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sábado, 20 de junho de 2026

Em Fez

 

Fez é a mais antiga das cidades imperiais de Marrocos e a terceira maior, depois de Casablanca e Rabat.

É considerada a capital espiritual e religiosa de Marrocos

Nesta rotunda o monumento com um corão aberto 








O hotel de Fez foi dos que gostei mais. É um hotel antigo, com a decoração dos quartos muito antiquada, mas com imenso espaço, jardins, uma boa piscina e, sobretudo, uma vista fantástica, porque se situa no cimo de uma colina com vista desafogada para a medina de Fez.


Começámos a exploração da cidade pelo Palácio Real, mas aqui já sabíamos que a visita era só ao exterior e não se criaram expetativas como em Rabat.

Em seguida entrámos nos souks (mercados tradicionais) em ruas muito estreitas

Visitámos uma alcaçaria ou fábrica de curtumes. 
O curtimento é uma arte com tradições de milhares de anos

Subimos três andares. Não imaginava que aquelas escadas íngremes e estreitas fossem dar a salas grandes com diversos produtos em pele: vestuário, malas, puffs...
Ainda perguntei o preço de uma mala com uma cor muito gira, mas era o preço de uma Furla e não me mostrei interessada.





A Madrasa Bou Inania foi construída no século XIV.


É um dos poucos edifícios religiosos islâmicos abertos a não-muçulmanos.

É mesquita, catedral, residência de estudantes (no segundo andar), tendo as suas diversas funções ditado a respetiva complexidade arquitetónica. A única de Marrocos a ter um púlpito e um minarete.


As madrasas de Fez, de onde saíram os maiores eruditos do país, eram as mais conceituadas de Marrocos.


Fez é também a capital intelectual de Marrocos. Foi aqui fundada a universidade mais antiga do mundo

A Mesquita Qaraouiyne é uma das mais ilustres do mundo. Tem o nome do bairro, onde foi construída por refugiados tunisinos e fundada no ano 859, por Fatima el-Fihri, uma religiosa, que doou a sua riqueza para  a construção daquele templo mulçumano. De mesquita passou a instituição de ensino e depois a universidade. O Papa Silvestre II (999 a 1003) estudou nesta instituição no século X. Antes de se tornar Papa (era conhecido por Gerbert d'Aurillac) viajou até Marrocos para aprofundar os seus conhecimentos de matemática, astronomia e filosofia. Pensa-se que foi ele quem ajudou a introduzir na Europa o sistema de numeração árabe e o uso do zero.



Estava fechada, mas espreitei para ver o pátio de entrada e a bacia para as abluções esculpida de um único bloco de mármore.










Continuamos no mercado e fomos a uma cooperativa, onde fazem vestidos tradicionais e ensinaram-nos a colocar o lenço a cobrir a cabeça para o deserto.

O kaftan já foi lavado e assim já o posso usar...








Visitámos uma cooperativa onde fazem trabalhos em mosaico e exportam

 Esta mesa ficava linda num dos pátios da casa do meu filho e nora


Gostei muito de Fez

Em Volubilis



 A origem do nome Volubilis é desconhecida, mas pode ser a latinização da palavra berbere Walilt, que significa oleander, a flor de um arbusto que cresce nesta área muito fértil.

Esta antiga cidade romana transporta-nos para mais de dois mil anos de história. Devido à riqueza agrícola da região, Volubilis prosperou com a produção de azeite, cereais e vinho. E, mesmo após a queda do Império Romano, continuou habitada por comunidades berberes e muçulmanas, mantendo viva a sua importância, até ao abandono definitivo séculos mais tarde.




Basilica
Capitólio

Mosaicos
Arco Triunfal






Em Meknes


Meknes foi mandada construir no século XVII pelo sultão Mulei Ismail e foi classificada como Património da Humanidade pela UNESCO. É uma das quatro cidades imperiais de Marrocos



A Porta  Bab Mansour

A Porta Mansour marca a entrada principal do Palácio Imperial. É mais decorativa do que defensiva, construída para impressionar. Foi concebida por um cristão convertido ao islamismo, daí o nome Porta de Mansour, o Renegado.
As colunas de mármore da fachada principal provêm das ruinas romanas de Volubilis.
Começou a ser construída nos últimos anos do reinado do sultão Mulei Ismail e ficou pronta em 1732 no reinado do seu filho  Mulei Abdallah.

Fica em frente da Praça Lahdim, a mais conhecida praça pública de Meknes.




Visitámos a mesquita, onde está o mausoléu do Mulei Ismail e uma madrasa. Nas arcadas, em frente, muitas lojas com artesanato. Comprei uns brincos berbere, que mais tarde provou-se que não eram prata, como me foi foi garantido pelo vendedor. Mas são bonitos.