O Museu do Fado está situado em Alfama num antigo reservatório de água e estação elevatória.
É dos poucos museus de Lisboa, que nunca tinha visitado.
Ao saber que uma obra do Mestre Louro de Almeida, cujo centenário de nascimento se celebrou no passado mês de agosto, estava exposto no Museu do Fado, fiquei curiosa em ir vê-la, pois o Mestre foi Professor e Diretor do Sector de Belas Artes da antiga Academia de Música e Belas Artes da Madeira.
Este quadro foi censurado pela PIDE.
Paula Rego. Fado. 1995
José Malhoa. O Fado.1910
Constantino Fernandes. O Marinheiro. 1913
A exposição temporária no piso -1 era sobre Carlos Paredes.
Carlos Paredes e José Afonso
O Museu do Fado é um tributo ao Fado, aos fadistas e à guitarra portuguesa. Ficamos a conhecer a história do fado desde a sua génese até à atualidade com exposição de diversos instrumentos musicais, com atenção especial à origem e evolução da guitarra portuguesa, gravuras e fotografias dos artistas. A apresentação é agradável e moderna. Acho que falta um manequim com uma fadista vestida a rigor.
Como costumamos fazer, sempre que vamos à Baixa deixamos o carro nos Restauradores e apanhamos um táxi e depois, se a distância não é grande, regressamos a pé. Assim fizemos. Pelo caminho fomos vendo os muitos prédios renovados, passámos pelo Chafariz do Rei, onde o ano passado fui tomar chá com a minha amiga Margarida, entrámos na bela igreja de Nossa Senhora da Conceição Velha, até chegarmos ao nosso destino: Os Restauradores.

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