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terça-feira, 2 de junho de 2026

Viagem a Marrocos



Acredita-se que o nome do país deriva das palavras berberes amur (terra) e akush (Deus), resultando em "Terra de Deus"-

Localizado no Magrebe, a situação geográfica de Marrocos, com o oceano Atlântico a oeste, a África Subsariana a sul, a Europa a norte e o Mediterrâneo a leste confere-lhe um envolvimento geográfico único no mundo muçulmano e vantagens significativas nas ligações entre norte e sul do continente africano e das rotas atlânticas, assim como entre o Atlântico e o Mediterrâneo. Claro, representam ainda  vantagens relevantes na área do turismo. É um país montanhoso, destacando-se quatro grandes cadeias de montanhas: o Rife (no norte que se estende entre Tânger e Ceuta até â fronteira argelina), o Médio Atlas, o Alto Atlas e o Antiatlas.


RAZÕES PARA FAZER ESTA VIAGEM:

Visitar as quatro cidades imperiais de Marrocos as quais serviram, em diferentes épocas, como capitais dos reinos marroquinos.
Fez: A mais antiga, fundada em 789, mais conhecida pela sua medina medieval, a maior do mundo.
Marraquexe: Fundada em 1062, famosa pela vibrante praça Jemaa el-Fna e pelos seus souks (mercados tradicionais).
Rabat: A atual capital política, fundada em 1150, combina história com modernidade à beira-mar.
Meknes: E as suas impressionantes muralhas e portas monumentais, fundada em 1672.

Visita a Casablanca, a capital económica de Marrocos, fundada em 1515 pelos Portugueses, que a abandonaram definitivamente em 1755. A mesquita de Hassan II é a segunda maior construção religiosa do mundo, depois da mesquita em Meca. Há algumas construções que seguiram os estilos neoclássico, Arte Nova e Arte Déco. E depois há sempre a lembrança do filme clássico... 

Casablanca (filme a preto e branco de 1942) mostra a cidade marroquina  durante a II Guerra Mundial, como lugar de passagem entre a Europa ocupada pelos nazis e a América, terra de liberdade. Destaca-se o "Rick's Cafe", o bar de Rick (Bogart) como ponto de todos os encontros. Aí aparece Ilsa Lund (Ingrid Bergman), acompanhada pelo seu marido, o ativista anti nazi Victor Laszlo . O encontro de Ilsa com Rick provoca recordações de um romance passado, que tinha terminado com a queda de Paris perante as tropas nazis. Assim, os dois temas: o político e o romântico aparecem interligados.

O filme foi realizado em tempo recorde em Hollywood e as gravações começaram, quando o argumento ainda nem sequer estava finalizado. Na sua biografia, Ingrid Bergman confessa que foi a situação política que ditou o seu sucesso. Uma resposta humilde, pois conta com excelentes interpretações de magníficos atores, a começar por ela e Humphrey Bogart, além do grande realizador de origem húngara Michael Curtiz. Atendendo ao enorme êxito do filme, é curiosa a confissão de Ingrid Bergman:

" In Casablanca I kissed Bogart but I never really knew him. He came out of his dressing room, did his scene, then fled away again. It was all very strange and distant"  Donald Spoto Notorious. The Life of Ingrid Bergman Harper Collins 1997 (pag 127).
Apesar de existir um Rick´s Cafe em Casablanca, só abriu em 2004 para criar na cidade um ambiente revivalista, algo semelhante ao filme. Tem música ao vivo e um ambiente requintado. O meu filho já lá esteve.

Visita a Tânger e Arzila

Visita a Essaouira, a antiga Mogadoiro portuguesa

Visita a El Jadida, a antiga Mazagão Portuguesa.

Visita a Chefchaouen, situada nas montanhas do Rif e fundada em 1471 para combater as invasões portuguesas. Na sua Medina as casas são pintadas de azul e branco.

Visita à cidade branca de Tétouan de forte influência andaluza.

Visita a Volubilis, cidade romana

Visita a um dos melhores preservados kasbahs (Kasbah de Télouet, por vezes também chamado Dar Glaoui). Os kasbahs (casbás) são construções fortificadas de origem berbere, encontradas principalmente no sul de Marrocos e fazem parte da identidade arquitetónica e histórica do país. Estes edifícios foram projetados para oferecer proteção contra invasões, tempestades de areia e climas extremos, como o frio intenso das noites desérticas. São construídos com adobe (mistura de argila, palha e estrume secas ao sol). Este material tradicional permite uma excelente regulação térmica e, quando bem conservado, pode durar séculos.
Testemunhar a grandiosidade do ksar Ait-Benhaddou (cenário eleito para diversos filmes como Lawrence da Arábia)
A principal diferença entre um kasbah e um ksar  reside na sua escala e função: um kasbah é uma residência fortificada individual ou palácio (para um chefe ou família nobre), enquanto um ksar é uma aldeia ou vila inteira fortificada, abrigando uma comunidade.

Visitar a maior floresta de cedros de Marrocos e do mundo, localizada na cordilheira do Médio Atlas, nas proximidades da cidade de Ifrane (a cidade tem um aspeto europeu, lembrando uma aldeia dos Alpes, o que está na origem do epíteto de "Pequena Suíça")

Passagem por El Kelaa M'gouna, capital da região marroquina das rosas

Incursão no deserto marroquino para assistir ao nascer do sol no Erg Chebb, que é um dos dois grandes ergues (conjunto de dunas) do deserto do Saara de Marrocos; visitar as Gargantas do Todra .

A memória portuguesa em Marrocos:

Os Mártires de Marrocos (ou Marraquexe) foram cinco frades franciscanos italianos enviados por São Francisco de Assis, que foram martirizados a 16 de janeiro de 1220 em Marraquexe, Marrocos, após pregarem o cristianismo. O seu sacrifício motivou a entrada de Santo António de Lisboa na ordem franciscana.


Cofre-relicário dos Mártires de Marraquexe (Mosteiro de S. Vicente de Fora)

A Degolação dos Cinco Mártires de Marrocos é um dos dezesseis painéis do Políptico do Convento de São Francisco de Évora da autoria do pintor flamengo Francisco Henriques, a trabalhar em Portugal no séc. XVI. Encontra-se no MNAA.

A Igreja dos Santos Mártires, inaugurada em 1929, é uma igreja católica localizada no centro da cidade de Marraquexe. Situa-se em frente da mesquita de Gueliz  A proximidade dos dois lugares de culto de diferentes religiões torna o lugar um ponto de referência de tolerância religiosa..


D. Sebastião
Pintura no Mosteiro das Descalças Reais, Madrid
Escultura no Palácio da Ajuda

A Batalha de Alcácer Quibir, em 1578, conhecida como a Batalha dos Três Reis em Marrocos foi uma derrota esmagadora, pois o Rei de Portugal D. Sebastião foi morto no confronto e o seu exército foi eliminado pelas forças marroquinas em aliança com o Império Otomano. O rei aliado dos portugueses assim como o pretendente ou usurpador do trono marroquino morreram igualmente durante os combates. Teve consequências muito nefastas para o Reino de Portugal, mas tornou também impossível o avanço e eventual domínio dos otomanos em território marroquino.

De todos os programas sobre Marrocos, o que vamos fazer pareceu-nos o mais abrangente, até pelo nome: Marrocos Completo.

Partimos esta noite. Até daqui a duas semanas...



domingo, 31 de maio de 2026

Dia dos Irmãos e Irmãs


Hoje, 31 de maio, celebra-se o do Dia dos Irmãos – também referido, nas diferentes línguas, como Dia do Irmão ou Dia dos Irmãos e Irmãs – é bastante recente, ao contrário de outras celebrações de caráter familiar, como os antigos Dia da Mãe e Dia do Pai, que me recordo de sempre celebrar.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Avô babado

 

 

O Pedro foi hoje à pediatra, que lhe perguntou  "jogas à bola?" ... "sim".... "com quem?".... "com o Abô".




Por acaso das primeiras palavras que falou foi "Golo" do livro do Ursinho Tito, que o avô lia repetidamente.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

28 de maio de 1926- Centenário

 


O golpe militar de 28 de Maio de 1926 chefiado pelo general Manuel Gomes da Gosta (à direita) derrubou a I República Portuguesa e instaurou a Ditadura Militar, abrindo caminho para a ascensão de Salazar e o Estado Novo, a partir de 1933, que perdurou até o 25 de abril de 1974.

Independentemente das tendências políticas dos historiadores, todos atribuem, com maior ou menor ênfase, a motivação e o sucesso para aquele movimento militar, às razões seguintes: constante instabilidade política; dificuldades económico-financeiras, sobretudo após a I Guerra Mundial, na qual Portugal participou militarmente enviando um corpo expedicionário de cerca de 50.000 homens para França em 1917; permanente agitação social; perseguições contra a Igreja; e os múltiplos confrontos entre grupos armados, destacando-se a intolerância e mesmo ferocidade dos militantes fanáticos do Partido Republicano (mais conhecido como partido  democrático) contra os monárquicos e outros agrupamentos partidários republicanos menos radicais ou conservadores.

terça-feira, 26 de maio de 2026

640 anos do Tratado de Windsor

 


Cortejo de despedida e embarque de Dona Catarina de Bragança em Lisboa
Dirk Stoop veio para Portugal a convite de D. João IV.
Convertido em pintor de corte, acompanhou D. Catarina de Bragança a Inglaterra,
por ocasião do seu casamento com o rei Carlos II, em 1662.


Imagem da gravura de Dirk Stoop Entrada de Carlos II e
 Catarina de Bragança em Londres, 1662


O Tratado de Windsor  de 1386 entre  D. João I de Portugal  e o Rei Ricardo II de Inglaterra  instituiu a mais antiga aliança diplomática do mundo ainda em vigor. Consagra e renova a Aliança Luso-Inglesa, assinada entre os dois Reinos em 1373, de paz, amizade e cooperação. Resultou também do importante apoio de um destacamento militar inglês, sobretudo arqueiros, que combateram ao lado dos portugueses na Batalha Real de Aljubarrota de 14 de agosto de 1385, na qual se confrontaram os exércitos do Rei português e do castelhano. A retumbante vitória portuguesa, apoiada por Inglaterra, contribuiu para garantir no trono de Portugal D. João I, aclamado nas Cortes de Coimbra em abril de 1385, o primeiro monarca da Casa de Avis, a segunda Dinastia portuguesa.
 
A consagração solene daquela aliança aconteceu com o casamento de D. João I com Filipa de Lencastre, filha do Duque John de Gaunt quarto filho do Rei Eduardo III de Inglaterra e fundador da Casa de Lencastre. Assim, Filipa era ainda a irmã mais velha de Henrique IV, o primeiro monarca da Casa de Lencastre no trono inglês e prima de Ricardo II, considerado o último Rei da dinastia Plantageneta.

Em 1943, falando no parlamento britânico, Churchill descreveu a Aliança Anglo-Portuguesa como "uma aliança sem paralelo na história mundial".

Sitio da Batalha de Aljubarrota em 2025
Mural baseado nas Crónicas de Inglaterra de Jean de Wavrin
representando o casamento de D. João I de Portugal com D. Filipa
de Lencastre em 1387



Livro publicado em Londres com palestras transmitidas pelo serviço português da BBC por ocasião dos 600 anos da Aliança Inglesa.


Os Príncipes Carlos e Diana estiveram em Portugal em fevereiro de 1987 para a celebração dos 600 anos do casamento (em fevereiro de 1387) do rei português D. João I com Filipa de Lencastre. O Presidente da República era Mário Soares.





Em 2011, O Príncipe de Gales, hoje em dia Rei Carlos III, regressou a Portugal. O Presidente da República era Cavaco Silva. Os temas em destaque foram as relações comerciais bilaterais, assuntos acerca do mar e as energias renováveis.



Este ano, entre 1 e 3 de junho, o Duque de Edimburgo e a Duquesa Sofia visitarão Portugal para a celebração dos 640 anos do tratado de Windsor.







A nossa Aliança Familiar com Inglaterra, que tem já descendência. Abril 2026


segunda-feira, 25 de maio de 2026

Dia Nacional dos Jardins

O Dia Nacional dos Jardins é celebrado anualmente em 25 de maio em homenagem ao arquiteto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles (1922-2020), que nasceu neste dia.




Apesar de não ser em Portugal, recordei o aeroporto mais bonito onde estive, em Singapura, com lindos jardins interiores.

Dia da Massagista

 


Fiquei fã de massagens na Turquia. Para relaxar e sentir uma pele limpa não há nada como um hammam: um banho turco, húmido (sem a secura da sauna, que me deixa sem ar). Seguia-se a  esfoliação, que retira toda a pele morta, num ambiente de mármore aquecido e toalhas de linho. Terminava com um banho na piscina interior, descansar e tomar um sumo natural ou ayran e, por último, uma massagem dos pés à cabeça.

Como gostava tanto destas massagens, arranjaram-me uma massagista que vinha a casa. Já não era nova, mas tinha muita genica. Estava habituada a dar as massagens na mesa da casa de jantar. Arranjei uns degraus para subir com facilidade. A minha mãe, quando me visitou, experimentou e falava sempre dessa experiência. O problema é que a massagista com o tempo foi ganhando confiança, já pedia um café à empregada, sem me dizer nada e, um dia tirou uma toalha de banho bordada, que pertencera à minha avó, dizendo que queria levar para casa para a tentar copiar. Aí não tive outro remédio: despedi-a.

Quando estive em Budapeste de visita ao meu filho, que fora convidado para dar aulas numa universidade, falou-me dos banhos turcos, que lá são famosos. Fui a um, mas não gostei. Muita gente, sem o recato e a tranquilidade de Ancara.

Em Bucareste tive mais de um ano uma massagista excelente, que vinha a casa duas vezes por semana bem cedo, pois tinha os horários mais convenientes ocupados. Acordava, tomava um sumo e ela dava a massagem numa cama de solteiro, com dois colchões, para ficar mais alta. Ainda era melhor do que a turca e tinha uma vantagem: falava pouco- eu não falava romeno e ela só dizia bom dia em inglês. Algumas vezes  adormeci na massagem. 

Em Portugal, ainda tenho de encontrar um sitio que goste realmente, mas ultimamente não tenho procurado. Quando a minha filha teve a minha neta mais velha arranjou um casal que fazia a recuperação do parto e eu, que tinha vindo a Portugal fazer-lhe companhia, fiz umas sessões com o PT e gostei, porém quando abri a porta à massagista fiquei chocada. Era muito pequena e magrinha e carregava uma cama (dobrada), onde dava as massagens. A minha desconfiança confirmou-se: tinha mãos tão pequeninas e sem energia, que parecia só esfregar creme. Entretanto, regressei ao estrangeiro e acabou-se o "tratamento".

Parece-me bem haver o dia da massagista, pois as massagens podem fazer toda a diferença, dando melhor qualidade de vida a quem, por exemplo, sofre de dores nas costas como eu.

 

Uma experiência exótica na Venezuela: massagem com chocolate seguida de duche ao ar livre, perto de Chuao, onde se produz o melhor chocolate do mundo. Em Choroni Paradise