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terça-feira, 26 de maio de 2026

640 anos do Tratado de Windsor

 


Cortejo de despedida e embarque de Dona Catarina de Bragança em Lisboa
Dirk Stoop veio para Portugal a convite de D. João IV.
Convertido em pintor de corte, acompanhou D. Catarina de Bragança a Inglaterra,
por ocasião do seu casamento com o rei Carlos II, em 1662.


Imagem da gravura de Dirk Stoop Entrada de Carlos II e
 Catarina de Bragança em Londres, 1662


O Tratado de Windsor  de 1386 entre  D. João I de Portugal  e o Rei Ricardo II de Inglaterra  instituiu a mais antiga aliança diplomática do mundo ainda em vigor. Consagra e renova a Aliança Luso-Inglesa, assinada entre os dois Reinos em 1373, de paz, amizade e cooperação. Resultou também do importante apoio de um destacamento militar inglês, sobretudo arqueiros, que combateram ao lado dos portugueses na Batalha Real de Aljubarrota de 14 de agosto de 1385, na qual se confrontaram os exércitos do Rei português e do castelhano. A retumbante vitória portuguesa, apoiada por Inglaterra, contribuiu para garantir no trono de Portugal D. João I, aclamado nas Cortes de Coimbra em abril de 1385, o primeiro monarca da Casa de Avis, a segunda Dinastia portuguesa.
 
A consagração solene daquela aliança aconteceu com o casamento de D. João I com Filipa de Lencastre, filha do Duque John de Gaunt quarto filho do Rei Eduardo III de Inglaterra e fundador da Casa de Lencastre. Assim, Filipa era ainda a irmã mais velha de Henrique IV, o primeiro monarca da Casa de Lencastre no trono inglês e prima de Ricardo II, considerado o último Rei da dinastia Plantageneta.

Em 1943, falando no parlamento britânico, Churchill descreveu a Aliança Anglo-Portuguesa como "uma aliança sem paralelo na história mundial".

Sitio da Batalha de Aljubarrota em 2025
Mural baseado nas Crónicas de Inglaterra de Jean de Wavrin
representando o casamento de D. João I de Portugal com D. Filipa
de Lencastre em 1387



Livro publicado em Londres com palestras transmitidas pelo serviço português da BBC por ocasião dos 600 anos da Aliança Inglesa.


Os Príncipes Carlos e Diana estiveram em Portugal em fevereiro de 1987 para a celebração dos 600 anos do casamento (em fevereiro de 1387) do rei português D. João I com Filipa de Lencastre. O Presidente da República era Mário Soares.





Em 2011, O Príncipe de Gales, hoje em dia Rei Carlos III, regressou a Portugal. O Presidente da República era Cavaco Silva. Os temas em destaque foram as relações comerciais bilaterais, assuntos acerca do mar e as energias renováveis.



Este ano, entre 1 e 3 de junho, o Duque de Edimburgo e a Duquesa Sofia visitarão Portugal para a celebração dos 640 anos do tratado de Windsor.







A nossa Aliança Familiar com Inglaterra, que tem já descendência. Abril 2026


segunda-feira, 25 de maio de 2026

Dia Nacional dos Jardins

O Dia Nacional dos Jardins é celebrado anualmente em 25 de maio em homenagem ao arquiteto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles (1922-2020), que nasceu neste dia.




Apesar de não ser em Portugal, recordei o aeroporto mais bonito onde estive, em Singapura, com lindos jardins interiores.

Dia da Massagista

 


Fiquei fã de massagens na Turquia. Para relaxar e sentir uma pele limpa não há nada como um hammam: um banho turco, húmido (sem a secura da sauna, que me deixa sem ar). Seguia-se a  esfoliação, que retira toda a pele morta, num ambiente de mármore aquecido e toalhas de linho. Terminava com um banho na piscina interior, descansar e tomar um sumo natural ou ayran e, por último, uma massagem dos pés à cabeça.

Como gostava tanto destas massagens, arranjaram-me uma massagista que vinha a casa. Já não era nova, mas tinha muita genica. Estava habituada a dar as massagens na mesa da casa de jantar. Arranjei uns degraus para subir com facilidade. A minha mãe, quando me visitou, experimentou e falava sempre dessa experiência. O problema é que a massagista com o tempo foi ganhando confiança, já pedia um café à empregada, sem me dizer nada e, um dia tirou uma toalha de banho bordada, que pertencera à minha avó, dizendo que queria levar para casa para a tentar copiar. Aí não tive outro remédio: despedi-a.

Quando estive em Budapeste de visita ao meu filho, que fora convidado para dar aulas numa universidade, falou-me dos banhos turcos, que lá são famosos. Fui a um, mas não gostei. Muita gente, sem o recato e a tranquilidade de Ancara.

Em Bucareste tive mais de um ano uma massagista excelente, que vinha a casa duas vezes por semana bem cedo, pois tinha os horários mais convenientes ocupados. Acordava, tomava um sumo e ela dava a massagem numa cama de solteiro, com dois colchões, para ficar mais alta. Ainda era melhor do que a turca e tinha uma vantagem: falava pouco- eu não falava romeno e ela só dizia bom dia em inglês. Algumas vezes  adormeci na massagem. 

Em Portugal, ainda tenho de encontrar um sitio que goste realmente, mas ultimamente não tenho procurado. Quando a minha filha teve a minha neta mais velha arranjou um casal que fazia a recuperação do parto e eu, que tinha vindo a Portugal fazer-lhe companhia, fiz umas sessões com o PT e gostei, porém quando abri a porta à massagista fiquei chocada. Era muito pequena e magrinha e carregava uma cama (dobrada), onde dava as massagens. A minha desconfiança confirmou-se: tinha mãos tão pequeninas e sem energia, que parecia só esfregar creme. Entretanto, regressei ao estrangeiro e acabou-se o "tratamento".

Parece-me bem haver o dia da massagista, pois as massagens podem fazer toda a diferença, dando melhor qualidade de vida a quem, por exemplo, sofre de dores nas costas como eu.

 

Uma experiência exótica na Venezuela: massagem com chocolate seguida de duche ao ar livre, perto de Chuao, onde se produz o melhor chocolate do mundo. Em Choroni Paradise

sexta-feira, 22 de maio de 2026

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Parabéns, Pedro

 





O meu neto Pedro faz hoje 2 anos
Dizem que é parecido com a mãe






A minha filha com a mesma idade na Turquia, onde vivíamos

Como hoje é dia de trabalho, resolvemos fazer o jantar na nossa casa, só para o Pedro, pais e manas. O tema foi o cavalo. Ele adora ver o livro- enciclopédia de cavalos e foi o motivo que a minha filha escolheu para o tapete do quarto, feito por mim quando nasceu.





Claro, o bolo tinha de ter os quá-quás, porque o Pedro gosta tanto de ir ver os patinhos no Jamor.





segunda-feira, 18 de maio de 2026

A Casa-Museu Bissaya Barreto

 

Bissaya Barreto (1886-1974). Aluno brilhante, formou-se em Filosofia e Medicina na Universidade de Coimbra. Republicano convicto, viveu intensamente os movimentos estudantis republicanos, que antecederam o fim da monarquia e a proclamação da república. Foi deputado à assembleia nacional constituinte pelo partido evolucionista liderado por António José de Almeida. Em 1915 doutorou-se e iniciou carreira como professor universitário na faculdade de Medicina de Coimbra até 1956, ano em que se jubilou.
Além de cirurgião esteve à frente da campanha de luta contra a tuberculose, a lepra e as doenças mentais. Criou uma notável obra social de apoio à infância, lares para idosos, institutos maternais, bairros económicos, campos de férias, colónias balneares e fundou o Portugal dos Pequenitos, a sua obra mais emblemática. 
Instituiu ainda a Fundação Bissaya Barreto, herdeira de todos os seus bens.




A casa museu foi durante quase 50 anos a sua residência. Foi projetada pelo arquiteto Fiel Viterbo (1873-1954). A construção começou em 1923 e foi inaugurada no Natal de 1925.


A mansão está situada em local privilegiado, junto ao aqueduto e ao jardim botânico da Universidade de Coimbra.


No hall de entrada somos recebidos com o busto do médico em mármore branco português de Raul Xavier. Os azulejos de "tapete" com motivo maçaroca são do século XVII e recuperados de edifícios demolidos. Sobre a lareira destaca-se a escultura de Soares dos Reis "Flor Agreste".



Sala de Estar com sofá e cadeiras forradas em tapeçaria Aubusson. Sobre a lareira o retrato do médico pintado por Malhoa. Azulejos originais, do século XX, e teto com medalhões representando palácios de Portugal.


Sala de Jantar com mobiliário em estilo Império inglês  Na parede uma gravura de Domingos de Sequeira (1813).


A Galeria Eduardo Malta tem o nome do pintor que fez as duas grandes telas, que estiveram expostas na Exposição do Mundo Português. Foi dos poucos quartos que foi remodelado (existiam 2 pequenos quartos de dormir para as suas irmãs, quando o iam visitar) dando lugar a uma divisão maior.

Achei interessante no quarto de dormir a escultura de um Buda aos pés da cama numa pequena mesa. O guia disse-nos que dava sorte. Na cómoda duas deusas da felicidade japonesas. O meu marido lembrava-se de ver na infância em algumas casas figuras orientais semelhantes.




A Galeria das Porcelanas da China não me entusiasmou, mas gostei muito dos quadros, uma natureza morta do pintor naturalista francês Corot  e uma miniatura a óleo de Josefa de Óbidos.



Na Sala da Faiança fiquei encantada com os dois famosos pratos "ratinhos"













No entanto foi a biblioteca o quarto da minha predileção. Encontramos aqui o quadro da Mãe do médico. Foi solteiro toda a vida.


O Gabinete de Trabalho, ao lado, onde costuma estar exposto o livro com a tese de doutoramento de Bissaya Barreto sobre a importância do Sol para a saúde.








No corredor com pintura portuguesa e bonitos azulejos, só reconheci Malhoa, João Reis (filho de Carlos Reis) e Roque Gameiro.


Escultura em bronze de Teixeira Lopes



Foi uma visita muito agradável com um senhor simpático.



Hoje, 18 maio, celebra-se o Dia dos Museus. Data importante para chamar à atenção para a relevância dos museus como forma de preservar e mostrar património.