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terça-feira, 21 de outubro de 2025

Casa Ásia: Coleção Francisco Capelo

 

Hoje, apesar do tempo húmido e chuvoso, resolvemos ir visitar a coleção de Francisco Capelo na Casa Ásia






Uma das peças raras do museu, segundo nos informaram é este Buda Caminhando da Tailândia (séc XIV).

Encontramos muitas estátuas de budas de diferentes países. Confesso que algumas são bem interessantes e nada têm a ver com as gigantescas estátuas que encontrei na viagem ao sudeste asiático.









Em relação a representações de Buda, as figuras que gosto mais são as do Buda Sorridente em porcelana, que vi na Fundação Albuquerque e no Museu do Caramulo e, claro, a pulseira original em ouro com diferentes budas em pedras diversas, que a prima Guga mandou fazer, há muitos anos e ofereceu à minha filha.

O acervo deste museu engloba peças de 16 países da Ásia, divididos por 24 salas. Pensava encontrar porcelana chinesa; mas em vez disso encontrámos um cavalo em terracota, da dinastia Han (século I), bonitas lacas e fantásticos biombos do Japão, batiks da Indonésia, um belo contador em pau rosa e marfim da Ìndia, esculturas do Cambodia, que nos deram vontade de visitar Angkor Wat, cerâmica Celadon de diversos países e diferentes épocas. Entusiasmou-me um pote em forma de elefante em grés vidrado Celadon, creio que da Coreia (como não é permitido tirar fotografias, com o tempo e depois de ver tantas e variadas peças, confundimos...)

Foi quando nos lembrámos do episódio na Coreia, que nos parece, hoje em dia, divertido, quando, entusiasmados, fomos à procura de cerâmica Celadon. Em Bucareste, onde vivemos, o embaixador espanhol, recém chegado de Seul, tinha bonitas peças decorativas e disse-nos ser muito fácil encontrá-las. Em Busan uma guia no cruzeiro informou-nos que numa grande loja, não longe do porto, havia essa cerâmica e até telefonou para lá para nos ajudarem, quando saíssemos do táxi. Levávamos um papel com moradas escritas em coreano e a única indicação, que compreendiamos era "going" e "coming". A tal loja era um duty-free com malas, perfumes e bebidas e duas empregadas bem dispostas e sorridentes, que não falavam uma única palavra de inglês...cerâmica nenhuma.

Regressámos antes que o navio partisse sem nós...entretanto, a guia coreana também já não estava junto ao navio. 

Fiquei contente por ver que já há uma Visita Guiada sobre o museu, com o próprio colecionador a explicar algumas peças:

https:www.rtp.pt/play/p14841/e884885/visita-guiada

VISITA GUIADA

Casa Ásia - Coleção Francisco Capelo, Lisboa|Ep. 1427 

 27 out. 2025 | temporada 15


terça-feira, 5 de dezembro de 2023

O Palácio da Cidadela



O Palácio da Cidadela de Cascais

A Cidadela de Cascais é um conjunto de duas fortalezas na margem direita do rio Tejo: o Forte de Nossa Senhora da Luz e a Torre de Santo António. Um dos momentos mais marcantes da vida da Cidadela está relacionado com a decisão da Casa Real de passar a utilizá-la como residência de veraneio, a partir de 1870. Para tal as instalações militares foram adaptadas à nova função de Paço Real.

Cascais passou a fazer parte do triãngulo turístico Lisboa-Sintra-Cascais. A pacata vila piscatória transformou-se para sempre e surgiram palacetes e chalets construídos pela nobreza para acompanhar o rei.


O Chalet Palmela. Aguarela da Rainha D. Maria Pia de 1894




A Praia da Ribeira em 1900











Para o 15º aniversário de D. Carlos, o seu pai, o rei D. Luís, encomendou de França seis candeeiros iguais aos que iluminavam a Praça da Ópera de Paris, inaugurando-se a iluminação elétrica em Portugal (28-9-1878). 

D. Luís morreu em Cascais, em 19 de outubro de 1889


Consternada pela morte do marido, D. Maria Pia nunca mais voltou à Cidadela.. Adquiriu um chalet no Monte Estoril, onde passava a época de verão.
Fotografia do chalet por D. Maria Pia. No jardim com D. Carlos e D. Afonso.
    



Aguarelas de D. Carlos

Com D. Carlos, Cascais ganha ainda maior vida graças às muitas atividades sociais e recreativas em que o rei.promove e participa


 a moda...

D. Maria Pia com o neto Luís Filipe e D. Manuel a brincar na varanda do palácio

Com a implantação da república em 1910, o palácio foi-se degradando. Em 1928, o Presidente Carmona escolheu o Palácio da Cidadela como residência oficial, sem nunca habitar em Belém. Foi assim necessário fazer ali obras de reparação e de mobilá-lo, porque, na altura, estava muito depauperado - o seu recheio tinha sido transferido para outros locais ou desaparecera.


O Presidente Carmona viveu no Paláco da Cidadela 18 anos. A sua secretária "regressou" ao gabinete de trabalho.



Em 1930, a bonita capela barroca, que fora, há muito, desativada enquanto Igreja e servira de arrecadação do destacamento do exército da Cidadela, foi devolvida ao culto por iniciativa da mulher do Presidente da República, Maria do Carmo Carmona. Esta senhora, transmontana, natural de Chaves e filha de taberneiro, detinha personalidade forte e influência junto do marido e não se julgue que se tratava de uma simples beata, pois viveu mais de dez anos em união de facto e quando se casou com Óscar Fragoso Carmona, em 1914, já o casal tinha três filhos. Enquanto foi (como se diz agora) "primeira dama" notabilizou-se pela sua dedicação às causas sociais, sobretudo no apoio às crianças e, diz-se, tinha especial antipatia por Oliveira Salazar.  
     

Maria do Carmo Carmona no Palácio da Cidadela com os netos c. 1930
in Palácio Cidadela Cascais pg 171

Com Américo Tomás, um oficial da armada, o palácio deixou de ser utilizado. Após 1974, manteve-se esquecido, durante anos. Foi em 2011, após demoradas obras de reabilitação que reabriu ao público. Visitei-o nesse ano, gostei muito de admirar os trabalhos em madeira e o chão, mas fiquei dececionada por o ver tão vazio. Nestes últimos anos foi feito um trabalho notável de mobilar e embelezar o palácio com ajuda de privados e museus. Gostei muito da visita guiada, que fizemos no domingo passado. Hoje em dia é o local escolhido pelo PR para receber convidados estrangeiros, pelo que se encontra por vezes encerrado. Juntamente com o Palácio de Belém é residência ofical do Presidente, acolhendo diversas reuniões, audiências e jantares oficiais.








Lareira restaurada do tempo de D. Maria Pia, com as armas de Bragança e Sabóia

Cartões de Lurdes Castro para as Tapeçarias de Portalegre
Gostei da combinação do antigo com o moderno

Sala com uma tapeçaria de Portalegre

Sala árabe. Candeeiro de Murano

Casa de jantar. Nesta mesa de múltipas tábuas já jantaram 50 pessoas

A varanda com uma vista fantástica sobre a bela baía de Cascais (se fecharmos os olhos e nos abstermos de dar atenção a algumas modernices horríveis, que se construíram recentemente).

Foi fechada no tempo de Carmona. Bonito trabalho de ferro de Duarte Pacheco.

O segundo andar é onde ficava alojado D. Carlos e estava o seu gabinete de trabalho e algumas coleções deste rei cientista e artista, que foram transferidas para o Aquário Vasco da Gama. Hoje em dia está totalmente equipado para receber um chefe de estado estrangeiro. E que bonito que está....


Bonito trabalho do armário e lavatório da suite D. Carlos junto a uma casa de banho moderna com todas as comodidades






Alberto I do Mónaco, amigo de D. Carlos,
foi outro dos pioneiros na investigação científica do oceano


O único tapete de arraiolos que vi. Os restantes eram persas

Gostei muito desta visita guiada ao palácio. Depois vi a exposição sobre D. Luís e D. Maria Pia e a praia. As fotografias são das duas visitas e do livro sobre o Palácio, que comprei em 2011.

domingo, 3 de dezembro de 2023

Passeio a Cascais

 





Visita Guiada ao Palácio da Cidadela de Cascais. Só o tinha visitado em 2011, quando foi inaugurado, depois de grandes obras de remodelação.






Fomos petiscar à Pousada mesmo ao lado


Depois visitámos a exposição

MEMÓRIAS DA PRAIA DA CORTE: D. LUÍS E D. MARIA EM CASCAIS










Na Casa Sommer vimos uma exposição sobre o caricaturista Augusto Cid (1941-2019)


Museu Condes de Castro Guimarães


A nossa visita a Cascais terminou com um pequeno passeio a pé até ao farol de Santa Marta e o Palácio O´Neill.

Mas que dia bem passado...E também me recordei, antes de me casar, que a minha sogra gostava de ir passear comigo a Cascais, quando o meu marido esteve no estrangeiro, no verão de 1977.