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quarta-feira, 20 de maio de 2026

Parabéns, Pedro

 





O meu neto Pedro faz hoje 2 anos
Dizem que é parecido com a mãe






A minha filha com a mesma idade na Turquia, onde vivíamos

Como hoje é dia de trabalho, resolvemos fazer o jantar na nossa casa, só para o Pedro, pais e manas. O tema foi o cavalo. Ele adora ver o livro- enciclopédia de cavalos e foi o motivo que a minha filha escolheu para o tapete do quarto, feito por mim quando nasceu.





Claro, o bolo tinha de ter os quá-quás, porque o Pedro gosta tanto de ir ver os patinhos no Jamor.





segunda-feira, 18 de maio de 2026

A Casa-Museu Bissaya Barreto

 

Bissaya Barreto (1886-1974). Aluno brilhante, formou-se em Filosofia e Medicina na Universidade de Coimbra. Republicano convicto, viveu intensamente os movimentos estudantis republicanos, que antecederam o fim da monarquia e a proclamação da república. Foi deputado à assembleia nacional constituinte pelo partido evolucionista liderado por António José de Almeida. Em 1915 doutorou-se e iniciou carreira como professor universitário na faculdade de Medicina de Coimbra até 1956, ano em que se jubilou.
Além de cirurgião esteve à frente da campanha de luta contra a tuberculose, a lepra e as doenças mentais. Criou uma notável obra social de apoio à infância, lares para idosos, institutos maternais, bairros económicos, campos de férias, colónias balneares e fundou o Portugal dos Pequenitos, a sua obra mais emblemática. 
Instituiu ainda a Fundação Bissaya Barreto, herdeira de todos os seus bens.




A casa museu foi durante quase 50 anos a sua residência. Foi projetada pelo arquiteto Fiel Viterbo (1873-1954). A construção começou em 1923 e foi inaugurada no Natal de 1925.


A mansão está situada em local privilegiado, junto ao aqueduto e ao jardim botânico da Universidade de Coimbra.


No hall de entrada somos recebidos com o busto do médico em mármore branco português de Raul Xavier. Os azulejos de "tapete" com motivo maçaroca são do século XVII e recuperados de edifícios demolidos. Sobre a lareira destaca-se a escultura de Soares dos Reis "Flor Agreste".



Sala de Estar com sofá e cadeiras forradas em tapeçaria Aubusson. Sobre a lareira o retrato do médico pintado por Malhoa. Azulejos originais, do século XX, e teto com medalhões representando palácios de Portugal.


Sala de Jantar com mobiliário em estilo Império inglês  Na parede uma gravura de Domingos de Sequeira (1813).


A Galeria Eduardo Malta tem o nome do pintor que fez as duas grandes telas, que estiveram expostas na Exposição do Mundo Português. Foi dos poucos quartos que foi remodelado (existiam 2 pequenos quartos de dormir para as suas irmãs, quando o iam visitar) dando lugar a uma divisão maior.

Achei interessante no quarto de dormir a escultura de um Buda aos pés da cama numa pequena mesa. O guia disse-nos que dava sorte. Na cómoda duas deusas da felicidade japonesas. O meu marido lembrava-se de ver na infância em algumas casas figuras orientais semelhantes.




A Galeria das Porcelanas da China não me entusiasmou, mas gostei muito dos quadros, uma natureza morta do pintor naturalista francês Corot  e uma miniatura a óleo de Josefa de Óbidos.



Na Sala da Faiança fiquei encantada com os dois famosos pratos "ratinhos"













No entanto foi a biblioteca o quarto da minha predileção. Encontramos aqui o quadro da Mãe do médico. Foi solteiro toda a vida.


O Gabinete de Trabalho, ao lado, onde costuma estar exposto o livro com a tese de doutoramento de Bissaya Barreto sobre a importância do Sol para a saúde.








No corredor com pintura portuguesa e bonitos azulejos, só reconheci Malhoa, João Reis (filho de Carlos Reis) e Roque Gameiro.


Escultura em bronze de Teixeira Lopes



Foi uma visita muito agradável com um senhor simpático.



Hoje, 18 maio, celebra-se o Dia dos Museus. Data importante para chamar à atenção para a relevância dos museus como forma de preservar e mostrar património.   

domingo, 17 de maio de 2026

A Última Rainha de Portugal

 

D. Amélia de Orléans e de Bragança (1865-1951)

Fotografia no Museu dos Coches, fundado pela Rainha

Trinta e cinco anos após a sua partida para o exilio (1910), a Rainha D. Amélia regressou a Portugal. Foi no mesmo mês que chegara, em 1886, para  casar com D. Carlos. Em 18 de maio de 1945 chegou a Lisboa e instalou-se no hotel Avis com a sua comitiva. Tinha 79 anos.


Nas seis semanas que aqui permaneceu teve oportunidade de recordar o seu passado, visitando os locais onde viveu e as obras de assistência que fundara.

Na despedida deixou 500 contos, que foram depositados no Banco de Portugal, para que o chefe do governo os usasse como achasse que seria conveniente ao país.

Aguarela sobre papel Palácio da Pena in Rainha D. Amélia Pintora e Mecenas do Património Histórico de José Alberto Ribeiro. Caleidoscópio 2025 


Regressou a França, ao Palácio de Bellevue, junto a Versalhes, onde viveu, desde 1922, até à sua morte em 1951. A casa foi deixada por testamento ao governo francês.
Em Portugal, todos os seus bens foram legados ao primogénito dos duques de Bragança, D. Duarte Pio, seu afilhado.
Acabei de ler a biografia de D. Amélia de José Alberto Ribeiro, baseada em todos os seus diários, que são propriedade da Casa de Orléans e estão depositados nos Arquivos Nacionais de França. Muito interessante.!


Aquarela de girassóis da Rainha D. Amélia pertencente à Fundação Medeiros e Almeida.