Nesta pintura Angelica Kauffman representa Penélope numa cena inspirada no poema épico de Homero, Odisseia. Retrata o momento em que Penélope é acordada pela fiel criada de Ulisses, Euricléia e esta lhe anuncia que Ulisses tinha finalmente regressado a casa, depois de 10 anos a lutar na Guerra de Tróia e outros 10 anos perdido no regresso.
Angelica Kauffman (1741-1807 foi uma pintora nascida na Suiça que teve uma carreira de muito sucesso em Londres e em Roma. Juntamente com a pintora inglesa Mary Moser foram as duas únicas mulheres fundadoras da Royal Academy, em 1768.
No Natal ofereceram-me este livro e tenho andado fascinada a ver obras de Kauffman e da francesa Vigée Le Brun (1755-1842), a pintora oficial de Maria Antonieta.
A família Hoare, que criara o Hoare´s Bank, (Catarina de Bragança era cliente) mandou construir no século XVIII Stourhead House, uma mansão estilo palaciano e, em abril de 1773, Henry Hoarse II comprou o quadro Penélope e Euricléia e colocou-o na galeria de arte da casa, pois era colecionador. Em 1822, o quadro estava exposto na casa de jantar. Contudo, em 1883, para pagar as dívidas de jogo do herdeiro, o quadro foi vendido por uma modesta quantia. Passou de dono para dono, até que, em 2023, foi encontrado num leilão em Nova Iorque e trazido de volta a casa, onde foi restaurado. A casa pode ser visitada. É uma das casas do National Trust.
Vi detalhes da restauração do quadro num programa que gosto muito de ver: Secrets of Britain's Historic Houses and Gardens - Hidden Treasures of the National Trust, que passa na RTP2


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