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sábado, 12 de outubro de 2024

Decoração de Quartos de Criança

O quarto das crianças deve ser confortável, alegre e, ao mesmo tempo, dar sensação de tranquilidade.
Tive a sorte da minha mãe, com a sua habilidade e bom gosto, ter contribuído para a decoração do quarto dos meus filhos com trabalhos de arte aplicada, que foram herdados pelas netas.
Lembro-me da originalidade das janelas, cujas partes de vidro foram cobertas com bordados infantis.


1984 e 1989


2018

A janela estava dividida em 3 partes. Ao centro uma menina a brincar com um papagaio e, aos lados, coelhinhos e um balão de ar. Em Ancara,  para onde fomos viver em 1989, as medidas eram diferentes e a minha mãe fez uma segunda versão. Quando a minha neta mais velha nasceu, a parte da menina estava muito gasta e não aproveitámos, mas as outras foram emolduradas.



No quarto do meu filho um quadro em arte aplicada, que foi feito para a minha cabeceira de cama e nas janelas carros antigos bordados, que a minha mãe copiou de um livro 


Hoje em dia também estão emoldurados

1984 e 1985


Este ano ainda foi mandado limpar, mas como os tecidos também já não eram novos quando foi feito, eram restos guardados pela minha mãe, a minha filha e eu achámos que já não valia a pena emoldurar, porque tem algumas manchas do tempo.


Aos 3 meses os meus filhos deixaram de dormir no quarto dos pais. A colcha tem uma grande abelha, que viria a ser motivo predilecto da minha neta mais velha, mas já não serviu na cama, que comprámos para a minha filha, porque era maior.



A minha filha mesmo com uma conjuntivite estava sempre bem disposta


O quadro foi emoldurado para a minha neta. Caiu um vestido do estendal... foi o vento...



quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Não Vá o Diabo Tecê-las

A exposição “Não Vá o Diabo Tecê-las”, na Cordoaria Nacional, mostra momentos importantes da tapeçaria portuguesa nos últimos 80 anos a partir de trabalhos de artistas portugueses. No piso 0 do Torreão Nascente,  podemos ver peças da Coleção Millennium BCP produzidas pela Manufatura de Tapeçarias de Portalegre. No Piso 1 estão expostas obras provenientes de outras instituições, coleções particulares e espólios de artistas, cuja produção é bastante variada, quer nas técnicas quer na utilização de materiais nas respetivas composições. 

É a partir do século XIV que a tapeçaria se afirma na Europa como objeto de luxo que decorava e aconchegava castelos e palácios, situando-se em França e na Flandres os principais centros do seu fabrico. Em Portugal não havia a tradição na produção de tapeçarias, que só se iniciou no nosso país, a partir de meados do século XX com a fundação da Manufatura de Portalegre em 1946. 

No Piso 0

Cruzeiro Seixas. Balança






Guilherme Camarinha
Graça Morais
Lourdes Castro
Júlio Resende
Vieira da Silva. Biblioteca
Almada Negreiros. Integração Racial
António Costa Pinheiro. D. Sebastião, D. João II, D. Leonor Telles, D. Inês, D. Pedro I e D. Afonso Henriques
José de Guimarães. Camões
Luís Pinto-Coelho. Tauromaquia
Júlio Pomar. Sinais
No Piso 1
Mário Dionísio
Amândio Silva
Paula Rego
João Abel Manta
Eduardo Nery. O Espaço
Alves Dias. Sol Poente
Helena Lapas apresentou uma tapeçaria como tese para conclusão do curso de Pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa em 1969
Altina Martins




Lisboa, 9 de outubro de 2024

sábado, 5 de outubro de 2024

5 outubro 1143: Tratado de Zamora


Manifestus Probatum é uma bula emitida pelo Papa Alexandre III, a 23 de maio de 1179, que declarou o Condado Portucalense independente do Reino de Leão e D. Afonso Henriques, o seu soberano. Esta bula reconheceu a validade do Tratado de Zamora, assinado a 5 de outubro de 1143, em Zamora, pelo rei de Leão e por D. Afonso Henriques.



sexta-feira, 4 de outubro de 2024

Jean de Wavrin e as Crónicas de Inglaterra


Coroação de Ricardo II. 

As Crónicas de Inglaterra, cujo título original em francês é Recueil des Croniques et Anchiennes Istories de la Grant Bretaigne, é uma crónica escrita por Jean de Wavrin (c. 1400 – c. 1474) sobre a História de Inglaterra das Origens até 1471. A única versão completa em 6 volumes está na Biblioteca Nacional em Paris. Uma edição de luxo de um dos livros foi oferecida a Eduardo IV e encontra-se nos Royal Manuscripts, British Library. Uma segunda edição está dispersa entre Haia, Oxford, Baltimore.


Uma das imagens das crónicas é a da Batalha de Aljubarrota



A minha descoberta da existência daquela crónica, deveu-se ao envio pela minha filha da fotografia em baixo. Ela, o meu genro, as minhas netas e o meu neto mais novo  estão em Segóvia para assistir a um baptizado. Na imagem vê-se um cartaz tendo como pano de fundo o imponente aqueduto daquela cidade espanhola. Trata-se de uma grande reprodução da iluminura daquela crónica de Jean de Wavrin.  Ficámos curiosos, pois reconhecemos a imagem, que frequentemente ilustra as referências à Batalha de Aljubarrota, cuja consequência mais importante foi a afirmação da independência de Portugal, em 14 de Agosto de 1385. 



Felizmente a internet existe hoje em dia, facilitando e acelerando as pesquisas, nem que seja só para satisfazer a curiosidade. Assim, encontrámos a referência ao Tratado de Ayllón, no qual ficou estabelecida a paz entre o Reino de Portugal e o Reino de Castela, assinado, em 31 de outubro de 1411, em Ayllón (Segóvia), na sequência da batalha de Aljubarrota. Segundo notícia da feira medieval daquela vila da província espanhola de Segóvia a edição deste ano teve esse muito importante Tratado como foco principal:

"Seis siglos después de que castellanos y portugueses firmaran en 1411 el ‘Tratado de Ayllón', con el que se iniciaba una nueva relación entre ambos, los vecinos de la villa segoviana han querido dedicar la decimoquinta edición de ‘Ayllón Medieval', la función de recreación histórica pionera en la provincia de Segovia, a esa efeméride. Y así, se programó, como acto central de la conmemoración, una representación de la firma del acuerdo por el que los castellanos renunciaban al torno portugués."




Em Segóvia, onde se encontra a minha filha e família também está a decorrer uma grande feira medieval.




Feliz Dia Mundial do Sorriso


 Foto tirada hoje pela minha neta em Segóvia

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

terça-feira, 1 de outubro de 2024

Outubro

 

O mês de outubro representado no livro

Em primeiro plano vê-se um agricultor semeando a terra, alguns pássaros a comer as sementes, um agricultor a cavalo puxando um arado antigo para que as sementes penetrem no solo. Um espantalho arqueiro tenta proteger o terreno das aves.
Algumas pessoas passeiam e conversam no passeio junto à muralha do castelo e uma delas entra na passagem, que leva ao interior do palácio.
Que fortaleza será esta? Nada menos que o Palácio do Louvre, cujo nome deriva da corrupção de l`oeuvre (obra), significando que o palácio está sempre num processo de transformação, nunca acabado. E foi no século XX , para a construção da grande pirâmide do arquiteto I.M. Pei (1989), encomendada pelo Presidente François Miterrand, que se descobriu a muralha medieval de Carlos V (1338-1380), agora visível abaixo do Louvre.

 1996 e 2000
De fortaleza medieval a residência real, o Museu do Louvre é o maior museu de arte do mundo. Em 2020 estive em Paris pela última vez para visitar a exposição sobre Leonardo da Vinci, mas no final deste mês espero regressar por uma semana.

E porque hoje é dia da Música, uma frase atribuida a Chopin: "Paris responde a tudo que um coração deseja " e a canção de Edith Piaf "Paris"
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Outros posts:


sexta-feira, 27 de setembro de 2024

Dia Mundial do Turismo


 O Dia Mundial do Turismo celebra-se a 27 de setembro, desde 1980. 

Portugal é membro da Organização Mundial do Turismo (OMT) desde 1976. No total pertencem a esta organização 160 países.

 Turismo e Paz, é o tema deste ano, que não poderia ser mais adequado face ao cenário mundial atual.

"A ONU Turismo prevê que, em 2024, um recorde histórico de mais de 1,46 mil milhões de turistas viajem pelo mundo. Viajar, em especial por países com culturas e hábitos diversos dos nossos, expande horizontes. Quando contactamos com novas culturas e interagimos com pessoas de diferentes origens, somos lembrados de que o mundo é muito mais vasto e diverso do que o nosso quotidiano pode sugerir." Turismo Centro Portugal


Se não fosse a situação de conflito, estaríamos presentemente a visitar Persépolis, mas fomos obrigados a desistir...

Maggie Smith morreu hoje aos 89 anos


 Uma grande perda para o  teatro e cinema.