Chegámos a Graz, capital da Estíria (no sul da Áustria), no dia 4 de julho pelas 20 horas. Fomos ao hotel deixar a mala e começámos logo a passear pela cidade. Fiquei muito bem impressionada com a beleza de alguns edificios na zona histórica, que é Património da Humanidade da Unesco. O sistema de transporte por elétrico também me agradou muito. É possível comprar os bilhetes numa máquina, no interior das carruagens e para nós um bilhete válido por uma hora custava 1,90 euros.
Na Herrengasse encontra-se o edifício renascentista LandHaus, construído em 1565, considerado o melhor exemplar daquele estilo na Áustria. Hoje em dia é sede do governo regional.
Na mesma avenida e nas ruas mais estreitas perpendiculares encontram-se outros bonitos edificios, em diferentes estilos como da Renascença, Barroco, Neo-Clássico e Arte Nova.
A Câmara Municipal de Graz fica na Praça Principal (Hauptplatz)
Hora bem certa...apesar dos ponteiros estarem ao contrário
Jantámos perto da colina Schlossberg, onde se encontra a torre do relógio, um dos mais icónicos monumentos da cidade e também dos mais antigos. Subimos no elevador, ainda a funcionar e admirámos a cidade de cima, notando alguns pontos que visitaríamos no dia seguinte.
O edificio preto é o Museu de Arte Contemporânea.
Descemos também de elevador quando a colina já estava iluminada.
Começámos o passeio pela cidade no dia seguinte com uma visita à ópera. Teria gostado de ver Dirty Dancing
Quem mandou construir a catedral (Dom) foi o Imperador Frederico III, casado com D. Leonor de Portugal, daí o escudo e armas de Portugal na fachada, por cima da porta.
O Mausoléu do Imperador Fernando II fica junto à catedral
O castelo (Burg) foi também mandado construir pelo Imperador Frederico III, mas como é um edificio governamental não está aberto ao público. Podemos, no entanto, visitar os pátios e as excêntricas escadas duplas em espiral, uma preciosidade de trabalho em pedra do século XV. Todavia, não se conhece o nome do mestre pedreiro ou arquiteto que as construiu ou planeou.
E na descida do castelo continuámos a apreciar os bonitos edificios.
Também encontrámos alguns modernos, perto dos antigos
A LueggHaus foi talvez a que mais me fascinou. É a sede da conhecida marca austriaca Swarovski.
Para terminar a visita a Graz apanhámos o elétrico e fomos visitar outro local Património da Humanidade: o Palácio Eggenberg (tal como na Escócia chamam a tudo castelo- Schloss Eggenberg). Não são permitidas fotografias nos 24 salões de estado, mas no seu museu de arte encontrei alguns grandes mestres como Cranach, Brueghel e Jan Steen...
Nitra é uma das cidades mais antigas da Eslováquia.
A estátua de bronze do príncipe Pribina de Tibor Bártfay, um escultor natural desta cidade, é de 1989.
Pribina governou o principado de Nitra e mandou construir a primeira igreja cristã no território da Eslováquia, a qual foi consagrada em 828.
Atualmente Nitra é a quarta maior cidade da Eslováquia e compreende a Cidade Alta e Baixa e o castelo, o qual é composto pelo Palácio Episcopal, as fortificações e a Catedral de S. Emeram.
Neste palácio é onde ficava a porta da cidade na Idade Média
O Seminário foi construído no século XVIII. Aqui está a biblioteca diocesana, que inclui cerca de 66000 livros raros, dos quais 78 são primeiras edições dos anos 1473 a 1500.
Estátua de Atlas no palácio Kluch, conhecido como "Corgoň", o qual segundo a lenda salvou a cidade Alta do ataque dos Turcos atirando-lhes enormes pedras quentes com as suas fortes mãos.
As fortificações na subida para a catedral
Estátua dos santos Cirilo e Metódio do século IX, chamados os apóstolos dos eslavos. Tiveram um valor cultural incontestável traduzindo a Bíblia.
A Coluna de Maria para recordar os mortos pela epidemia de peste no século XVIII.
Quando entrámos na catedral estavam a tocar orgão.
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No passado, a fachada ocidental da Catedral de S. Martinho fazia parte da fortificação da cidade (gravura de c. 1735 in Bratislava de Martin Sloboda).
Da fortificação original da cidade do século XV apenas uma parte foi mantida. As restantes e três dos quatro portões da cidade foram demolidos, no século XVIII.
A Catedral está situada no centro histórico, abaixo do Castelo de Bratislava. É a maior e uma das mais antigas igrejas da Eslováquia.
No século XII, a Igreja do castelo foi transferida para uma localização próxima da atual Catedral, construída em estilo romanesco. Quando se tornou insuficiente, em consequência do crescimento demográfico, começou a ser erguida, em 1311, no mesmo local uma catedral em estilo gótico com um cemitério contíguo. A construção continuou até 1452, devido a dificuldades económicas e sociais (guerras) e só nesse ano foi consagrada, embora os trabalhos tenham ainda continuado.
Coroação da Imperatriz Maria Luísa de Áustria-Este, casada com o Imperador Francisco I da Áustria (1808)
No século XVIII, dá-se uma renovação barroca do coro, da nave e dos corredores com o enriquecimento artístico da Catedral. Rafael Donner, um famoso escultor da corte austríaca, desenhou o novo altar-mor com uma estátua equestre de S. Martinho e o Mendigo, a qual viria posteriarmente a ser retirada do altar e colocada num canto da nave, onde se encontra hoje em dia.
A Igreja adquiriu o aspeto atual no século XIX, depois de ter sido restaurada por causa de incêndios, tremores de terra e outros desastres.
Tem a forma tradicional de cruz.
O novo orgão da Catedral. Espero ter oportunidade de ouvir ao vivo.
A Catedral de São Martinho em Bratislava é conhecida por ter sido a Igreja de coroação do Reino da Hungria,. entre 1563 e 1830, quando o Império Otomano conquistou a cidade de Székesfehérvár (50km a sueste de Budapeste), a antiga cidade de coroação dos reis húngaros. Todos os monarcas ali coroados eram da família Habsburgo, dezanove no total, incluindo a Imperatriz Maria Teresa (em 25 de junho de 1741).
Pequenas coroas de bronze na calçada no centro histórico de Bratislava são testemunho do percurso da procissão de inauguração.
Para marcar o seu passado como Igreja de Coroação, na ponta da torre da Catedral, que se ergue a 85 metros e faz parte da linha do horizonte da cidade, foi colocada, na restauração de 1847, uma réplica da coroa de S. Estevão sobre uma almofada com 8 quilos em ouro (restaurada em 2010).
A Coroa de Santo Estêvão ou a Santa Coroa da Hungria, foi a utilizada nas coroações do Reino da Hungria, desde o século XII.
Desde o ano 2000, a Coroa encontra-se exposta numa das belas salas do Parlamento em Budapeste.
O Parlamento de Budapeste fotografado em 2015
A Basílica de Santo Estêvão em Budapeste foi consagrada em 1905 e tem como padroeiro o Santo, que foi o primeiro Rei da Hungria: Estevão I da Hungria, (c. 975 - 1038). É a maior igreja da Hungria.
É aqui que se encontra a relíquia do santo.
Quando gostamos de viajar e tirar fotografias, tudo o que visitamos serve para relacionarmos com o passado. Ao visitar esta catedral gótica, não pude deixar de recordar a viagem a Sevilha em 1986 ou a Rouen.em 2017.
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