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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Museu da Música Portuguesa

 

Casa Verdades de Faria

O Museu da Música Portuguesa fica situado na Av. de Sabóia, 1146, no Monte Estoril, na Casa Verdades de Faria. É um pequeno museu, que contém uma coleção de instrumentos musicais portugueses, um centro de documentação e também um espaço para concertos.

A maioria dos instrumentos da coleção foram reunidos pelo etnólogo e musicólogo corso  Michel Giacometti (1929-1990), durante a recolha de música tradicional que realizou pelo país, entre os anos 60 e 80 do século passado.





Em 1994, o compositor Fernando Lopes Graça, que colaborou estreitamente na investigação de Michel Giacometti, deixou em testamento à Câmara Municipal de Cascais todo o seu espólio, que veio a ser incorporado no museu em 1995.


Vieira da Silva

Picasso


A casa onde o museu está instalado, foi mandada construir, em 1918, por Jorge O’Neil, (1849-1925) um aristocrata irlandês, tendo sido Raul Lino o arquiteto.




Jorge O´Neill desempenhou um papel importante na sociedade de Cascais, numa altura que a família Real passava aí a maior parte do Verão. À semelhança da nobreza e alta burguesia construiu casa em Cascais para estar mais próximo de D. Carlos.

O´Neill construiu três casas em Cascais e no Estoril e todas elas são atualmente museus. 


A primeira, em 1900, da autoria de Francisco Vilaça  foi a Torre de S. Sebastião, hoje em dia o Museu dos Condes de Castro Guimarães. 


Em 1902, construiu a Casa de Santa Maria, como prenda de casamento para a sua filha e, em 1918, a Casa Verdades de Faria, originalmente conhecida por Torre de S. Patricio. Ambas são projetos de Raul Lino. Em 1942, a última casa casa foi vendida a Enrique Mantero Belard e à sua mulher Gertrudes Verdades de Faria. Quando o marido morreu, em 1974, deixou em testamento a casa e o jardim ao municipio de Cascais, porque não tiveram filhos, explicitando que deveria ser criada uma casa-museu com o nome da sua mulher, o que veio a acontecer em 1982.

 A Igreja


Monte Estoril, 27 fevereiro 2026



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Abolição da Escravatura



O Rei D. Luís promulgou o decreto de 25 de fevereiro de 1869, abolindo a escravatura em todos os territórios sob soberania portuguesa. Era primeiro ministro Sá da Bandeira.



Monumento a Sá da Bandeira na Praça D. Luís (1884).
Foi executada pelo escultor italiano Giovanni Ciniselli, com base arquitetónica de Germano José de Sales.


Em 1761, no reinado de D. José, sendo primeiro ministro o Marquês de Pombal fora proibida a escravatura na metrópole e na Índia portuguesa. Foi um primeiro passo para a abolição da escravatura.

Monumento a D. José I no Terreiro do Paço da autoria de Machado de Castro (1775).

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Humor Britânico


Kloisters, Suiça

Kloisters fica 10 km a norte de Davos, perto da fronteira com a Áustria e o aeroporto internacional mais próximo fica a 150km, em Zurique. É uma elegante estância de ski, onde  as pessoas vão pelo prazer de esquiar. Não há hotéis luxuosos ou lojas de marcas. Encontram-se, no entanto, muitas celebridades, tal como em St Moritz ou Gstaad, que puseram Kloisters no mapa. Uma delas era o Príncipe de Gales, desde 2022 rei Carlos III, o qual, desde 1978, quando se entusiasmou por este desporto apreciava a relativa privacidade do local.

Em 2018, celebrando o 40º aniversário da sua lealdade pela escolha de Kloisters, foi convidado para uma festa com muitos discursos emocionados aos quais o rei respondeu agradecendo a sua gratidão não só pelo lindo local. Não esquecera que fora um cirurgião suíço quem lhe colocara uma placa no braço, quando tivera um acidente, há alguns anos... e, com manifesto bom-humor, declarou que  alguns séculos passados, quando um arqueólogo ou revolucionário arrombarem o seu túmulo, encontrarão um monte de pó e uma placa de titânio dizendo: Made in Switzerland...


(publicado em 2024)


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

O Santuário em Highgrove

 



Ofereceram-me no Natal este livro publicado no ano passado. Tive de chegar ao final para achar interessante o penúltimo capítulo: Sacred Place. Trata-se de uma pequena capela escondida nos terrenos de Highgrove, que foi desenhada pelo arquiteto Charles Morris a pedido do Príncipe Carlos para celebrar o Milénio. Diz o mordomo e autor do livro que o referido arquiteto foi escolhido, porque o Príncipe reparou que calçava sapatos com solas remendadas, valorizando algo bem feito, que devia ser  preservado...





O Santuário (fotos da net)

Fiel à a sua paixão pela sustentabilidade, a Capela foi construída com pedras e madeira locais e tijolos feitos com argila de Highgrove e palha de cevada cortada. O telhado é do estilo das aldeias de Cotswold. Não tem eletricidade e a luz vem de pequenas janelas com vitrais representando flores e folhas de Highgrove dedicadas ao poeta laureado Ted Hughes. A luz adicional vem do uso de velas. Foi o Príncipe que descreveu o Santuário como o seu local sagrado, onde ninguém pode perturbar os seus momentos de reflexão, paz, tranquilidade e ao qual poucas pessoas têm acesso.

Highgrove House (foto da net)

Highgrove House é uma mansão rural em estilo georgiano e a residência familiar do Rei Carlos III e da Rainha Camila.Os jardins estavam abandonados, quando a casa foi comprada em 1980, pelo ducado da Cornualha, cujo titular era então o próprio Príncipe Carlos, atualmente Rei Carlos III. As modernas técnicas de jardinagem orgânica permitiram que os jardins, desenhados pelo Príncipe Carlos e ajudado por jardineiros conceituados, servissem também como habitat sustentável para pássaros e animais selvagens. Podem ser visitados de abril a outubro.




Para comemorar a morte de Tigga em 2002, o Príncipe convidou a artista Emma Stothard para fazer uma escultura em vime.








Antes de ler o livro, que nos dá uma ideia das várias casas onde a família real britânica passa férias, julgava que conhecia já a maior parte: Buckingham, quando visitei uma exposição com uma coleção do vestuário que a Rainha Isabel II utilizou em cerimónias oficiais; Windsor, o castelo habitado há mais tempo na Europa; Balmoral na Escócia, propriedade pessoal da família real e não da Coroa; o castelo de Glamis também em terras escocesas, onde nasceu a rainha-mãe; e ainda Kensington. No entanto, há muito mais para conhecer. Todos eles têm em comum os jardins ingleses, que eu adoro e prefiro aos franceses, demasiado elaborados para o meu gosto...



Uma curiosidade, que não vem no livro: a Rainha também tem a sua propriedade privada, que adquiriu antes do casamento. Chama-se Ray Mill, fica a 15 m de Highgrove e tem também belos jardins...


Todos nós precisamos do nosso refúgio algures...


 
Na Escócia em 2016

Os jardins de Highgrove, na net, fizeram-me recordar uma viagem que fiz em 2016 por castelos da Escócia... Belos jardins...


Recordei também o nosso passeio a Viscri, na Roménia, onde o Príncipe Carlos comprou uma pequena propriedade em 1998, sede da sua fundação, a qual pode ser alugada e nós ficámos lá instalados.




Também na Roménia,  The Transylvania Florilegium, um projeto da autoria do Príncipe de Gales, o qual inclui aguarelas originais e é o resultado de um estudo de seis anos entre biólogos e artistas botânicos de todo o mundo sobre a botânica da Transilvânia.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Horóscopo Chinês



Em Hong Kong junto ao Galo, o meu signo chinês



2026 será o Ano do Cavalo pelo calendário Chinês.
Inicia-se hoje...

RIP, Robert Duvall (1931-2026)

 


Robert Duvall morreu ontem aos 95 anos. Está ligado a alguns dos filmes mais marcantes que vi ao longo da minha vida, a começar por To Kill a Mockingbird.

Broken Trail foi o último filme/série que revi, há apenas duas semanas.

"I think the Western kind of defines us", the actor said in 2016. "The English have Shakespeare; the French, Moliere; the Russians have Chekhov. But the Western is ours."

https://www.bbc.com/news/articles/cv2grggdzweo

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Fim de Semana em Família na Serra da Estrela


Fomos à Serra da Estrela comemorar os aniversários da minha neta, que fez 8 anos no dia 14 e do meu neto, que fez 9 anos no dia 15.




Os pais escolheram a Pousada da Serra da Estrela. Este edificio construído entre 1928 e 1936 destinou-se a funcionar como sanatório, tendo ficado abandonado após o 25 de abril. Nessa época ainda serviu de residência a cerca de 700 pessoas retornadas de África. Em 2011, foi recuperado pelo Grupo Pestana com a arquitetura da responsabilidade de Souto Moura. Abriu ao público em abril 2014. Fiquei lá hospedada em junho e os meus filhos em novembro desse ano. 




Como fica nas Penhas da Saúde, um pouco isolado dos restaurantes, resolveram ficarmos em regime de meia-pensão. Achei muito bem, pois dessa maneira não saí à noite ao frio, até porque não sou especialmente apreciadora de neve. Dessa maneira estive mais tempo no hotel e nadei um dia durante 1 hora, com a piscina só para mim...

A decoração é muito funcional. O que recordava bem era o bonito e espaçoso elevador, com um banquinho...





Bonita vista do nosso quarto



Hoje em dia não há surpresas, quanto ao fecho de estradas.



No dia 14 só podíamos subir até as Penhas da Saúde, mas no dia 15 abriram até à Torre...











Gosto de ver a neve dentro de casa...










Havia devertimentos para todos os gostos... e a rapaziada grande e pequena divertiram-se bem com a neve. 






E, claro, o São Valentim também não foi esquecido... Nem na pousada nem no regresso a casa...


Foi um fim de semana bem passado, para celebrar os aniversários da Beatriz e do Charlie...