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quinta-feira, 19 de março de 2026

Dia do Pai

 Em Portugal o Dia do Pai é sempre a 19 de março, dia de S. José


Convento dos Cardaes, Lisboa

Convento das Descalzas Reales, Madrid

Escolhi estes 2 quadros, que vi recentemente, pelo ar carinhoso de S. José.


Curiosidade: apareceram os dois, pai e filho, no hall do hotel com camisola igual...

Pai e Filha

quarta-feira, 18 de março de 2026

Em Estremoz II



Em 2024 estivemos em Estremoz e gostámos tanto dessa visita, que passados dois anos resolvemos regressar. Desta vez coincidiu com o meu aniversário.

Ficámos na Pousada do Castelo de Estremoz. O Castelo data do século XIII e foi mandado construir por D. Afonso III para defender o Alentejo dos ataques de Castela.

O castelo é dominado por uma sólida torre de menagem totalmente construída com mármore branco de Estremoz. A torre do castelo, com 27 m de altura é denominada “Torre das Três Coroas”, por ter sido edificada ao longo dos reinados de três reis portugueses: D. Afonso III, D. Dinis e D. Afonso IV.

No interior desta fortificação D. Dinis fundou um palácio, onde residia esporadicamente. A Rainha Santa Isabel, que deu o nome à Pousada,  ali morreu em 1336 e também D. Pedro I, em 1367. O Paço de Estremoz foi  cenário de importantes acontecimentos políticos na Idade Média, entre os quais cortes convocadas por D. João I. Recebeu também Dona Leonor Teles, quando a sua filha Dona Beatriz casou com Juan I de Castela.




A muitos locais, que visitei há dois anos, não voltei, mas ao Museu do Azulejo regressei. Em relação à primeira visita, que publicitava 800 anos de azulejos, adquiriram entretanto outros ainda mais antigos que faziam parte do complexo funerário de um faraó, que viveu no ano 2600 a.c



Tinha lido que outra aquisição foi a cozinha da  Quinta do Sol, em Setúbal, de Querubim Lapa, com painéis de azulejos do próprio ceramista. 


Além de belíssimos painéis de azulejos portugueses e uma variedade de figuras de convite, encontramos azulejos das mais diversas proveniências:


Irão Séc XIX


Império Otomano, Séc XVI



Flandres, Séc XVI



Sevilha, séc XVII


Londres, Séc XX



Jorge Barradas, 1970



 Visitei igualmente o Museu Municipal Prof. Joaquim Vermelho, que se situa no interior das muralhas do castelo.


Visitei pela primeira vez a Capela da Rainha Santa Isabel




E claro não faltou o "pão de rala", doce local que sempre provamos e trazemos para casa.




Estremoz, 10 a 12 de março de 2026



terça-feira, 17 de março de 2026

Sporting 5 - Bodo 0

 Final 5-3

Grande jogo. Histórico.



A Capela da Rainha Santa Isabel em Estremoz

 


A Capela da Rainha Santa Isabel fica situada num recanto da Praça D. Dinis, abrigada no vão de dois torreões da ala ocidental do Castelo de Estremoz.

A entrada da capela impressiona, com um portão de ferro seguido por uma bela porta de mármore, sobre a qual está o brasão real.

A cidade branca, assim chamada devido à cor das casas e às jazidas de mármore branco, o célebre “Mármore de Estremoz”, tem sempre rodapés pretos nos edíficios públicos, em sinal de luto pela morte da Rainha Santa, que morreu em Estremoz em 4 de julho de 1336.



Sobe-se uma escadaria de mármore, decorada com bonitos azulejos seiscentistas.

Pertencente ao conjunto monumental da Alcáçova de Estremoz, a capela foi mandada edificar por D. Luísa de Gusmão, viúva de D. João IV, em 1659. Transformou os antigos aposentos da Rainha num oratório em celebração da importante vitória na Batalha das Linhas de Elvas, durante a Guerra da Restauração.

No entanto, em 1698, uma explosão destruiu o paço medieval, então usado como armazém militar e, em 1715, o rei D. João V mandou construir o edifício atual.


 A capela é de uma só nave de planta retangular e as suas paredes estão revestido de belos painéis de azulejos  do século XVIII, ilustrando cenas da vida de Santa Isabel e os seus milagres e, segundo José Meco, atribuídos a Teotónio dos Santos (c. 1725). No teto, destaca-se uma pintura do século XVIII, representando a subida de Santa Isabel ao céu. 


O Milagre da Criança salva pela Rainha de morrer afogada


O Milagre das águas do Tejo que se apartam

A Paz de Alvalade que opôs D. Dinis ao filho D. Afonso

As telas a óleo, de André Gonçalves (c.1730), são também representativos da vida e imaginário lendário da Rainha Santa Isabel, nomeadamente os milagres que lhe são atribuídos e que são a causa da sua canonização em 1625 pelo papa Urbano VIII.

O Milagre das Rosas
Milagre da transformação do vinho em água
Tomada de hábito da Rainha Santa Isabel
Milagre da cura da criança cega
As Rainhas (D. Isabel e a nora, D. Beatriz) servem as freiras 
no Convento de Santa Clara a Velha
Milagre da Aparição da Virgem a Santa Isabel


O exuberante coro construído numa só peça em mármore branco exibe uma inscrição latina, de 1808, de agradecimento da população de Estremoz a Santa Isabel por tê-la protegido dos saques resultantes das Invasões Francesas. 



O espaço é enriquecido com as armas reais das Casas de Portugal e de Aragão, além de azulejos setecentistas, representando anjos e também as armas reais da Hungria, pois Santa Isabel da Hungria e Turíngia, (1207-1231). de quem se conta também o milagre das rosas, era sua tia-avó.

 

 No altar é patente a transição do barroco para o neo-clássico, com obras de cantaria artística em mármores das regiões de Estremoz  (branco), Sintra (rosa) e  de Viana (verde) .

Há três imagens do século XX: ao centro, a Rainha Santa Isabel, acompanhada por São Filipe Néri e São Lázaro.



Por detrás da tribuna do altar existe um pequeno espaço que, segundo a tradição, terá sido o local da morte da Rainha Santa Isabel.







No entanto, o túmulo da Rainha Santa Isabel, do século XIV, encontra-se no coro baixo do convento de Santa-Clara-a-Nova, em Coimbra








Mais do que um simples monumento, esta capela é um lugar cheio de história e imperdível para quem visita Estremoz. Nunca a tinha encontrado aberta, mas agora aprendi na Pousada, que vamos ao Museu Municipal (que também vale a pena visitar) pedir que a abram e o senhor encarregado da chave é um orgulhoso local, que nos conta toda a história da capela.


A Rainha Santa Isabel na loja do Museu Machado de Castro em Coimbra com uma rosa que me ofereceram em Herend, Hungria, quando visitei o atelier de pintura da Manufatura de Porcelana de Herend