A minha Lista de blogues

sábado, 31 de dezembro de 2016

Um final de 2016 muito doce



... com guloseimas portuguesas e os sempre fantásticos macarons.

Reza a história que o macaron foi inventado na Idade Média e trazido para França por Catherine de Médicis (1519 – 1589). A receita rapidamente se expandiu por diversas regiões de França, adoptando cada uma a sua particularidade e segredo.

Redondo e estaladiço no exterior, o macaron é feito com uma base de merengue e recheado. A caixa de macarons da confeitaria Arcádia, que a minha simpática vizinha B me ofereceu, tinha uns recheados com creme de vinho do Porto. Uma verdadeira delícia. 

Foi em Barbados, num café parisiense, que  tinha comido macarons pela  última vez.  

Para todos um doce final de ano e um 2017 recheado com tudo do melhor!!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Mother and daughter die one day apart




Just a day after the death of her daughter (Carrie Fisher, 60 who will be best remembered for her role as Princess Leia in the Star Wars series), Debbie Reynolds died on December 28 at the age of 84. She was best known for her starring role alongside Gene Kelly in Singin' in the Rain in 1952.



quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

O novo museu de Lisboa: MAAT


O novo Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia só vai estar concluído em março de 2017, mas a partir de 5 de outubro passado o edifício da responsabilidade da arquiteta Amanda Levete já pode ser visitado.

O museu teve como objetivo requalificar a zona ribeirinha de Belém, Lisboa. Situado entre o rio e a zona de Belém serve agora de miradouro pois podemos subir ao telhado e admirar a vista de Lisboa dos dois lados.

Ai que saudades que tinha de andar livremente pela cidade, tirar fotografias e lembrar-me que vivo numa das cidades mais bonitas do mundo...


 
 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

A minha árvore de natal


A árvore principal da casa deve ser grande para encher o ambiente com decorações como as que tenho comprado, há mais de trinta anos e constituem uma recordação dos sítios por onde viajei.




Gosto muito de árvores de natal e tenho algumas miniaturas.



Este ano resolvi colocar no escritório uma árvore por cima de uma mesa, à semelhança do que se fazia antigamente. Usei alguns postais antigos como decoração.







A minha nora e filha tiveram a paciência de dobrar guardanapos com o formato de árvore para o jantar...





sábado, 17 de dezembro de 2016

O Meu Quebra Nozes

Em Portugal quando mencionamos "Quebra Nozes" as pessoas ligam ao ballet que Tchaikovsky compôs e foi estreado em 1892 em São Petersburgo, inspirado no romance de Ernest Hoffmann de 1816, o qual, devido à sua temática, é tradicionalmente encenado na época natalícia.

Não é a esse Quebra Nozes que me refiro, mas sim ao boneco em madeira, de um soldado, cavaleiro ou rei, criado em meados do século XV na Alemanha. Esse boneco faz parte da cultura popular alemã e é considerado um dos símbolos de boa sorte, protector da família contra os maus espíritos e o perigo. Hoje em dia os bonecos Quebra Nozes tornaram-se objetos decorativos na época do natal.

Nos Estados Unidos foram introduzidos nos anos 50 por soldados que estiveram na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial e ficaram seduzidos por estes bonecos que se vendiam nos típicos mercados de natal. Eu também gosto muito de Quebra Nozes.


Coroa de Natal alusiva à música com instrumentos musicais e os imprescindíveis Quebra Nozes.

Não posso também esquecer o meu velhinho pai natal quebra nozes que ainda desempenha muito bem a sua função.

Bem vindos à desarrumação!


 























































É muito importante ter uma arrecadação, sobretudo para pessoas como eu que guardam tudo. Só que as minhas arrecadações já não têm capacidade de armazenamento. Nós guardamos para no futuro, já não gastarmos dinheiro nesse artigo, só que acontece muitas vezes que não o encontramos e é mais fácil ir à loja comprar outro. Foi o que me aconteceu há uns anos quando deitei fora cerca de dez baldes de praia..

Este ano, desde a minha chegada, não tenho feito outra coisa que não seja deitar coisas foras e substituir as caixas de papelão por plásticas, que são muito mais fáceis de manusear. Digamos que setenta por cento das arrecadações foram revistas com o objetivo de encontrar os lençóis bordados pela minha Mãe para os meus filhos, mas não consegui descobri-los ainda. Agora só volto a mexer em caixas quando arrumar as decorações de natal, pois estou farta...bem, pelo menos os carros já voltaram às garagens...

Como é que conseguimos guardar tanta tralha? São os vestidos bonitos que já não nos servem, mas esperamos um dia usá-los novamente, as decorações de natal, que todos os anos aumentam, os livros que já não cabem nas estantes, os DVDs, cassetes VHS, que têm de ir para o lixo qualquer dia e papel, muito papel: o desenho da menina, o poema do menino, os livros de infância do pai, as caixas de lavores da mãe, as cortinas antigas que nunca mais vamos usar e as malas, muitas malas...


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

MNAA lança nova campanha


Lançada no final do ano passado, teve assinalável êxito a iniciativa inédita em Portugal de mobilizar a opinião pública, solicitando a todos donativos em dinheiro, para a compra do quadro do pintor português Domingos António Sequeira (1768-1837) A Adoração dos Magos. Atingiu um total de 745.623,40 euros, ultrapassando largamente os 600 mil euros necessários. O MNAA iniciou nova campanha, desta vez para comprar o retrato de D. Frei José Maria da Fonseca (1690-1752), uma miniatura pintada sobre marfim, de autor desconhecido, no valor de dez mil euros. O retrato deverá ter sido pintado, quando Frei José Maria da Fonseca residiu em Roma durante cerca de 28 anos. Regressou a Portugal em 1740 para assumir o cargo de Bispo do Porto.


Desejo que esta iniciativa seja novamente um sucesso e que as doações ultrapassem o valor necessário para a aquisição da obra, como aconteceu no primeiro caso, permitindo assim que o MNAA possa vir a a usar o remanescente para enriquecimento do acervo do museu.
Bem Haja o projeto!


Fico muito contente quando leio noticias como esta do meu país.

O natal já chegou aqui


                                   
 Primeiro foram as decorações nos centros comerciais


e depois cá em casa...








Hoje houve o habitual almoço de natal.










Não se fizeram as tradicionais hallacas venezuelanas, mas houve pernil e bacalhau português.





Para sobremesa não faltou o típico quesillo  e um bolo de aniversário para celebrar os 32 anos da Gabriela.


Já tenho as malas quase prontas para ir preparar o natal em Portugal...


Feliz natal a todos.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Recordar a História



Hoje, dia 1 de dezembro, é uma data muito importante na já longa história de Portugal.

Quando aprendi a História de Portugal, na escola primária, o período que corresponde à dinastia Filipina, de 1580 a 1640, era considerada uma época de subjugação ao domínio espanhol e parece ter dado origem a alguns ditados como “de Espanha nem bons ventos nem bons casamentos”. Nos últimos anos, verifica-se algum branqueamento desse período e com Portugal e Espanha na UE, os “nuestros hermanos” são cada vez mais vistos como parte da “família”.

Filipe II de Espanha tornou-se Rei de Portugal como Filipe I, porque D. Sebastião morreu sem deixar descendência, era neto do nosso rei D. Manuel I e tinha a armada e o exército mais poderosos da Europa a apoiar as suas reivindicações. Em 1580, os portugueses estavam muito enfraquecidos devido ao desastre de Alcácer-Quibir, divididos e D. António I, conhecido como o Prior do Crato, foi incapaz de fazer frente ao exército espanhol comandado pelo experiente Duque de Alba na batalha de Alcântara.

Sabemos quem foram os reis Espanhóis Filipe II, Filipe III e Filipe IV ( Filipe I, Filipe II e Filipe III de Portugal) - publiquei o post 1 de dezembro de 1640.


Recentemente o atual Rei, Filipe VI, iniciou uma visita de Estado a Portugal.

Quem foram então os outros dois Filipes? Filipe I e Filipe V? Hoje estive a recordar…





Filipe I (1487-1506), o Belo, casou-se com a Infanta Joana de Castela (Joana, a Louca), filha dos Reis Católicos (Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela).


Joana herdou o trono de Castela, após a morte da sua mãe. Contudo, devido à sua instabilidade mental, a regência foi entregue ao marido e dessa maneira tornou-se o primeiro membro da Casa de Habsburgo a ser rei de Castela.




Do casamento de Joana de Castela e Filipe I nasceram seis filhos:

- Leonor da Áustria foi a primogénita. Casou com o rei D. Manuel I de Portugal. Leonor fora prometida desde cedo ao príncipe herdeiro de Portugal, o futuro D. João III. Porém, o rei D. Manuel I, que enviuvara, decidiu casar com ela de forma a tentar uma segunda vez tornar-se rei de toda a Península Ibérica. Quando Leonor enviuvou foi para Xabregas, onde se situa o Mosteiro da Madre de Deus (ou Mosteiro de Xabregas), onde se dedicou a uma vida conventual: ouvia missa diariamente, vivia com austeridade e ajudava os pobres. O seu irmão, o Imperador Carlos V, decidiu casá-la com Francisco I de Valois, Rei de França. Voltou a enviuvar em 1547 e regressou depois a Espanha. 

Carlos, Imperador do Sacro Império Romano-Germânico, como Carlos V e Rei de Espanha como Carlos I. Casou com Isabel de Portugal, filha de D. Manuel I. Foi o monarca europeu mais poderoso do seu tempo com numerosas vitórias militares. Também figura na História como opositor ao protestantismo. A Companhia de Jesus foi estabelecida por Inácio de Loyola durante o seu reinado para combater o protestantismo de forma pacífica e intelectual

- Isabel da Áustria, casou com Cristiano II da Dinamarca.

- Fernando I de Habsburgo, imperador do Sacro império romano- Germânico, após a morte do seu irmão Carlos V.

- Maria da Áustria casou com Luís II da Hungria. Depois de enviuvar, foi Regente dos Países Baixos.

- Catarina da Áustria casou com D. João III de Portugal. Por morte do marido, tornou-se Regente de Portugal, já que o rei D. Sebastião, seu neto, era ainda uma criança.


Esclarecido quem foi Filipe I e recordada a importância dos seus descendentes na História europeia, fui à procura de:

Filipe V (1683-1746) nasceu no Palácio de Versalhes e era neto do rei Luís XIV de França e bisneto de Filipe IV de Espanha. Subiu ao trono (depois de mais um conflito geral europeu, conhecido como a Guerra de Sucessão de Espanha), porque Carlos II o último rei espanhol da dinastia dos Habsburgo,  morreu sem deixar filhos. Com este Filipe iniciou-se a dinastia Bourbon, a qual continua a reinar em Espanha, até hoje em dia, com Filipe VI.




Também estive a rever a cronologia dos nossos Reis....

Cronologia dos Monarcas Portugueses
Dinastia Afonsina
D. Afonso Henriques (1143-1185)
D. Sancho I (1185-1211)
D. Afonso II (1211-1223)
D.Sancho II (1223-1248)
D. Afonso III (1248-1279)
D. Dinis (1279-1325)
D. Afonso IV (1325-1357)
D. Pedro (1357-1367)
D. Fernando (1367-1383)

Dinastia de Aviz

D. João I (1385-1433)
D. Duarte (1433-1438)
D. Afonso V (1438-1481)
D. João II (1481-1495)
D. Manuel I (1495-1521)
D. João III (1521-1557)
D. Sebastião (1557-1578)
D. Henrique (1578-1580)
D. António  (1580)

Dinastia Filipina

D. Filipe I (1581-1598)
D. Filipe II (1591-1621)
D. Filipe III (1621-1640)

Dinastia de Bragança

D. João IV (1640-1656)
D. Afonso VI (1656-1683)
D. Pedro II (1683-1706)
D. João V (1706-1750)
D. José  (1750-1777)
D. Maria I (1777-1816)
D. João VI (1816-1826)
D. Pedro IV (1826)
D. Miguel (1826-1834)
D. Maria II (1834-1853)
D. Pedro V (1853-1861)
D. Luís I (1861-1889)
D. Carlos I (1889-1908)
D. Manuel II (1908-1910) 

No primeiro de dezembro, dia da Restauração da Independência de Portugal é bom recordar como a História Portuguesa está tão relacionada com a europeia...vou talvez dedicar-me mais a redescobrir o Passado.