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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

Visita a Delft

 

A cidade onde viveu e trabalhou o pintor Johannes Vermeer (1632-1675) merece uma visita. O seu centro histórico é bem bonito e estava cheio de animação. Numa visita de 1 só dia dá para ver alguns edifícios, que já existiam no século XVII.



A Royal Delft é a única fábrica remanescente das 32 que foram estabelecidas na cidade, durante o século XVII.

Miniatura de serviço de chá de Delft da casa de bonecas da minha filha.
 Falta um pires, mas está bem conservado


Em Hooikade está assinalado o local, onde se julga que Vermeer pintou a Vista de Delft.




Esta magnífica porta medieval de entrada na cidade é a única que permanece (Ooostpoort) do tempo de Vermeer, pois a que foi pintada por ele já não existe.


Os canais de Delft




Entrada no Centro Histórico









A Igreja Nova de Delft, onde Vermeer foi batizado




A Igreja Velha de Delft, onde Vermeer foi sepultado





O Vermeer talvez seja a figura histórica mais popular, contudo na praça principal está a estátua do célebre jurista do mesmo século Hugo Grotius, também nascido em Delft.


 

Versão reconstruída da antiga Guilda de São LucasO nome constitui uma homenagem a um dos Evangelistas, São Lucas, o santo padroeiro dos artistas


Em Delft encontrámos um estúdio de fotografia, onde nos vestiamos à epoca de Vermeer para tirar as fotos, mas estavam com um grupo e demorava 1 h. Resolvemos não esperar, porém não resisti a estas fotos na rua...




Praça do Mercado

Desde o século XVII que a Autoridade da Água de Delft está sediada neste bonito edificio 


Museu Prisenhof.

Um dos momentos mais dramáticos da história dos Países Baixos passou-se neste edificio, quando Guilherme de Orange foi aqui assassinado em 1584.

Em colaboração com o Rijksmuseum em Amsterdão, o Museu Prisenhof apresenta uma exposição sobre Delft na época de Vermeer. Apesar de não ter nenhum quadro do pintor mostra mais de cem objetos dos Países Baixos e do estrangeiro sobre o tema, incluindo pintura como The Procuress de Dirck van Baburen, emprestado do Museu de Belas Artes de Boston.


Há très versões desta pintura e uma pertencia à sogra de Vermeer. Devia estar familiarizado com o quadro, pois vivia na mesma casa e reproduziu esta cena na parede do fundo de dois dos seus quadros: O ConcertoSenhora Sentada ao Virginal. O próprio Vermeer pintou um quadro na primeira fase da sua carreira com o mesmo tema e titulo. 



No pátio do museu Prisenhof há uns candeeiros feitos de porcelana Royal Delft. Muito originais!.

Da janela do restaurante olhava para as casas vizinhas e parecia que do outro lado estava alguém a ler uma daquelas cartas de amor, tão bem pintadas por Vermeer.
É sempre bom ficarmos a conhecer as iguarias dos locais que visitamos. O fish and chips com dourada estava saboroso e a sobremesa fabulosa: Poffertjes



Uma visita que valeu muito a pena. 




sábado, 25 de setembro de 2021

Bratislava: Outono com sol

Há algum tempo que não passava o fim de semana em Bratislava. O tempo melhorou bastante e hoje tivemos temperaturas de 23º C e muito sol. Resolvemos ir ao centro histórico, que também não visitava há muito. Adorei ver o movimento nas ruas com turistas e locais a gozar um dia de outono soalheiro.  Quase não havia mesas vagas nas esplanadas e fazia-se fila para a compra de gelados. Que diferença do inverno! Não só devido à baixa temperatura, mas sobretudo ao facto do isolamento provocado pelo covid ter deixado a cidade vazia.

Juntei-me ao ambiente festivo de tanta gente com ar feliz a tirar fotografias e senti-me também turista. O centro está bem arranjado com lindas flores...



A estátua de Hummel junto à Embaixada da Alemanha




A ópera. Ainda não conheço por dentro; nem esta nem a de Viena. Será para breve...

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Fim de semana em Corfu

De 6 a 9 de agosto


O que nos leva a escolher um determinado local para visitar? No nosso caso já tinhamos referências de filmes em partes da ilha, a biografia de Julia Grant, (conta o episódio de Sissi e o seu pai, Embaixador dos EUA em Viena, quando a imperatriz o informa que gostaria de vender a sua propriedade em Corfu e que ficaria contente se fosse a um americano).Também quando morreu o Duque de Edimburgo, fomos recordados que nasceu em Corfu (na mesa da casa de jantar) de onde cedo partiu para o exílio.
Este ano chegámos a ter um cruzeiro para toda a família, com paragem nas conhecidas ilhas de Mykonos e Santorini. Foi cancelado devido à pandemia.
Foi assim, para fugir a uma semana de dias com muita chuva e temporal durante a noite, que decidimos rumar a um fim de semana de verão. 
Corfu tem muito para oferecer aos seus visitantes. É uma ilha verdejante, com  bonitas praias, um centro histórico Património da Humanidade e outros locais de interesse ligados ao passado complexo e conturbado do Mediterrâneo.
Mudei completamente a minha opinião sobre o turismo na Grécia. Apesar de algumas experiências passadas não terem sido as melhores (mais recentemente em Atenas e há alguns anos em Samos -1990  e Rodes-1992), em Corfu encontrámos pessoas muito simpáticas (até os taxistas), que nos proporcionaram um fim de semana muito agradável.






Samos e Rodes


Chegámos tarde ao hotel e apesar do restaurante fechar às 23h, ainda nos proporcionaram uma refeição leve. No sábado fomos conhecer a parte histórica e ao fim da tarde relaxamos na piscina e, no domingo de manhã,  passeámos bastante na praia com um mar de temperatura convidativa para muitos banhos Na 2ª feira partimos cedo e de manhã eu já estava em casa (Corfu fica a 1.30h de avião de Viena)
No Palácio da Sissi


A Imperatriz da Áustria e Rainha da Hungria, Elizabeth, conhecida como Sissi visitou Corfu e apaixonou-se pela ilha. Entre 1889 e 1891 mandou construir um palácio, no cimo de uma colina, com uma vista espetacular e comprou os terrenos da área circundante, até ao mar para poder entrar diretamente na propriedade, quando chegasse de barco. Mesmo antes de visitarmos o interior do palácio ficamos maravilhados com os belos jardins e as inúmeras estátuas, que o embelezam. A Sissi era uma amante da mitologia grega e dos seus heróis. O que mais admirava era Aquiles, em honra do qual deu o nome ao palácio: Palácio de Aquiles ( Achilleion).
Em 1898, a Imperatriz é assassinada e a propriedade é abandonada. Em 1908, o Kaiser Guilherme II comprou-a e renovou-a à sua maneira. Em 1919, passou a pertencer ao estado grego. Em 1962, funcionava no rés do chão um museu, como hoje em dia e, nos andares superiores, casino (o filme For Your Eyes Only foi lá gravado). Hoje em dia o casino foi transferido para outro local e os andares superiores, fechados ao público e restaurados, são usados para encontros oficiais, como o dos Chefes de Estado da UE, em 1994, durante a presidência grega.





A Escadaria ladeada por duas estátuas em bronze de Zeus e Hera.

Estátuas em gesso no final de cada patamar das escadas

Tecto no hall de entrada com fresco sobre as quatro Estações.






No museu visita-se a capela, uma sala com recordações da Sissi, outra dedicada ao Kaiser, a sala de jantar (com uma exposição temporária sobre Maria Callas) e salas com mobiliário ora pertencente à Sissi ora ao Kaiser.








Estátua de Sissi vestida de maneira simples, com um crucifixo, prenda do filho Rudolfo, de mãos cruzadas e a segurar o seu leque favorito.


Bandeja com pintura do castelo Miramare, em Trieste, que pertenceu aos Habsburgos, até final da I Guerra Mundial, onde Sissi se instalou diversas vezes.

Cadeira de cabeleireiro


Della Robbia





De todas as estátuas que vi nos jardins, a que me impressionou mais foi "Aquiles a Morrer" do escultor alemão Ernst Herter. Aquiles era invulnerável em todo o seu corpo por se banhar no rio Estige, exceto no calcanhar. A sua morte foi causada por uma flecha envenenada, que o atingiu exatamente nessa parte do corpo. A expressão da sua cara, a posição do corpo fazem desta escultura uma obra prima.







Curioso o facto do Kaiser não ter gostado muito desta escultura, retirando-a para um local de menos proeminência, substituindo-a por outra de "Aquiles Vitorioso", uma enorme estátua, com o objetivo de a avistar quando chegasse de barco...









Outra inovação do Kaiser quando comprou o palácio foi retirar uma estátua do poeta favorito da Sissi, Heinrich Heine, a qual acabou, após algumas peripécias, em Toulon, França.
 



No entanto a do poeta Byron continua nos jardins do palácio.








Tive pena que o Palácio Mon Repos estivesse fechado, até às 8h do dia 9 (nessa altura já estava no aeroporto) devido a perigo de incêndios, pois está situado numa grande área florestal. Na porta uma placa a informar que nasceu ali o Duque de Edimburgo, em 1921.





No centro histórico





A Igreja de S. Jorge, dentro da fortaleza, onde foi batizado o Duque de Edimburgo




Torre da igreja de Santo Espiridão, a mais conhecida em Corfu e onde se encontram as relíquias daquele Santo


Ao fundo o palácio S. Miguel e S. Jorge, um edificio neoclássico do século XIX, onde se encontra o Museu de Arte Asiática de Corfu. Ficámos pela sombra, num restaurante ao ar livre por baixo das árvores.

Na praia de Dasia


A única praia que frequentámos foi a que servia o nosso hotel, a menos de 5 minutos a pé. É um baía rodeada de muita vegetação e bonitas oliveiras e muitos restaurantes simpáticos. Na parte mais larga, onde encostam alguns pequenos barcos, há mais areal. À medida que andamos para a parte mais estreita, a areia está misturada com pequenas pedras. A temperatura da água era tão apetecível...
 






Não fizemos o tradicional passeio de barco, mas de Corfu há muitos ferries que fazem a travessia até à Albânia (Saranda) demorando de 30m a 1.30h.











O hotel


Foi uma boa escolha este hotel com pessoal muito atencioso, uma boa piscina e jardins bem arranjados.










Tabaibos, que eu adoro! (não comi)

Delicioso cocktail de Kumquat, um fruto tipico da ilha.

Nos Estados Unidos comprava kumquats, (parecido a uma laranja muito pequena), para decorar a mesa. 






O caminho para a piscina era decorado com bonitos corações de diversas cores. Lembrava-me o meu pátio em Caracas...






Soube a pouco, mas deu para descansar, ver coisas novas e bonitas...




Nota: Regressámos a Corfu em junho de 2022 para apanhar a ligação para Saranda. No regresso almoçámos no centro, antes da partida para o aeroporto.