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quarta-feira, 13 de maio de 2026

O tempo de D. João VI



D. João VI e D. Carlota Joaquina, jovens
no Palácio de Queluz

Por ocasião do bicentenário da morte de D. João VI (1767–1826), o Palácio Nacional da Ajuda organizou um colóquio em 13 de maio, dia do nascimento do monarca, na Sala D. João VI.





O programa começava às 10h e terminava às 17h. Não consegui assistir depois do almoço. As cadeiras não eram confortáveis, sobretudo para quem, como eu, estava a sofrer ainda de dores nas costas, após uma grande queda na semana passada.


O colóquio começou com o Professor Miguel Figueira de Faria, que falou do escultor neoclássico João José de Aguiar (1768-1842) .






Referiu que estamos a assistir a um ressurgimento de exposições internacionais sobre o neoclassicismo, como a recente sobre Mengs, no Prado, que tive o prazer de visitar em janeiro.       (autorretrato)




Segundo aquele historiador, João José de Aguiar foi ofuscado por Machado de Castro e não encontrou, verdadeiramente, boas condições para desenvolver a sua arte. Em Roma, onde foi bolseiro, participou no círculo de Antonio Canova e participou na execução do monumento a D. Maria I, hoje em dia no Largo do Palácio de Queluz. 


É da sua autoria um conjunto de nove esculturas alegóricas, que decoram o vestíbulo principal do Palácio da Ajuda


A Perseverança no Palácio da Ajuda


A Professora Sofia Braga apresentou os projetos decorativos dos Palácios de D. João VI e também como foram afetados pelas complexas vicissitudes, que marcaram  a Regência e o Reinado daquele Monarca, em consequência das invasões francesas. O meu marido encontrou um livro, de que é autora, sobre Cyrillo Volkmar Machado (1748-1823), uma personalidade ímpar no mundo das artes do século XVIII português. Além de pintor, teórico e historiador de arte, o seu caráter empreendedor levou-o a instituir em Lisboa a primeira Academia de Desenho. Estamos a pensar encomendá-lo.






Depois de sair do colóquio fomos a Queluz, porque não me recordava do monumento a D. Maria I e como estou a ler sobre a Rainha D. Amélia, encontrei um belíssimo livro sobre a sua faceta artística, pelo mesmo autor da sua biografia e comprámo-lo.





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