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sábado, 9 de maio de 2026

Georgette Heyer (1902-1974)

Georgette Heyer foi uma romancista britânica, que começou a sua carreira em 1921, quando transformou uma história escrita para um irmão convalescente The Black Moth (A traça negra) num bestseller.
Especializou-se em romances históricos, sobretudo com enredos passados na época da Regência, retratando com detalhe ambientes aristocráticos, apesar das suas personagens mostrarem sentimentos e comportamentos mais de acordo com a época da própria autora. Publicou também histórias de detetives, por vezes seguindo conselhos do próprio marido.
A partir dos  anos 30 passou a publicar uma obra histórica e um thriller por ano até à sua morte. O seu último romance foi publicado postumamente.
Como um dos seus livros foi publicado na altura de uma greve geral, sem publicidade e teve muito sucesso, Georgette Heyer recusava-se a dar entrevistas, pois dizia que a sua vida privada apenas a ela dizia respeito.


Acabei de ler A Magnífica Sophy, uma edição de 2015 da Asa, traduzida em português, mas o livro é de 1951, altura que a tia-avó do meu marido o comprou em inglês.




Aunt A era uma grande apreciadora dos romances de Heyer e ficámos com vinte e tal volumes dos livros que publicou.






Sophy, a heroína do livro é uma jovem independente, inteligente e com muito humor. Gostei muito de ler o romance passado na época da Regência. Tenho pena que os livros em inglês estejam manchados e com letra muito pequena.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

No Rasto de Luís de Camões na BNP

 


Retrato de Camões de José Malhoa cedido pelo Museu Militar

A exposição na Biblioteca Nacional de Portugal, inaugurada no Dia Mundial da Língua Portuguesa, em 5 de maio 2026, prolonga-se até 15 de Setembro. Uma oportunidade para não perdermos a mais completa seleção de material, que vi por ocasião dos 500 anos do nascimento de Camões.

Organizada em 4 núcleos: O Rasto Biográfico e Bibliográfico (a dificuldade em construir uma biografia fidedigna a partir de dados e documentos muito escassos, assim como a dificuldade de identificar claramente o que escreveu); Ciência e Tecnologia (recorda aspetos do desenvolvimento científico e tecnológico do Renascimento; Produção Musical (recorda a pujança da produção musical inspirada na figura e nos versos de Camões).


Os globos de Vincenzo Coronelli (séc XVII) da Sociedade de Geografia de Lisboa


Azulejos com a esfera armilar Museu Rafael Bordalo Pinheiro, Caldas da Rainha e Esfera Armilar do Museu da Marinha


Em exposição alguns trabalhos do pintor Francisco Vieira (1765-1805) com o nome artístico de Vieira Portuense, ambicionando criar uma edição de luxo de Os Lusíadas, na qual seriam apresentados os seus trabalhos, ilustrando cada canto. Este projeto não foi concretizado, pois adoeceu com tuberculose, mudou-se para a Madeira à procura de melhorar e veio a morrer no Funchal, onde está sepultado na Sé.


Índia, Cochim, século XVI. Museu Nacional de Arte Antiga



Baixo relevo com pedra de armas de Lisboa- caravela. Século XVI
Museu de Lisboa










Retrato do Cardeal D. Henrique, Século XVIII (autor desconhecido)
 Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, Évora


Tinteiro com armas do Santo Oficio. Século XVI
Arquivo Nacional Torre do Tombo


Embora a grande obra de Columbano Camões e as Tágides (Museu Grão Vasco, Viseu) não estivesse na exposição, talvez porque foi escolhido para o início da exposição Meu Matalote e Amigo Luís de Camões, o ano passado, são vários os estudos expostos de preparação daquele quadro. 



Museu do Chiado e Casa-Museu Dr Anastácio Gonçalves


 Soares dos Reis. Tágides Impelindo uma Nau
Museu Soares dos Reis, Porto







Busto de Camões em gesso pintado (1880)

Soares dos Reis (1847-1889)

Ateneu Comercial do Porto










Francisco Augusto Metrass. Camões na Gruta de Macau (1853)
Museu do Chiado



Filme Camões (1946) com António Vilar


Em 1624, Manuel Severim de Faria mandou executar um quadro idealizado de Camões, que ficou consagrado para a posteridade.


Andries Pauwles. BNP









Núcleo III- Ciência, Técnica e Inovação


Réplica à escala da prensa de Gutenberg
CM Leiria

 
O interior de uma oficina tipográfica no final de Quinhentos

Aldo Manúcio (1452-1515?) introduziu o formato de livro pequeno e portátil, que revolucionou a leitura individual e foi o precursor do livro de bolso moderno.



Entre o século XVI e o XIX são raras as publicações da obra de Camões em grande formato. Os editores apostaram na facilidade de manuseamento pelo leitor.


Grande edição manuscrita de Os Lusíadas realizada por iniciativa de Teófilo Braga, sendo cada estrofe copiada por uma celebridade da época.






Núcleo IV- Música



Gostei imenso de visitar esta exposição com curadoria de Vanda Anastácio. É uma mostra ampla que procura abranger os múltiplos aspetos da vida e obra de Luís de Camões, constituindo também oportunidade para recordar o seu principal patrono, o diretor geral da Biblioteca Nacional o historiador Diogo Ramada Curto, falecido no mês passado. 


Outras exposições sobre Camões:


Épico e Trágico- Camões e os Românticos no MNAA

Meu Matalote e Amigo Luís de Camões no Pavilhão de Portugal 

Os Lusíadas Ilustrados no Museu Militar

500 anos do Nascimento de Luís de Camões no Paço Ducal de Vila Viçosa

Lançamento do Livro D. Amélia de Orléans e de Bragança

 


A magnífica sala D. João IV




O diretor do Palácio da Ajuda, Doutor José Alberto Ribeiro,
 que é também o autor do livro, a assinar o meu exemplar.





O autor do livro, o apresentador da obra, Doutor Pedro Urbano e o Representante da Editora