Promovida pelo Dicastério para a Cultura e Educação da Santa Sé, a Art Cut explora o tema "Exercícios em Empatia: Regressar a casa" em três locais de Lisboa: Brotéria, no Museu Nacional de Arte Contemporânea e na Galeria Fundação Amélia de Mello da Universidade Católica Portuguesa. Cada espaço propõe perspetivas complementares sobre a ideia de casa.
O comissário-geral é o Cardeal José Tolentino de Mendonça e o curador Nuno Crespo.
A empatia, essa faculdade humana de nos pormos no lugar do outro é uma forma, disse o curador ao Diário de Notícias de ir de encontro ao apelo do papa Leão XIV, de "permanecermos humanos neste mundo tão moldado, em primeiro lugar, por determinados contextos políticos que fazem do outro o estranho, o estrangeiro, o perigoso, e, por outro lado, pela revolução digital. É preciso não desconfiar da revolução digital, mas saber integrá-la no nosso quotidiano de maneira a que permaneçamos humanos, a que continuemos a poder relacionar-nos com aquilo que é estranho, distante, desconhecido”.
Na Brotéria, (Rua São Pedro de Alcântara, 3) a exposição mantém-se até 14 de novembro todos os dias das 10h às 18h, exceto Domingos.
As duas obras são de Vanderlei Lopes
No Museu Nacional de Arte Contemporânea (Chiado), a exposição prolonga-se até 24 de janeiro de 2027, de terça-feira a domingo, entre as 10h00 e as 18h00.
"Mas o que significa regressar quando a casa já não existe, quando foi abandonada, transformada ou esquecida? Antes de ser uma construção, a casa é uma forma de habitar o mundo".
Eduardo Viana. Sem título. (Rapariga à janela?) 1948
Maria Helena Vieira da Silva.
Les Chemins II. 1969
Instalação na entrada do museu
"Na Universidade Católica Portuguesa- Galeria da Fundação Amélia Mello, a exposição pode ser visitada até 12 de dezembro, de segunda a sexta-feira, entre as 14h00 e as 18h00". Foi o que li, quando soube da exposição. Acontece que, ontem, fui à Fundação Mello, na 24 de julho e informaram-nos que não havia lá qualquer exposição. Achei que tinha interpretado mal e que deveria ser numa galeria da própria universidade. Hoje, depois das 14 horas, telefonámos para a universidade católica para ter a certeza que não íamos em vão. Quem atendeu o telefone não sabia de nenhuma exposição e estava com dificuldade em ligar para a biblioteca. Acabou por informar-nos, depois de esperarmos algum tempo, por duas vezes, que tinham fechado às 14h, pelo que devíamos tentar amanhã depois das 9h. Por mim, fico por aqui...
A primeira exposição da Trienal de Artes das Universidades Católicas (ArtCut) foi inaugurada no Rio de Janeiro, em 27 de agosto. Seguiu-se Santiago do Chile, Bogotá, Boston, Milão e Lisboa (dia 13 de outubro). Segue-se Luanda a 29 de outubro e, a fechar a ArtCut, Veneza, no próximo ano.