Hoje celebra-se o Dia Internacional da Mulher na Diplomacia. Desconhecia. Julgo que se deveria antes comemorar a Diplomacia em si mesma e não, uma vez mais, separar homens de mulheres, apesar de saber que em Portugal as mulheres só tiveram acesso à carreira diplomática depois do 25 de abril. No entanto, muitas mulheres também passaram algumas das agruras da vida diplomática, acompanhando os maridos por esse mundo fora, contribuindo, igualmente, para o sucesso das missões.
Como mulher de diplomata, assisti a atropelos nos concursos e colocações em que mulheres com curricula pouco significativos passavam à frente de colegas homens, o que está errado.
Por isso escolho para celebrar este dia Madeleine Albright, cuja personalidade político-diplomática admiro.
A chegada a Casablanca marca a última etapa da nossa viagem marroquina.
Marrocos é realmente um país de contrastes. As suas cidades refletem essa ideia geral: a agitação vibrante de Marraquexe; as ruas medievais de Fez; a tranquilidade das cidades costeiras; a tentativa de renovar de forma imponente a capital Rabat (embora à primeira vista pareça uma cidade europeia, quando tentamos atravessar as ruas nas passadeiras, verificamos que não é bem assim, pois corremos o risco de ser atropelados); as coloridas cidades das encostas das diferentes cordilheiras das montanhas; e, claro, ainda o exotismo do interior polvilhado de oásis na orla do deserto do Sara. Também a História se revela especialmente interessante, nomeadamente para nós portugueses, pois são vários os testemunhos da presença de Portugal nas zonas costeiras. Depois desse percurso cheio de tantas diferenças, chegámos à maior cidade de Marrocos, a moderna Casablanca, a capital financeira e comercial do país.
Logo à chegada, muitos prédios modernos como este do grupo OCP.
Marrocos é o maior exportador de fosfato
Outro hotel simpático com flores naturais (Idou Anfa)
Gostei de visitar a Mesquita Hassan II, inaugurada em 1993, projetada pelo arquiteto francês Michel Pinseau. O guia marroquino insistiu várias vezes que foram seguidas as indicações rigorosas do próprio rei, o qual exigiu que parte da mesquita fosse construída sobre o mar. Parece ainda que visitou incógnito, por algumas vezes, o local para acompanhar a progressão da obra.
Na Mesquita Hassan II
O minarete da mesquita tem dois raios laser, que brilham na direção de Meca e alcançam 30 km.
A passear na Anfa e a comer gelado
O meu marido e eu já tínhamos planeado apanhar um taxi e ir tomar uma bebida ao Rick´s Cafe. E assim fizemos, pouco depois da chegada ao hotel.
Vale muito a pena. Apesar de terem aberto o restaurante e bar só em 2004, conseguiram recriar de maneira agradável o espaço do célebre filme Casablanca.
Queixei-me ao meu marido que em Marrocos não sabiam fazer cocktails, porque era sempre uma mistura fraca e sensaborona, mas o meu gin martini estava tão forte, que no terceiro golo já ria à gargalhada e até mostrei fotos dos netos a uns avós escoceses, que também se riam muito.
Ainda são mais de três horas de camioneta de Essaouira
A Cisterna Portuguesa.
Este depósito de armas em estilo gótico manuelino foi convertido em cisterna no século XVI. Era constantemente abastecida de água fresca para que a cidade nunca ficasse sem água na eventualidade de um cerco prolongado.
A Cisterna Portuguesa está a ser restaurada
E para terminar uma canção que a minha irmã me enviou quando estávamos em El-Jadida
Perguntei ao vento Onde foi encontrar Mago sopro encanto Nau da vela em cruz Foi nas ondas do mar Do mundo inteiro Terras da perdição Parco império mil almas Por pau de canela e mazagão...