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domingo, 16 de abril de 2017

História do Avô Astronauta


...da autoria de Isabel Maria Vaz Raposo (pseudónimo: Bió) a quem foi atribuído o prémio de literatura infantil pelas suas obras O menino gordo, A formiga, O sábio e a borboleta e História da menina feia, das quais é simultaneamente ilustradora.
O livro foi editado nos anos 60 (sem data) pela editorial Verbo, colecção Cavalinho Preto. A edição foi feita por intermédio do Serviço de Escolha para Bibliotecas das Escolas Primárias.
É um dos meus livros predilectos de infância e felizmente encontrei-o hoje, pois há muito tempo que não o via.
Com a facilidade de colocarmos material online, hoje em dia, vou partilhá-lo através do meu blogue, usando as fotografias do meu telemóvel. Espero que gostem.



 






sexta-feira, 14 de abril de 2017

Os Três Ovos Fabergé da Rainha de Inglaterra


No século XIX, Carl Fabergé (1846-1920), o joalheiro da Rússia Imperial desenhou um conjunto de ovos ornamentais, produzidos exclusivamente para os czares russos. Destinavam-se a ser oferecidos, pelos membros da família Imperial durante a Páscoa. Cada ovo constituía uma criação única e era incrustado com pedras preciosas. Demoravam cerca de um ano a produzir, no maior segredo, com pequenas surpresas no interior. Tornaram-se peças de arte apreciadas em todo o mundo e reconhecidas pelo seu valor (ao preço de hoje custariam de 76.000 a 900.00 euros).

O primeiro ovo Fabergé remonta ao ano de 1885 quando o Czar Alexandre III e a Czarina Maria Feodorovna da Rússia celebraram o vigésimo aniversário de casamento. O Czar encomendou um elaborado ovo para oferecer à mulher na manhã de Páscoa. Após a morte de Alexandre III, o seu filho Nicolau II manteve a tradição. De 1885 a 1916 foram produzidos dois ovos quase todos os anos: um para a sua mulher, a Imperatriz Alexandra Feodorovna (neta da Rainha Vitória) e outro para a mãe do Czar.

Esta tradição dos Czares Russos terminou fatalmente, em 1917, quando todos os bens da coroa foram confiscados e mais tarde a Família Real foi assassinada. Muitos ovos foram então vendidos no estrangeiro.

Ovo Cesto de Flores 1901




Havia apenas 50 ovos imperiais no mundo. Oito deles desapareceram e nunca mais foram vistos.

A Rainha Isabel II de Inglaterra possui a maior colecção privada- três ovos: o Ovo Cesto de Flores; o Ovo das Colunas; e o Ovo Mosaico. Foram todos oferecidos à czarina, descendente da família Real Britânica e comprados pela Rainha Mary, mulher do rei Jorge V, nos anos trinta do século passado.


Ovo das Colunas  1910

A forma deste ovo evoca um templo de amor. Os dois pombos ao centro representam o afecto entre o Czar Nicolau II e a sua mulher. Os quatro querubins simbolizam as suas quatro filhas : Olga, Tatiana, Maria e Anastacia. O cupido no cimo é o herdeiro do trono.
Infelizmente tanto as cinco crianças como os seus pais foram tragicamente assassinadas em 1918, durante a revolução bolchevista.
Mais tarde este ovo foi comprado pela rainha Mary, e oferecido ao marido, em 1931.

Ovo Mosaico 1914

O Ovo Mosaico foi também encomendado pelo czar  Nicolau II da Rússia, que o ofereceu à sua mulher. Foi posteriormente comprado pela Família Real Britânica, em 1934.



segunda-feira, 10 de abril de 2017

Visita ao Museu Nacional dos Coches

 Um Coche na minha Árvore de Natal

O Museu dos Coches foi criado por iniciativa da Rainha D. Amélia de Orleães e Bragança, mulher do rei D. Carlos I. O Museu dos Coches Reaes, como então se chamava, foi inaugurado em 1905, no local do antigo Picadeiro Real.

O sucesso foi grande, mas logo de início a falta de espaço fez-se sentir e foi a própria rainha que, em 1906, encomendou um novo projeto para ampliar o museu e poder expor as restantes viaturas da Casa Real guardadas nas cocheiras de diversos palácios.

Após a implantação da República, a coleção do museu aumentou com a chegada de um conjunto de coches e berlindas da extinta Casa Real como ainda com viaturas provenientes dos bens da igreja.

Em 1944, foi inaugurado um novo salão projetado pelo arquiteto Raul Lino. Permitiu expor mais viaturas, porém não a totalidade da coleção, uma vez que a falta de espaço continuou a fazer-se sentir.

Em 2015, abriu ao público o novo edifício do Museu dos Coches. Devo dizer que a fachada não me impressiona e só ontem é que resolvi ir visitá-lo. Fiquei a saber que o antigo núcleo continua a funcionar com coches e berlindas, a galeria de pintura da família real, assim como um conjunto de acessórios de cavalaria e exposições temporárias. Pensava que a entrada era gratuita aos domingos, porque na semana passada não paguei nada para visitar o MNAA. Contudo disseram-me que isso só acontece agora no primeiro domingo de cada mês. Os seis euros de entrada valem bem a pena para visitar a colecção do Museu. Esta é considerada única no mundo devido à variedade artística das magníficas viaturas dos séculos XVII, XVIII e XIX e ao número de exemplares que integra.
Lembro-me como fiquei dececionada,  há uns anos, ao visitar The Royal Mews, no palácio de Buckingham, por ter achado a coleção tão pequena.  As várias dezenas de veículos expostos, no Museu Português, incluem coches, berlindas, carruagens, seges, carrinhos de passeio, liteiras, cadeirinhas e carrinhos de criança.

Fiquei sem saber se o museu já está acabado ou optou por uma decoração minimalista. Falta ainda dar um enquadramento histórico...Não há utilização de meios audio-visuais, o que é estranho para um museu inaugurado recentemente.
















As paredes altas e completamente vazias não me agradaram assim como o tecto com a estrutura à vista.

Disseram-me que as traduções para inglês de algumas informações eram muito pobres, mas nem me dei ao trabalho de as ler...

Gostei da cronologia explicativa no sitio oficial do museu online. Podemos clicar em cada Coche para descobrir a sua história e as suas características.

É em Portugal que se encontram alguns dos mais antigos coches. Devem o seu nome à cidade húngara de Kocs, onde foram construídos os primeiros modelos que se expandiram para Itália. Foram depois adotados por todas as cortes europeias.

Século XVII

Coche de D. Maria Francisca de Sabóia

Coche dos Patriarcas

Século XVIII

Coche de D. Maria de Áustria

Coche dos Oceanos

Século XIX

Carros de Passeio

Carrinhos de criança

Mala Posta



quinta-feira, 6 de abril de 2017

PARABÉNS...!!!!





Ao fim de longos e árduos 12 anos, a minha Filha é finalmente médica especialista.

Muitos Parabéns!!

Exposição sobre Almada Negreiros na Gulbenkian





Ontem, visitei a exposição Uma maneira de ser moderno sobre Almada Negreiros (1893-1970) na Fundação Calouste Gulbenkian.





Gostei de rever os painéis de Almada, que decoram as paredes da Fundação:



Com uma obra vasta e diversificada, a exposição espalha-se por duas grandes salas. Começa com trabalhos de natureza geométrica, que não conhecia.



Os grandes clássicos estão lá, assim como muitos estudos para grandes projetos (uns aceites e outros recusados).














Adorei esta obra que foi emprestada por um colecionador privado


























Este clássico de Fernando Pessoa é excecional


Estudo para a tapeçaria O Número do Tribunal de Contas


Cartão para tapeçaria de Portugal exposta na Feira de Lausanne de 1957


Estudo para pintura mural (destruída) para os Correios dos Restauradores (1940)


























A familia Novais Teixeira
Madrid 1927






























Estudo para a Gare Marítima de Alcântara


No Palácio Nacional de Belém encontra-se o tríptico “Lá vem a Nau Catrineta que tem muito que contar. Pintado por Almada para a Estação Marítima de Alcântara, em 1943, foi reproduzido pela Manufactura de Tapeçarias de Portalegre, em 1998. 









































Apetecia-me colocar muito mais fotos e havia tantas mais... Gostei muito dos seus desenhos humorísticos ...alguns para o semanário Sempre Fixe, mas não posso revelar tudo... Não perca a oportunidade de ver esta exposição, onde aprenderá sobre as diversas facetas da vida artística deste importante, diversificado e muito criativo artista português...


E para terminar... Maternidade
No dia que fui Mãe pela última vez, há 30 anos.

terça-feira, 4 de abril de 2017

A Montra mais original




Hoje fui passear para a Baixa, depois de ter ido à Gulbenkian para ver a exposição do Almada Negreiros e ter sido informada que fecham à terça-feira.

Isto fez-me lembrar um episódio que se passou em Madrid comigo e os meus filhos. Foi a única vez que fui de férias só com eles. Ele devia ter 10 anos e ela 7.Tinha planeado irmos de comboio ver o quadro Guernica, no Museu Rainha Sofia, em Madrid e aproveitavam para fazer a primeira viagem de comboio. Chegámos no fim de semana a Madrid e aproveitei para lhes mostrar a cidade e visitar os museus do Prado e Thyssen-Bornemisza, este ainda muito recente. Deixei o Museu Rainha Sofia para terça-feira, pois supunha que fechasse à segunda-feira, como os restantes. Só que no dia escolhido apanhámos uma deceção- o museu estava aberto às segundas-feiras, mas fechado às terças. Até hoje ainda não visitei esse Museu e nunca vi a Guernica.

Os meus filhos não ficaram tão aborrecidos como eu e a minha filha iniciou uma "paixão" por Velasquez. Fomos duas vezes ver o quadro Las Meninas, por ter ficado tão impressionada...
Hoje, também não fui a nenhum museu, mas passeei por Lisboa. Está cada vez mais bonita. Vi montras no Chiado e achei a da foto a mais original. 

Verifiquei que abriram muitas lojas e pastelarias novas.


Os doces desta pastelaria (Alcoa) vêm diretamente de Alcobaça e são fabricados de acordo com as velhas receitas conventuais portuguesas. 
Lisboa está de se perder a cabeça, com coisas tão bonitas e saborosas... ai a dieta...

domingo, 2 de abril de 2017

Exposição A Cidade Global

 


Hoje fui ao Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) ver a exposição A Cidade Global. Gostei muito e havia bastante gente a visitá-la. Tratou-se também do primeiro domingo, que a entrada nos museus voltou a ser gratuita.  

Nos finais do século XV, Lisboa tornou-se uma das principais cidades europeias, centro de um império comercial, que ligava directamente a Europa à África, à Ìndia, ao Médio Oriente e já ao próprio Brasil.

A história desta exposição como que recua a 1866, quando o pintor e poeta  Dante Gabriel Rossetti avalia um quadro numa loja de antiguidades em Londres. Os grandes colecionadores procuravam trabalhos de grandes mestres, como El Greco, Vélasquez e Goya. Apesar de não reconhecer a cidade representada, Rossetti acreditou que a sua origem seria ibérica. Passados 150 anos, as historiadoras Annemarie Jordan Gschwend e Kate Lowe identificaram a pintura comprada por Rossetti (entretanto dividida em duas partes, ainda no século XIX) como sendo uma vista da Rua Nova dos Mercadores, a qual foi totalmente destruída pelo terramoto de 1755. Esta rua (paralela ao Terreiro do Paço, segundo mapa da época) chamada a "rua mais rica do mundo", construiu-se estrategicamente próxima do Tejo, do Palácio Real, da Casa da Guiné e da Casa da Índia, grandes armazéns onde as mercadorias de África e Ásia eram vendidas. Aliás, aquele terrível terramoto, seguido de maremoto e incêndios, constituíram, no seu conjunto, um cataclismo avassalador que destruiu quase toda a Lisboa, as suas casas, palácios, incluindo, claro está, objectos nelas guardados e documentação histórica. 

Na exposição, além destas duas pinturas, que têm causado alguma polémica e de outro quadro pertencente à Fundação Berardo O Chafariz Real, são apresentadas ainda outras pinturas da época, peças de mobiliário, porcelana, tapeçarias e até um enorme rinoceronte (D. Manuel I chegou a ser dono de um desses animais, quase desconhecidos na Europa desse tempo) para ilustrar o cosmopolitismo e exotismo de Lisboa do século XVI, que atraia tantos mercadores e visitantes estrangeiros.





A Casa-Museu Medeiros e Almeida emprestou uma taça de porcelana da China, decorada com simbologia real  portuguesa, datada do reinado do imperador Jiajing (1522-1566) da dinastia Ming.







Uma exposição a não perder!


sábado, 1 de abril de 2017

Dia das Petas

O Dia das Petas (como é conhecido na Madeira) também chamado Dia da(s) Mentira(s) é celebrado anualmente no dia 1 de abril.

Quando era criança achava muita piada a este dia: as pessoas contavam leves mentiras e pregavam partidas aos familiares e amigos. Logo que se mostravam surpreendidos dizíamos "é uma peta fechada dentro da gaveta". Não sei se as crianças ainda brincam assim...

Exemplos de petas para hoje, 1 de abril de 2017 :


MINISTRO DA SAÚDE APROVA NOVA TABELA SALARIAL PARA MÉDICOS ESPECIALISTAS...

ABERTURA DE CONCURSO PARA NUTRICIONISTAS EM TODOS OS HOSPITAIS E CENTROS DE SAÚDE...

PRESIDENTE TRUMP NOMEIA EMBAIXADOR PARA PORTUGAL. ARNOLD SCHARZENEGGER PROMETE ESTREITAR LAÇOS DE AMIZADE ENTRE OS DOIS PAÍSES 

PORTUGAL VAI TER UMA DISNEYLANDIA... A BASE DAS LAJES NOS AÇORES FOI O LOCAL ESCOLHIDO...

PRESIDENTE DA VENEZUELA RENUNCIA AO CARGO E CONVOCA ELEIÇÕES PARA JUNHO...

CÔNJUGES DE DIPLOMATAS PODEM PEDIR A REFORMA AOS 60 ANOS APÓS ESTA PROFISSÃO TER SIDO CONSIDERADA DE GRANDE DESGASTE...

Pode ser que peguem...foram, agora, inventadas por mim.


Parece que as brincadeiras do Dia das Petas surgiram em França. No século XVI, o ano novo era comemorado no dia 25 de março, as festas duravam uma semana e iam até o dia 1 de abril. O Rei Carlos IX adotou oficialmente o calendário gregoriano em 1564, passando o ano novo para o dia 1 de janeiro. No entanto, muitos franceses resistiram à mudança e continuaram seguindo o calendário antigo. Provocaram então reações, piadas e brincadeiras de outras que tentavam ridicularizar aqueles que mantinham e insistiam em considerar o dia 1 de abril como o início do ano novo, seguindo algo fictício e já fora de moda.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Theresa May acionou artigo 50 do Tratado de Lisboa

E prepara-se para sair, depois do referendo de 23 junho de 2016, que deu a vitória à saída do Reino Unido da União Europeia... mas parece que os escoceses estão a remar em sentido contrário...