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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

A Inspiração da Dança

 


A Orquestra Académica da Universidade de Coimbra (OAUC) apresenta, hoje, 7 de outubro, às 21h30, no Teatro Académico de Gil Vicente, o Concerto de Abertura Sinfónica do Ano Letivo 2026/2027, intitulado "A Inspiração da Dança", integrando obras de Tchaikovsky, Lopes-Graça e Stravinsky.

Este concerto assinala a abertura solene das aulas na Universidade de Coimbra e a 10.ª temporada da Orquestra Académica da Universidade de Coimbra (OAUC). Pretende evocar ritmo e dança.

O programa inclui a Suite Rústica n.º 1, de Fernando Lopes-Graça, inspirada em música tradicional portuguesa. Segue-se a interpretação de excertos do bailado "O Lago dos Cisnes", de Piotr Ilitch Tchaikovsky. Encerra com passagens do bailado "O Pássaro de Fogo", de Igor Stravinsky.

Desde a sua criação em 2016, a OAUC resulta da parceria entre a Tuna Académica e a Reitoria da Universidade de Coimbra. É formada por estudantes, ex-estudantes e docentes da universidade, que gostam da chamada música clássica/erudita. Funciona, sobretudo, como um espaço de prática e desenvolvimento musical.

 A minha nora toca violoncelo e desde que leciona na Universidade faz questão de participar no concerto.

Exposição de Paul Cezanne (1839-1906)

 

 No Grand Palais, Paris

Cezanne et Nous / Cezanne and Us                                   23 setembro 2026 a 17 janeiro 2027

Uma amiga minha esteve em Paris e visitou esta exposição sobre Cezanne. Enviou-me fotografias para eu também a poder apreciar, pois sabe como gosto de visitar exposições de arte.

Cezanne pintou muitas naturezas mortas, onde a maçã é o foco principal "Com uma maçã eu vou surpreender Paris" dizia; e realmente terá conseguido ultrapassar as próprias expectativas.


Maçãs e Laranjas. 1889


 Natureza morta na gaveta aberta 1877-79

A mesa de cozinha. 1890

Natureza morta com cebolas. 1896-98

Jarro de grés. 1893-94 Fundação Beyeler


Jarra, açucareiro e maçãs 1890-94 Musée de l'Orangerie

A paisagem foi a uma das grandes temáticas valorizada pelos impressionistas. Cezanne estudou-a e pintou-a, isolando-se na sua paisagem natal, a Provença, mais concretamente na aldeia L'Estaque, não muito longe de Marselha.

 
L'Estaque, efeito do fim de tarde. Museu do Louvre

A montanha Vitória do grande Pinheiro. Galeria Courtauld, Londres


Montanha Santa-Vitória


Rochas, Pinheiros e Mar em L'Estaque. 1883-85 Staatliche Kunsthalle Karlsruhe


Château Noire. 1905. Museu Picasso. Paria


O Golfo de Marselha visto de  L'Estaque

Cezanne não é um pintor de nus, mas integra o corpo das banhistas na paisagem, despojadas de roupas como as árvores e as nuvens, que as enquadram.



Os Jogadores de Cartas. 1893-1896 é considerado o melhor dos quadros figurativos de Cezanne.

Após a II Guerra Mundial, nos anos 50, houve o ressurgimento do abstracionismo. Durante esse período, os artistas olhavam diretamente para Cezanne como um modelo ou através de movimentos da primeira metade do século XX, como o cubismo, sobre o qual também exerceu influência. 


Vieira da Silva. Sylvestre. 1953. Neste quadro evoca o jardim do seu atelier no Brasil, entre 1940 e 1947. Quando se instalou em Paris em 1928 foram os quadros de Cezanne expostos no Louvre, que a ajudaram a traçar o seu próprio rumo.


Modigliani. O Jovem aprendiz

 
Gauguin. As bananas. 1891

Flores e Arte: Paul Cezanne

 


Paul Cezanne (1839-1906). A Jarra Azul. Museu D´Orsay, Paris


Nota: Sempre escrevi Cézanne com acento agudo, mas hoje em dia dá-se preferência sem acento, como o pintor e família assinavam.

terça-feira, 6 de outubro de 2026

O comunicado de Cristiano Ronaldo




"Tal como prometi, decidi contar, na primeira pessoa e de forma direta, as circunstâncias que envolveram o último estágio da Seleção Nacional.

Após o Mundial 2026 preparei uma carta aos portugueses, que ainda guardo, com as palavras que lhes quero dirigir quando abandonar, definitivamente, a nossa equipa.

No final da competição, logo no voo de regresso dos Estados Unidos, o Presidente da Federação pediu e insistiu que eu ponderasse a decisão de sair porque a FPF queria que eu continuasse.

Logo a seguir pediu que lhe desse a minha opinião sobre o nome do atual Selecionador e que ele estava a ponderar, a par de outros nomes que não me revelou.

Respondi ao Presidente da Federação que, em minha opinião, seria a escolha certa.

Por isso, no dia em que o atual Selecionador foi apresentado fiquei genuinamente feliz pela escolha. Era a opção certa, como os resultados vão comprovando.

Poucos dias depois recebi um primeiro contacto do novo selecionador nacional a dizer que gostava de estar comigo pessoalmente. Respondi que sim e agendámos para o final das minhas férias.

Encontrámo-nos na Cidade do Futebol onde o meu clube fazia estágio de pré-temporada.

O Selecionador disse-me nesse dia que contava comigo e que a minha presença era fundamental para o seu projeto. Apresentou-me, logo ali, um plano para a minha participação. Disse-me que jogaria o primeiro jogo e o último e que por razões de gestão física iria fazer sempre três a quatro mudanças por jogo.

Nessa altura colocou-me a hipótese de eu não viajar com a Seleção para Noruega e Dinamarca. Propôs-me que fizesse o primeiro jogo e ficasse em Portugal, para depois me juntar de novo antes do jogo do Dragão.

Recusei de imediato esta proposta. Parecia-me evidente que não a poderia aceitar. Não seria por não jogar os jogos no estrangeiro que deixaria de capitanear a nossa equipa. Esse privilégio de ficar em Portugal não seria um bom exemplo.

O Selecionador acabou por concordar com a minha análise.

Esta conversa foi acompanhada pelo Simão Coutinho, diretor Desportivo do Al Nassr, pessoa a quem reportava o atual selecionador durante toda a época passada e um dos responsáveis pela sua contratação pelo clube em 2025.

Na véspera do estágio começar o Selecionador deslocou-se a minha casa, em Lisboa, para ter nova conversa comigo, a seu pedido. A conversa foi tranquila e todos os princípios combinados em agosto foram mantidos.

Joguei o jogo de Alvalade, e apesar de substituído, não fiz nenhum problema. Coloquei a braçadeira eu mesmo ao Bruno Fernandes, longe de imaginar que pudesse estar a dar os últimos passos, como atleta e capitão da Seleção Nacional. O importante desse dia, para mim, foi a nossa vitória. Ganhar é sempre bom, em Portugal e pelo meu País, ainda melhor.

À hora de almoço do dia do jogo na Noruega um adjunto do selecionador do veio à mesa onde o grupo estava a almoçar e informou-me que o Selecionador me queria falar. Para minha absoluta surpresa, o selecionador perguntou-me se estava bem para jogar 30 minutos. Eu estava totalmente focado na minha recuperação física, integrado com os meus companheiros como sempre e a pensar que não jogaria naquele dia. Sem nenhum problema.

Este pedido era algo fora do meu plano de recuperação física e de treino – porque apenas iria jogar dia 4 no Dragão – mas obviamente disse que sim. Respondeu-me que então estivesse preparado porque jogaria 30 min.

O resto todos conhecem. Aqueci desde o intervalo, vi os minutos a passar e não fui chamado.

O Selecionador tinha-me falhado com a sua palavra.

No fim do jogo só queria que tudo acabasse com a vitória e ficar sozinho. Não fui cumprimentar os adeptos. Uma falha que é apenas da minha responsabilidade e que não deveria ter acontecido. Peço desculpa aos portugueses que ali nos apoiaram intensamente, peço desculpa aos adeptos e peço desculpa aos que, sem serem portugueses, ali se possam ter deslocado para me ver e a quem eu possa ter desiludido.

Passado 48 horas tivemos uma conversa, eu, o Selecionador e o Simão Coutinho uma vez que tinha sido ele a acompanhar as nossas conversas de Agosto.

Foi um momento profundo, muito frontal, sem qualquer tipo de filtro.

Concordamos que só havia uma maneira de encerrar este “caso”: que o Selecionador repetisse o que acabara de me dizer ali em privado, na presença do Simão Coutinho, mas na Sala de Imprensa.

O que foi combinado era simples: o Selecionador começaria a conferência de imprensa por este tema, procurando encerrar o assunto contando a verdade. Diria que nunca pedi para jogar minutos nenhuns, que foi o Selecionador e mais ninguém, quem me propôs o plano para este estágio e que foi um erro colocar-me a aquecer para não entrar e que se voltasse a acontecer não o faria.

Acabamos essa reunião com o Selecionador a pedir-me um abraço, a prometer-me que ia dizer na conferência o que acabara de me dizer a mim e que o assunto se ultrapassava. Eu não jogaria na Dinamarca e jogaria o jogo do Dragão. Tudo isto na presença do Simão Coutinho, sempre.

A pedido do selecionador, decorreu depois uma reunião entre ele mesmo, o Simão Coutinho e o Tiago Craveiro em videoconferência, em que se resumiu aquilo que falámos.

Foi produzido um pequeno documento que eu mesmo validei e que, com o meu conhecimento, foi entregue ao Selecionador, tal como ele havia solicitado.

A conferência foi o que se conhece: a postura não teve nada a ver com a nossa reunião, ouvi expressões e uma agressividade que julgo não merecer, uma atitude de quero, posso e mando que nunca me manifestou, nem de perto nem de longe, em privado, na véspera.

As notas que validei eram as seguintes:

“Acho importante, até porque é a verdade, esclarecer algumas coisas antes de falar da Dinamarca:

1. Propus ao Cristiano eu mesmo, sem mais ninguém, um plano para ele, esta época desportiva, na Seleção Nacional. Foi uma conversa demorada e muito boa.

2. Sei o quanto ele vive e Ama a Seleção e o peso que tem no Mundo, mais ainda, o peso e a influência positiva que tem na Seleção há 24 anos consecutivos.

3. O plano que propus ao Cristiano foi aceite.

4. Ele nunca questionou as minhas opções. Foi exemplar, leal e profissional.

5. Do plano que tracei para ele não constava o jogo da Noruega. No entanto, senti que ele tinha conseguido recuperar fisicamente do primeiro jogo e avisei-o que poderia ter de o utilizar. O Cristiano concordou.

6. Errei ao colocar alguém da dimensão de Pelé ou Maradona a aquecer para depois não o colocar em jogo. Se fosse hoje não o faria.

7. Para encerrar o assunto: Eu quero o Cristiano na Seleção Nacional. Aliás não quero pouco, quero muito. Felizmente ele também acredita em mim. Acreditou no Al Nassr e aqui também.

8. Sobre não ter cumprimentado os adeptos. Já falámos sobre isso. Quem faz mais de 230 jogos pela Seleção não recebe de mim lições de Amor a Portugal. Foi um momento de frustração que não apaga coisa nenhuma. É o jogador que mais autógrafos dá, que mais selfies tira, que mais acarinha os adeptos. Não inventemos problemas onde eles não existem. Quando não estamos contentes reagimos. Foi só isso.”

Nenhuma destas notas dizia, portanto, que o selecionador me pedisse sequer desculpa.

Era a segunda vez, que me estava a faltar à palavra dada.

Decidi abandonar o estágio sem esperar por mais nenhuma quebra de palavra. Para mim a verdade ainda é a coisa mais importante na relação entre as pessoas. Por muito que doa, que me digam a verdade.

Aliás, numa conversa que mantive com o Presidente da FPF e com o Selecionador na manhã do dia dessa conferência de imprensa, podem confirmar seguramente, reafirmei que se não me quisessem ali mo dissessem. Bastava serem francos comigo. Eu aceitaria isso e prometi que prepararíamos algo bonito, como sonho que aconteça, e ninguém ficaria zangado.

Lembro-me como se fosse hoje. Responderam em uníssono que não. Que o meu lugar era na Seleção Nacional.

Nunca, em nenhum momento me intrometi em qualquer decisão técnica ou tática de qualquer treinador ou selecionador em quase 25 anos de carreira. Aceito é melhor ou pior o que me propõem fazer. Respeito a decisão e quando me faltam à palavra, sinto que o meu lugar não é ali.

Devo também um pedido de desculpas aos meus companheiros de Seleção por ter abandonado o estágio. Apesar da absoluta quebra de confiança na palavra do Selecionador, como poderá testemunhar quem assistiu a estas conversas, eu não o devia ter feito. A responsabilidade é exclusivamente minha.

Peço desculpa aos portugueses mais uma vez, mas a quebra da palavra tem, para mim, um impacto definidor. Senti que, a partir dali, a minha permanência iria apenas prejudicar o grupo de trabalho e fiz o que sempre disse que faria se não me sentisse útil: peguei nas malas e saí.

A consequência deste meu ato deve ser avaliada e punida pela Federação Portuguesa de Futebol. Entendo que a punição não deve ter atenuantes. Não sou um jogador qualquer, sou capitão de equipa e isso constitui uma agravante. Já pedi desculpa, mas sei que as atitudes têm de ter consequências. Quem está no futebol como estou sabe que, independentemente do estatuto de cada um, as regras são iguais para todos.

A este propósito, tenho ouvido muito falar em jogos de despedida, que tenho que ter uma despedida digna e que a Federação me quer dar essa oportunidade.

Aprendi na vida, com fome e sem nada para comer muitas vezes, que ninguém dá nada a ninguém.

Posso prometer a todos os meus fãs, naturalmente e em especial a todos os portugueses, que faremos um ou mais jogos de despedida, haverá tempo para isso.

Mas quando penso na seleção o que eu penso mesmo é em competir. Foi nisso que pensei no dia em que me deram a notícia da morte do meu Pai. Estava em estágio da nossa Seleção e lá decidi ficar até terminar o jogo do dia seguinte. Fiz por isso pelo País o que jamais faria por clube algum.

Portanto se estiver bem fisicamente, a jogar no meu clube, com golos espero, a seguir ao cumprimento da suspensão que me for aplicada, estarei disponível, como sempre estive até hoje, para competir e ganhar pela nossa Seleção.

Esta é, acreditem, a mais pura das verdades.

Cristiano Ronaldo

6 de Outubro de 2026"



Hoje, ouvi de passagem, que o Cristiano Ronaldo estaria pronto para regressar à seleção se o selecionador não fosse Jorge de Jesus. Pareceu-me mal, porque apesar do seu estilo e maneira de se expressar o Jorge Jesus está a fazer trabalho positivo, como o próprio Cristiano Ronaldo reconheceu: "no dia em que o atual Selecionador foi apresentado fiquei genuinamente feliz pela escolha. Era a opção certa, como os resultados vão comprovando". Afinal, inventava-se, pois ele no seu comunicado não impõe qualquer condição especial para voltar a jogar pela seleção nacional. 

Quanto a não ter comparecido para agradecer aos adeptos, até desculpo, como disse no meu post " quem não sente não é filho de boa gente" E agora, depois de ler o comunicado e saber o que se passou nos bastidores, ainda mais. Também não suporto falta de caráter e concordo: "Para mim a verdade ainda é a coisa mais importante na relação entre as pessoas".

A Conferência de Imprensa de Jorge Jesus com a sua reação intempestiva a um eventual pedido de desculpas da sua parte é mesmo muito má, nada propícia a uma reconciliação, mostrando sim arrogância. "A conferência foi o que se conhece: a postura não teve nada a ver com a nossa reunião, ouvi expressões e uma agressividade que julgo não merecer, uma atitude de quero, posso e mando que nunca me manifestou, nem de perto nem de longe, em privado, na véspera".
"Nenhuma destas notas dizia, portanto, que o selecionador me pedisse sequer desculpa."

Discordo que o Ronaldo regresse à seleção para competir, como sugere. 

Penso que fez bem em pedir desculpa aos adeptos e colegas; porém, há algo no comunicado, que detestei - dizer que passou  fome. Felizmente teve uma mãe atenta que fez tudo ao seu alcance para ele realizar o seu sonho e há registo de fotografias da sua infância e não é propriamente miséria que se vê. Dificuldades e pobreza, acredito.

Antes não me interessava por futebol. Nem via jogos. Hoje em dia, por causa do Cristiano Ronaldo já fui do Manchester United, Real Madrid e Juventus e até, às vezes, vejo, um pouco, jogos do Al Nassr. E claro recordo sempre o Sporting, onde fez a sua formação e foi lançado como jogador para uma carreira brilhante, que lhe deu fama e proveito bem merecidos.




segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Em Beja



Pax Julia, o nome da cidade durante a época romana 


Mural na fachada da CGD em Beja de Manuel Lapa (1914-1979)



A visita não foi preparada com antecedência; mas logo que me deram o mapa da cidade, no hotel, fiz questão de ir visitar os vários monumentos. Só me recordava do Museu da Rainha D. Leonor e mal, pois a última visita aconteceu há muitos anos.


O museu está fechado para obras de requalificação





O Castelo de Beja, nomeadamente a sua Torre de Menagem, com quase quarenta metros de altura é o monumento mais emblemático da cidade. Segundo alguns especialistas é uma obra prima da arquitetura militar gótica europeia. Para além do castelo são ainda visíveis as muralhas, que datam da mesma época- século XIII, com D. Afonso III, logo após a conquista cristã da cidade, prolongando-se para o século XIV com os reis D. Dinis e D. Fernando


Arco das Portas de Avis






Arco Romano também conhecido como Portas de Évora










Portas de Mértola



Chafariz no Largo de Santo Amaro.

A Igreja de Santo Amaro é uma das mais antigas da cidade (séc. X, em plena época islâmica). A igreja teve sucessivas remodelações, sendo a atual do século XV-XVI.




O Hospital e a Capela de N. Senhora da Piedade foram mandados erguer por D. Manuel I a partir de 1490. No interior muitas remodelações dos séculos XVII e XIX.   



 
                                                                                    

Logo à esquerda três telas, que se julgam ser de André Reinoso, o primeiro pintor barroco de Portugal e muita talha dourada, que pode ter vindo de Lisboa, depois do terramoto.


Igreja da Misericórdia

O edifício foi inicialmente construído para açougue, mas resultou tão elegante e majestoso, que se considerou mal empregado para esse fim e nele ficou instalada a Santa Casa da Misericórdia no séc. XVI e adaptado, posteriormente, a igreja.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   

 Pelourinho de Beja

O Pelourinho terá sido mandado construir pelo rei D. Manuel I, após a concessão do foral de 1521. Ficou inicialmente instalado no terreiro dos Paços do Concelho, sendo no início do século XIX transferido para a atual Praça da República                                                                                                                                                              


Janela Manuelina na Rua Afonso Costa, n.º 38


O Palácio dos Maldonados foi construído em meados do séc XVI para uma família, cujo brasão ainda está visível na porta. No séc. XIX o palácio serviu de liceu e é atualmente uma residência de estudantes.



Na mesma Rua do Esquivel vê-se um portal manuelino. Chegados ao final estamos na Igreja de Santa Maria, um dos templos mais antigos de Beja, cuja fundação remonta à segunda metade do séc. XIII, tendo, antes, chegado a ser mesquita durante a ocupação muçulmana.
                                                                                                  

                                                                        

Na torre sineira existe um relógio da autoria do relojoeiro bejense António Franco, que substituiu, em 1761, o que lá existia mandado colocar por D. Manuel I. O sino desta torre é do século XIV.














Interessante este arco parecendo muito antigo, junto à torre sineira, mas não encontrei explicação.









Sé Catedral de Beja.

Originalmente, a fundação foi no séc. XIV. Em finais do séc. XVI, o templo medieval foi demolido para se construir a atual igreja, consagrada em 1590. No século XVII sofreu obras de beneficiação e, em 1932, a sua fachada foi totalmente renovada ao estilo da Renascença tardia italiana

No seu interior os azulejos, imagens e pinturas vieram da igreja e convento das Mónicas em Lisboa.

É de salientar o altar dedicado a São Sesinando e uma relíquia deste santo, natural e padroeiro de Beja, martirizado em Córdoba.










Gosto muito de fotografar portas. Esta enviei a uma amiga de Beja, perguntando-lhe se adivinhava onde eu estava. Ela estava em Marraquexe e perguntou-me logo se eu também estava em Marrocos.



                                                                                      



Este fim de semana decorria o festival RURAL BEJA. Fui a pé, mas no regresso ao hotel o meu marido viu-me tão cansada que chamou um táxi. Fiz o tratamento habitual para o cansaço:  descansar meia hora na cama, tomar um duche e mudar de sapatos. Estava novamente bem para continuar a visita a pé pela cidade.




Escultura de um pastor alentejano e o seu cão, certamente um fiel rafeiro alentejano.





   O bonito Palácio do Governo Civil de Beja     








 No Jardim Público Gago Coutinho

                                 

 O Convento de São Francisco do séc. XIII é pousada desde 1994



Os corredores amplos e despojados ligam as antigas celas dos monges, remodeladas e transformadas em quartos acolhedores com vista para a piscina e os jardins.





A Capela dos Túmulos  mandada construir por D. Dinis é de enorme e sóbria elegância. É assim denominada por ter albergado três túmulos profanados e retirados em 1847. A capela pertence à arquitetura gótica do séc. XIV.




Decoração sóbria. Serviço atencioso na Pousada Pestana de Beja



Migas e carne muito saborosas e ainda um excelente toucinho do céu no Restaurante D. Dinis, com serviço atencioso e rápido. Recomendo para quem aprecia boa comida tradicional alentejana. 



Requintada apresentação da tradicional Sericaia, que me serviram na sala da TV gigante, onde assisti ao jogo Portugal -Noruega, que a Seleção Portuguesa felizmente ganhou por 2-1. 

A Pousada de S. Francisco, na parte central da cidade de Beja, oferece descansado sossego no seu espaço de elegante austeridade conventual.