Nossa Senhora das Dores de Pedro Alexandrino
Azulejos do Hospital Real de Todos os Santos ( séc XV a XVIII)
Remate arquitetónico em forma de coroa proveniente do Hospital Real de Todos os Santos (séc XV)
Nossa Senhora das Dores de Pedro Alexandrino
Azulejos do Hospital Real de Todos os Santos ( séc XV a XVIII)
A última paragem desta nossa visita ao norte foi em Viseu para rever o Museu Nacional Grão-Vasco e comprar o catálogo, pois este é dos poucos museus do qual não possuímos uma obra geral de referência, pois esteve sempre "esgotado" e desta vez não foi diferente...
O Museu está instalado no Paço Episcopal dos Três Escalões, junto à Sé, num edifício construído em 1593, que teve diversas remodelações e funções ao longo dos séculos. Em 1916, nasceu o Museu Grão-Vasco, onde estão os célebres painéis quinhentistas de Vasco Fernandes, O Grão-Vasco.
Chegámos à hora de almoço e o museu ainda estava fechado, por isso demos uma volta a pé pelos seus arredores.
Nadir Afonso (1920-2013) nasceu em Chaves. Ingressou no curso de Arquitetura da Escola de Belas Artes do Porto em 1938. Oito anos mais tarde partiu para Paris, onde estudou Pintura e trabalhou no atelier do mais influente arquiteto francês do seu tempo: Le Corbusier. Conheceu Fernand Léger e contactou com nomes importantes da vanguarda artística parisiense. Depois de uma fase figurativa e surrealista passou depois a exprimir-se através de obras geométricas, tornando-as na sua identidade. No Brasil, colaborou com o arquiteto Oscar Niemeyer na elaboração do projeto do IV Centenário da cidade de S. Paulo. Em 1954 regressou a Paris e retomou o contacto com artistas da arte cinética. Em 1965, Nadir Afonso abandonou definitivamente a arquitetura para se ocupar da pintura.
Publicou diversas obras sobre o seu pensamento estético. Nadir Afonso está representado em vários museus portugueses e estrangeiros,
Em 2013, é inaugurado o Centro de Artes de Nadir Afonso em Boticas. Morreu em Cascais no mesmo ano.
Em 2016, é inaugurado o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso em Chaves.
Em 2020, para assinalar o centenário do seu nascimento são promovidas diversas exposições.
Na preparação da nossa visita a Chaves e Boticas estive a ver algumas entrevistas. A sua mulher, Dra Laura Afonso e presidente da Fundação Nadir Afonso diz que a ideia que temos de um pintor usando muita tinta e diversos pincéis não se coaduna com Nadir Afonso. Era um homem frugal com poucos objetos pessoais, utilizando apenas cinco ou seis pincéis, mas de excelente qualidade e o mesmo número de tinta para pintar os seus quadros. Daí que para a entrevista tivesse levado apenas a inseparável boina branca do marido...