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sábado, 15 de julho de 2023

Adeus Bratislava...


Na altura de me despedir de Bratislava e desta vida de acompanhar o meu marido no estrangeiro recordei-me do primeiro jantar que demos na Turquia, em casa (talvez em 1990). Avisámos os filhos que não nos podiam chamar, pois íamos estar com pessoas de cerimónia. Sugeriram então aparecer na sala para cantar So Long, Farewell, Au Revoir, Aufwiedersehen, como viam no filme Música no Coração.

É claro que isso não aconteceu e desta vez não é um Au Revoir, mas um Adieu. Regresso a Lisboa já reformada (da minha carreira de professora), desde o dia 1 de julho. Uma nova etapa...







Bratislava, 16 julho 2023

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

Maximiliano II

Nicolas Neufchatel. Maximiliano II. Museu de História de Arte de Viena.

Maximiliano (1527-1546) foi Imperador do Sacro-Império Romano-Germânico e sucedeu ao seu pai Fernando I. Era trisneto de Leonor de Portugal. Casou com Ana de Áustria, filha de Carlos V e Isabel de Portugal, sua prima.
Nota-se no seu retrato as feições típicas dos Habsburgos.

O seu reinado foi marcado por conflitos religiosos entre católicos e protestantes, assim como contra os Turcos.

No dia 17 de fevereiro de 1568 decidiu pagar tributo ao Império Otomano, em troca de paz.

Maximiliano era considerado inteligente, tolerante e culto. Foi patrono de artes e ciências.


No centro histórico de Bratislava há uma fonte com o seu nome, A sua construção foi ordenada por Maximiliano II,  em 1572 para fornecer água à rede pública e, hoje em dia, constitui um dos marcos históricos da capital, na Praça Principal.

Fotos de 2022


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

Muitos Parabéns, Charlie!



Hoje o Charlie faz 6 anos



Esta fotografia é do pai do Charlie, quando fez 6 anos. Vivíamos em Ancara e aqui está ele no seu quarto, na secretária onde aprendeu a ler e escrever em português e inglês (já não existe, mas foi onde  estudei em Lisboa, quando andava na faculdade). A estante estava cheia de livros, porque já naquela altura ele gostava muito de livros...Na janela, uma brise, como chamava a minha mãe, com um bonito calhambeque bordado por ela (num pequeno quadro hoje em dia) e... o célebre primeiro computador com umas fichas que o Charlie ainda hoje em dia pede para brincar quando vem a Lisboa...
 

Antes do meu regresso a Bratislava o meu neto já andava bem de bicicleta. No Verão espero assistir às corridas dos 4. 


Charmander! o Pokemon favorito



E isto? Beyblades...«Beyblade burst rise hypersphere vortex climb»




 Parece que a festa, no sábado, terá como tema o Pokemón ou os Beyblades...

Hoje a avó foi ao centro histórico de Bratislava comemorar os anos do neto.


Gostei de ver que as obras do portão de S. Miguel já estão terminadas. A Praça Principal estava quase vazia porque ainda faz frio...



No café ...
 











Num antiquário, que gosto de visitar, não resisti a uma pequena fruteira/floreira em arte nova e à caixinha de porcelana do século XIX, pintada à mão. 



Uma recordação dos anos da Beatriz e do Charlie.


Já sabemos que as camélias dão flor para os anos do Charlie...




sábado, 16 de julho de 2022

Passeio de barco no Danúbio

De Bratislava a Viena


Como gostamos muito de andar de barco, há algum tempo que tencionavamos ir a Viena num passeio pelo Danúbio. Durante a pandemia as viagens foram canceladas. Desde que o tempo está mais quente, temos andado num vaivém a conhecer lugares novos e a compensar o tempo perdido. Assim, escolhemos hoje para fazer a curta viagem de barco até Viena, antes das férias em Portugal.

O bilhete foi comprado online e, francamente, não gostei do horário. A primeira partida de Bratislava é às 10.30h, ou seja, com os 90 minutos de viagem o barco só chega às 12h; porém, houve um atraso de 35 minutos... Lamentável: nem pediram desculpa, só se foi em eslovaco, porque em inglês e alemão só disseram, já no barco, que chegaríamos 35 minutos atrasados.

A cabine superior, onde viajámos, era muito confortável e vinham servir à mesa, com preços um pouco exorbitantes, não havendo, aliás, muita escolha.





É bonita a partida de Bratislava com o seu altivo castelo, que já me é tão familiar- vejo-o sempre. Também as ruínas do castelo de Devin impressionam e marcam a fronteira entre a Eslováquia e a Áustria.




Depois passamos por uma zona florestal e nalgumas margens vêem-se pessoas a tomar banho... não sei como, com uma água de cor tão pouco apetecível (não nos devemos esquecer que não têm mar perto- têm de atravessar a Eslovénia ou ir à Croácia e ainda são algumas centenas de quilómetros). Em Portugal é tão habitual ter praias perto, que ninguém se dá conta desse bem precioso.

Algo que me agradou na viagem foi podermos visualizar a rota que seguíamos num grande ecrã.







Quando nos aproximamos de Viena, então o espetáculo piora.

O canal do Danúbio é muito mais estreito e os graffitis misturam-se com a paisagem de uma zona industrial.

 

Não aconselho a quem não conhece Viena, que chegue por meio de barco nesta viagem pelo Danúbio. Primeiro porque quem chamou o Danúbio de azul estava concerteza daltónico (não sei se era esse o caso do Strauss...) 

É verdade, havia vários barcos de cruzeiros fluviais ancorados em Bratislava e no caminho passámos por alguns e por várias barcaças, uma até tinha a bandeira ucraniana. O Danúbio continua a ser uma via de comunicação e transporte de bens. Os barcos grandes de cruzeiro fazem lembrar os do Nilo, assim como a cor do rio, só que no Egito as margens são muito secas, quase não têm vegetação, enquanto as do Danúbio são bastante verdes.

Antes de chegarmos a Viena passamos por uma importante área industrial de armazenagem e distribuição de combustíveis, aliás é das poucas explicações que são dadas. Quanto à história, nada.

Depois quando desembarcamos com todos aqueles grafittis nas paredes e aglomeração e confusão de pessoas deu-me a sensação de estar na América Latina, mais especificamente na Venezuela, que conheci razoavelmente bem (pedem para as pessoas estarem 30 minutos antes no cais e com o atraso era uma multidão à chegada e outra à saída para apanhar outro meio de transporte). 

Evidentemente, não ficámos com boa impressão da companhia, com a sua falta de organização, atenção e delicadeza. Gostámos de navegar pelo Danúbio, cujo explendor está na sua foz na Roménia, onde desagua num largo e belo delta no Mar Negro.  




Contudo, após apanharmos o metro e sairmos uma paragem à frente, pode-se finalmente apreciar a bonita e imponente capital dos Habsburgos...um bom lugar para ir às compras...



domingo, 26 de junho de 2022

Festival da Coroação


Coroação de Maria Teresa na catedral de S. Martinho em Bratislava

Pelo 18º ano celebrou-se, ontem, na praça Hviezdoslav em Bratislava a recriação da cerimónia da coroação do Rei da Hungria.

Bratislava recebeu o privilégio de ser o local de coroação dos reis da Hungria durante 267 anos. Foram coroados 10 reis, 1 rainha e 7 rainhas consortes, que também eram reis checos, alemães, que governaram o Sacro Império Romano-Germânico, unindo desta forma quase toda a Europa central, determinando o curso dos acontecimentos europeus, assim como influenciando igualmente a vida política mundial. A coroação decorria na Catedral de São Martinho.

O início da era da coroação em Bratislava começou após a Batalha de Mohács em 1526, quando a região onde se situava o local considerado sagrado e tradicional para as coroações húngaras (a catedral em Székesfehérvár, na Hungria) foi ocupado pelos otomanos e a nobreza e clero húngaros tiveram de procurar refúgio em Pressburg (Bratislava) em 1536, quando o Rei Fernando declarou  que esta cidade passava a ser a capital da Hungria.

Ontem, depois da ida ao cinema ficámos pelo centro histórico, onde almoçámos, à espera de ver o festival da coroação, que deveria começar às 16h. Apesar de se realizar há 18 anos, fora cancelado nos últimos dois devido à pandemia.

Numa tenda encontrava-se alguma informação histórica, mas só em eslovaco...







À frente do cortejo os estandartes a indicar a data da coroação da imperatriz Maria Teresa em 25 de junho de 1741.




Seguiu-se o clero e depois a «imperatriz»...


Achei incrivel que as damas de companhia se apresentassem com o cabelo desta forma: uma com o cabelo amarrado com uma mola e a outra a precisar de cabeleireiro há meses...teria sido mais engraçado e de acordo com a época usarem umas cabeleiras como a soberana. 

O espetáculo atrasou, uma cruz de madeira partiu-se e foi posta fita cola, o som apagava-se a meio de discursos e a música de espera em vez de ser de compositores da época era canto gregoriano...

Durante a coroação propriamente dita a Maria Teresa mudou de roupa por três vezes junto a uma pequena tenda. O calor que se fazia sentir, fez com que saíssemos às 18h, sem ver o final...também náo deveria faltar muito. 



A cadeira de plástico de Maria Teresa


O «clero», muito bem representado, era quem ajudava Maria Teresa com o manto...









Já com a coroa, ergueu a espada como é historicamente conhecido, mas não cheguei a tempo de tirar fotografia...











Regressámos a pé a casa, que fica perto do castelo de Maria Teresa, com a sensação que uma recriação histórica deste tipo em capital europeia merecia mais e melhores cuidados, pois a ideia é interessante; e até poderia constituir uma verdadeira atração turística, atendendo aos numerosos turistas que param e visitam Bratislava durante os circuitos fluviais do Danúbio, cujo porto de escala fica talvez a menos de 200 metros da bonita Praça Hviezdoslav.