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domingo, 28 de janeiro de 2024

Netos artistas

 



Ontem celebrámos em família os anos do avô. Fiz o meu bolo de chocolate, que é muito apreciado por todos e a minha filha arranjou-me umas figuras para decorar.




Esmerei-me na cozinha e nas decorações, porque sei que os netos ( e não só...) já são sensíveis à apresentação das coisas e quero que se recordem das vindas à casa dos avós..

Nunca mais tinha feito peras bêbedas, mas saíram bem; e fiz uma versão de peras em calda com chocolate para os mais novos (género peras Bela Helena).



O meu neto mais velho e as netas gostam muito de desenhar e oferecer desenhos. Há algum tempo que costumo colocar uma moldura e meter à frente dos livros os trabalhos deles feitos com esmero. Esta manhã, o meu neto mais novo, que gosta muito de colorir desenhos, que a mãe imprime do computador (mas  entretém-se sobretudo a fazer puzzles, alguns já dificeis e legos) chegou à sala com uma moldura, que tinha um desenho do irmão a pedir que o queria substituir por um carro que tinha colorido. Expliquei-lhe que as molduras eram só para obras originais e ele disse-me que ia fazer uma, porém, queria que eu mostrasse na moldura o seu carro... e a avó lá deixou, apesar do irmão ter protestado... 


A neta mais velha gabava-se que já tinha muitos desenhos em molduras..



O que talvez provocou este "ciúme" foi o ter arranjado uma moldura para o primeiro desenho da neta mais nova a semana passada... Realmente, era o único sem uma obra exposta e nunca pensei que reagisse assim...fico à espera do quadro do Teddy para substituir o carro...






O Charles está na fase dos superheróis...

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Visita à Embaixada de França em Lisboa


A Embaixada de França está instalada no Palácio de Santos, na zona de Santos em Lisboa. A Freguesia tem essa denominação devido a três irmãos mártires.

Na apresentação que fez, o guia do Patrimonium recuou até às origens da cidade de Lisboa, mais precisamente ao século IV, quando três irmãos cristãos: Veríssimo, Máxima e Júlia, perseguidos pelo imperador romano Diocleciano, foram martirizados e atirados ao Tejo. Os seus despojos foram encontrados junto às margens do rio e as suas  relíquias  foram depois veneradas em segredo numa capela. Depois da conquista da cidade aos mouros, D. Afonso Henriques mandou erguer uma igreja, precisamente no local, onde se encontra hoje o palácio e fundou um convento. O seu filho D. Sancho I legou-o à Ordem de Santiago, passando a ser  habitado pelas viúvas e filhas dos cavaleiros. Em 1490,  mudam-se para o novo mosteiro de Santos-o-Novo, levando as relíquias dos três santos.

No século XVI, em 1501, D. Manuel mandou edificar no mesmo local o Paço Real de Santos, onde o monarca e mais tarde o seu neto D. Sebastião passaram algumas temporadas.

Iluminura de Simon de Bening  com o palácio de Santos no inicio do século XVI.
A propriedade tinha uma grande orangerie que vinha até ao rio

A mesa de D. Sebastião

Daí a lenda segundo a qual a pequena mesa de pedra que pode ainda ser vista no jardim, frente ao rio, foi onde o D. Sebastião tomou, em Junho de 1578, a última refeição antes da partida para Alcácer Quibir.

No século XVII, os Lencastre adquirem o palácio que se encontrava muito arruinado, em resultado da explosão dos armazéns de pólvora e à entrada do exército de Filipe I. O período que se estende da segunda metade do século XVII à primeira metade do século XVIII, corresponde à época de maior esplendor da casa.

Dois anos após o Terramoto de 1755, fizeram-se obras para recuperar os danos causados pelo mesmo, que foram naquela zona menos devastadores em comparação com o centro de Lisboa.

No século XIX, o palácio foi ocupado pelas tropas francesas, em 1808. Junot instalou-se em Santos antes de se mudar para o Palácio do Conde de Farrobo, no Chiado. Ainda durante esse século residiu no palácio a imperatriz do Brasil (a segunda mulher, viúva, de D. Pedro IV), voltando também a ser residência dos marqueses de Abrantes.

Já no século XX, em 1909, o palácio foi adquirido pelo governo francês, onde foi instalada a Embaixada de França.

Logo à entrada, na sala de espera, gostei muito do pavimento de pedra original do século XVI. Vi umas cadeiras bonitas, muito parecidas com as nossas D. Maria, mas eram império, com os cisnes bem ao gosto de Joséphine (A Sissi também gostava muito de cisnes), que não enganavam....

A Sala de Jantar não é muito grande.

Uma tapeçaria de Portalegre de Vieira da Silva  e um bonito tecto pintado por Pedro Alexandrino.





O oratório ficou intacto durante o terramoto, assim como a sacristia. Todas as pinturas são de Marcos da Cruz. O chão é original do Paço Real de D. Manuel. No altar em talha dourada as armas das famílias Lencastre e Vilhena. Havia uma cruz em marfim, que foi retirada quando o palácio foi vendido. Esteve desaparecida, mas foi descoberta no Museu dos Biscainhos em Braga.
Em seguida visitámos o Grande Salão com vista para o Tejo. No tecto uma pintura de Pedro Alexandrino, inspirado nas Metamorfoses de Ovídeo e uma grande tapeçaria celebrando a entrada de Luís XIV em Dunquerque.




A Sala das Porcelanas ou Sala de Chá é muito conhecida pelos seus 264 pratos do século XVI no tecto. Há também um friso de azulejos de Delft.  Como que por milagre também ficou intacta com o terramoto. 

Antes da casa ser vendida também havia pratos nas paredes, os quais foram retirados e estão dispersos por diversos museus.          






Nesta grande sala há um enorme tapete de Arraiolos, feito numa só peça. Todos os tapetes são portugueses, de Arraiolos, mas com desenhos franceses. As pinturas do tecto são de Pedro Alexandrino, as quatro estações. Nas paredes frescos mais recentes, que me fizeram lembrar o chalet Biester em Sintra.


Saímos para o jardim, que tem uma parte a ser restaurada.

Uma escada em mármore com uma estátua de Hermes, o deus dos diplomatas, separa a zona social dos aposentos privados.


Outra sala de espera, esta com mobiliário português e um tapete de Seteais.


 
As armas dos Lencastre no tecto da mesma sala.




Boa visita durante esta manhã. E Lisboa parecia que estava na Primavera com 20ºC.










Helder Carita. Le Palais de Santos. Chandeigne.2007

Nota: Com exceção das fotografias do jardim, todas as outras foram retiradas da net

Aniversário em Sintra


Ontem o avô fez anos. Embora a celebração seja no próximo sábado, começou com as netas a virem ao nosso quarto dar os parabéns antes de irem para a escola e os netos a cantarem os "parabéns a você" em português, pelo WA, com um original "para o menino avô, uma salva de palmas".

Depois fomos para Sintra, onde tomámos o pequeno almoço, almoçámos e passeámos. À hora da chegada das netas da escola tomámos chá e sopraram as velas. O bolo de laranja, ao gosto do aniversariante, e  feito por mim, estava muito bom, segundo a opinião unânime das netas, filha e avô.

 


domingo, 21 de janeiro de 2024

Museu de Arte Contemporânea

 

Hoje fui conhecer o renovado Museu de Arte Contemporânea no CCB. Disseram-nos que a exposição começa no segundo piso e continua no -1. Este último com uma exposição temporária de Berlinde de Bruyckere é para esquecer, mas a exposição do segundo andar, que contém grande parte da coleção de Joe Berardo, tem peças de autores conhecidos que ficam bem num museu de arte contemporânea...


Para começar um escultor romeno, que gosto muito: Constantin Brâncuși 
Tive oportunidade de conhecer as suas obras nos museus da Roménia, visitei os locais onde nasceu,  frequentou a escola e fui a Bruxelas a uma grande exposição (Europália 2019) que lhe foi dedicada. Também em Paris visitei o seu estúdio. (E até jantei no restaurante onde trabalhou, quando chegou à capital francesa). No museu não têm nenhuma obra sua original, só fotografias e o grande poster onde tirei esta foto, das mais conhecidas de Brâncuși, que se interessou muito por fotografia.


Modigliani tem uma maneira especial de retratar as mulheres nas suas pinturas e nesta escultura é facilmente identificável o seu autor. Em Viena vi muitos Modigliani...








Há duas obras de Picasso


De Duchamp o projeto do porta garrafas. As garrafas de Joana Vasconcelos, que estavam à entrada do museu, já "desapareceram"...


Gostei deste trabalho do húngaro Vilmos Huszar, que não conhecia


Mondrian


Delaunay




Nunca reconheceria este Henry Moore, se não tivesse lido o seu nome



Magritte


Max Ernst, Miró


Pierre Roy


Francis Gruber


Há dois pequenos quadros de Mark Rotko, artista que não aprecio, mas espero que a minha prima vá a Paris, como deseja, ver uma exposição na Fundação Louis Vuitton e traga fotografias de algumas obras mais interessantes...





 
Gostei muito desta combinação de cores do canadiano Jean-Paul Riopelle


Paula Rego, Vieira da Silva


Nadir Afonso

Gosto de arte cinética e apesar de uma obra do venezuelano Jesus Sotto, não há nenhuma imponente...

Andy Warhol não podia faltar. Há quatro obras deste artista.








Lembro-me de ver esta obra que achei curiosa e interessante no museu Joe Berardo de Sintra


Foi uma manhã bem passada, mas como não vi nenhum Querubim Lapa, resolvi no caminho de regresso a casa parar no Centro Comercial do Restelo (ou rua das Lojas) para tirar uma fotografia a uma das suas primeiras encomendas de azulejos (1956)....





Boa semana!