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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Em Pisa

Pisa é conhecida pela sua torre inclinada, mas a cidade tem muito mais para mostrar aos visitantes.


É atravessada pelo rio Arno como Florença. E passear pelas suas margens com um belíssimo casario de cores fantásticas ou pelas suas ruas estreitas há uma agradável sensação de beleza e conforto. É por isso que viajar é uma cura, como diz a minha filha.
 









Florença em 2013 e 2023

Gosto de cidades que conservam os seus edifícios antigos, como em Pisa, onde encontrei bonitos palácios e uma breve explicação com respetivo nome e origens.



O Palácio Medici, assim como muitos outros edifícios estavam tapados e em obras.



O nosso hotel era antigo e tinha bonitos frescos no quarto evocando a própria cidade.

E também na Sala do Pequeno Almoço

À chegada, na recepção, disseram-nos logo que tínhamos um grande quarto familiar. Chegados ao quarto deparámos com 4 camas: uma de casal e três individuais, além de 2 casas de banho, 2 roupeiros...Só então reparámos que o meu marido, por engano, tinha reservado um quarto quádruplo. Quando informei a família que tínhamos chegado e, na brincadeira, que podiam ir também ter connosco, porque havia onde dormir à vontade, a minha nora com o seu "british humor" disse logo que o avô encomendava os quartos como fazia a massa: para toda a família.


Visitámos dois museus de arte: o Palácio Azul e o Palácio Real, ambos em obras. No primeiro gostei muito de ver Artemisia Gentileschi, pois só em Bolonha é que vi pela primeira vez alguns dos seus quadros.

Artemisia Gentileschi. Cristo e a Samaritana

Em 1616, com apenas 23 anos tornou-se a primeira mulher a ser aceite como membro da prestigiosa Academia de Desenho de Florença e a receber encomendas da corte de Cosimo II e da aristocracia. Os seus patrocinadores incluíam Galileu, o cientista que nasceu em Pisa.


Artemisia Gentileschi. Clio, a Deusa da História

No Palácio Real vimos um Rafael, da sua fase de juventude, que me garantiram ser um original. O museu tinha um ar pouco estimado e nem todas as obras estavam legendadas.


Rafael. Milagre dos Enforcados

No segundo dia em Pisa estivemos novamente na Praça dos Milagres para visitar a Catedral e o Batistério.




E comprei um souvenir para a árvore de Natal


A Praça dos Cavaleiros 



Pisa é a cidade natal de Galileu



quinta-feira, 17 de setembro de 2026

O Museu Amedeo Lia em La Spezia

 


O Museu Amedeo Lia abriu em 1996 graças à doação de obras de arte de Amedeo Lia e da sua família.

Está localizado na antiga igreja e convento dos frades de S. Francisco de Paula do século XVII, que foi totalmente renovado para se transformar em museu.

Quando passámos a pé pelo museu a caminho do porto, para fazermos um cruzeiro pelas Cinque Terre ficámos de "boca aberta" o meu marido e eu. O quê? Um Rafael em La Spezia? O museu ainda estava fechado e quando regressámos faltava menos de uma hora para encerrar, por isso foi uma visita algo apressada.



Amedeo Lia (1913-2012) começou a sua coleção de arte depois da II Guerra Mundial, a qual é muito variada; porém, dispúnhamos de pouco tempo e pedimos que nos indicassem onde estava a obra de Rafael. Aí comecei a desconfiar, porque não indicavam a sala, como fazem nos grandes museus, quando procuramos uma obra específica. Apontavam apenas o caminho a percorrer, o qual é um pouco labiríntico.




Afinal este S. Martinho e o Pobre é atribuído a Rafael de Urbino (1483-1520), pertencente à sua primeira fase, entre 1500 e 1510, contudo o reconhecimento não é unânime.




Vimos ainda este anónimo de Rafael, ou seja alguém que o imitava







Uma obra da oficina de Duccio Di Buoninsegna












Bartolomeo Montagna (1449- 1523) A Sagrada Família e São João



Ticiano- Retrato de homem

















Lucas Cranach, O Velho. Santa Catarina de Alexandria










Francesco Albotto (Veneza 1721-1757)

Canaletto (Veneza 1697- 1768)

Um museu eclético, que merecia visita mais atenta para além da pintura. 

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Passeio pelas "Cinque Terre"

Em Manarola

Para conhecer as Cinque Terre na costa da Ligúria em Itália a partir de Lisboa o melhor é ir de avião direto de Lisboa para Pisa (2.30h), onde existe o aeroporto internacional mais próximo. Depois apanhar o comboio para La Spezia (1hora), a cidade portuária com uma enorme variedade de barcos para um passeio pelo mar para admirar as cinco vilas: Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso. Parecem erguidas, à exceção de Corniglia, a partir de enseadas apertadas, serpenteando entre as encostas rochosas. 

La Spezia













O barco que escolhemos da companhia HopHop funcionou muito bem. Tinha lugar para 12 pessoas.




Portovenere


A primeira paragem é em Portovenere, que não pertence ao Parque Nacional Cinque Terre, sim ao golfo de La Spezia, conhecido como Golfo dos Poetas. Era uma importante cidadela medieval na costa da Ligúria. Está inscrita no Património Mundial da Unesco desde 1997. Portovenere não tem estação de comboio, mas há ligações de autocarro desde la Spezia .

 
O castelo Doria construído no século XII é um testemunho do poder da República de Génova.


O seu nome deriva do latim Portus Veneris, Porto de Vénus, porque houve ali um templo dedicado a essa deusa romana, onde, hoje, se ergue a Igreja de S. Pedro (1130)  assente sobre um promontório. Aí o golfo  reúne-se com o mar aberto. O nosso jovem capitão e guia comentou que o casamento dos pais ocorreu naquela Igreja, a qual continua a ser muito procurada pelos casais da região para se casarem.



Riomaggiore


A primeira vila das Cinque Terre






A Via dell Amore é um trilho à beira mar com 1,5 km, que liga Riomaggiore a Manarola. Esteve fechado 15 anos com trabalhos de recuperação por causa das derrocadas. Reabriu em 2024. Agora o trilho é pago para compensar o custo das obras, sendo grátis para os locais. Não fui. 15 euros por pessoa é um exagero. Já tinha pago no hotel a taxa turística.

Pouco depois parámos para darmos um mergulho e nadarmos. A água estava excelente.


Com o Matteo, o nosso capitão

Manarola

Manarola é a segunda vila das Cinque Terre.
Foi a única que visitei de comboio a partir de La Spezia - uma curiosidade para passar por todos aqueles túneis








Corniglia

Corniglia é a única das cinco vilas que não tem porto por estar encavalitada num penhasco, 100 metros acima do nível do mar.

Vernazza


A quarta vila das Cinque Terre é para o nosso guia a mais bonita




"Luca",o filme da Pixar rodado numa bela vila costeira da Riviera italiana, tem Vernazza como inspiração.




Sciacchetrà, o raro vinho branco doce produzido em Vernazza





Monterosso


Monterosso é a maior de todas as cinco vilas do Parque Nacional Cinque Terre. O barco acostou e fomos fazer a visita a pé.





No regresso a La Spezia o barco afastou-se da costa, porque o parque tem muitas restrições, sendo uma delas a obrigação de andar devagar e não se poder ancorar em muitos locais. Logo que saiu da zona protegida acelerou e só se aproximou da costa em Portovenere para entrar na baía de la Spezia. 




O nosso hotel ficava a cerca de 30 minutos a pé do porto e a 200 metros da estação de comboios de La Spezia Centrale. Muito conveniente. Gostei muito.