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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Passeio pelas "Cinque Terre"

Em Manarola

Para conhecer as Cinque Terre na costa da Ligúria em Itália a partir de Lisboa o melhor é ir de avião direto de Lisboa para Pisa (2.30h), onde existe o aeroporto internacional mais próximo. Depois apanhar o comboio para La Spezia (1hora), a cidade portuária com uma enorme variedade de barcos para um passeio pelo mar para admirar as cinco vilas: Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterosso. Parecem erguidas, à exceção de Corniglia, a partir de enseadas apertadas, serpenteando entre as encostas rochosas. 

La Spezia


O barco que escolhemos da companhia HopHop funcionou muito bem. Tinha lugar para 12 pessoas.



Portovenere


A primeira paragem é em Portovenere, que não pertence ao Parque Nacional Cinque Terre, sim ao golfo de La Spezia, conhecido como Golfo dos Poetas. Era uma importante cidadela medieval na costa da Ligúria. Está inscrita no Património Mundial da Unesco desde 1997. Portovenere não tem estação de comboio, mas há ligações de autocarro desde la Spezia .


O castelo Doria construído no século XII é um testemunho do poder da República de Génova.


O seu nome deriva do latim Portus Veneris, Porto de Vénus, porque houve ali um templo dedicado a essa deusa romana, onde, hoje, se ergue a Igreja de S. Pedro (1130)  assente sobre um promontório. Aí o golfo  reúne-se com o mar aberto. O nosso jovem capitão e guia comentou que o casamento dos pais ocorreu naquela Igreja, a qual continua a ser muito procurada pelos casais da região para se casarem.



Riomaggiore


A primeira vila das Cinque Terre







A Via dell Amore é um trilho à beira mar com 1,5 km, que liga Riomaggiore a Manarola. Esteve fechado 15 anos com trabalhos de recuperação por causa das derrocadas. Reabriu em 2024. Agora o trilho é pago para compensar o custo das obras, sendo grátis para os locais. Não fui. 15 euros por pessoa é um exagero. Já tinha pago no hotel a taxa turística.

Pouco depois parámos para darmos um mergulho e nadarmos. A água estava excelente.


Com o Matteo, o nosso capitão

Manarola



Manarola é a segunda vila das Cinque Terre.
Foi a única que também visitei de comboio a partir de La Spezia - uma curiosidade para passar por todos aqueles túneis









Corniglia


Corniglia é a única das cinco vilas que não tem porto por estar encavalitada num penhasco, 100 metros acima do nível do mar.




Vernazza


A quarta vila das Cinque Terre é para o nosso guia a mais bonita




"Luca",o filme da Pixar rodado numa bela vila costeira da Riviera italiana, tem Vernazza como inspiração.




Sciacchetrà, o raro vinho branco doce produzido em Vernazza





Monterosso


Monterosso é a maior de todas as cinco vilas do Parque Nacional Cinque Terre. O barco acostou e fomos fazer a visita a pé.





No regresso a La Spezia o barco afastou-se da costa, porque o parque tem muitas restrições, sendo uma delas a obrigação de andar devagar e não se poder ancorar em muitos locais. Logo que saiu da zona protegida acelerou e só se aproximou da costa em Portovenere para entrar na baía de la Spezia. 



O nosso hotel ficava a cerca de 30 minutos a pé do porto e a 200 metros da estação de comboios de La Spezia Centrale. Muito conveniente. Gostei muito.



sábado, 13 de maio de 2023

Na Sardenha

 

Aproveitando estarmos a viver no centro da Europa, a aproximar-se a nossa saída desta região e o facto de a partir de Viena haver viagens curtas e económicas para muitos destinos bastante longe de Lisboa, porém entre uma e duas horas daqui, decidimos, desta vez, passar um fim-de-semana comprido na Sardenha.

A Sardenha é a segunda maior ilha do Mediterrâneo com 24,100 km² (a ilha da Madeira tem 741 km² ) .

A minha filha já nos tinha alertado para a dificuldade em percorrer a ilha, pois embora ela e o meu genro tenham alugado um carro, não há autoestradas no noroeste e guiavam horas, vendo muito pouco.

Antes da nossa partida alguns amigos perguntaram se íamos para a Costa Esmeralda, onde se encontram as melhores praias da Sardenha e dissemos que só para grandes estadias é que compensava fazer uma viagem longa de mais de 3 horas do aeroporto para ir à praia. Além disso também tinhamos curiosidade em visitar a capital, Cagliari.




Escolhemos um hotel que nos pareceu bonito pelas fotografias,  com uma praia privada e perto de uma marina. Logo no dia da chegada estivemos na praia. À semelhança de Pafos, em Chipre, tinha muitas pedras, quando entravámos na água, mas o local era muito agradável e ficava na continuação da piscina.







O tempo é que não esteve muito agradável. Vimos que no sábado estava previsto chover e por isso preferimos perder um dia de praia na sexta-feira para visitarmos Cagliari sem chuva.

Conta a lenda que o Diabo ao ver a beleza do golfo de Cagliari decidiu conquistar a Terra, mas Deus enviou os seus anjos para o impedir. Durante a luta, que aconteceu no céu, por cima do golfo, o cavalo de Lucifer perdeu a sua sela, que caiu no mar e ficou petrificada, criando o promontório que se vê hoje em dia.

A Sela do Diabo fica numa extremidade da Praia do Poeta, 8 km de areia e considerada a melhor praia da área de Cagliari.


Para visitarmos a cidade há a possibilidade de se ir de autocarro, a linha PF que parte a 200 m do hotel e demora uma hora. O único problema é que depois de diversas tentativas não conseguimos comprar o bilhete através de uma aplicação do telemóvel e resolvemos ir de táxi. O taxista era muito simpático. Agora, sempre que disser mal dos taxistas italianos tenho que abrir uma exceção relativamente aos da Sardenha; mas gostei, em especial, daquele que nos levou até ao centro da capital, pois, além do mais, o carro era novíssimo, um Toyota Rav híbrido... e por mim  já escolhi o carro da reforma...

Perguntámos ao motorista quanto tempo era a viagem de barco entre a Sardenha e a Córsega e disse ser apenas 50 minutos. No dia em que ficámos no hotel por causa da chuva pensei que deviamos ter programado um passeio até a Córsega, só que depois vimos que a partida é do extremo norte da ilha e até lá chegarmos mais de 4 horas de carro...


Uma das praças principais da capital é a Praça Mateotti, onde ficam as estações de comboios e autocarros e a principal rua de compras: a Via Roma, o Palácio Civico (a Câmara Municipal) e um posto de turismo.

Esta rua é conhecida pelas suas arcadas, contudo não são tão extensas e atraentes como as de Bolonha. A marina de Cagliari fica perto e nesta área encontram-se bons restaurantes de peixe. 

 
Gostei da minha Fregola...



O Bastião de S. Remy, foi construído entre 1896 e 1902 nas antigas muralhas da cidade, ligando os três antigos bastiões espanhóis de Zecca, Sperone e Santa Catarina. Deve o seu nome ao primeiro vice-rei de Piemonte, o Barão de S. Remy (Filippo-Guglielmo Pallavicini).



É um monumento elegante em estilo neo-clássico com colunas coríntias e construído com arenito, que existe em abundância na região e é semelhante à pedra calcária portuguesa. A escada dupla começa na Praça da Constituiçao e marca a entrada no grande passeio coberto com cores claras e alegres. Por baixo do arco, que domina este monumento, encontra-se uma escadaria circular que nos leva ao conhecido Terraço Humberto I, para admirarmos a vista panorâmica do mar da Sardenha.


Cagliari e Nápoles foram as cidades italianas mais bombardeadas durante a II Guerra Mundial. Cagliari viu 70% dos edifícios da sua herança cultural destruídos, provocando mais de mil vitimas e 40 000 pessoas sem abrigo.


Continuámos a subir até chegarmos à catedral, do século XIII, renovada nos séculos XVII e XVIII






O Reino da Sardenha ou Sardenha-Piemonte foi um estado no sul da Europa do século XIV a meados do século XIX. Antecedeu o Reino de Itália (1761) e a atual República de Itália (1946). Cagliari, a capital da ilha era a sede dos vice-reis, enquanto que a cidade de Turim, a capital dos Saboias, era, desde o século XVI, onde de facto estava o governo do reino. Quando os territórios da Casa de Saboia foram anexados por Napoleão, o rei mudou-se para Cagliari, pela primeira vez.


No Palácio Real
Victor Emanuel II, o pai da Rainha Dona Maria Pia



A Torre do Elefante e de S. Pancrácio faziam parte das fortificações da cidade. Construídas no século XIV sofreram diversos ataques: em 1708 por bombardeamentos ingleses; em 1717 por canhões espanhóis e em 1793 por um ataque francês…. 
Têm um portão que é a entrada no quarteirão do Castelo.




Torre do Elefante

Torre de S. Pancrácio


Porta Cristina (1825) e entrada no antigo arsenal dos Saboia, o maior complexo de museus da Sardenha.
A Pinacoteca estava em obras...



 A bandeira de Sardenha ou a bandeira dos quatro mouros. Simboliza a vitória do povo da Sardenha contra os mouros.

No sábado choveu praticamente todo o dia. Adiantei muito o livro comprado para a viagem à Sardenha. Não tive muita sorte ao crapô...


No domingo não choveu. Fui à piscina, ao mar, à marina, onde almoçámos e passeámos pelo bonito jardim...

ainda ganhei um bronzeado....

cana de açúcar?


De regresso ....



Sardenha 11 a 15 maio 2023