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quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Veneza em Festa



Veneza em Festa é o tema da exposição na Gulbenkian realizada em colaboração com o Museu Thyssen-Bornemisza de Madrid. Mostra grandes mestres da pintura veneziana do século XVIII como Canaletto, Guardi, Belotto e Tiepolo.


CanalettoO Bucentauro




O Bucentauro







Guardi- Regata no Grande Canal junto à Ponte de Rialto

Bellotto (sobrinho e discípulo de Canaletto)- Capricho com Rio e Ponte


Tiepolo - Retrato de Jovem com Máscara
O pormenor da máscara remete-nos para o Carnaval de Veneza, 
cujas origens remontam à Idade Média


Pietro Longhi-
 As cócegas
O quadro insere-se na designada pintura de género ou cenas do quotidiano,
 representando de forma irónica a privacidade de uma residência veneziana


 Corot-
Veneza vista da Dogana
Este artista naturalista francês fez muitas viagens a Veneza, onde pintou algumas das suas mais bonitas vistas panorâmicas


John Singer Sargeant-
A Igreja de Santa Maria della Salute
Para este pintor americano nascido em Florença, Veneza foi uma constante fonte de inspiração


Félix Ziem-
A Praça de São Marcos em Veneza


Esta escultura de Corradini- Eneias transportando o seu Pai- ornamentava a entrada do palacete de Calouste Gulbenkian em Paris e julga-se que veio do jardim de um palácio em Veneza.





Veneza foi um importante centro livreiro, durante o Renascimento, famosa pela publicação de edições luxuosas.






Este para-sol em veludo exemplifica a grande qualidade da produção deste tecido em Veneza nos séculos XVI e XVII, quando o uso daquele tecido, então de difícil produção e muito caro, símbolizava o máximo luxo. 

 


Subitamente, ao sair da exposição, deu-nos uma enorme vontade de ir a Veneza, mas tem de ser quando estiver em exibição uma grande ópera no la Fenice...





Há aquelas exposições que nos deixam felizes só por ver tantas coisas bonitas: olhos deleitados coração feliz. Esta é, sem dúvida, uma delas.





quarta-feira, 6 de novembro de 2024

O tapete do Pedro

 


Todos os meus cinco netos tiveram um tapete de Arraiolos bordado por mim.

O tema do tapete do Pedro foi escolhido pela mãe: o cavalo.

Resolvi fazer o mesmo desenho do quadro em ponto de cruz com a informação do nascimento e acrescentei folhas de outono. Demorei 3 meses a bordá-lo e depois tive de levá-lo à loja para me fazerem a bainha (Lãs Imperial).



 
O tapete da minha neta mais velha tem o mesmo tamanho que o do Pedro, com cerca de dois metros de comprimento. Não tem abelhas, que ela gosta tanto...



O da mais nova é um pouco mais pequeno, mas já tem os girassóis, que ela associa a si.


Os tapetes dos netos mais velhos são do mesmo tamanho. Um tem motivo de casinhas, iguais às que a minha nora pintou no quarto


Este foi o primeiro e o único que não foi inventado por mim. Tirei os ursos de uma revista, o comboio de outra e só acrescentei números e letras ao fundo.



Pelas minhas contas já fiz 25 tapetes (os dois primeiros, típicos rosas de Portugal, ficaram mal feitos e não constam nas fotografias dos tapetes. Agora, creio que tenho já o ponto mais certo). A maior parte foi de tamanho pequeno, para os quartos. 



Só tenho um tapete de Arraiolos comprado. Foi quando fui viver para a Turquia e achava que uma casa portuguesa tinha que ter um tapete de Arraiolos à entrada. Quando regressei a Portugal, com muitos tapetes orientais, estava na moda aprender-se a fazer Arraiolos. Como sabia fazer ponto de cruz, achei fácil, ainda por cima com lã, vê-se o resultado com mais facilidade. No entanto, continuo a achar os tapetes orientais mais adequados para as zonas sociais e os de Arraiolos para os quartos de dormir.

Decoração de Quartos de Criança

terça-feira, 5 de novembro de 2024

Catarina de Bragança no Palácio da Bacalhôa




No fim de semana li na revista Sábado um artigo sobre uma exposição no Palácio da Bacalhôa em homenagem a Catarina de Bragança. Telefonei para o palácio para fazer a marcação da visita e fiquei a saber que não é uma exposição nova, com mais peças, mas sim a existente, há anos. De qualquer modo resolvemos ir até Azeitão, porque há muito tempo que não íamos.

 
Retrato oficial de Catarina de Bragança, Rainha de Inglaterra. À semelhança do seu pai, D. João IV, a coroa não está na sua cabeça. O pai ofereceu-a  a Nossa Senhora e Catarina de Bragança ao não usar a coroa demonstra a sua portugalidade.



Apresentação de Catarina de Bragança à corte de Carlos II



O contrato de casamento

Da maneira como estava exposto em 2009 via-se melhor...

Nas duas visitas que fiz anteriormente lembrava-me de dois azulejos do século XVII com os rostos dos reis, mas já não estão em exposição e a guia, muito jovem, não se lembrava deles.



Estes dois móveis, que me pareceram interessantes não os vi hoje.


Escolhemos uma visita mais curta só ao Palácio e Quinta. Não visitámos desta vez a adega.




Engraçado como passados quinze anos escolhemos os mesmos locais para tirar fotografias...






Entrada e Jardim Japonês


Em 2011 numa prova de vinhos com o meu filho...


Quinta e Palácio da Bacalhoa em Azeitão
Monographia Historico-Artistica por Joaquim Rasteiro
Lisboa Imprensa Nacional 1895


O Palácio da Bacalhôa é considerado o primeiro edificio da Renascença em Portugal. Anteriormente chamada Quinta de Vila Fresca foi também Paço Real, comprada pelo infante D. João, filho de D. João I em 1427. Herdou-a a sua filha, D. Brites, mãe do rei D. Manuel I. Ainda existem construções, muros com torreões de cúpulas aos gomos e também o grande tanque mandados construir por D. Brites. Esta quinta viria a ser vendida em 1528 à família Albuquerque e tornou-se uma homenagem a Afonso de Albuquerque.


Os azulejos datados (1565) mais antigos de Portugal

São daquela época a harmoniosa «casa de prazer», junto ao tanque, a decoração com azulejos e a plantação de uma vinha.


Ainda no século XVII pertenceu a um comerciante de bacalhau, Jerónimo Teles Barreto, conhecido pela alcunha de "O Bacalhau". Quando morreu a sua mulher ficou conhecida por Bacalhôa e assim a Quinta de Vila Fresca de Azeitão mudou o seu nome...


 Desenho de D. Carlos " Tanque da Quinta da Bacalhoa"


A Quinta pertenceu a D. Carlos I e ao seu filho D. Manuel II. Busto de D. Carlos e fotografia do Rei e Rainha D. Amélia.
Em 1936, o Palácio foi comprado e restaurado por uma norte-americana de origem polaca, Orlena Zabriskie Scoville, que chegou a esconder refugiados na cave do palácio. O seu neto tinha a ambição de possuir um chateau com vinhas de origem francesa e tornou a quinta num dos grandes produtores de vinho em Portugal.
Atualmente a propriedade pertence ao Comendador Berardo.