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segunda-feira, 30 de março de 2026

Arte Contemporânea

 

A Noiva de Joana Vasconcelos. Exposição no Palácio da Ajuda

Depois de ter visto duas exposições de arte contemporânea no último mês, vim reler Jacques Barzun:

"...todas as artes do nosso tempo foram buscar as suas técnicas à Década Cubista: porém, ao desenvolvê-la de modo variável, a sensibilidade do artista, a sua atitude para com o mundo e para consigo próprio, passou progressivamente do construtivismo- a denominação apropriada assumida por alguns pintores antes de 1914- para o destrutivismo. O significado da palavra afim desconstrução, que mais tarde se tornaria comum, pode ser ampliado de modo a abarcar o mesmo arreigado propósito; além disso é particularmente apropriada já que significa "fazer em pedaços o que foi construído" e não simplesmente "derrubá-lo"

Jacques Barzun. Da Alvorada à Decadência. De 1500 à Actualidade. 500 anos de Vida Cultural do Ocidente, Gradiva 2003, pag. 627.

A primeira exposição foi no Museu de Arte Contemporânea de Elvas, coleção de António Cachola, proprietário da obra de Joana Vasconcelos, a Noiva, que aprecio. Contudo, no Museu, situado no histórico Hospital da Misericórdia da cidade, totalmente remodelado para albergar o conjunto das obras daquele colecionador não vi nada que gostasse, compreendesse e justificasse a cedência do edificio. Saí até zangada do espaço, ainda por cima no meu dia de anos. Vejamos a dita exposição, que não incluia Joana Vasconcelos, muito requisitada para outras exposições no estrangeiro.



O antigo Hospital da Misericódia, hoje em dia Museu de Arte Contemporãnea Coleção António Cachola.



 
A Coleção

Qual será a mensagem.? . "A dificuldade de secar roupa no inverno?"

Francamente, só senti vontade de rever os grandes mestres...completo desperdício de um belo espaço histórico, cuja restauração deve ter custado muito dinheiro.




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