A minha Lista de blogues

terça-feira, 23 de junho de 2026

Em Casablanca




 

A chegada a Casablanca marca a última etapa da nossa viagem marroquina.


Marrocos é realmente um país de contrastes. As suas cidades refletem essa ideia geral: a agitação vibrante de Marraquexe; as ruas medievais de Fez; a tranquilidade das cidades costeiras; a tentativa de renovar de forma imponente a capital Rabat (embora à primeira vista pareça uma cidade europeia, quando tentamos atravessar as ruas nas passadeiras, verificamos que não é bem assim, pois corremos o risco de ser atropelados); as coloridas cidades das encostas das diferentes cordilheiras das montanhas; e, claro, ainda o exotismo do interior polvilhado de oásis na orla do deserto do Sara. Também a História se revela especialmente interessante, nomeadamente para nós portugueses, pois são vários os testemunhos da presença de Portugal nas zonas costeiras. Depois desse percurso cheio de tantas diferenças, chegámos à maior cidade de Marrocos, a moderna Casablanca, a capital financeira e comercial do país.

Logo à chegada, muitos prédios modernos como este do grupo OCP.
 Marrocos é o maior exportador de fosfato


Outro hotel simpático com flores naturais
(Idou Anfa)

Gostei de visitar a Mesquita Hassan II, inaugurada em 1993, projetada pelo arquiteto francês Michel Pinseau. O guia marroquino insistiu várias vezes que foram seguidas as indicações rigorosas do próprio rei, o qual exigiu que parte da mesquita fosse construída sobre o mar. Parece ainda que visitou incógnito, por algumas vezes, o local para acompanhar a progressão da obra. 









Na Mesquita Hassan II


O minarete da mesquita tem dois raios laser, que brilham na direção de Meca e alcançam 30 km.


A passear na Anfa e a comer gelado

O meu marido e eu já tínhamos planeado apanhar um taxi e ir tomar uma bebida ao Rick´s Cafe. E assim fizemos, pouco depois da chegada ao hotel.

Vale muito a pena. Apesar de terem aberto o restaurante e bar só em 2004, conseguiram recriar de maneira agradável o espaço do célebre filme Casablanca.








Queixei-me ao meu marido que em Marrocos não sabiam fazer cocktails, porque era sempre uma mistura fraca e sensaborona, mas o meu gin martini estava tão forte, que no terceiro golo já ria à gargalhada e até mostrei fotos dos netos a uns avós escoceses, que também se riam muito.



Play it, Sam. Play As time goes by





Sem comentários:

Enviar um comentário