A minha Lista de blogues

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

O Santuário em Highgrove

 



Ofereceram-me no Natal este livro publicado no ano passado. Tive de chegar ao final para achar interessante o penúltimo capítulo: Sacred Place. Trata-se de uma pequena capela escondida nos terrenos de Highgrove, que foi desenhada pelo arquiteto Charles Morris a pedido do Príncipe Carlos para celebrar o Milénio. Diz o mordomo e autor do livro que o referido arquiteto foi escolhido, porque o Príncipe reparou que calçava sapatos com solas remendadas, valorizando algo bem feito, que devia ser  preservado...





O Santuário (fotos da net)

Fiel à a sua paixão pela sustentabilidade, a Capela foi construída com pedras e madeira locais e tijolos feitos com argila de Highgrove e palha de cevada cortada. O telhado é do estilo das aldeias de Cotswold. Não tem eletricidade e a luz vem de pequenas janelas com vitrais representando flores e folhas de Highgrove dedicadas ao poeta laureado Ted Hughes. A luz adicional vem do uso de velas. Foi o Príncipe que descreveu o Santuário como o seu local sagrado, onde ninguém pode perturbar os seus momentos de reflexão, paz, tranquilidade e ao qual poucas pessoas têm acesso.

Highgrove House (foto da net)

Highgrove House é uma mansão rural em estilo georgiano e a residência familiar do Rei Carlos III e da Rainha Camila.Os jardins estavam abandonados, quando a casa foi comprada em 1980, pelo ducado da Cornualha, cujo titular era então o próprio Príncipe Carlos, atualmente Rei Carlos III. As modernas técnicas de jardinagem orgânica permitiram que os jardins, desenhados pelo Príncipe Carlos e ajudado por jardineiros conceituados, servissem também como habitat sustentável para pássaros e animais selvagens. Podem ser visitados de abril a outubro.




Para comemorar a morte de Tigga em 2002, o Príncipe convidou a artista Emma Stothard para fazer uma escultura em vime.








Antes de ler o livro, que nos dá uma ideia das várias casas onde a família real britânica passa férias, julgava que conhecia já a maior parte: Buckingham, quando visitei uma exposição com uma coleção do vestuário que a Rainha Isabel II utilizou em cerimónias oficiais; Windsor, o castelo habitado há mais tempo na Europa; Balmoral na Escócia, propriedade pessoal da família real e não da Coroa; o castelo de Glamis também em terras escocesas, onde nasceu a rainha-mãe; e ainda Kensington. No entanto, há muito mais para conhecer. Todos eles têm em comum os jardins ingleses, que eu adoro e prefiro aos franceses, demasiado elaborados para o meu gosto...



Uma curiosidade, que não vem no livro: a Rainha também tem a sua propriedade privada, que adquiriu antes do casamento. Chama-se Ray Mill, fica a 15 m de Highgrove e tem também belos jardins...


Todos nós precisamos do nosso refúgio algures...


 
Na Escócia em 2016

Os jardins de Highgrove, na net, fizeram-me recordar uma viagem que fiz em 2016 por castelos da Escócia... Belos jardins...


Recordei também o nosso passeio a Viscri, na Roménia, onde o Príncipe Carlos comprou uma pequena propriedade em 1998, sede da sua fundação, a qual pode ser alugada e nós ficámos lá instalados.




Também na Roménia,  The Transylvania Florilegium, um projeto da autoria do Príncipe de Gales, o qual inclui aguarelas originais e é o resultado de um estudo de seis anos entre biólogos e artistas botânicos de todo o mundo sobre a botânica da Transilvânia.

Sem comentários:

Enviar um comentário