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segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Ignacy Jan Paderewski

Paderewski (1860- 1941)

Ignacy Jan Paderewski nasceu na Polónia e tornou-se conhecido pelos seus dotes de pianista e por ser  uma pessoa muito cativante. Foi também compositor, produzindo uma  ópera e uma sinfonia populares na sua época. Como filantropo, ajudou outros músicos e pessoas de baixos recursos.
Durante a I Guerra Mundial defendeu uma Polónia independente e no dia 18 de janeiro de 1919 tornou-se Primeiro Ministro e Ministro dos Negócios Estrangeiros do seu país. Nessa condição participou nas Conferências de Paz em Paris, que levaram à assinatura do Tratado de Versailles.  No curto espaço de tempo que se dedicou à política alcançou grandes conquistas, como foram eleições democráticas para o parlamento, proteção das minorias etnicas e a criação de um sistema público de educação. 


Abandonou a política nacional, mas continuou a representar a Polónia na Liga das Nações (diz-se que era o único delegado que não precisava de tradutor, pois falava sete línguas).
Em 1922, Paderewski regressou à sua vida dedicada à música com muitos concertos nos EUA, onde residia.
Com a invasão da Polónia pela Alemanha, em 1939, acontecimento que marcou o inicio da II Guerra Mundial, Paderewski regressou à vida política, tornando-se Presidente do Conselho Nacional da Polónia, no exílio. Em 1940 passou algumas semanas no Hotel Palácio do Estoril antes de regressar aos EUA para defender a necessidade de ajuda para derrotar o nazismo.
Gostei de ler recentemente a sua "aparição" no romance Estoril...

Nota: Este post tem um vídeo. Tem de carregar Ver Versão da Web para poder visualizá-lo no telemóvel.

domingo, 17 de janeiro de 2021

"Estoril" de Dejan Tiago-Stanković




O romance Estoril desenrola-se durante a II Guerra Mundial no hotel Estoril Palácio, cujos hóspedes e frequentadores incluem espiões, judeus, nazis, diplomatas americanos e um inspetor da polícia política... No meio das personagens de ficção, incluem-se outras reais como o  Rei Carol II da Roménia e a sua amante Elena Lupescu, os duques de Windsor, o escritor francês Antoine de St Exupery, o pianista polaco Jan Paderewski, o agente inglês Ian Fleming, o campeão de xadrez russo Alexander Alekhine... todos mantêm relações de amizade com o jovem judeu Gaby, que veio para o Estoril à espera dos seus pais, que tentavam arranjar um visto para chegar a Portugal.





O livro é muito interessante e demonstra uma grande capacidade de relacionar acontecimentos históricos da época. Fui investigar a Quinta dos Grilos, onde também se desenrola uma parte da história, e li, que aquela propriedade outrora pertença da condessa de Carnaxide, é onde construiram um condomínio com vista para o Estádio Nacional e rio.


Outro aspecto curioso foi a inclusão, no final do livro, de uma lista de músicas, chamada "soundtrack", que suponho constituir a colectânea musical escutada durante a escrita da obra, que incluem uma música tradicional romena (Maria Lataretu - Pe Drumul de la Cepari), e alguns clássicos: do filme Casablanca As Time Goes By, Lili Marleen e surpreendeu-me as Czardas de Monti, que também gosto muito, entre outras.



O livro foi comprado em Bucareste no ano passado.

Estoril, 2011

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