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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Comemoração do Dia Nacional da Argélia




A Guerra de Independência Argelina decorreu entre 1954 e 1962. Revelou-se um conflito muito duro, aquele que opôs a Frente Nacional de Libertação da Argélia contra o domínio colonial francês, que dominava o território argelino desde 1830.


Hoje a Embaixada da Argélia comemorou mais um aniversário da independência do seu país. Ofereceu uma receção muito agradável, que foi uma oportunidade para eu ficar a conhecer mais algumas pessoas.






domingo, 5 de novembro de 2017

Momentos de música

Desde a minha chegada tenho assistido ao vivo a recitais. Ontem, foi a vez de ir à despedida de um embaixador no Palácio Cotroceni, a residência oficial do presidente da Roménia. É um palácio muito grande com diferentes entradas e alas, onde o Chefe de Estado recebe os Embaixadores para a entrega de credenciais.

O trio musical era formado por Valentin Serban (Violino), Ella Bokor (Violoncelo) e Iulian Ochescu (piano). Gostei muito, mas o momento mais especial para mim foi a peça de Saint Saens, O Cisne para violoncelo e piano, que nunca tinha assistido ao vivo.


Hoje, visitei o museu de George Enesco ( 1881-1955), um compositor romeno. São poucas as salas que se podem visitar do belo palácio Cantacuzino, um dos mais bonitos edifícios de Bucareste.


A casa foi construída entre 1901-1903 para Gheorghe Cantacuzino, que foi presidente da Câmara de Bucareste, Primeiro Ministro e líder do Partido Conservador.



A sua nora, após a morte do marido, tornou-se  herdeira. Casou com George Enescu em 1937 e o casal viveu num anexo do palácio. Após a morte do músico, a mulher doou o palácio para que fosse criado um museu em memória de Enescu. Desde 2007, é considerado Património Europeu.







sábado, 4 de novembro de 2017

As minhas primeiras impressões

Cheguei há uma semana a Bucareste. Apesar de um apartamento não ter o mesmo encanto de uma casa antiga com jardim, estou muito contente com a sua localização. Fica junto ao  parque Herăstrău, o maior da cidade, à volta de um grande lago com o mesmo nome. Aliás, dá para ver que a capital romena é uma cidade com muitas zonas verdes e ruas arborizadas. 





Só preciso de atravessar a avenida, a qual é ladeada de árvores, agora com bonitas cores outonais.









No fim dessa avenida, cruzando-se com outras, fica o Arco do Triunfo de Bucareste, construído em 1921-22 para comemorar a vitória da Roménia na I Guerra Mundial.









Já visitei o Museu das Aldeias, dentro daquele mesmo parque. Recria o ambiente tradicional da Roménia rural, com cerca de 322 estruturas das diversas regiões. Foi inaugurado em 1936, ao mesmo tempo que o parque, do qual faz parte. 


Vi alguns tapetes muito bonitos e achei interessante estes panos à volta dos pratos na parede, pois foi a primeira vez que vi uma decoração assim.
Não fui a todas as casas. Como fica perto  tenciono regressar mais tarde.






Visitei também o Museu de Cartografia a convite da diretora.


O objetivo era assistir a uma palestra sobre um mapa seguida de um recital de música de câmara. O problema foi que a palestra foi toda em romeno, durante mais de trinta minutos. Só entendi as palavras: importante, Ptolomeu, cartografia, geografia e matemática, as quais são parecidas ao Português.

A assistência era composta sobretudo por homens, os quais estavam com ar já cansado às 7h. Eu devia ser a que tinha um ar mais atento, por isso ele nunca deve ter percebido que eu não entendi patavina do que disse... o dever a muito obriga...

Ontem à tarde andei a passear pelo centro da cidade e vi alguns edifícios bonitos. Percebi porque é que Bucareste era conhecida por   "Paris de leste".





O restaurante mais famoso de Bucareste fica numa casa histórica do século XIX.













Também visitei três igrejas ortodoxas muito bonitas:
Stavropoleos (1724) , Kretzulescu (1720) e Biserica Zlătari também do século XVIII.



Como não podia deixar de ser fui a uma praça e a um supermercado com produtos muito frescos. Fiquei só desapontada por não encontrar gelatina. A que vi era apenas para culinária.
No mercado das flores havia uma zona de flores romenas, baratas, onde se encontravam variedades de crisântemos. Disse que essa variedade era das poucas flores que eu não gostava, principalmente porque em Portugal estão associadas ao cemitério. Pelos vistos aqui a tradição é outra.
O único país onde vi fazer arranjos bonitos dessas flores com produtos da época foi nos EUA. Talvez por isso quando a Grace Kelley decorou  a sala de jantar para a sua primeira festa utilizou crisântemos, segundo li na sua biografia. Quando o marido viu irritou-se e mandou tirar tudo, pois no seu país não se usavam essas flores para festas. 
Por acaso, quando fui visitar a igreja escolhida pela minha filha para o seu casamento vi uns crisântemos amarelos no altar e lembrei-me logo de avisar a florista, que apesar de amarelo ser a cor da festa, aquela flor não podia fazer parte dos arranjos...






Acabei por comprar umas tulipas amarelas e outras flores bonitas. Uma casa com flores é outra coisa...


quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Rouen




As viagens não precisam todas de ser muito bem planeadas para serem bem sucedidas. Decidimos ir a Rouen na véspera da partida. Felizmente arranjámos bilhetes de avião, de comboio e um hotel muito central, que nos permitia passear a pé pelo centro, sempre que nos apetecia. 


A capital da Normandia está ligada a um dos movimentos de arte mais importantes, nos últimos cento e cinquenta anos. De facto, os principais pintores do impressionismo encontraram em Rouen e seus arredores a inspiração, que revolucionou a pintura a partir do ultimo quartel do século XIX.


Monet pintou múltiplas versões da Catedral de Rouen.



A majestosa Catedral de Notre Dame de Rouen é o principal monumento da cidade. Aliás, quando se passeia pelo centro de Rouen, temos sempre a ideia de andar à volta desta Igreja cujas fundações remontam ao século IV. A atual basílica começou a ser contruída no século XII. Trata-se de um esplendoroso exemplo do estilo gótico.
Não muito longe, encontram-se mais dois belos exemplares do gótico:

                                               a Igreja de Saint Maclou




 e a abadia de Saint-Ouen.






No primeiro andar deste edificio do século XVI, onde se encontra o centro de turismo, Monet pintou alguns dos quadros da série sobre a catedral.





O Museu de Belas Artes é muito bom e fiquei contente por encontrar um quadro de Vieira da Silva, a qual terá visitado diversas vezes Rouen, quando vivia em França.












O Museu da Cerâmica também merece uma visita e é muito didáctico.















O relógio tem um dos mecanismos mais antigos na Europa e  funcionou do século XIV até 1928.

Rouen é onde Joana D'Arc foi martirizada. No local existe uma igreja moderna, que tem a particularidade de ter vitrais da época do Renascimento, da Igreja de São Vicente destruída durante a Segunda Guerra Mundial.

O único museu que me desapontou foi o museu de Flaubert, pois é também um pequeno museu da História da Medicina e de literatura tem muito pouco.



Já a casa de Corneille, muito perto do velho mercado, é interessante até pela própria casa, onde aquele dramaturgo nasceu. 






Numa cidade como Rouen, para mim é tão importante os monumentos e museus como passear descontraidamente pelas suas ruas, admirando a arquitetura, apreciando a comida, as lojas...









































Rouen ( 19 a 26 de outubro de 2017)