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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

A vila de Trevões







Trevões é uma freguesia do Concelho de S. João da Pesqueira, distrito de Viseu, integrando-se na Região Demarcada do Douro.









A origem do topónimo tem levantado alguma controvérsia.
Alguns sugerem que o nome original seria Trovões, devido às frequentes trovoadas, que se registam na região. Mais tarde, pelo facto de crescer grande quantidade de trevo na zona, foi alterado para Trevões, segundo consta. Outra tradição sugere ainda a existência no antigo pelourinho da vila, hoje desaparecido, da representação de um escudo com cinco folhas de trevo, que pertencia a um fidalgo da freguesia, de nome Travassos, daí provindo o topónimo. Outros ainda defendem que Trevões é a evolução fonética de Trevules, aparecendo pela primeira vez no ano de 960, referido no testamento de uma Dona Fâmula.

Solar dos Caiados

A vila de Trevões constituía um importante centro social e económico entre o Douro e a Beira. Os séculos XVII e XVII foram de apogeu.  A nobreza local tentou enaltecer a sua linhagem construindo um conjunto de casas nobres e capelas que demonstravam o gosto e o poder dos seus senhores. 
Paço Episcopal



Os Bispos de Lamego deixaram também uma forte marca na vila ao construírem um sumptuoso paço.
Após a nacionalização dos bens da igreja no século XIX, a casa, juntamente com a quinta, foi vendida. O atual proprietário não a tem estimado. Uma pena, numa vila que está a recuperar tantas das suas casas.









Foi em Trevões que fiquei instalada na minha visita recente ao Douro. 




A vila de Trevões tem uma bela Igreja Matriz, um pequeno museu de Arte Sacra e outro etnográfico.
É uma vila tesouro. 

Sabia que esta belíssima Custódia do século XVII de Trevões está emprestada, desde 1883, ao Museu Nacional de Arte Antiga, onde está exposta?


A talha dourada do século XVIII escondeu os frescos originais do século XVI da Igreja Matriz de Trevões.




Santa Marinha, a padroeira de Trevões








Se juntarmos à sua localização, a tradição histórica, o excelente vinho e a simpatia das pessoas ficamos na presença de uma terra que vale muito a pena visitar e desfrutar. 



quinta-feira, 28 de setembro de 2017

São João da Pesqueira



São João da Pesqueira é considerada a vila mais antiga de Portugal, com foral anterior à criação  da nacionalidade portuguesa. 






Situa-se no Coração do Douro Vinhateiro, a primeira região demarcada e regulamentada de produção de vinho do mundo. Foi criada pelo Marquês de Pombal em 1756, onde nasceu o famoso vinho do Porto.



A construção da paisagem vinhateira reflete as condições geológicas da região, marcadas pelo relevo acentuado e pelos solos de xisto de diferentes durezas e colorações, cuja estrutura é essencial para a qualidade do vinho.





Em 2001 a UNESCO classificou a paisagem do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial, estando no Concelho da Pesqueira 20% da área classificada.



É aqui que está localizado o Museu do Vinho. Gostei muito de o visitar não só pelas informações, mas também pelo ambiente agradável com excelente disposição de placards interactivos e moderna arquitectura do edifício.


O Palácio do Cidrô pertencia ao Marquês de Soveral, importante personagem da região. Foi Embaixador de Portugal em Londres e amigo pessoal do rei Eduardo VII. A Real Companhia Velha comprou a propriedade em 1972.






S. João da Pesqueira tem um magnífico miradouro acima da barragem da Valeira, chamado São Salvador do Mundo.




Casa dos Távora

Foi mandada edificar por D. Maria I e ostenta o brasão real. Possui a data 1794 na frontaria do edifício. Hoje em dia é um museu.




Capela da Misericórdia.

A capela foi privada dos Távora e enquadra-se no prolongamento da residência daquela família.









Na mesma praça encontramos a Torre do Relógio e a arcada do século XVIII, que serviu de mercado.



Nas traseiras da "Praça da República" há um conjunto de casas de xisto, onde outrora residia a comunidade judaica e atualmente chama-se Rua dos Gatos.








Casa do Cabo

Este palacete pertencia à família Sande e Castro, detentora de diversas quintas no Douro. 



Com a chegada da praga da filoxera, no último quartel do século XIX, foi abandonada. Muitas peças no seu interior foram roubadas. Chegou a funcionar como tribunal, mas hoje em dia pertence à Câmara Municipal.



Gostaria de ter entrado na Câmara Municipal. No átrio da entrada encontra-se um painel de azulejos alusivos à etnografia da vinha e do vinho, que não cheguei a ver. Fica para a próxima visita...


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Sernancelhe


O pelourinho de Sernancelhe é semelhante ao de Penedono. Foi erguido em 1554, quarenta anos após a povoação ter recebido de D. Manuel I o seu segundo foral.















Do castelo, fundado possivelmente no período islâmico, praticamente nada subsiste. Foi desmantelado, tendo a sua pedraria sido utilizada na construção de casas.


O Solar dos Carvalhos, do século XVIII, foi mandado construir pelo tio do Marquês de Pombal, Paulo de Carvalho, no mesmo local onde se encontrava a anterior casa de família. É uma propriedade privada e não se pode visitar.



A capela da casa encontra-se ao centro, unindo duas fachadas assimétricas.















A Igreja Matriz ( São João Baptista) é do século XII.




Mantém muito do seu carácter românico, apesar de ter sofrido algumas alterações no século XVII, como  se pode observar pela data 1636 gravada na fachada principal.






Ladeando o portal encontram-se dois nichos, cada um com três pequenas esculturas  em granito representando São Pedro, São Paulo e os quatro evangelistas.




















Mantém ainda dois belos frescos.


A Casa da Comenda da Ordem de Malta é caracterizada pelas linhas rectas. A construção remonta ao século XVII, como indica a data 1611, presente no brasão do alçado principal, aliás o único elemento de maior decoração.







Bonito edifício (auditório municipal).

Pena o turismo abrir tão tarde aos domingos (14h)







Gostei muito de visitar Sernancelhe (dia 17 de setembro). Merecia uma estátua de Aquilino Ribeiro, natural deste concelho. Só a encontrei em Viseu, distrito onde se integra Sernancelhe.




segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Matar saudades de Sintra

Hoje fui passear até Sintra. Estava um dia quente de céu azul. Perfeito, não fosse uns estrangeiros  sentados ao meu lado, no meu café favorito, terem pedido coca-cola com brigadeiros... Inacreditável. EM SINTRA...

Mas, Sintra surpreende-me sempre com o seu encanto...

















































"Conversa de Surdos" de Sandra Borges