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segunda-feira, 25 de maio de 2026

Dia da Massagista

 


Fiquei fã de massagens na Turquia. Para relaxar e sentir uma pele limpa não há nada como um hammam: um banho turco, húmido (sem a secura da sauna, que me deixa sem ar). Seguia-se a  esfoliação, que retira toda a pele morta, num ambiente de mármore aquecido e toalhas de linho. Terminava com um banho na piscina interior, descansar e tomar um sumo natural ou ayran e, por último, uma massagem dos pés à cabeça.

Como gostava tanto destas massagens, arranjaram-me uma massagista que vinha a casa. Já não era nova, mas tinha muita genica. Estava habituada a dar as massagens na mesa da casa de jantar. Arranjei uns degraus para subir com facilidade. A minha mãe, quando me visitou, experimentou e falava sempre dessa experiência. O problema é que a massagista com o tempo foi ganhando confiança, já pedia um café à empregada, sem me dizer nada e, um dia tirou uma toalha de banho bordada, que pertencera à minha avó, dizendo que queria levar para casa para a tentar copiar. Aí não tive outro remédio: despedi-a.

Quando estive em Budapeste de visita ao meu filho, que fora convidado para dar aulas numa universidade, falou-me dos banhos turcos, que lá são famosos. Fui a um, mas não gostei. Muita gente, sem o recato e a tranquilidade de Ancara.

Em Bucareste tive mais de um ano uma massagista excelente, que vinha a casa duas vezes por semana bem cedo, pois tinha os horários mais convenientes ocupados. Acordava, tomava um sumo e ela dava a massagem numa cama de solteiro, com dois colchões, para ficar mais alta. Ainda era melhor do que a turca e tinha uma vantagem: falava pouco- eu não falava romeno e ela só dizia bom dia em inglês. Algumas vezes  adormeci na massagem. 

Em Portugal, ainda tenho de encontrar um sitio que goste realmente, mas ultimamente não tenho procurado. Quando a minha filha teve a minha neta mais velha arranjou um casal que fazia a recuperação do parto e eu, que tinha vindo a Portugal fazer-lhe companhia, fiz umas sessões com o PT e gostei, porém quando abri a porta à massagista fiquei chocada. Era muito pequena e magrinha e carregava uma cama (dobrada), onde dava as massagens. A minha desconfiança confirmou-se: tinha mãos tão pequeninas e sem energia, que parecia só esfregar creme. Entretanto, regressei ao estrangeiro e acabou-se o "tratamento".

Parece-me bem haver o dia da massagista, pois as massagens podem fazer toda a diferença, dando melhor qualidade de vida a quem, por exemplo, sofre de dores nas costas como eu.

 

Uma experiência exótica na Venezuela: massagem com chocolate seguida de duche ao ar livre, perto de Chuao, onde se produz o melhor chocolate do mundo. Em Choroni Paradise

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