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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Parabéns à Livraria Lello Porto!

 


A Livraria Lello na Rua das Carmelitas, 144, no Porto, foi fundada em 13 de janeiro de 1906, quando os irmãos José e António Lello resolveram abrir uma nova sede para o seu estabelecimento comercial dedicado ao comércio de livros, cuja origem remontava a 1881. Em 1894, adquiriram a Livraria Chardron, fundada em 1869 pelo editor francês Ernesto Chardron, responsável pela publicação de grande parte da obra de Camilo Castelo Branco.
O projeto do edificio foi entregue a Francisco Xavier Esteves, um distinto engenheiro naquela época.

Durante anos foi visitada por fãs de Harry Potter, acreditando que tinha influenciado Hogwarts, mas em 2020 J.K. Rowling desmentiu essa ideia, dizendo que nem sequer a conhecia (apesar de ter vivido naquela cidade durante cerca de dois anos, quando era professora de inglês...)


O meu marido desafiou-me a ir até ao Porto esta semana e a visitarmos a livraria Lello, que celebra 120 anos.  Ainda bem que ficámos por Lisboa. Havia uma enorme fila para entrar, segundo vi na TV, como aliás na última visita que fiz... pois está nos guias turisticos da cidade e é considerada local a não perder.





É uma das livrarias mais bonitas do mundo pela sua fachada neo-gótica, a escadaria em espiral, o vitral no teto com a conhecida divisa da Lello: Decus in Labore (Honra no Trabalho), e as estantes em madeira entalhada. E a partir deste ano será considerada Monumento Nacional.
 
Em Lisboa, a Livraria Bertrand do Chiado mantém-se jovem a caminho dos 300 anos e, no Porto, a bela Livraria Lello, continua cheia de vitalidade. Portanto, nas duas principais cidades de Portugal há locais únicos, que celebram os livros. Oxalá não faltem os leitores.  




segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

De Pequenino é que se Torce o Pepino

 

Jean-Siméon Chardin (1699 - 1779) The House of Cards. National Gallery of London


Élisabeth-Louise Vigée-Le Brun (1755-1842) , Self Portrait in a Straw Hat, 1782

A minha nora enviou-me estas fotografias da visita que fez em família à National Gallery de Londres.
Observa-se como o meu neto está fascinado por estes dois quadros, expressão que pude constatar quando visitámos juntos o Museu do Caramulo e ele chamava a atenção para os detalhes. A mãe disse-me que o quadro de Vigée-LeBrun era também dos seus favoritos, provavelmente desde pequena quando visitava o museu com a família.

Eu também gosto muito dessa pintora, uma favorita de Maria Antonieta e de consultar os livros que temos dela.

Por coincidência este Natal o meu marido ofereceu-me um livro da historiadora de arte Franny Moyle sobre duas pintoras do século XVIII: Vigée-Le Brun e Angelica Kauffman, que se conheceram em Roma e ficaram amigas. Evidente, a excelência do retrato de Vigée-LeBrun seduziu o Charlie, apesar dos  quase 250 anos que separam o quadro e a sua recente visualização captada na segunda fotografia. De facto, a beleza e a elegância não têm idade, que o diga o meu neto de oito anos...