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domingo, 12 de fevereiro de 2023

Wiener Neustadt

 O edificio onde funciona a CM desde o século XV

Wiener Neustadt fica na região da Baixa Áustria (Niederösterreich), a cerca de 50 km a sul da capital. Assim como Viena é uma cidade estatutária, ou seja possui o seu próprio estatuto autónomo ou lei municipal.
Mosteiro Neukloster

O principal motivo que me levou a Wr. Neustadt foi conhecer o mosteiro, onde foi enterrada Leonor de Portugal, a filha de D. Duarte, que casou com o Imperador Frederico III e se tornou a primeira imperatriz do Sacro Império Romano Germânico da dinastia Habsburgo e consequentemente de quem descende toda a linhagem imperial Habsburgo.




A entrada da igreja é muito simples, contrastando com o seu rico interior.







A entrada para vermos a lápide de Dona Leonor faz-se por uma pequena porta de madeira à direita, atrás do altar principal.
















Na mesma capela encontram-se vitrais originais do tempo de Frederico III

















E num nicho uma escultura do século XII

Sobre uma das portas do mosteiro encontra-se a famosa divisa de Frederico III: AEIOU
(Austria erit in orbe ultima)
(Austriae est imperare orbi universo)
(Austria est imperio optime unita)

Parece que os estudiosos ainda não chegaram a uma conclusão, mas uma vez que a Áustria como país ainda não existia, o seu nome refere-se à Casa de Áustria ou dinastia Habsburgo.


Este belo altar conhecido como altar de Wiener Neustadt, uma oferta de Frederico III ao mosteiro que fundou, está desde 1885 em Viena, na Catedral de S. Estevão, onde o imperador foi enterrado. Foi restaurado em 1985 e demorou 20 anos.
 (está na capela do fundo, à esquerda)

Depois da visita a Neukloster, onde estacionámos o carro, percorremos um pouco a cidade a pé. 


A antiga residência do Imperador Frederico IIIl tornou-se a Academia Militar Maria Teresa no século XVIII




A torre da água









A Catedral.

A construção começou em 1192











Wiener Neustadt foi muito destruida durante os bombardeamentos da II Guerra Mundial

 Praça Principal

Foi um bonito passeio para ficarmos a conhecer um pouco mais da Áustria e reminiscências portuguesas.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

O Mosteiro de Melk

 

Lembram-se de Adson de Melk do romance O Nome da Rosa ?

Uma homenagem de Umberto Eco ao Mosteiro de Melk, fundado no século XI por monges Beneditinos.

No século XV, Melk esteve no centro da Reforma Monástica e de estudos aprofundados em cooperação com a Universidade de Viena, tornando a Abadia num centro cultural e intelectual de grande importância. Nesse contexto a sua biblioteca, com um rico espólio que contém cerca de 1800 manuscritos - o mais antigo o de Bede do século IX - assumiu também especial relevância.



O mosteiro é um enorme complexo, no cimo de uma encosta junto ao Danúbio. Fica a cerca de uma hora de carro de Viena e são muitas as excursões vindas da capital em autocarros. Nota-se logo à chegada as suas infraestruturas preparadas para receber os visitantes com um enorme parque de estacionamento, que dá acesso aos jardins através de uma bonita escadaria ou elevador. A loja é também impressionante com  livros e guias em diversas linguas (mas não em português), música e vinho (o mosteiro faz parte da Paisagem Cultural de Wachau, Património Mundial  conhecida pelos apreciadores de vinhos de qualidade).

Enviei um email a perguntar se seria possível agendar uma visita guiada em inglês e enviaram-me logo a resposta, que o melhor seria fazer logo a reserva. Quando cheguei havia 8 pessoas para a visita em inglês e outras tantas para a de espanhol.

Uma das primeiras coisas que o guia informou é que não eram permitidas fotografias no interior. Referi que na véspera tinha visitado o Mosteiro de S. Floriano e fora permitido fotografar sem flash. Disse-me que os mosteiros são dirigidos por entidades independentes e ali essa era a regra. Por isso só tenho fotografias do exterior.

O plano deste mosteiro, remodelado no século XVIII, é em tudo parecido com o que visitara na véspera. A entrada é pela escadaria imperial, que dá acesso a um longo corredor com objetos de arte, a visita ao salão de mármore, da mesma dimensão do anterior que fotografei em S. Floriano. (O de Melk tem uma enorme grade no chão por onde saía o calor).

Salão de mármore (foto da net)

O destaque da visita é a biblioteca e a bela igreja (fotos da net)


Quando visitámos a biblioteca não estava bem iluminada.


A igreja é belíssima. 








sábado, 28 de janeiro de 2023

O Mosteiro de São Floriano na Áustria


Na preparação do passeio, deste fim de semana, encontrei referência a este mosteiro no caminho programado. Só o facto de ter visto a sua fantástica biblioteca foi o suficiente para considerar que a viagem valeu a pena, embora tenha sido a primeira paragem.

Escrevi na véspera um email para aquela abadia a perguntar se seria possível fazer uma visita, mas a resposta só chegou, quando ia a caminho. Disseram-me, já no local, que nesta altura do ano não há visitas guiadas a um pedido feito com tão pouca antecedência, mas que podia visitar a Basílica e um pátio interior. A minha cara deve ter mostrado o meu grande desapontamento e, ao regressar da cafetaria para comprar um livro, a senhora responsável disse-me que tinha boas notícias. Uma jovem podia acompanhar-nos na visita, mas não era guia, pelo que para sabermos alguns pormenores teríamos de alugar um audio-guia. Assim o fizemos para uma visita clássica ao mosteiro, da qual destaco a biblioteca barroca, o orgão de Bruckner na Basílica e o salão de mármore.

Lembrei-me, entretanto, do grande livro da Taschen com bonitas fotografias das mais belas bibliotecas do mundo, que tinha oferecido ao meu marido, quando foi editado em 2018; e realmente lá aparecem duas bibliotecas de mosteiros austríacos, que não visitei: a do Mosteiro de Admont, a maior biblioteca do mundo de uma abadia e a do de Kremsmünster, também na Áustria. Talvez a de  São Floriano não seja tão espetacular como estas duas últimas e por isso não figura naquele enorme e bonito volume. Todavia, fiquei muito impressionada, quer pela sua concepção,  beleza da sua sala principal de leitura e o grande espólio. Extraordinária realidade austríaca dispor destes grandes mosteiros com enormes e belas bibliotecas. Primeira conclusão óbvia: ao prepararem-se visitas, descobrem-se, às vezes, verdadeiras preciosidades.    


As bibliotecas de Admont e Kremsmünster (fotos da net)

No livro,  também são destacadas duas bibliotecas em Portugal:

A do convento de Mafra e a Joanina da Universidade de Coimbra (fotos da net)


O mosteiro fica na localidade de Sankt Florian, a caminho de Linz.

O Mosteiro batizado em homenagem a São Floriano, foi fundado  em 1071 por monges agostinianos. No século XVIII, foi reconstruído e é precisamente a sua arquitetura barroca que o torna tão especial.




A sala de mármore


O orgão de Bruckner, que foi  menino do coro e mais tarde organista na abadia

E deixámos Sankt Florian ao som do coro que já comemorou os seus 950 anos. Começou a nevar...tudo tão pacífico e bonito...