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quarta-feira, 29 de junho de 2016

Viagem à Escócia e Países Baixos


No dia 30 de junho, quando ia a caminho do aeroporto recebi um telefonema desagradável da polícia, informando-me que o meu mais antigo "calhambeque", estacionado numa rua perto de casa tinha sido alvo de assalto e que eu devia urgentemente dirigir-me ao carro com as chaves para trancá-lo. Na impossibilidade de o fazer, pois estava quase a chegar ao aeroporto, consegui arranjar tudo por telefone com uma vizinha amiga. No regresso das férias fui levantar o carro, que ficara guardado na polícia para tirarem as impressões digitais e só posso agradecer aos simpáticos agentes: até puseram o carro, já sem bateria, a funcionar para poder levá-lo a uma garagem...  aquele princípio de viagem não foi o mais agradável, mas depressa foi esquecido.



Visitei novamente a capital da Escócia, que gosto muito. Depois parti, em carro alugado, em direção de Inglaterra para o Lake District. Visitara esta região há 39 anos. Depois seguimos novamente para a Escócia em direção a Glasgow e continuámos até ao norte percorrendo o oeste e a ilha de Skye. 



Os meus carros não têm GPS, mas fiquei uma fã. Quando esta aplicação se tornou moda lembro-me de ter ido a Cascais com o meu cunhado e o GPS teimar que se devia seguir pela A5 e não a Marginal e como não o fizemos a "menina" não parava de chatear a mandar voltar para trás. Também em Espanha, por essa altura,  tive no carro de uns primos uma experiência semelhante; porém, hoje em dia, com os melhoramentos que os aparelhos devem ter tido, é só colocar o código postal e o TOM TOM deixa-nos à porta e automaticamente muda o trajeto se formos por outra rua não recomendada. Eu, que não sou nada tecnológica e nunca sou a primeira a comprar estas coisas, para ver primeiro se resultam, tornei-me uma adepta...Felizmente que o meu filho já está bem habituado a guiar à esquerda. Faz bastante confusão aos continentais, especialmente nas rotundas.














Note-se que muitas estradas eram estreitas e os camionistas não facilitavam as ultrapassagens.

Esta viagem, com muitas horas no carro, foi sempre acompanhada por muitas notícias. Eu estava em minoria e não conseguia ouvir música. Primeiro foram as entrevistas sobre o referendo que ditou a saída do RU da UE. Embora já tivesse acontecido há uma semana ainda dominava os programas noticiosos...

Depois foram as conclusões do inquérito interno sobre a participação britânica na Guerra do Golfo II, acompanhadas pelas entrevistas a Tony Blair. Foi mais de uma vez apelidado de "primeiro terrorista". Fiquei estupefacta, até porque aprecio aquele político.

Não, não ficámos por aqui em matéria de notícias: "assisti" à votação interna conservadora de Theresa May para substituir David Cameron e a polémica de uma sua rival, que se achava mais competente por ter filhos, pois como se sabe a atual Primeira-Ministra nunca teve crianças.... francamente há assuntos transversais em todo o mundo, os quais, quanto a mim, afastam pessoas da politica, porque NÃO HÁ PACHORRA...


No meio de tanta informação política, apanhámos um programa de uma estação, durante o qual os ouvintes pediam uma música e eram entrevistados. Uma entrevistada confessou ir participar nua com o marido, às três da manhã, numa instalação de Spencer Tunick...de facto no dia seguinte, no hotel, as imagens e entrevistas sobre aquela obra tão peculiar revelou que houve a participação de cerca de três mil pessoas, nuas pintadas de verde e azul...as terras de Sua Majestade britânica continuam a surpreender também pelas suas excentricidades.



Os belos campos verdes da Escócia com imenso gado a pastar são absolutamente inolvidáveis, porque apresentam todas as tonalidades de verde, que podemos imaginar. Apanhei frio e choveu quase todos os dias. Todavia, as paisagens deslumbrantes escocesas e do Lake District, fazem esquecer o tempo às vezes agreste para gente como nós habituada a temperaturas mais amenas e quentes, sobretudo nesta época do ano. 


O Europeu estava também na hora do dia.  Vimos os jogos nos típicos PUBS. Foi uma experiência engraçada e verifiquei então haver sempre europeus de várias origens. Antes do País de Gales ser eliminado por Portugal ainda as primeiras páginas radiofónicas se referiam ao assunto...após esse jogo quase nada, até porque a Inglaterra já tinha sido eliminada... Em Edimburgo assisti ao Portugal- Polónia; em Thurso (norte Escócia) ao Portugal- País de Gales; em Inverness soube que a nossa equipa adversária na final seria a França, que vencera a Alemanha e, finalmente, na chegada a Amsterdão assisti à grande vitória da seleção portuguesa de futebol...o taxista que nos levou ao hotel deixou-me logo bem disposta ao declarar o seu apoio a Portugal e na cidade parecia haver muitos estrangeiros a nosso favor...

Foram duas semanas de férias a andar muito: primeiro de carro, que também cansa e depois a pé, passeando por localidades e jardins ou visitando castelos e museus. Fiquei estoirada. Já não aguentamos tanto e já não temos o ritmo que tínhamos...





segunda-feira, 27 de junho de 2016

Casamento II (a festa)

A festa do casamento decorreu numa quinta em Sintra.





À chegada, os noivos foram surpreendidos por dois músicos, que tocaram enquanto durou o cocktail, na rua, junto ao lago, onde se tiraram muitas fotografias.




No interior da tenda foi servido o jantar:











As mesas estavam decoradas com flores brancas e amarelas. Tinham nomes de filmes, uma vez que o cinema foi o tema da festa.




















Os convidados foram distribuídos por dezoito mesas, as quais evocavam alguns dos grandes clássicos do cinema.
















Uma festa de casamento é muito mais do que comida. Daí a importância da excelente seleção de música, com um DJ da Music Box. 








Os noivos abriram a pista de dança com uma coreografia muito engraçada e com música escolhida por eles. Mais tarde, a noiva e amigas dançaram uma música indiana, que treinaram numa aula de dança, em Madrid, onde celebraram a despedida de solteira.


O slideshow mostrou fotografias dos noivos, desde crianças. 








Gostei muito do bolo de noiva, que foi apresentado sobre uma toalha, bordada pela minha Mãe e estreada no meu casamento.








Um poster dos noivos sobre o tema cinema

Na festa houve um pouco de tudo para os diferentes gostos:


























as extravagantes...









Os brincalhões, animados por uma babysitter muito ativa.

















Os desportistas a contar os minutos finais do jogo Portugal-Croácia, quando estávamos a ganhar 1-0.
















os músicos..
(o Tomás a tocar violino junto à mesa dos noivos).




































Nos casamentos tem de haver muita diversão, como demonstra esta Carmen Miranda. (Reino Unido...?!!)













É altura de atualizar as fotografias de família...e usar as citações de filmes...













No final da festa não houve entrega de pequenos brindes. Os noivos optaram antes por fazer uma doação à Liga Portuguesa contra o Cancro, em nome de todos os convidados, como se lia num pequeno cartaz à entrada da sala.




Daqui a três semanas os fotógrafos apresentarão o seu trabalho. Estou desejando ver as fotos...entretanto aqui ficam algumas das minhas...


https://www.tumblr.com/blog_auth/joanaejulio01
https://www.tumblr.com/blog_auth/joanaejulio02

Casamento I

 A igreja. De preferência se for antiga e bonita, como a igreja da Memória, na Ajuda.










O missal.




O projeto e execução dos convites, missal e outros trabalhos para o casamento ficou a cargo da designer,  amiga da minha filha, Barbara Dietrich.









A Cerimónia Religiosa foi breve e celebrada de forma simpática. A igreja estava decorada à entrada com duas jarras com flores brancas e amarelas (amarelo foi a cor do casamento). Os bancos tinham pequenos ramos de gipsofilas, as flores tradicionais dos casamentos e à entrada do altar, como que ladeando os noivos, estavam dois jarrões de flores brancas e amarelas. Na mesa do altar-mor, um pequeno arranjo com as mesmas flores, sublinhava a beleza elegante da igreja.


 Aliás, a noiva preferiu excluir o tradicional tapete vermelho, realçando assim os belos mármores do piso da Igreja..


A mesa do altar tinha uma bela toalha com bordado Madeira



















O cortejo de entrada foi acompanhado por música do trio Liber Ensemble.





Para o noivo Clocks dos Coldplay.








Para a entrada da noiva com o pai The Last Dance, adaptado pela minha nora, Naomi Teles Fazendeiro (toca violoncelo), que transcreveu a música da série da BBC Emma, que tanto ela como a minha filha apreciam tanto.



B&J



2- As damas de honor. Três grandes amigas da minha filha (conheceram-se na universidade no primeiro ano).




3- O menino das alianças e as meninas das flores (o meu sobrinho neto e primas do noivo).




4- O vestido de noiva foi escolhido depois de uma primeira seleção da noiva, com a ajuda das amigas e do qual também gostei muito.


Vestido de seda com laço e mantilha de tule de seda bordada


















5- A cabeleireira Leta, a maquilhadora Marta e a manicure Ana Rosa fizeram um excelente trabalho.





6- A mesma florista que decorou a igreja, entregou pontualmente os bouquets da noiva, das damas de honor  e das meninas das flores e para os homens as flores da lapela.



7- Carro. Um carro antigo tem outra graça. Aquele que levou a noiva, conduzido pelo irmão, foi um belo Jaguar com a idade dos pais dos noivos e que pertence à coleção de um dos tios do noivo. Da igreja para Sintra, onde decorreu a festa, foi conduzido pelo próprio noivo.




A caminho da festa...