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sexta-feira, 11 de julho de 2025

Em Sesimbra



Quando vivia em Caracas convidaram-me para ir a uma festa de despedida de uma espanhola, que tinha casa em Portugal e passava cá muito tempo. Gostei de conhecê-la e tive pena de não a ter conhecido antes. Contou-me que veio um ano ao nosso país passar férias e encantaram-se com Sesimbra. Resolveram comprar casa lá e todos os anos ali vinham de férias e, várias vezes,  com a família toda: filhos e netos. Na altura da despedida disse-me que o  marido ia reformar-se e tencionava passar cá ainda mais tempo. 

Na altura recordei umas férias de verão que lá passei em 1985, portanto, há 40 anos, quando o meu filho tinha 16 meses, quase a idade do meu neto mais pequeno. 

Depois disso, já há algum tempo,  tentei ir almoçar a Sesimbra, achei tudo muito diferente e como não consegui arranjar estacionamento fui-me embora almoçar noutro sitio. 


Hoje regressei com o meu marido e neto mais novo.

Pelo caminho para Sesimbra recordámos a viagem há 40 anos, esperando que nada parecido se passasse, pois  no trajeto a partir de Lisboa tivemos então dois furos nos pneus, algo que nunca nos acontecera e, felizmente, nunca mais aconteceu. O primeiro foi em Alcântara e o segundo, com o pneu suplente, antes da descida para Sesimbra. Como não havia telemóveis, fiquei no carro com o meu filho e o meu marido foi de boleia a Sesimbra, para virem de uma garagem solucionar o problema. Hoje em dia seria mais fácil. Ligava à ACP, que resolveria a avaria em menos de meia hora. 

A praia tem uma certa inclinação e não é fácil brincar à bola, que vai sempre parar ao mar.

A casa alugada ficava perto da praia e podíamos ir à praia a pé. Era minúscula com uma pequena sala e cozinha em baixo e dois quartos de dormir em cima. Alugámos a uma amiga de uma prima, que nos demonstrou ser muito bom preço. Pagámos por um mês (agosto) 50 contos. Achei caríssimo. Era muito mais do que eu ganhava por mês. Em euros correspondem a 250, nem para um quarto chegava atualmente, mas sei que a "correspondência financeira" em quatro décadas não funcionaria dessa forma. Fica a curiosidade para recordar.

Hoje em dia,  há muito mais construções por cima da praia, entre as falésias e o areal. 

No ano anterior, quando o meu filho era muito bébé estivemos em Pedras D El Rei no Algarve, mas achámos muito longe (não havia as autoestradas de hoje em dia).

Nas primeiras semanas o meu marido estava de férias, mas depois teve de regressar ao trabalho e só vinha ao fim da tarde, de boleia com um colega que tinha lá casa. Acho um mês de férias fora de casa demasiado tempo. Depois de umas férias em Montegordo, em casa alugada a uma escritora portuguesa, que tinha baratas e outra em Kusadasi, quando já vivíamos na Turquia e sofremos um calor horrível, nunca mais aluguei casas. Férias, férias verdadeiras são em hotel sem ter de fazer nada e duas semanas é o suficiente. Na Turquia tive a companhia da minha mãe - o meu marido só ia ao fim de semana, mas em Sesimbra a minha mãe tinha ido ao Canadá visitar uma amiga e eu passava imenso tempo sem ter um adulto para conversar.

Um dia comprei uma faneca para o almoço do meu filho. Tinha tantas espinhas, que ele, que adorava peixe, deixou de gostar. Hoje em dia, deixei de ver esse nome nas peixarias... mas também não compraria...

Vi o restaurante, onde fomos almoçar com a minha irmã e cunhado, quando ela fez 40 anos. Almoçámos marisco e peixe muito bom, sem espinhas.



O meu filho e eu em Sesimbra em 1985





Gostávamos de ir ao porto de abrigo ver a chegada dos barcos com peixe.


Hoje em dia, já não é permitido, disse-me um guarda, porque é privado e nem aos peixes e às gaivotas se podem tirar fotografias...


À chegada uns simpáticos pescadores deixaram-me tirar umas fotos...tinham acabado de regressar da faina, há cerca de duas horas. De facto, os peixes pareciam fresquíssímos.




Deixámos o carro num estacionamento perto do porto de abrigo e seguimos a pé, ao longo da marginal sesimbrense, até ao fim da praia, onde costumávamos ficar.


A água estava com uma boa temperatura e o tempo embora forrado estava agradável para passear, sem calor excessivo. E o meu neto divertiu-se e, depois, fez uma grande sesta.

Vi um hotel simpático. Quem sabe, talvez um dia destes regresse...


terça-feira, 8 de julho de 2025

Na Costa da Caparica

Vi há pouco tempo umas fotografias da minha filha na Costa da Caparica, em 1989, e decidi levar lá o meu neto, até porque nem sequer nos lembrávamos quando lá tínhamos estado pela última vez. Se tínhamos tempo, costumávamos levar os filhos a passear no paredão da Costa, erguido muito antes dos da linha de Cascais.

Em janeiro 1989

hoje, 8 julho

Como saímos cedo não apanhámos trânsito, nem calor abafado e, pouco antes do meio-dia, já o meu neto estava a almoçar em casa. Manhã bem passada.


sábado, 26 de abril de 2025

Parabéns, B!

Muitos Parabéns, filho!

Em 1998, quando nós tinhamos a idade do nosso filho

                    A avó Teresa fez 80 anos




A Avó Hortense tinha 68 anos


Fomos a Nova Iorque:

Wall St, United Nations

Twin Towers, Central Park

                      E a Washington:

White House

Houve um grande almoço no Colégio S. João de Brito, para celebrar 25 anos do fim do ensino secundário do meu marido. Também houve na Madeira, onde terminei o Liceu, mas não fui. (o ano passado foi o primeiro encontro, para festejar 50 anos, em que participei )

No Colégio...



Andámos a passear por Coimbra e Porto.

Engraçado, como é tão visível os 3 não gostarem de tirar fotos...




E claro, a EXPO 98, que mudou para sempre a área oriental de Lisboa


Eu, no pavilhão do Japão






Como a primeira viagem que fizemos sózinhos em 1997, a Nova Iorque, para celebrarmos 15 anos de casados correu bem, resolvemos deixar os filhos novamente com a minha mãe  e fizemos uma viagem inesquecível a Paris e a Estrasburgo.
E mais anos virão para viver e recordar.

Hoje:

Plantámos um abacateiro, oferta dos tios. Macieira em flor


Foi um feriado e um dia de aniversário com sol, muito bem passados. Estas idas ao campo fazem-nos bem.