A minha Lista de blogues

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

The New Yorker e as Torres Gémeas

 

Em 1997


Em 2011, estava a dar aulas em Lisboa. Recordo-me de ter organizado uma vitrina com recortes de jornais e revistas, para chamar a atenção sobre a data aos meus jovens alunos.

Escultura de Augusto Cid

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

O Museu do Fado

 


O Museu do Fado está situado em Alfama num antigo reservatório  de água e estação elevatória.

É dos poucos museus de Lisboa, que nunca tinha visitado.

Ao saber que uma obra do Mestre Louro de Almeida, cujo centenário de nascimento se celebrou no passado mês de agosto, estava exposto no Museu do Fado, fiquei curiosa em ir vê-la, pois o Mestre foi Professor e Diretor do Sector de Belas Artes da antiga Academia de Música e Belas Artes da Madeira.





Paula Rego. Fado. 1995


José Malhoa. O Fado.1910


Constantino Fernandes. O Marinheiro. 1913



A exposição temporária no piso -1 era sobre Carlos Paredes.

Como costumamos fazer, sempre que vamos à Baixa deixamos o carro nos Restauradores e apanhamos um táxi e depois, se a distância não é grande, regressamos a pé. Assim fizemos. Pelo caminho fomos vendo os muitos prédios renovados, passámos pelo Chafariz do Rei, onde o ano passado fui tomar chá com a minha amiga Margarida, entrámos na bela igreja de Nossa Senhora da Conceição Velha, até chegarmos ao nosso destino: Os Restauradores.




Fado Singers in the 21st Century. Fado Revisited in Several Biographies

Recordando Amália

Visita à Casa- Museu Amália Rodrigues

Chá no Hotel Albatroz em Cascais

 


Esta casa, assente sobre uma plataforma rochosa, com uma esplêndida vista sobre a Praia da Conceição, em Cascais, mandou-a construir o Duque de Loulé (1830-1909), o qual entre outros títulos era mordomo-mor da Rainha D. Maria Pia. A autoria do projeto é do  arquiteto Luís Pedro d´Ávila, que estudou com Garnier, autor da Ópera de Paris, que decerto o inspirou. Chamavam-lhe a "caixinha de amêndoas". Foi uma das primeiras moradias luxuosas, que a nobreza construiu em Cascais para residência de veraneio, no ano de 1873, para acompanhar a família real na sua estadia ali durante o Verão. 

A casa possui três andares, sendo o último já a mansarda. O interior ostenta, ainda, a escadaria e varandim originais e azulejaria da década de 1940, da fábrica Sant'Anna, de Lisboa.


Em 1963 o edifício passou a acolher a Estalagem Albatroz, que, em 1983, passou a Hotel Albatroz, após 18 meses de obras de renovações e ampliação.


O Palácio Albatroz, do outro lado da rua foi comprado pelo grupo com o mesmo nome em 2000. Inicialmente conhecida como casa de D. António de Lencastre, construída no séc. XX em estilo italiano.


A Casa Branca, adquirida em 2004 oferece belas vistas para o mar e tem uma decoração mais moderna.


Dá para uma pequena piscina que não existia antigamente, mas todo o conjunto está perfeitamente integrado nos edifícios históricos.










Bela vista da varanda onde tomámos chá



Do outro lado, uma bela casa particular (Casa dos Almadas) num promontório sobre a Praia da Rainha.







Recomeço da escola

 


Os netos e netas recomeçaram a escola.Vão para o 4º,3º,2º e 1º anos (uma escadinha)




terça-feira, 8 de setembro de 2026

Novo Mapa de África




A Assembleia-Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução intitulada "Corrigir o Mapa", apresentada pelo Togo e apoiada pela União Africana, que promove uma representação mais precisa nos mapas das áreas terrestres dos continentes, nomeadamente de África, até agora encolhida. Um dos exemplos mais evidentes é a comparação entre África e a Gronelândia. No mapa de Mercator (1569) em vigência até hoje em dia, os dois territórios parecem ter dimensões semelhantes, apesar de África ter uma área 14 vezes superior. A alternativa promovida foi desenvolvida por uma equipa internacional de cartógrafos.

Alguns países abstiveram-se: Estónia,  Sérvia, Geórgia, Moldova,  Lituânia e Ucrânia. Os Estados Unidos foram o único país a votar contra. A nova resolução recebeu 164 votos favoráveis.


Quando vivi nos EUA, uma das coisas que reparei nos livros escolares dos meus filhos é que o mapa mundo é representado com o continente americano ao meio...


segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Recomeço da Creche

 


Hoje o meu neto mais novo recomeçou a creche. Ficou 3 semanas com os avós. As irmãs estiveram uma semana na casa dos tios e depois  num campo de férias para aprender vela, mas ele ainda não tem idade. Porta-se muito bem e come de tudo com a sua mão. Ainda sabia o nome da educadora, auxiliar e de alguns meninos. Vai ser divertido voltar à escola. Os avós também por sua vez estão a preparar  "la rentrée"...

O 1ºDia de Creche

domingo, 6 de setembro de 2026

O Cavalo de Tróia

 


Quando estive à procura de fotografias da viagem que fizemos na Turquia passando por Tróia, encontrei esta fotografia



Decepcionou-me muito na altura, pois pareceu-me um cavalo da Disney, não correspondendo à ideia que fazia do imponente e lendário cavalo usado como estratagema para a conquista da cidade de Tróia.

Com o filme Odisseia, estreado este ano, todos os livros tradução do poema épico de Homero se esgotaram nas livrarias. Disse-me uma funcionária da Bertrand, que foi um fenómeno: eram jovens, pais, avós, homens e mulheres toda a gente queria uma cópia da Odisseia. 

Resolvi ir buscar à arrecadação a versão que os meus filhos leram na escola preparatória e comecei a ler às netas o Ulisses de Maria Alberta Menéres (1930-2019). A mais nova vai para o primeiro ano e a mais velha para o terceiro...



Pensei que podiam ficar assustadas com a história dos ciclopes, mas não, quiseram saber mais...









E depois do avô e eu termos lido umas páginas, a minha neta também pediu para ler...





E ainda passarão alguns anos antes das minhas netas e netos lerem a versão mais completa.








quarta-feira, 2 de setembro de 2026

O Grande Incêndio de Londres foi há 360 anos

 

Imagem na net sem crédito autor
O Grande Incêndio de 1666 em Londres

"Na madrugada de 2 de setembro, os gritos do pânico causado por um incêndio ergueram-se sobre Londres. O fogo tivera origem numa padaria de Pudding Lane, avançando para leste e queimando tudo pelo caminho durante três dias".

Era rei Carlos II, casado desde 1662 com a Infanta portuguesa Catarina de Bragança, que no dia 5 preparava-se para mudar, por precaução, de Whitehall para o Palácio de Hampton Court. No dia 6, o fogo entretanto controlado extinguiu-se. O monarca ordenou a reconstrução de Londres e encarregou o arquiteto Christopher Wren de construir uma nova Catedral de São Paulo.

"A Câmara dos Comuns atribuiu aos católicos a responsabilidade pelo Grande Incêndio, que o rei rejeitou com veemência. Apesar de tudo, ainda em novembro foi emitida uma proclamação dando aos sacerdotes católicos romanos e aos jesuítas um mês para abandonarem o reino. Os magistrados começaram a deter quem não cumpria a ordem."

Esta era Londres do século XVII, onde viveu Catarina de Bragança, católica, até 1692, quando regressou a Portugal já viúva.

Referências:



Susan Abernethy, Catarina de Bragança. A história da infanta portuguesa Rainha de Inglaterra. Planeta 2026