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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

As Viagens de Gulliver

 


Este ano comemoram-se os 300 anos da publicação do livro As Viagens de Gulliver de Jonathan Swift (1667-1745). A primeira edição foi em 1726, mas nos nove anos seguintes o livro teve cinco novas edições marcadas por alterações e omissões, que só foram corrigidas completamente na edição de 1735. O texto definitivo é o que aparece na edição de 1976 da Easton Press, que me ofereceram quando vivia nos EUA, a qual é enriquecida com gravuras  de Fritz Eichenberg (1901-1990) e uma bonita encadernação em cabedal.


 
O compositor alemão Georg Telemann (1681-1767)  compôs uma suite para violinos intitulada "Suíte de Gulliver" em 1728, dois anos após a publicação do livro. Portanto, pode-se considerar que a obra de Swift constituiu um êxito editorial à escala europeia.


quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Art Cut – Exercícios em Empatia: Regresso a casa

 



Promovida pelo Dicastério para a Cultura e Educação da Santa Sé, a Art Cut explora o tema "Exercícios em Empatia: Regressar a casa" em três locais de Lisboa:  Brotéria, no Museu Nacional de Arte Contemporânea e na Galeria Fundação Amélia de Mello da Universidade Católica Portuguesa. Cada espaço propõe perspetivas complementares sobre a ideia de casa.
O comissário-geral é o Cardeal José Tolentino de Mendonça e o curador Nuno Crespo.

A empatia, essa faculdade humana de nos pormos no lugar do outro é uma forma, disse o curador ao Diário de Notícias de ir de encontro ao apelo do papa Leão XIV, de "permanecermos humanos neste mundo tão moldado, em primeiro lugar, por determinados contextos políticos que fazem do outro o estranho, o estrangeiro, o perigoso, e, por outro lado, pela revolução digital. É preciso não desconfiar da revolução digital, mas saber integrá-la no nosso quotidiano de maneira a que permaneçamos humanos, a que continuemos a poder relacionar-nos com aquilo que é estranho, distante, desconhecido”.



Na Brotéria, (Rua São Pedro de Alcântara, 3) a exposição mantém-se até 14 de novembro todos os dias das 10h às 18h, exceto Domingos.








As duas obras são de Vanderlei Lopes

No Museu Nacional de Arte Contemporânea (Chiado), a exposição prolonga-se até 24 de janeiro de 2027, de terça-feira a domingo, entre as 10h00 e as 18h00.


"Mas o que significa regressar  quando a casa já não existe, quando foi abandonada, transformada ou esquecida? Antes de ser uma construção, a casa é uma forma de habitar o mundo".


Eduardo Viana. Sem título. (Rapariga à janela?) 1948






Maria Helena Vieira da Silva. Les Chemins II. 1969


Instalação na entrada do museu

"Na Universidade Católica Portuguesa- Galeria da Fundação Amélia Mello,  a exposição pode ser visitada até 12 de dezembro, de segunda a sexta-feira, entre as 14h00 e as 18h00". Foi o que li, quando soube da exposição. Acontece que, ontem, fui à Fundação Mello, na 24 de julho e informaram-nos que não havia lá qualquer exposição. Achei que tinha interpretado mal e que deveria ser numa galeria da própria universidade. Hoje, depois das 14 horas, telefonámos para a universidade católica para ter a certeza que não íamos em vão. Quem atendeu o telefone não sabia de nenhuma exposição e estava com dificuldade em ligar para a biblioteca. Acabou por informar-nos,  depois de esperarmos algum tempo, por duas vezes, que tinham fechado às 14h, pelo que devíamos tentar amanhã depois das 9h. Por mim, fico por aqui...

A primeira exposição da Trienal de Artes das Universidades Católicas (ArtCut) foi inaugurada no Rio de Janeiro, em 27 de agosto. Seguiu-se Santiago do Chile,  Bogotá,  Boston,  Milão e Lisboa (dia 13 de outubro). Segue-se Luanda a 29 de outubro e, a fechar a ArtCut, Veneza, no próximo ano.



Obra convidada do MNAC

 

Pescadoras Valencianas

A Mostra Espanha regressa a Portugal para celebrar a sua 9ª edição com o objetivo de aprofundar o intercâmbio cultural entre Portugal e Espanha. No MNAC (Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado) esta obra é apresentada ao lado de uma de Carlos Reis, contemporâneo e amigo de Sorolla.


Engomadeiras



terça-feira, 13 de outubro de 2026

7 vacas e 1 boi

 


O meu marido não consegue ver televisão sem estar constantemente a mudar de canal. Hoje aconteceu uma história curiosa. Estavam a passar no canal Bloomberg um pequeno extrato de uma entrevista com o presidente do Paraguai. Este último respondendo a uma pergunta se o seu país tencionava continuar a  exportar "beef" para os EUA respondeu afirmativamente. Acrescentou que a carne paraguaia era a melhor do mundo, até porque a da Argentina tinha origem num boi/touro e sete vacas que foram enviadas de Assunção para a atual região de Buenos Aires.

Perguntei ao Google/AI se a historieta tinha alguma base. De facto tem; contudo, há um detalhe que o presidente paraguaio não mencionou: de onde chegaram as primeiras vacas e boi à sua capital. De acordo com a mesma fonte dois irmãos portugueses - Cipião e Gois - partindo do sul do Brasil (estado de Santa Catarina) foram até Assunção e levaram sete vacas e um boi/touro. Esses animais multiplicaram-se no Paraguai. E, depois, viajaram para a Argentina...

É difícil não encontrar a presença, influência, participação portuguesas, agora até na carne da América do Sul.
  

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

VENUS

 Valentino Garavani pelo Olhar de Joana Vasconcelos


No MAAT (Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia) Lisboa























Vénus resulta de um convite a Joana Vasconcelos para estabelecer um diálogo entre as suas esculturas e o legado de Valentino Garavani (1932-2026), um dos estilistas mais celebrados do nosso tempo.
Apresentada originalmente em Roma na Fundação Valentino Garavani e Giancarlo Giammeti, no inicio de 2026, a mostra chegou agora ao MAAT com uma renovada seleção de peças: treze grandes esculturas de Joana Vsconcelos e trinta e nove criações de alta costura de Valentino Garavani que "se completam e se desafiam mutuamente".