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sábado, 27 de julho de 2024

O meu Shiraz

Shiraz ou Syrah é uma casta de uva muito utilizada na produção de vinhos tintos. O seu nome pode estar relacionado com a cidade do sudoeste do Irão, capital da província de Fars, chamada Shiraz.
O poeta britânico Edward FitzGerald, que traduziu Rubaiyat de Omar Khayyam da língua persa fez muitos elogios aos vinhos Shiraz desta região da Pérsia. Também Marco Polo os mencionou. Antes da revolução islâmica havia em Shiraz cerca de 300 produtores de vinhos, mas hoje em dia não existe nenhum, devido à proibição de álcool.


Contudo, quando me refiro ao "meu Shiraz" quero dizer o meu tapete iraniano (comprado na Turquia há 30 anos). Foram recentemente restauradas as franjas de um lado e os dois bordos, que estavam muito gastos. Foi lavado de maneira tradicional e hoje fui buscá-lo. Fiquei muito satisfeita com os resultados, como aconteceu com o Milas e o Kars (tapetes turcos). O restaurador até me enviou uma foto da lavagem e dos bordos antes e depois...


E quando falamos de tapetes orientais estamos sempre a aprender... No meu tapete há a representação de Ciro o Grande, o primeiro rei persa, no seu cavalo branco e também o rouxinol estilizado, que simboliza felicidade. Os tapetes Shiraz são os únicos que os representam. A capital do  Império Aqueménida, Pasárgada, onde Ciro está sepultado, ficava na provincia de Fars. Depois da sua morte, a capital mudou para Persépolis (a 60km de Shiraz)... 



terça-feira, 16 de julho de 2024

O meu Milas

 

O meu tapete turco da região de Milas já tem mais de 30 anos. A franja estava gasta e foi recuperada. Também foi lavado à mão segundo os métodos tradicionais e ficou como novo. Fiquei muito satisfeita. Agora enviei um Kars para o mesmo tratamento e conto, assim no fim do verão, ter todos os tapetes lavados e alguns restaurados. Espero que durem mais 30 anos...

mapa das diferentes regiões de tapetes turcos manufacturados


O Kars a ser lavado 


Pronto e com franjas arranjadas...
(hoje, 24 julho)

Deixei um persa Shiraz para ser lavado, arranjar as franjas de um lado e os dois bordos...





Estive novamente a falar com o dono da loja, sobre tapetes. Os que continuo a gostar mais são os tribais. 







Amavelmente, mostrou-me num livro um tapete semelhante ao meu e ensinou-me a ver as colunas de Persópolis estilizadas nalguns tapetes... tenho de visitar o Irão.


Os tapetes são mesmo um assunto predilecto. Houve um dia, numa  feira de antiguidades do Beato, que pensaram que eu trabalhava neste negócio...

Agora já não posso comprar mais tapetes, pois dá muito trabalho fazer a mudança de uns para outros, já que não há espaço para todos. No Uzbequistão comprei um bonito Bucara, de pelo de camelo, diferente dos outros dois que tenho com o padrão clássico, mas foi o último...