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segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Em Beja



Pax Julia, o nome da cidade durante a época romana 


Mural na fachada da CGD em Beja de Manuel Lapa (1914-1979)



A visita não foi preparada com antecedência; mas logo que me deram o mapa da cidade, no hotel, fiz questão de ir visitar os vários monumentos. Só me recordava do Museu da Rainha D. Leonor e mal, pois a última visita aconteceu há muitos anos.


O museu está fechado para obras de requalificação





O Castelo de Beja, nomeadamente a sua Torre de Menagem, com quase quarenta metros de altura é o monumento mais emblemático da cidade. Segundo alguns especialistas é uma obra prima da arquitetura militar gótica europeia. Para além do castelo são ainda visíveis as muralhas, que datam da mesma época- século XIII, com D. Afonso III, logo após a conquista cristã da cidade, prolongando-se para o século XIV com os reis D. Dinis e D. Fernando


Arco das Portas de Avis






Arco Romano também conhecido como Portas de Évora










Portas de Mértola



Chafariz no Largo de Santo Amaro.

A Igreja de Santo Amaro é uma das mais antigas da cidade (séc. X, em plena época islâmica). A igreja teve sucessivas remodelações, sendo a atual do século XV-XVI.




O Hospital e a Capela de N. Senhora da Piedade foram mandados erguer por D. Manuel I a partir de 1490. No interior muitas remodelações dos séculos XVII e XIX.   



 
                                                                                    

Logo à esquerda três telas, que se julgam ser de André Reinoso, o primeiro pintor barroco de Portugal e muita talha dourada, que pode ter vindo de Lisboa, depois do terramoto.


Igreja da Misericórdia

O edifício foi inicialmente construído para açougue, mas resultou tão elegante e majestoso, que se considerou mal empregado para esse fim e nele ficou instalada a Santa Casa da Misericórdia no séc. XVI e adaptado, posteriormente, a igreja.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                   

 Pelourinho de Beja

O Pelourinho terá sido mandado construir pelo rei D. Manuel I, após a concessão do foral de 1521. Ficou inicialmente instalado no terreiro dos Paços do Concelho, sendo no início do século XIX transferido para a atual Praça da República                                                                                                                                                              


Janela Manuelina na Rua Afonso Costa, n.º 38


O Palácio dos Maldonados foi construído em meados do séc XVI para uma família, cujo brasão ainda está visível na porta. No séc. XIX o palácio serviu de liceu e é atualmente uma residência de estudantes.



Na mesma Rua do Esquivel vê-se um portal manuelino. Chegados ao final estamos na Igreja de Santa Maria, um dos templos mais antigos de Beja, cuja fundação remonta à segunda metade do séc. XIII, tendo, antes, chegado a ser mesquita durante a ocupação muçulmana.
                                                                                                  

                                                                        

Na torre sineira existe um relógio da autoria do relojoeiro bejense António Franco, que substituiu, em 1761, o que lá existia mandado colocar por D. Manuel I. O sino desta torre é do século XIV.














Interessante este arco parecendo muito antigo, junto à torre sineira, mas não encontrei explicação.









Sé Catedral de Beja.

Originalmente, a fundação foi no séc. XIV. Em finais do séc. XVI, o templo medieval foi demolido para se construir a atual igreja, consagrada em 1590. No século XVII sofreu obras de beneficiação e, em 1932, a sua fachada foi totalmente renovada ao estilo da Renascença tardia italiana

No seu interior os azulejos, imagens e pinturas vieram da igreja e convento das Mónicas em Lisboa.

É de salientar o altar dedicado a São Sesinando e uma relíquia deste santo, natural e padroeiro de Beja, martirizado em Córdoba.










Gosto muito de fotografar portas. Esta enviei a uma amiga de Beja, perguntando-lhe se adivinhava onde eu estava. Ela estava em Marraquexe e perguntou-me logo se eu também estava em Marrocos.



                                                                                      



Este fim de semana decorria o festival RURAL BEJA. Fui a pé, mas no regresso ao hotel o meu marido viu-me tão cansada que chamou um táxi. Fiz o tratamento habitual para o cansaço:  descansar meia hora na cama, tomar um duche e mudar de sapatos. Estava novamente bem para continuar a visita a pé pela cidade.




Escultura de um pastor alentejano e o seu cão, certamente um fiel rafeiro alentejano.





   O bonito Palácio do Governo Civil de Beja     








 No Jardim Público Gago Coutinho

                                 

 O Convento de São Francisco do séc. XIII é pousada desde 1994



Os corredores amplos e despojados ligam as antigas celas dos monges, remodeladas e transformadas em quartos acolhedores com vista para a piscina e os jardins.





A Capela dos Túmulos  mandada construir por D. Dinis é de enorme e sóbria elegância. É assim denominada por ter albergado três túmulos profanados e retirados em 1847. A capela pertence à arquitetura gótica do séc. XIV.




Decoração sóbria. Serviço atencioso na Pousada Pestana de Beja



Migas e carne muito saborosas e ainda um excelente toucinho do céu no Restaurante D. Dinis, com serviço atencioso e rápido. Recomendo para quem aprecia boa comida tradicional alentejana. 



Requintada apresentação da tradicional Sericaia, que me serviram na sala da TV gigante, onde assisti ao jogo Portugal -Noruega, que a Seleção Portuguesa felizmente ganhou por 2-1. 

A Pousada de S. Francisco, na parte central da cidade de Beja, oferece descansado sossego no seu espaço de elegante austeridade conventual.  



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