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quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Trabalhos em petit point



Gosto muito de bordar em lã, sobretudo para fazer pequenos tapetes de Arraiolos. No entanto, quando comecei a bordar, por influência da minha mãe e da Gabriela Oliveira, uma vizinha amiga que morreu o mês passado, foi em petit point, como o nome indica, um trabalho mais difícil e que requer mais paciência, porque o ponto tem de ficar todo igual. É bordado na diagonal, com a agulha a apontar para baixo ou de lado, conforme as carreiras. 

A minha mãe não gostava de me ver sem fazer nada, portanto, nas férias arranjou-me o meu primeiro trabalho, que pagou e eu apliquei no exame de Cambridge. Foram os estofos para as novas cadeiras de casa de jantar, que mandou fazer. Ainda vieram para Lisboa, em 1976, mas depois estragaram-se. Guardo uma almofada feita de um dos estofos, ainda em condições.



Quando casei a Gabriela ofereceu-me uma tela pré-bordada,  para o estofo de uma cadeira, que eu preenchi o fundo e mandei aplicar em Ancara numa cadeira comprada de propósito para o efeito.



Quando fui viver para a Turquia tive necessidade de ter uma casa de jantar mais formal com 12 cadeiras. Nessa altura já não tive tempo de preencher os fundos. A tela bordada em petit point veio completa da Madeira e só tive de mandar fazer os cochins....






Tenho muito orgulho nestas cadeiras "austriacas" (eram assim chamadas), que pertenciam à minha avó Rosa (1883-1967). As almofadas em petit point são muito mais recentes do que as cadeiras já centenárias.


Só na Madeira é que fiz estes trabalhos. Os dois quadros de flores foram também uma oferta, que vinha com o desenho marcado: um estampado e o outro com o desenho traçado com a própria lã. Na Madeira vendiam-se muito estas telas para serem preenchidas e os estrangeiros apreciavam muito. Até os homens compravam, pois diziam ser um bom exercício para o reumatismo...


Este quadro fiz para o meu primeiro sobrinho, que nasceu em 1977





Fiz também umas almofadas em needlepoint, muito mais fácil. Essas ainda uso na minha casa.


Tenho outros trabalhos em petit point, mas esses foram oferecidos já prontos (eu também não conseguiria fazer as caras, com o ponto extra-pequeno).



Aprecio muito os trabalhos manuais. Nunca consegui foi aprender a bordar bordado Madeira, mas tenho bonitas toalhas e jogos individuais, que por serem dificeis de engomar, não utilizo com muita frequéncia. 



quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Dia Nacional do Cão

Resisti sempre a  oferecer aos meus filhos um cão, porque vivo num apartamento, mas os meus netos têm a sorte de ter uma simpática cadela chamada Gaia, que é muito amiga deles. E que saudades o meu neto mais novo tinha dela...


A Carmo também arranjou uma amiga...


terça-feira, 25 de agosto de 2020

O incêndio da minha infância em 1965

Em 25 de agosto de 1988, deu-se o terrível Incêndio do Chiado, que os meus filhos recordam pelas fotografias da altura...

Lembro-me  ainda de um grande incêndio no Funchal, Madeira, quando era criança e que se julgava ser no Engenho do Hinton. Apesar da distância, da janela do meu quarto o cenário era medonho, devido às labaredas assustadoras. Não sei se eram só para os meus olhos de criança, ou se teria hoje  a mesma sensação de terror. De qualquer modo os adultos estavam preocupados, pois se fosse no engenho a possibilidade de explosões seria grande, assim como se fosse nos armazéns de vimes, propriedade da mesma família.



Os engenhos passaram a ser utilizados no final do século XIX, quando houve necessidade de desativar os antigos e produzir açúcar de maneira industrial, moderna, transformando a cana-de-açúcar em açúcar, melaço, aguardente de cana e etanol.




William Hinton (1817-1904) fixou-se na ilha em 1838 atraído, tal como outros britânicos  ali residentes, pelo seu clima ameno.








Em 1856, foi fundada por William Hinton & C.A. a Fábrica do Torreão, com a introdução da mais avançada tecnologia  e tornou-se referência internacional no ramo. Encerrou em 1986.




Em 2004, nos terrenos do antigo engenho foram inaugurados os Jardins de Santa Luzia. Em memória do período histórico de laboração do engenho ficaram expostas ao público a chaminé da antiga fábrica e as rodas metálicas.



2020


The Language Nerds

domingo, 23 de agosto de 2020

Uma Semana em Lisboa

O ano passado fui de Bucareste a Lisboa à festa de aniversário da minha prima Ângela. Este ano não podia faltar aos anos da minha irmã.
Uma semana passa num instante.
No dia da chegada, os meus filhos, netos e avós jantaram na casa da minha filha. Ainda estavam entusiasmados com o parque dos dinossauros, em Caldas da Rainha que visitaram nesse dia. Pelas fotos, pareceu-me interessante e engraçado.


Entreguei dois tapetes arraoiolos para o meu quarto para serem feitas as bainhas (estou a fazer outros dois), fomos ao Oceanário, que não visitava, há muitos anos e tivemos sorte em conseguir bilhetes. Estava um dia cinzento e chuvoso e muitas pessoas tiveram a mesma ideia. Havia uma grande fila à porta, mas como comprámos os bilhetes online, foi rápido o acesso.

















Devido à chuva foi cancelado o concerto no novo espaço ao ar livre em Lisboa: A Casa do Capitão


Antestreia da Casa do Capitão

Tinha pensado ir ao Meco, uma praia que gosto muito, mas o tempo incerto e a dificuldade de marcar mesa para um restaurante fez-nos mudar de ideia. A Costa da Caparica foi outra opção, porém ainda me recordo de ter demorado 2 horas a sair do parque de estacionamento de uma das praias mais distantes do centro, quando levei os sogros do meu filho de visita a Lisboa; e assim acabámos pela solução mais "caseira": a praia da Torre, a 10 m de casa.









Regressei a Bucareste esta madrugada.

Uma semana passa tão depressa...

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Aniversário da Xila


Organizei a festa de aniversário da minha irmã em minha casa.
A escolha da ementa foi feita em conjunto com os convidados, os quais trouxeram um prato. Para decoração uma cópia de um postal antigo da Madeira da coleção do nosso Pai, que decora uma parede da casa da minha filha.
Pude depois imprimir com alguma antecedência as ementas.















A minha irmã trouxe uma rosa para todas as convidadas.

A beber Aperol, bebida que provou pela primeira vez na Roménia.


Junto a um quadro pouco habitual de Real Bordalo (1925-2017), "o aguarelista de Lisboa".

Este é um óleo pintado na Madeira. Segundo nos confessou o Mestre, em 1998, gostou muito da ilha, mas não gostava de "andar de avião".

Em 1945, com 2 meses


Com a prima Ângela


Últimos "retoques" antes da festa


















Os meninos portaram-se todos muito bem. Eram seis: os meus quatro netos e dois sobrinhos netos. O mais velho também teve direito a prenda, porque acabou o 4º ano no quadro de honra, como se dizia no meu tempo 

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sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Publicidade ao Minho


O ano passado as fotos das férias no Minho foram com a minha neta mais velha, que parecia gostar de mexer na terra: Temos agricultora?
Este ano a Carmo  já brinca junto ao antigo espigueiro, orgulho dos avós paternos.