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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Arte & Moda na Gulbenkian

 "Ao longo da história, as roupas e os adornos têm sido expressões simbólicas de pertença e identidade. Através do vestuário, os indivíduos afirmam-se membros de uma cultura, de uma época, de uma sensibilidade. A moda funciona, portanto como um espelho das civilizações, permitindo-nos ler nos seus tecidos os sinais dos costumes, dos códigos sociais e dos ideais de beleza"

Eloy Martinez de la Pera Celada, comissário da exposição

A mostra estabelece um diálogo entre as obras da coleção de Gulbenkian e belas criações de alta-costura. A renovação do Museu e a consequente necessidade de encerramento disponibilizaram algumas peças do seu espólio para este requintado encontro com a moda.



Retrato do casamento dos Gulbenkian em 1896
Retrato de Nevarte Gulbenkian c 1900


Guo Pei Magnificient Gold


Suporte para chapéus. Porcelana chinesa séc. XVIII

Guo Pei. Vestido porcelana azul e branca



Quadro de Rembrandt

Vestidos pretos a acompanhar quadros de Rubens e Van Dyck

Japão









Revelou-se excelente a ideia de organizar esta bela e elegante exposição. A melhor sobre moda que visitei alguma vez.
Nos EUA, em 2000, vi no Guggenheim uma exposição retrospectiva de Armani e outra em Boston, em 2001, sobre os anos na Casa Branca de Jacqueline Kennedy. Em 2006, pelos 80 anos da Rainha Isabel II, tive a oportunidade de admirar no Palácio Buckingham joias e principalmente vestidos e outras peças de toilette que a Monarca já utilizara ao longo de 54 anos de reinado, que teria mais 26, até 2022.  


Comprei o catálogo

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Veneza em Festa



Veneza em Festa é o tema da exposição na Gulbenkian realizada em colaboração com o Museu Thyssen-Bornemisza de Madrid. Mostra grandes mestres da pintura veneziana do século XVIII como Canaletto, Guardi, Belotto e Tiepolo.


Canaletto- O Bucentauro




O Bucentauro







Guardi- Regata no Grande Canal junto à Ponte de Rialto

Bellotto (sobrinho e discípulo de Canaletto)- Capricho com Rio e Ponte


Tiepolo - Retrato de Jovem com Máscara
O pormenor da máscara remete-nos para o Carnaval de Veneza, 
cujas origens remontam à Idade Média


Pietro Longhi-
 As cócegas
O quadro insere-se na designada pintura de género ou cenas do quotidiano,
 representando de forma irónica a privacidade de uma residência veneziana


 Corot-
Veneza vista da Dogana
Este artista naturalista francês fez muitas viagens a Veneza, onde pintou algumas das suas mais bonitas vistas panorâmicas


John Singer Sargeant-
A Igreja de Santa Maria della Salute
Para este pintor americano nascido em Florença, Veneza foi uma constante fonte de inspiração


Félix Ziem-
A Praça de São Marcos em Veneza


Esta escultura de Corradini- Eneias transportando o seu Pai- ornamentava a entrada do palacete de Calouste Gulbenkian em Paris e julga-se que veio do jardim de um palácio em Veneza.





Veneza foi um importante centro livreiro, durante o Renascimento, famosa pela publicação de edições luxuosas.






Este para-sol em veludo exemplifica a grande qualidade da produção deste tecido em Veneza nos séculos XVI e XVII, quando o uso daquele tecido, então de difícil produção e muito caro, símbolizava o máximo luxo. 

 


Subitamente, ao sair da exposição, deu-nos uma enorme vontade de ir a Veneza, mas tem de ser quando estiver em exibição uma grande ópera no la Fenice...





Há aquelas exposições que nos deixam felizes só por ver tantas coisas bonitas: olhos deleitados coração feliz. Esta é, sem dúvida, uma delas.





terça-feira, 24 de setembro de 2024

No Centro de Arte Moderna Gulbenkian




O Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian reabriu na passada sexta-feira, após uma remodelação da autoria do arquiteto japonês Kengo Kuma. 



Em colaboração com o arquiteto paisagista Vladimir Djurovic, foi reforçada a relação entre a natureza envolvente e o edifício, agora mais imerso na paisagem.





Na sequência da aquisição de terrenos para alargar o espaço da Gulbenkian, o projeto de renovação do CAM criou uma zona de entrada que alterou o acesso ao edifício, que passa a fazer-se através de um novo jardim e de uma entrada pela Rua Marquês de Fronteira.

Encerrado desde 2020, o CAM, inaugurado em 1983, com projeto do arquiteto britânico Leslie Martin, está maior. Foi acrescentada uma pala de 100 metros de comprimento, que lhe dá imponência e também simplicidade e tranquilidade típicas de alguns espaços japoneses.


O interior é muito espaçoso e bem iluminado

O atual museu alberga uma coleção com cerca de 12 mil obras de arte. Estava desejando de ver os quadros da coleção permanente  como os de Almada Negreiros, Amadeo de Souza Cardoso, Sarah Affonso e confesso que fiquei muito admirada por estarem muitos num pequeno espaço chamado Reservas Visitáveis, assim como um de Paula Rego





Da coleção permanente exposta não me recordava da maioria dos trabalhos como este 25 de abril e 1º de maio de Hein Semke.


Amadeo de Souza Cardoso


Eduardo Viana



Confesso que me seduziu mais o aspeto arquitetónico do museu renovado do que as obras, muitas instalações, escolhidas para a inauguração.

Valeu a espera para a visita, pois no domingo havia uma fila grande antes da entrada