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domingo, 29 de março de 2026

No Museu Tesouro Real, Lisboa

 

Hoje regressei ao Museu Tesouro Real. Visitei-o no ano da inauguração, em 2022.


Tal como há 4 anos, o que gostei mais de ver foi a Baixela Germain encomendada por D. José I ao ourives François-Thomas Germain, além da espetacular guarnição de corpete em diamantes e esmeraldas.




A visita faz-se dentro da caixa forte, por onde subimos 3 pisos, com elevação moderada e sem escadas, pelo que não custa a subir.




A loja pareceu-me melhor, mas cara. Gosto sempre de visitar as lojas dos museus.



 O roteiro que comprei anteriormente já não estava à venda, mas havia muitos livros. Os que me interessaram mais já os tenho, por isso comprei dois souvenirs





Uma almofada com desenho baseado nas decorações do manto real de D. João VI.


e uns brincos da designer Inês Lamy.

Julgo que devemos apoiar iniciativas com imaginação e bom gosto...

sábado, 27 de agosto de 2022

Museu Tesouro Real

Guarnição de corpete em diamantes e esmeraldas



Foram várias as propostas para terminar o Palácio da Ajuda, cuja primeira pedra foi lançada em 1795, no mesmo local onde tinha ardido a "Real Barraca", no ano anterior e que fora a solução rápida encontrada para alojar a família real em Lisboa, uma vez que o terramoto de 1755 destruiu o Paço da Ribeira.
Em 2014, é feito um anúncio público dando conta da intenção de expor permanentemente as jóias e pratas das antigas coleções reais, utilizando-se o valor do seguro de 4,4 milhões de euros resultantes da indeminização pelo roubo de seis jóias em 2002, numa exposição temporária em Haia.


Em 2016, um protocolo entre o Ministério da Cultura, a Direção Geral do Património Cultural, a Associação de Turismo de Lisboa e a Câmara Municipal de Lisboa, permitiu finalmente o avanço da obra, que se iniciou em 2018. O Museu do Tesouro Real abriu as suas portas em 2022 para apresentar em exposição permanente as coleções de joalharia e ourivesaria do Tesouro Real. 



Em 1991, o Palácio Nacional da Ajuda organizou a exposição "Tesouros Reais", onde foram mostradas algumas jóias da coroa.


Com um moderno sistema de segurança, o núcleo central da nova ala poente do Palácio Nacional da Ajuda tem uma caixa-forte com 40 metros de comprimento, dez de altura e dez de largura, três pisos e duas portas em aço, com cinco toneladas e 40 centímetros de espessura cada. Não surpreende depois das vicissitudes da História: o terramoto de 1755, que destruiu o Paço Real da Ribeira; o incêndio da Real Barraca em 1794; em 1912 foram leiloadas 400 jóias e pratas da rainha D. Maria Pia, depositadas no Banco de Portugal como garantia de empréstimos; em 1925, a viúva de D. Afonso, Nevada Hayes, herdou as jóias do seu marido e do Palácio da Ajuda seguiram para os EUA diversas peças que estão hoje dispersas em museus e coleções particulares.

Espero que não aconteça mais nenhuma desgraça com as jóias da coroa portuguesa e no futuro possamos adquirir peças dispersas que foram outrora propriedade do Tesouro Real.

A exposição é toda vista às escuras, tendo como iluminação focos sobre as próprias peças e no chão. Para quem não vê bem é um pouco dificil a adaptação à escuridão e ainda mais à luz intensa, quando chegamos ao fim.



As explicações iniciais lêem-se muito bem e ficam bem nas fotografias, sem reflexos.

Não gostei foi do tipo de expositores com umas ripinhas que não valorizam as peças. Teria preferido uns modelos simples em veludo escuro para as jóias sobressaírem.
A exposição tem diversos núcleos e acaba em grande com a apresentação da baixela Germain.

Pepita de ouro, que escapou às invasões napoleónicas

Manto Real usado na Aclamação de D. João VI
(seda, ouro, prata, vidro)

Pendente Cruz de Malta, que pertenceu a D. Maria Pia


A Rosa de Ouro era oferecida por Papas aos monarcas portugueses 

Coleção privada de D. Fernando II

A Baixela Germain encomendada por D. José I ao ourives François-Thomas Germain, conserva-se, quase na íntegra, no património nacional


Ajuda, 25 agosto 2022


domingo, 18 de julho de 2021

Visita à exposição sobre D. Maria II



A visita à exposição sobre D. Maria II (1819-1853) no Palácio da Ajuda tornou-se "histórica" por ter sido a primeira vez que a minha neta Carmo, de 17 meses, foi a um museu.

O reinado de D. Maria II inaugurou o regime monárquico constitucional, que duraria até à revolução republicana de 1910.

Por tradição, os reis de Portugal deixaram de ostentar a coroa real na cabeça, desde que D. João IV a entregou, em 1640, a Nossa Senhora da Conceição.
O cetro de ouro foi um dos símbolos da realeza de D. Maria II. Ostenta a coroa real sobre a Carta Constitucional e um grifo, símbolo da casa real de Bragança.


A partir de novembro, espero rever estas jóias no Museu do Tesouro Real, na nova ala do Palácio da Ajuda.
Entretanto podemos visitar esta exposição intitulada: D. Maria II. De Princesa brasileira a Rainha de Portugal





D. Maria da Glória era filha de D. Pedro IV, que se tornou o primeiro Imperador do Brasil em 1822, e de D. Leopoldina, Arquiduquesa da Áustria.
D. Maria II casou três vezes: com o seu tio D. Miguel, por procuração, mas o casamento foi anulado, com D. Augusto de Leuchtenberg, em janeiro de  1835 ficando viúva em março do mesmo ano e, em 1836, com D. Fernando de Saxe-Coburgo Gotha, o pai dos seus 11 filhos, dos quais dois, D. Pedro V e D. Luís, foram Reis de Portugal.


Gostei da exposição, curta mas informativa. Expõe, além de quadros, objetos do quotidiano, nomedamente mobiliário. O catálogo constitui igualmente obra de referência. A não perder para quem se interessa por temas da História de Portugal e, se tiver, tempo não deixe de visitar o Palácio da Ajuda.

Para ler mais tarde a biografia e o catálogo da exposição









A carruagem de D. Maria II no Museu dos Coches em Lisboa