitos do mundo. Gostei de ver em primeiro lugar o Salto do Angel, na Venezuela. Boa escolha.
No Reino da Taprobana
Uma amiga ofereceu-me estas quatro estampas persas antigas, compradas num antiquário no Líbano. Contam uma história... Achei muito interessante e mandei emoldurar, guardando a fotografia da história, manuscrita, nas costas de cada uma. Um dia pode ser que alguém me traduza...
Não sei se as três personagens são os Príncipes de Serendip da história que vou contar.. Consultei-a após ter lido o post de um amigo, antigo Professor de Quimica na FCT Nova.
"Em Ciência, o termo serendipismo refere-se a descobertas feitas por acaso, de coisas de que não andávamos à procura. A origem desta palavra transporta-nos a um conto de fadas ao estilo das Mil e Uma Noites, os Três Príncipes de Serendip, escrito em língua Persa pelo poeta e músico indiano Amir Khusrow em 1302, cuja história se desenrola no Reino de Serendip no século V. Serendip era o nome Persa para Taprobana, ilha invocada por Camões na primeira estrofe dos Lusíadas “As armas e os barões assinalados/…/Passaram ainda além da Taprobana”, que mais tarde passou a Ceilão, onde os portugueses foram os primeiros ocidentais a ali desembarcar em 1505 e actualmenteo é o Sri Lanka"
O Rei Giaffer do Reino de Serendip tinha três filhos e deu-lhes uma boa educação, procurando os melhores professores, especializados em diferentes campos tanto nas artes como em ciências. Um dia manda-os em viagem para adquirirem experiência.
No Reino de Beramo encontraram um homem, o qual perguntou se tinham visto um camelo. Os três Príncipes procuraram então confirmar se o camelo era cego de um olho, se lhe faltava um dente e se coxeava de uma perna. Foram capazes de descrever estas características do dromedário sem nunca o terem visto, apenas baseadas em pequenas pistas observadas no caminho. Acrescentaram ainda, já na presença do próprio Rei, que o animal transportava manteiga de um lado, mel do outro e tinha sido montado por uma mulher grávida. Os três Príncipes apontaram as evidências descrevendo os factos e aquele monarca constatou a inteligência dos herdeiros de Serendip na identificação do camelo.
A viagem prosseguiu e os três Príncipes continuaram a mostrar sagacidade e inteligência, observando e interpretando a realidade. A história termina, quando se tornam importantes governantes dos Reinos de Serendip e Beramo (através do casamento com a filha do Rei) e ainda do Reino da rainha Virgem.
Até aqueles finais felizes, os três Príncipes, ao longo do itinerário, vão deparando com mais surpresas, que são capazes de interpretar, mantendo sempre os espíritos abertos às sucessivas realidades que vão encontrando...um pouco à semelhança de muitos cientistas, entre os quais, por exemplo, Alexander Fleming que descobriu "a penicilina" em 1928, um pouco por acaso, porque, conforme a tradição, esteve atento, foi capaz de observar sem preconceitos e retirar de forma rápida ilações...e não era um Principe da Tapobrana de Camões e sim um escocês, filho de um agricultor.
Até aqueles finais felizes, os três Príncipes, ao longo do itinerário, vão deparando com mais surpresas, que são capazes de interpretar, mantendo sempre os espíritos abertos às sucessivas realidades que vão encontrando...um pouco à semelhança de muitos cientistas, entre os quais, por exemplo, Alexander Fleming que descobriu "a penicilina" em 1928, um pouco por acaso, porque, conforme a tradição, esteve atento, foi capaz de observar sem preconceitos e retirar de forma rápida ilações...e não era um Principe da Tapobrana de Camões e sim um escocês, filho de um agricultor.
https://www.recantodasletras.com.br/ensaios/2461955
https://library.acropolis.org/the-three-princes-of-serendip/
quinta-feira, 15 de agosto de 2019
quarta-feira, 14 de agosto de 2019
Woodstock há 50 anos...


Nos dias 15, 16 e 17 de agosto de 1969 realizou-se o Festival de Woodstock, no estado de Nova Iorque, nos EUA.
Os organizadores previam, nestes 3 dias de PAZ e MÚSICA, cerca de 200 000 pessoas. No entanto, participaram mais de meio milhão de pessoas.
Apesar da qualidade dos músicos (Joan Baez, Janis Joplin, Creedence Clearwater Revival, Santana, Joe Cocker, Blood, Sweat & Tears entre muitos outros), o festival ficou para a história sobretudo pelo comportamento do público, que honrou a temática do festival.
Jimi Hendrix (1942-1970) foi o último a atuar e a sua imagem, registada no filme Woodstock, uma declaração de desassossego e constestação daquela geração.
Woodstock tornou-se no marco histórico da chamada geração hippy.
O livro "oficial" dos 50 anos daquele festival, por um dos seus fundadores, Michael Lang. São 288 páginas que recordam aquele momento, que fez história há meio século.
A Igreja de S. Domingos 60 anos após o incêndio
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| Igreja de S. Domingos |
A Igreja da Ordem Dominicana, fundada no séc. XIII, foi objeto de sucessivas transformações. Em 1748, o arquiteto Frederico Ludovice refez a capela-mor, por ordem de D. João V, sendo esta a única zona a subsistir ao terramoto de 1755. A sua reconstrução deve-se aos arquitetos Manuel Caetano de Sousa (1738-1802) e Carlos Mardel (1695-1763), aproveitando o portal e a sacada sobrejacente do Paço da Ribeira, o qual ficou completamente destruído pelo terramoto.
Há 60 anos, os portugueses acordaram com a noticia do grande incèndio, de 13 de agosto de 1959, que destruiu por completo a decoração interior da Igreja, onde constavam altares em talha dourada, imagens valiosas e pinturas de Pedro Alexandrino de Carvalho (na Igreja da Memória existe uma grande tela, do mesmo pintor mandada restaurar há poucos anos). A Igreja foi novamente recuperada seguindo planos do arq. José Fernando Canas e abriu ao público em 1994.
Para recordar alguns dos importantes acontecimentos históricos relacionados com a Igreja de S. Domingos e a História de Portugal não há como ver um dos melhores programas da televisão portuguesa VISITA GUIADA e ouvir Paula Moura Pinheiro e o historiador António Camões Gouveia.
segunda-feira, 12 de agosto de 2019
Dia Internacional da Juventude
O Dia Internacional da Juventude das Nações Unidas é celebrado anualmente em 12 de agosto. Este ano, que marca a 20ª celebração da data, o lema é Transformando a Educação.
A população de jovens entre 10-24 anos no mundo atingiu 1,8 bilhão, o nível mais alto da história.
Uma em cada 10 crianças vive em regiões de conflito e 24 milhões estão fora das escolas.
O principal objetivo desta comemoração é focar na educação e os esforços que devem ser feitos para torná-la o mais inclusiva, acessível e relevante no mundo. Também consciencializar os jovens sobre a responsabilidade no futuro do planeta. Todavia, há que não exagerar neste último objetivo e deixar jovens de 16 anos andarem a correr mundo a dizer generalidades e à procura de publicidade, tendo o ambiente como pano de fundo...
"Greta Thunberg, jovem ativista ambiental, fará tour climático pela América em barco sustentável" Porque é que não fica na sua terra a estudar...? Tem ainda tanto para aprender...
Os problemas ambientais devem ser encarados de forma muito séria, mas há tanta coisa que se pode fazer sem toda esta propaganda fácil... a solução dos problemas ambientais passa por muito estudo e trabalho.
Recordando Carlos Lopes
Foi no dia 12 de agosto de 1984 que o atleta Carlos Lopes (Carlos Alberto de Sousa Lopes) venceu a prova da maratona nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, tornando-se o primeiro português a receber uma medalha de ouro em Jogos Olímpicos. A prova foi rápida e a marca atingida (2h 9m 21s) foi recorde olímpico até aos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008.
O meu filho tinha praticamente a mesma idade do meu neto mais novo, que faz esta semana 4 meses. Na noite da grande vitória muitos portugueses, entre os quais o meu marido, ficaram acordados até bastante tarde, pois devido à diferença horária (menos 8 horas em los Angeles) aquela maratona aconteceu durante a madrugada em Portugal (a prova começou às 5 da tarde de Los Angeles)
E já passaram 35 anos...
sábado, 10 de agosto de 2019
O Museu do Louvre faz hoje anos
O Museu do Louvre faz hoje 226 anos. Abriu as portas no dia 10 de agosto de 1793, com um acervo formado principalmente por pinturas confiscadas à família real e a aristocratas, que fugiram da Revolução Francesa.
É o maior museu de arte do mundo (seguido pelo Hermitage, na Rússia) e um monumento histórico em Paris, localizado no Palácio do Louvre, originalmente construído como uma fortaleza, no final do século XII. Diversas vezes ampliado alcançando a dimensão atual, foi residència da família real francesa, até finais do século XVII, altura que foi substituido por Versalhes.
Devido ao grande afluxo de visitantes para ver as obras mais emblemáticas, como a Mona Lisa, o museu decidiu, este ano, não garantir a entrada sem uma reserva prévia e, no fim de 2019, vai passar a ser obrigatória.
Compreendo aquela medida, pois já visitei aqueles dois enormes museus e aglomeram-se pequenas multidões em frente das peças mais famosas.
Eu própria, por falta de tempo como a maioria das pessoas, tentei também admirar as obras-primas mais consagradas e, por exemplo, no Louvre procurei sempre ver a Vitória de Samotrácia.
sexta-feira, 9 de agosto de 2019
"Abbey Road": 50 anos
A famosa fotografia da capa do álbum dos Beatles foi tirada do lado de fora dos estúdios Abbey Road em 8 de agosto de 1969 por Iain Macmillan. A ideia da foto foi de Paul McCartney.
O "Carocha" branco no lado esquerdo da fotografia pertencia a um residente de Abbey Road. Foi pura coincidência aparecer na fotografia. Hoje em dia está no museu da Volkswagen em Wolfsburg, na Alemanha.
quinta-feira, 8 de agosto de 2019
quarta-feira, 7 de agosto de 2019
Histórias de Coragem e Resistência
No próximo dia 1 de outubro, Hillary Clinton e Chelsea Clinton (mãe e filha) vão ter nas bancas o livro The Book of Gutsy Women. Inscrevi-me para ter uma cópia grátis do e-book. Vamos ver se resulta...( oferta não válida para o país onde me encontro... talvez só para os EUA)
O Bucha e o Estica
Lembram-se?
... e dos discos de 33 rotações?
... e dos discos de 33 rotações?
Esta foi uma famosa dupla de comediantes Laurel and Hardy, composta por um magro, o inglês Stan Laurel (1890 – 1965) e um gordo, o americano Oliver Hardy (1892 – 1957).
Durante a minha adolescência usava-se muito esta expressão BUCHA E ESTICA apesar de terem deixado de atuar, em 7 de agosto de 1957, quando Hardy morreu.
terça-feira, 6 de agosto de 2019
6 de agosto de 1945...
...a II Guerra Mundial estava quase a terminar. Na Europa finalizara a 8 de maio, mas no Pacífico a guerra continuava muito acesa e cruel.
A cidade de Hiroshima possuía grandes depósitos de abastecimentos militares e era um centro portuário de grande importância. Como o Japão se recusou a render, por ordem do presidente Harry Truman, no dia 6 de agosto de 1945, às 8 horas e 15 minutos da manhã, a bomba atómica "Little Boy" foi lançada sobre Hiroshima por um bombardeiro americano, o Enola Gay. Matou, instantaneamente, cerca de 80 mil pessoas e, até ao final do ano, ferimentos e radiação, provocaram um total de 90 a 140 mil vítimas naquela região.
O bombardeiro Enola Gay, batizado com o nome da mãe do piloto da aeronave, o coronel Paul Tibbets, está exposto em Washington DC, no Smithsonian National Air and Space Museum. Visitei-o na minha única visita a Washington com o marido e filhos, antes de ter vivido nos EUA.
O oleandro é a flor oficial da cidade de Hiroshima, pois foi a primeira a florescer depois da explosão da bomba atômica de 1945. É uma planta extremamente tóxica, que pode matar uma pessoa se a sua folha for ingerida. Existe muito em Portugal, sobretudo nas auto-estradas a separar as faixas de rodagem.
Doc Martin
Desde 6ªfeira passada que o meu marido e eu andamos a seguir a série da TV britânica Doc Martin e estamos a divertir-nos imenso. Já disse à minha filha que devia ver e ela prometeu procurar se estava disponível em Portugal, pois só agora percebi que os programas da Netflix não são os mesmos para todos os países.
Também recomendei ao meu filho, mas ele já conhecia e esteve em Cornwall e visitou a aldeia onde são feitas as filmagens. Outra grande série passada na mesma região inglesa é Poldark.
Começámos por ver os filmes: o primeiro é bastante engraçado, o segundo não tanto; mas as séries são bem divertidas. A primeira temporada é de 2004 e este ano começou a ser gravada a 9ª, em março.
É uma comédia narrando as aventuras e desventuras do médico, Doc Martin Ellingham um cirurgião de renome no Imperial College em Londres, que começa a desenvolver hemofobia e resolve tornar-se médico de família (GP) numa pacata aldeia de Cornwall, onde costumava passar férias em criança, na quinta da tia. Todos os episódios apresentam casos clínicos, que são sempre bem sucedidos por aquele clínico muito competente e sempre disponível para casos graves, porém com uma completa falta de aptidão e sensibilidade sociais para lidar com os utentes e para se relacionar em geral com as pessoas.
Galinha com vinho Madeira
Ofereceram-me um frango do campo, já todo limpo e arranjado. Resolvi então fazer hoje para o almoço uma receita, dos meus tempos de infância e adolescência no Funchal, que não comia há muito tempo. Lembro-me que nessa altura o vinho Madeira era oferecido à minha mãe em garrafão pelos donos da conhecida marca Veiga França. (Engraçado, a receita foi dada por uma familiar dessa família, que dava aulas de culinária no Liceu. A minha mãe anotava sempre quem lhe dava as receitas e eu faço o mesmo).
Ingredientes:
1 frango inteiro
2 cebolas
1 dente de alho
1 raminho de salsa
1 cálice de vinho Madeira cheio
2 ovos
manteiga
azeite qb
sal qb
pimenta qb
Coze-se a galinha/frango numa panela com água, sal, 2 cenouras e um pouco de salsa. Guarda-se o caldo. Desossa-se a galinha e passa-se a carne por manteiga para alourar.
À parte refoga-se a cebola e o alho com manteiga e azeite. Se necessário adicionar um pouco de caldo. Quando estiver cozida a cebola junta-se o vinho Madeira. Rala-se o molho e junta-se 2 gemas. Leva-se o molho ao lume, mexendo sempre, para cozer as gemas. Junta-se o molho à galinha, à qual se adicionou um pouco de caldo para não ficar seca. Retificam-se os temperos e decora-se com salsa cortada.
Servi com puré de batata (que também não comia há muito tempo) e ervilhas.
segunda-feira, 5 de agosto de 2019
Exposição temporária no MNAR
Fui ontem à exposição sobre o rei Ferdinand e a Rainha Maria, os Reis da Grande União da Roménia, que celebrou, em 2018, 100 anos.
Após a derrota do comunismo (1947-1989), regime que forçou o último rei da Roménia Mihai I a abdicar, tem havido um ressurgimento de algumas figuras da monarquia, nomeadamente do último monarca, que teve de se exilar do país e da sua avó, a Rainha Maria. Contudo, não me parece que a população romena estivesse pronta para abraçar novamente um regime monárquico.
Estão em exposição retratos, esculturas, fotografias e alguns objectos daquele casal, que governou a Roménia de 1914 até 1927, data da morte do Rei Ferdinand. Notáveis uns livros de anotações com desenhos e pinturas da Rainha Maria.
A Rainha Maria (1875-1938) tornou-se bastante popular entre o povo romeno. Durante a Grande Guerra, a rainha e as filhas, vestidas de enfermeiras trataram dos soldados feridos. A sua beleza, intuição e inteligência tornaram-na também conhecida internacionalmente. Em viagens oficiais a França, Inglaterra e Estados Unidos foi recebida com muito entusiasmo.
O ano passado, no Dia dos EUA, a sua fotografia surgiu em grande relevo, durante o encontro com o Presidente dos EUA, em 1926.
Os primeiros anos de casamento não devem ter sido fáceis. Ferdinand sucedeu ao seu tio, Carol I cuja única filha morreu aos três anos de idade. Tinha um feitio introvertido e apaixonara-se por uma aia da sua tia, Rainha Elisabeta, mas na Roménia existia uma lei que proibia o casamento dos monarcas com romenas. Por outro lado, a rainha Maria tivera muitos pretendentes, entre eles o seu primo, rei Jorge V de Inglaterra, que ela recusou. Foram conhecidos muitos casos amorosos, que se tornaram conhecidos do público, que especulou se o último filho não seria do amante. Daí que Thomaz de Mello Breyner se refira ao casal real, na sua biografia, nestes termos ."..tem cara de pouco feliz. A esposa é uma cabrita e o filho mais velho também lhe tem dado desgostos".
A Rainha Maria teve seis filhos: Carol II, que chegou a ser Rei da Roménia (1930-1940) e morreu no Estoril em Portugal; Isabel, Rainha consorte do Reino da Grécia (1922- 24); Maria, Rainha consorte da Jugoslávia (1922-34); Nicolau, que viveu exilado na Espanha e Suiça, devido ao mau relacionamento com o irmão; Ileana, que depois do casamento passou a ser tratada por Sua Alteza Imperial e Real, a Arquiduquesa Ileana da Áustria, Princesa Real da Hungria e da Boémia e Princesa da Toscana; e Mircea, que morreu ainda criança.
Na exposição também se podem ver fotografias projetadas num ecrã de televisão.
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