No caminho para Marraquexe subimos à cordilheira do Alto Atlas com passagem pelo Alto do Tichtka a 2260 metros de altura com paisagens impressionantes e estrada a serpentear.
Marraquexe é tão importante, que deu o nome ao país. È conhecida por várias alcunhas, como "Cidade Vermelha", "Cidade Ocre" ou "Filha do Deserto". È a capital turística de Marrocos
É a quarta maior cidade marroquina, a seguir a Casablanca, Rabat e Fez.
As muralhas foram construídas no século XII
A Bab (porta) Agnaou é das mais bonitas de Marraquexe. O seu nome em berbere significa "carneiro negro sem chifres". Assinalava a entrada principal para o palácio almóada, sendo a sua função essencialmente decorativa.
Mesquita Koutobia, minarete e jardins da Koutobia
No século XII o sultão mandou construir uma das maiores mesquitas do mundo ocidental. O minarete é uma obra prima da arquitetura islâmica. Serviu de modelo à Giralda de Sevilha e à torre Hassan em Rabat.
A Giralda é um dos monumentos mais emblemáticos de Sevilha, originalmente construída como minarete da Grande Mesquita e atualmente servindo como campanário da Catedral de Sevilha.
A Igreja dos Santos Mártires, (foto da net, à direita) inaugurada em 1929, é uma igreja católica localizada no centro da cidade de Marraquexe. Situa-se em frente da mesquita de Gueliz. A proximidade dos dois lugares de culto de diferentes religiões torna o lugar um ponto de referência de tolerância religiosa. Pedi ao guia para passar perto, mas esta (foto da esq) foi a melhor que consegui, da camioneta.
Guéliz é o coração moderno de Marrakesh. O distrito foi projetado durante o período do Protetorado Francês (1912–1956), como um enclave de estilo europeu, contrastando com as ruas labirínticas da medina. A palavra deriva de Église.
Aqui encontramos boutiques de luxo (muitas com o nome concept store), o imperdível Jardin Majorelle e o Musée Yves Saint Laurent.
O pintor Majorelle nasceu em Nancy em 1886. Cresceu no meio artístico da Art Nouveau. O seu pai era um famoso fabricante de móveis. Depois de estudar na École des Beaux Arts de Paris decidiu dedicar-se à pintura.
Em 1917, quando recuperava de tuberculose, foi para Marrocos e instalou-se em Marraquexe. Apaixonou-se pela luz e a cor da cidade.
Teve muito sucesso no início e, segundo nos disse o guia, a família real marroquina comprou alguns dos seus quadros.
Adquiriu uma grande propriedade, onde construiu uma casa e criou um jardim, mas nos anos 50, antes da sua morte, em 1962, foi obrigado a vender.
Em 1980 Yves Saint Laurent e Pierre Bergé compraram a casa, restauraram-na, aumentando os jardins, que mantêm o nome do primeiro dono e a cor "azul majorelle" está bem presente ainda hoje em dia.
Obras de Majorelle
O Museu Yves Saint Laurent fica mais à frente, na mesma rua (Rua Yves Saint Laurent)
O Palácio Bahia, significa "favorita".
Foi construído no século XIX por um Vizir do sultão
O restaurante onde almoçámos ficava perto da famosa praça Jemaa El-Fna
Um grande largo sem edifícios harmoniosos. Funciona como mercado de dia e à noite enche-se de encantadores de serpentes (já vi o suficiente na Tunísia), bailarinos...
À tarde tínhamos tempo livre. Estava muito calor e um trânsito caótico. O meu marido e eu resolvemos regressar ao hotel de taxi para descansar, até porque o programa continuava à noite. Algumas pessoas ainda foram visitar a madrasa Ben Youssef
De mercados já tinha visto o suficiente noutras cidades.
O animado jantar no restaurante Nouba incluiu um espetáculo musical e acrobático. Foi divertido também devido à exuberância de convivas de outros grupos, que me pareceram americanos.
Experimentámos e gostámos de um vinho marroquino bastante agradável do tipo gris, que desconhecíamos, espécie de rosé muito suave.


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