A Noiva de Joana Vasconcelos. Exposição no Palácio da Ajuda
"...todas as artes do nosso tempo foram buscar as suas técnicas à Década Cubista: porém, ao desenvolvê-la de modo variável, a sensibilidade do artista, a sua atitude para com o mundo e para consigo próprio, passou progressivamente do construtivismo- a denominação apropriada assumida por alguns pintores antes de 1914- para o destrutivismo. O significado da palavra afim desconstrução, que mais tarde se tornaria comum, pode ser ampliado de modo a abarcar o mesmo arreigado propósito; além disso é particularmente apropriada já que significa "fazer em pedaços o que foi construído" e não simplesmente "derrubá-lo"
Jacques Barzun. Da Alvorada à Decadência. De 1500 à Actualidade. 500 anos de Vida Cultural do Ocidente, Gradiva 2003, pag. 627.
A primeira exposição foi no Museu de Arte Contemporânea de Elvas, coleção de António Cachola, proprietário da obra de Joana Vasconcelos, a Noiva, que aprecio. Contudo, no Museu, situado no histórico Hospital da Misericórdia da cidade, totalmente remodelado para albergar o conjunto das obras daquele colecionador não vi nada que gostasse, compreendesse e justificasse a cedência do edificio. Saí até zangada do espaço, ainda por cima no meu dia de anos. Vejamos a dita exposição, que não incluia Joana Vasconcelos, muito requisitada para outras exposições no estrangeiro.
A Coleção
Qual será a mensagem.? . "A dificuldade de secar roupa no inverno?"
Francamente, só senti vontade de rever os grandes mestres...completo desperdício de um belo espaço histórico, cuja restauração deve ter custado muito dinheiro.
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