D. Amélia de Orléans e de Bragança (1865-1951)
Fotografia no Museu dos Coches, fundado pela Rainha
Trinta e cinco anos após a sua partida para o exilio (1910), a Rainha D. Amélia regressou a Portugal. Foi no mesmo mês que chegara, em 1886, para casar com D. Carlos. Em 18 de maio de 1945 chegou a Lisboa e instalou-se no hotel Avis com a sua comitiva. Tinha 79 anos.
Nas seis semanas que aqui permaneceu teve oportunidade de recordar o seu passado, visitando os locais onde viveu e as obras de assistência que fundara.
Na despedida deixou 500 contos, que foram depositados no Banco de Portugal, para que o chefe do governo os usasse como achasse que seria conveniente ao país.
Aguarela sobre papel Palácio da Pena in Rainha D. Amélia Pintora e Mecenas do Património Histórico de José Alberto Ribeiro. Caleidoscópio 2025
Regressou a França, ao Palácio de Bellevue, junto a Versalhes, onde viveu, desde 1922, até à sua morte em 1951. A casa foi deixada por testamento ao governo francês.
Em Portugal, todos os seus bens foram legados ao primogénito dos duques de Bragança, D. Duarte Pio, seu afilhado.
Acabei de ler a biografia de D. Amélia de José Alberto Ribeiro, baseada em todos os seus diários, que são propriedade da Casa de Orléans e estão depositados nos Arquivos Nacionais de França. Muito interessante.!
Aquarela de girassóis da Rainha D. Amélia pertencente à Fundação Medeiros e Almeida.

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