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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Penélope e Euricléia de Angelica Kauffman

 


Nesta pintura Angelica Kauffman representa Penélope numa cena inspirada no poema épico de Homero, Odisseia. Retrata o momento em que Penélope é acordada pela fiel criada de Ulisses, Euricléia e esta lhe anuncia que Ulisses tinha finalmente regressado a casa, depois de 10 anos a lutar na Guerra de Tróia e outros 10 anos perdido no regresso.

Angelica Kauffman (1741-1807 foi uma pintora nascida na Suiça que teve uma carreira de muito sucesso em Londres e em Roma. Juntamente com a pintora inglesa Mary Moser foram  as duas únicas mulheres fundadoras da Royal Academy, em 1768.



No Natal ofereceram-me este livro e tenho andado fascinada a ver obras de Kauffman e da francesa  Vigée Le Brun (1755-1842), a pintora  oficial de Maria Antonieta.


A família Hoare, que criara o Hoare´s Bank, (Catarina de Bragança era cliente) mandou construir no século XVIII Stourhead House, uma mansão estilo palaciano e, em abril de 1773, Henry Hoarse II comprou o quadro Penélope e Euricléia e colocou-o na galeria de arte da casa, pois era colecionador. Em 1822, o quadro estava exposto na casa de jantar. Contudo, em 1883, para pagar as dívidas de jogo do herdeiro, o quadro foi vendido por uma modesta quantia. Passou de dono para dono, até que, em 2023, foi encontrado num leilão em Nova Iorque e trazido de volta a casa, onde foi restaurado. A casa pode ser visitada. É uma das casas do National Trust.

Vi detalhes da restauração do quadro num programa que gosto muito de ver: Secrets of Britain's Historic Houses and Gardens - Hidden Treasures of the National Trust, que passa na RTP2

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