A minha Lista de blogues

domingo, 1 de fevereiro de 2026

118 anos após o Regicídio

Hoje, 1 de fevereiro de 2026, lembramos o Regicídio ocorrido em 1908, no Terreiro do Paço, onde foram assassinados o Rei Dom Carlos e o Príncipe Real, Dom Luís Filipe.

Museu Militar de Lisboa


Museu José Malhoa

O regicídio foi, sem qualquer dúvida, uma das páginas mais negras da História de Portugal. Em 1908, a monarquia constitucional era o regime em vigor, que permitia liberdade política e social e a de expressão não conhecia entraves. O Rei Dom Carlos, que começara o reinar numa situação económico-financeira de extrema dificuldade e politicamente instável, mostrara sempre indiscutível espírito de dever, magnanimidade e clemência, respeitando a constituição em vigor. Devido e essa atitude corajosa granjeara respeito internacional e, internamente, o seu prestígio era efetivo, mostrando  o partido republicano crescentes sinais de desgaste e a perder popularidade. Sem qualquer dúvida os republicanos e os respetivos mandantes que assassinaram o monarca e o seu filho mais velho criaram as possibilidades, dois anos mais tarde, para a implantação do regime republicano, o qual revelou-se repressivo, muito instável e desprestigiante para Portugal face ao mundo.    

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Álbum da visita a Madrid

 

O nosso hotel
Retiro
Puerta de Alcalá
Pl. de Cólon.
Bandeira a meia haste após o trágico desastre entre 2 comboios de 18 janeiro.
Biblioteca Nacional
Bairro de Salamanca
Fuente de Cibeles (séc XVIII)
Palácio de Cibeles (1909)
Igreja de S. José e Círculo de Bellas Artes na C. Alcalá
Vista do terraço do Círculo de Bellas Artes
Fonte de Naptuno (séc XVIII)
Guernica de Picasso. Museu Reina Sofia
Exposição "Chez Matisse" no Forum La Caixa
Igreja dos Jerónimos (séc XVI). Do convento conservam-se atualmente a igreja (objeto de muitas intervenções, mas manteve o estilo gótico original) e um claustro, nas traseiras do Museu do Prado, que foi transferido peça por peça.
O claustro foi incorporado no Museu do Prado, como parte da sua ampliação concebida pelo arquiteto Rafael Moneo
Plaza Mayor
Monasterio Descalzas Reales
O antigo palácio do ministro das finanças do Imperador Carlos V e de Isabel de Portugal. A filha do casal imperial e mãe de D. Sebastião, Joana de Áustria, comprou o edifício, onde tinha nascido e transformou-o num convento, que foi entregue à Ordem das Clarissas Descalças. Atualmente ainda ali residem 17 freiras daquela Ordem religiosa.

Em tempos o famoso quadro Anunciação de Fra Angelico embelezava o oratório deste convento, antes de ser transferido para o Museu do Prado, no séc XIX.
Escadaria original séc XVI com frescos
Retrato da fundadora do convento. Altar com azulejos portugueses
Era muito parecida com a sua mãe, Isabel de Portugal, cujo retrato de Ticiano, se encontra no Prado.
D. Sebastião e a avó Catarina de Áustria na sala dos retratos do mosteiro
Entre as obras-primas encontramos O Dinheiro do César de Ticiano, obras de  Bruegel, o Velho e tapeçarias tecidas com desenhos de Rubens, dos quais alguns se podem admirar no Museu do Prado.
Um tesouro em Madrid, que não conhecia...
Que delícia...
Nunca tinha visitado a catedral de Almudena, que levou quase 100 anos a ser construída e foi consagrada em 1993. Com uma mistura de estilos, achei-a pesadona. Foi aqui que casou o atual Rei de Espanha.
O Palácio Real esteve fechado de manhã para a receção ao Corpo Diplomático



A Galeria das Coleções Reais abriu em 2023 para exibir peças selecionadas da monarquia espanhola.

A não perder. É uma autêntica aula ao vivo.





A ópera de Madrid
Puertas del Sol. 
Monumento a Cervantes- 1929 (Plaza de España)


Estátuas de Murillo e Velásquez
Gostei de rever muitas obras do Prado, mas o museu continua muito antiquado e confuso. O pessoal a quem me dirigi era simpático e conhecedor das obras, quando pedia para saber a sala onde estavam expostas

Gostei de saber que o retrato póstumo de corpo inteiro da co-fundadora do Prado, D. Isabel de Bragança, casada com o monarca espanhol Fernando VII e filha de D. João VI e D. Carlota Joaquina não foi esquecido. Encontra-se no piso -1, onde se conta a história da fundação do museu.

O museu Thyssen continua a ser dos meus favoritos. Ainda não conhecia a nova ala da coleção de CarmenThyssen

O museu do Romantismo fica situado numa zona, que está na moda: Chueca. Está localizado no antigo palacete do Marqués de Matallana. É uma casa-museu que recria a vida e os costumes da alta burguesia madrilenha, essencialmente durante a segunda metade do século XIX . Muitos instrumentos musicais, como este piano, que é uma raridade.
Comprei uns brincos muito engraçados, que são para a minha neta mais velha, quando for mais crescida
Palácio Longoria. Sede da Sociedade de Autores e Editores


Mais um nome relacionado com a nossa história comum...








Almoço tardio no restaurante do Círculo de Bellas Artes












No dia da partida passeámos a pé pelo Passeio de La Castellana. Gostei de ver a digna residência da Embaixada de Portugal
Depois virámos para as ruas Lagasca, onde ainda se encontra a loja Chanel e a José Ortega y Gasset, para onde se vai mudar. Tenho boas recordações da Chanel, quando lá entrei com os meus filhos adolescentes, num verão com 45 graus e eles queriam que eu comprasse imensas coisas..

Acabei por comprar uns brincos, que uso pouco porque me incomodam, mas o tratamento dos clientes na loja foi muito agradável.


A terminar a visita a Madrid, encontrei a marca de velas que mais gosto e não resisti a comprar o último modelo, que foi lançado para o S. Valentim: Tree of Love...
As fotografias seguem a ordem cronológica da nossa visita a Madrid de 22 a 26 de janeiro