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sábado, 28 de maio de 2022

Os cafés fazem a europa

 


«Desenhando o mapa dos cafés obtemos um dos marcos essenciais da noção de Europa»

 George Steiner (1929-2020), filósofo e critico literário


Os cafés fazem a europa foi  o tema de uma exposição da Embaixada de França em Bratislava, num dos jardins de Bratislava.


«Os cafés são locais de vida, de criação, mas também de debates, reunião entre amigos, reencontros, É esta cultura que nós partilhamos com todos os europeus. Nos cafés nasceram os maiores movimentos literários, culturais e artisticos europeus. Foi lá que se desenvolveram também grandes movimentos politicos de resistência e reflexão».

Todos os países da UE têm o seu café emblemático a representar o país. A escolha foi feita pelas diferentes Embaixadas francesas nas capitais europeias.




Portugal está representado por A Brasileira.









Gostei de ver as imagens de outros cafés europeus que já visitei: Florian, Veneza- Itália; Café Cordina, La Valetta, Malta; Casa Capsa, Bucareste- Roménia; Stefanka, Bratislava- Eslováquia; Café Central, Viena- Àustria; Café de Flore, Paris- França; New York Café, Budapeste-Hungria.

Gosto de visitar os cafés emblemáticos dos países que visito, embora por vezes muitos escapam...

quinta-feira, 22 de julho de 2021

Vi o Reino Renovar

 Arte do tempo de D. Manuel I, nos 500 anos da sua morte

Este é o tema da exposição temporária no MNAA, que termina em 26 de setembro.

Fui visitá-la quando estive em Lisboa, na semana passada. Cada vez se torna mais difícil ir às Janelas Verdes, devido à dificuldade em estacionar. Não se compreende como é que o museu mais importante da capital tem tão poucos locais para estacionamento e depois na rua também não é fácil. Por outro lado devido à falta de vigilantes, sobretudo nos meses de verão o museu está numa situação de rutura, segundo o seu diretor e isso nota-se. A porta principal está fechada e a entrada faz-se pelo lado das exposições temporárias. O pessoal vigilante desta exposição não pertence ao museu, segundo me informou um jovem. Logo à chegada, para comprar os bilhetes somos recebidos por uma funcionária vestida como se estivesse na praia e quando queremos comprar o catálogo da exposição exposto diz-nos que só se vende na loja do museu, que fica no segundo andar. Não se entende...

A Exposição

O nome da exposição foi retirado da obra Miscelânea e variedade de histórias do cronista Garcia de Resende (1470-1536): "No reino fazer alçar paços, igrejas, mosteiros, grandes povos cavaleiros, vi o reino renovar"




O reinado de D. Manuel I (1495-1521) correspondeu a uma intensa atividade de produção artistica, que se tornou num dos mais brilhantes períodos de arte portuguesa e na criação de um estilo arquitetónico único denominado Manuelino.




Reprodução de D. Manuel (1469- 1521) a partir das estátuas concebidas em 1517 para o portal do Mosteiro de Santa Maria de Belém.






Medalhão com as armas de D. Manuel e D. Maria, a sua segunda mulher





Tapeçaria séc XVI com girafas

Azulejo século XVI com esfera armilar

Della Robbia- Medalhão com as armas de Portugal

Gregório Lopes- Adoração dos Magos

Virgem com o Menino é uma das raras imagens devocionais do período manuelino que resistiu aos grandes terramotos de 1531 e 1755, Manteve-se na igreja paroquial de S. Lourenço à Mouraria até à extinção do culto no século XIX.



Gostei de visitar a exposição, sobretudo pela reunião de tantas belas obras da época manuelina. No entanto, soube a pouco. O reinado de D. Manuel I merecia muito mais, mesmo no campo específico da arte. O próprio estilo manuelino é pouco referido assim como o seu relacionamento com os Descobrimentos. Talvez o catálogo da exposição colmatasse essas falhas, mas como o carro ficou longe já não havia tempo para subir ao segundo andar.


domingo, 18 de julho de 2021

Visita à exposição sobre D. Maria II



A visita à exposição sobre D. Maria II (1819-1853) no Palácio da Ajuda tornou-se "histórica" por ter sido a primeira vez que a minha neta Carmo, de 17 meses, foi a um museu.

O reinado de D. Maria II inaugurou o regime monárquico constitucional, que duraria até à revolução republicana de 1910.

Por tradição, os reis de Portugal deixaram de ostentar a coroa real na cabeça, desde que D. João IV a entregou, em 1640, a Nossa Senhora da Conceição.
O cetro de ouro foi um dos símbolos da realeza de D. Maria II. Ostenta a coroa real sobre a Carta Constitucional e um grifo, símbolo da casa real de Bragança.


A partir de novembro, espero rever estas jóias no Museu do Tesouro Real, na nova ala do Palácio da Ajuda.
Entretanto podemos visitar esta exposição intitulada: D. Maria II. De Princesa brasileira a Rainha de Portugal





D. Maria da Glória era filha de D. Pedro IV, que se tornou o primeiro Imperador do Brasil em 1822, e de D. Leopoldina, Arquiduquesa da Áustria.
D. Maria II casou três vezes: com o seu tio D. Miguel, por procuração, mas o casamento foi anulado, com D. Augusto de Leuchtenberg, em janeiro de  1835 ficando viúva em março do mesmo ano e, em 1836, com D. Fernando de Saxe-Coburgo Gotha, o pai dos seus 11 filhos, dos quais dois, D. Pedro V e D. Luís, foram Reis de Portugal.


Gostei da exposição, curta mas informativa. Expõe, além de quadros, objetos do quotidiano, nomedamente mobiliário. O catálogo constitui igualmente obra de referência. A não perder para quem se interessa por temas da História de Portugal e, se tiver, tempo não deixe de visitar o Palácio da Ajuda.

Para ler mais tarde a biografia e o catálogo da exposição









A carruagem de D. Maria II no Museu dos Coches em Lisboa


quinta-feira, 1 de abril de 2021

Orquídeas


As minhas flores de mayo no vaso, em 2014 e depois no tronco de uma árvore (2021)

Recebi ontem uma fotografia das bonitas orquídeas que davam flor no mês de março, plantadas num tronco de árvore no jardim em Caracas, onde passava muito tempo. Já estavam plantadas quando cheguei, mas agora muito maiores. O que não estava à espera era ver as minhas orquídeas flores de mayo tão bonitas, passado tanto tempo. 

A orquídea Flor de Mayo é a flor nacional da Venezuela.



Aproveitei para rever as bonitas orquídeas que a minha amiga Hiroko tinha em Caracas. No primeiro ano que fui tomar chá à sua casa junto às belas orquídeas, uma amiga até fez um postal.


Na casa de jantar tinha sempre um belo arranjo com orquídeas do seu jardim. Regressada ao Japão enviou-me ontem fotografias de uma exposição de orquídeas que visitou, um dia depois de me ter enviado fotografias das cerejeiras em flor em Tóquio...há pessoas que sabem bem como eu gosto de flores...