A minha Lista de blogues

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Dia da Ascenção 2026: 14 maio




Hoje é o  Dia da Ascenção, celebrado no quadragésimo dia após o domingo de Páscoa (sempre uma quinta-feira). 
 Hoje também se celebra o Dia da Espiga

Citação 9

 


Pousada Convento Vila Viçosa

"Quando lá entrei (Paço de Vila Viçosa) pela primeira vez, havia lixo venerável do tempo da Restauração! Fui um vendaval que entrou...Arranquei as ervas que cresciam à solta desde El-Rei D. João IV, limpei, pintei, compus aqui e ali, e, sobretudo não destruí, como era moda então. Lembro-me até que as Santas freiras do delicioso Convento das Chagas me receberam. E como eu gabasse  muito aquele lindo claustrozinho, cheio de era e de poesia, dizendo que o viria pintar no dia seguinte, as piedosas senhoras, para me serem amáveis, perderam a noite a limpar tudo, a descascar todas as pedras dos musgos e das eras românticas, e caiaram elas próprias, irrepreensivelmente e duma forma imprevista, o pitoresco local...o claustro ficou irreconhecível e eu...é claro não o pude desenhar...-santos tempos"

Entrevista concedida por D. Amélia, última Rainha de Portugal a Leitão Barros em 1938.

(em 1951, pouco antes da sua morte dá uma outra entrevista, que pode ser consultada online)


Citação na obra Rainha D. Amélia: Pintora e Mecenas do Património Português de José Alberto Ribeiro. Caleidoscópio, 2025, pagina 85


D. Amélia a pintar. Desenho do marido, Rei D. Carlos pagina 78

quarta-feira, 13 de maio de 2026

O tempo de D. João VI



D. João VI e D. Carlota Joaquina, jovens
no Palácio de Queluz

Por ocasião do bicentenário da morte de D. João VI (1767–1826), o Palácio Nacional da Ajuda organizou um colóquio em 13 de maio, dia do nascimento do monarca, na Sala D. João VI.


O programa começava às 10h e terminava às 17h. Não consegui assistir depois do almoço. As cadeiras não eram confortáveis, sobretudo para quem, como eu, estava a sofrer ainda de dores nas costas, após uma grande queda na semana passada.

O colóquio começou com o Professor Miguel Figueira de Faria, que falou do escultor neoclássico João José de Aguiar (1768-1842) .

Referiu que estamos a assistir a um ressurgimento de exposições internacionais sobre o neoclassicismo, como a recente sobre Mengs, no Prado, que tive o prazer de visitar em janeiro.       (autorretrato)

Segundo aquele historiador, João José de Aguiar foi ofuscado por Machado de Castro e não encontrou, verdadeiramente, boas condições para desenvolver a sua arte. Em Roma, onde foi bolseiro, participou no círculo de Antonio Canova e colaborou na execução do monumento a D. Maria I, hoje em dia no Largo do Palácio de Queluz. 


É da sua autoria um conjunto de nove esculturas alegóricas, que decoram o vestíbulo principal do Palácio da Ajuda


A Perseverança no Palácio da Ajuda

A Professora Sofia Braga apresentou os projetos decorativos dos Palácios de D. João VI e também como foram afetados pelas complexas vicissitudes, que marcaram  a Regência e o Reinado daquele Monarca, em consequência das invasões francesas. O meu marido encontrou um livro, de que é autora, sobre Cyrillo Volkmar Machado (1748-1823), uma personalidade ímpar no mundo das artes do século XVIII português. Além de pintor, teórico e historiador de arte, o seu caráter empreendedor levou-o a instituir em Lisboa a primeira Academia de Desenho. Estamos a pensar encomendá-lo.


Depois de sair do colóquio fomos a Queluz, porque não me recordava do monumento a D. Maria I e como estou a ler sobre a Rainha D. Amélia, encontrei um belíssimo livro sobre a sua faceta artística, pelo mesmo autor da sua biografia e comprámo-lo.





terça-feira, 12 de maio de 2026

Feira de Arte e Antiguidades de Lisboa

 



Hoje fui à Cordoaria Nacional visitar a Feira de Arte e Antiguidades. Por cada bilhete duplo oferecem o catálogo.

A mostra está cuidadosamente organizada com os participantes a exporem de forma elegante as suas peças.  Falámos com vendedores muito simpáticos, em especial no stand de tapetes. Por coincidência o dono veio viver para Portugal, quando nós ainda vivíamos na Turquia e lembrava-se do nome da secretária da secção consular, pois nessa altura passou a ser necessário visto. Dispunha de bonitos exemplares, mas em todos os expositores vi belos objetos para decorar e colecionar: quadros, pratas, jóias. Haja dinheiro para gastar...

Gosto mais da exposição na Cordoaria, onde era há anos, do que no Beato para onde mudou depois e deixei de ir, até porque na maior parte das ocasiões não estava em Lisboa.



domingo, 10 de maio de 2026

Blogue ultrapassa 4 milhões

 


Para surpresa minha o meu blogue: THIS and THAT ultrapassou hoje os 4 milhões de visitantes. Pensava que tal só aconteceria no próximo mês...

A ideia começou em 2011 na escola e continuou depois de ter deixado de dar aulas. Deixei de escrever em inglês. Este meu diário online, sempre disponível e fácil de consultar, ajuda-me a recordar datas e locais, exposições que fui, países que visitei ... É-me muito útil, sendo lido por outros não só em Portugal, mas em muitos outros países, apesar de não saber por quem. Aliás, no FB, onde por vezes coloco a ligação, a maior parte dos "amigos" são muito envergonhados. Fiquei contente com o número de leitores. Motiva-me também a continuar a partilhar algumas das minhas experiências. 


sábado, 9 de maio de 2026

Georgette Heyer (1902-1974)

Georgette Heyer foi uma romancista britânica, que começou a sua carreira em 1921, quando transformou uma história escrita para um irmão convalescente The Black Moth (A traça negra) num bestseller.
Especializou-se em romances históricos, sobretudo com enredos passados na época da Regência, retratando com detalhe ambientes aristocráticos, apesar das suas personagens mostrarem sentimentos e comportamentos mais de acordo com a época da própria autora. Publicou também histórias de detetives, por vezes seguindo conselhos do próprio marido.
A partir dos  anos 30 passou a publicar uma obra histórica e um thriller por ano até à sua morte. O seu último romance foi publicado postumamente.
Como um dos seus livros foi publicado na altura de uma greve geral, sem publicidade e teve muito sucesso, Georgette Heyer recusava-se a dar entrevistas, pois dizia que a sua vida privada apenas a ela dizia respeito.


Acabei de ler A Magnífica Sophy, uma edição de 2015 da Asa, traduzida em português, mas o livro é de 1951, altura que a tia-avó do meu marido o comprou em inglês.




Aunt A era uma grande apreciadora dos romances de Heyer e ficámos com vinte e tal volumes dos livros que publicou.






Sophy, a heroína do livro é uma jovem independente, inteligente e com muito humor. Gostei muito de ler o romance passado na época da Regência. Tenho pena que os livros em inglês estejam manchados e tenham a letra muito pequena.