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sábado, 18 de novembro de 2017

De regresso ao Ateneu

Ontem fui ao Ateneu Romeno, a "casa" da filarmónica George Enescu, fundada em 1868. O edificio, de forma circular, foi construído entre 1886 e 1888, depois de uma campanha de angariação de fundos.


Os frescos mostram 25 episódios da história nacional Romena, começando com a conquista da Dacia pelo Emperador Trajano.


O programa foi excelente. 
Na primeira parte:

Manuel de Falla
Suite nr. 2, o chapéu de três bicos
Joaquin Rodrigo
Concerto Aranjuez para guitarra e orquestra
Na segunda parte:

Johannes Brahms
Sinfonia nr. 1,em dó minor, op. 68.

O maestro era espanhol, Salvador Mas Conde e o guitarrista, Stan Zamfirescu, romeno. Achei o público muito caloroso. O guitarrista tocou dois encores a solo. Um ótimo início de fim de semana




Park Lake em Bucareste


O centro comercial Park Lane, inaugurado o ano passado, foi o primeiro centro comercial da empresa portuguesa Sonae desenvolvido de raiz na capital da Roménia. O espaço para a sua localização foi anunciado em 2008 e o local foi visitado pelo Presidente Cavaco Silva, quando fez uma visita oficial à Roménia. O investimento custou cerca de 180 milhões de euros, em parceria com a Caelum Development, empresa irlandesa especialista em retalho na Europa de Leste.

O video da sua construção

Bucareste está dividida em 6 sectores. O centro comercial Park Lake fica situado no sector 3, o qual concentra a maior densidade da população da capital romena.



O metro fica a cerca de 500 metros  e uma das entradas dá para o bonito parque Alexandre Ioan Cuza.














Encontrei um espaço amplo muito moderno e agradável. 






Deve ter cerca de 200 lojas,  em funcionamento, com muitas marcas internacionais e algumas romenas, um grande supermercado, cinemas e a habitual área de restauração. Tudo muito bem arranjado e decorado. 
Tem ainda estacionamento gratuito, com muitos lugares. 

No entanto, tinha pouco movimento, quando o visitei. Foi de manhã, em dia de semana. A explicação para a pouca gente pode residir na localização.



O tal sector 3, segundo me disseram, é o mais numeroso de Bucareste, mas é também onde existe talvez a maior concentração de apartamentos construídos durante o comunismo e o poder de compra dos seus habitantes não é o mais alto, sobretudo atendendo a  preços praticados em algumas lojas, as quais, mesmo em saldo, tinham camisas de algodão a custar mais de oitenta euros. Contudo, pela primeira vez, visitei uma  loja com produtos romenos não tradicionais e gostei muito dos vestidos.

Referências:
https://www.jn.pt/economia/interior/sonae-sierra-abre-centro-comercial-em-bucareste-5366908.html

https://www.dinheirovivo.pt/empresas/parklake-abre-em-setembro-e-ha-um-video-da-construcao/

terça-feira, 14 de novembro de 2017

As Suzane do Uzbequistão


O meu filho trouxe-me, há uns anos, umas Suzane do Uzbequistão. Durante muitos séculos formaram-se escolas no Uzbequistão de Suzane- um género de pinturas bordadas em seda ou algodão- cujos desenhos diferem consoante as localidades.

Fotografia do google


Hoje em dia, também se vendem na Turquia, mas as minhas são as originais, compradas in loco..






Sabe sempre bem termos num país estrangeiro alguma coisa pessoal  e estas toalhas, como as chamo, já estiveram penduradas na minha casa em Portugal. Por isso resolvi meter nas malas as minhas duas Suzane esperando  encontrar lugar para as utilizar. Por sorte havia uma cama sem cabeceira e a entrada do meu quarto também tinha a parede vazia. Foi assim que, ontem, me vieram pendurá-las nas paredes.
Já tenho saudades das minhas coisas de Caracas, sobretudo as molduras com fotografias, as quais ainda não chegaram e soube hoje que metade da mercadoria está em Madrid e a outra metade em Londres...as chatices das mudanças, especialmente envolvendo diferentes continentes...torna-se necessário muita paciência para estes momentos de mudanças...

domingo, 12 de novembro de 2017

A Ópera de Bucareste


A Ópera de Bucareste só foi construída em 1953. Mas é um edifício imponente com boas instalações para os espectáculos de ópera e ballet.  





Ontem, assisti a bailado e gostei muito. A primeira peça foi inspirada em música de Beethoven- concerto para piano e orquestra nº 5, opus 73. O segundo, apesar de não gostar muito de Stravinsky nem da Sagração da Primavera (parece-me pouco adequado o título) achei o bailado formidável, pleno de energia e paixão.








Gostei muito dos quadros desta sala, onde foi oferecido champanhe no intervalo.

As blusas tradicionais romenas


São uma beleza.


Todas bordadas à mão com um ponto muito fino.


Caixa de porcelana









com marca



Foi a minha primeira compra de porcelana em Bucareste. Não resisti a esta peça antiga.

sábado, 11 de novembro de 2017

Jogo da Seleção Nacional de sub-21


Ontem, a Seleção Nacional de sub-21 empatou a um golo em Ovidiu, na Roménia, num jogo que se realizou às 19h, perto da cidade de Constança.



A equipa portuguesa, treinada por Rui Jorge, adiantou-se no marcador aos 16 minutos e no intervalo era esse o resultado.

















Contudo aos 66 minutos os romenos empataram e foi esse o resultado final, não muito bom para Portugal, que deveria ter ganho para subir na pontuação do respetivo grupo liderado pelos romenos.


Gostei de ver o jogo. O nosso guarda-redes, que joga no RU, na equipa de Mourinho, foi para mim o melhor jogador. Mas gostei de ver todos, sobretudo os enérgicos números 6 e 8, que não entraram de início. 


Foi a segunda vez que assisti a um jogo de futebol ao vivo. A primeira foi nos EUA, num jogo desastre entre o Sporting e o New England Revolution.


Da primeira vez fiquei muito afastada do campo. Ontem, fiquei muito bem sentada, num espaço coberto e via muito bem os dois lados do campo e todos os jogadores.


Logo que cheguei gostei de ver a nossa bandeira enorme. Deve ter sido o tamanho que conseguiram arranjar...








Tenciono ir a mais jogos se ficar assim bem instalada.


O chefe da delegação portuguesa, o célebre Pauleta, tinha um ar simpático.











Ovidiu, 10 Nov 2017






Visita a Constança no Mar Negro


Constança é uma cidade muito importante da Roménia, situada nas margens do Mar Negro. Possui o maior porto do país. A estância de turismo romena mais popular no verão, para amantes de praia, Mamaia, fica mesmo ao lado. Gostei de conhecer esta região no outono, pois no verão, segundo me disseram, está sempre a abarrotar de gente e a circulação é difícil. Mamaia praticamente só tem habitantes na estação balnear- entre meados de junho até ao principio de setembro. Aliás, nesta visita ao Mar Negro parece que se confirmou o que nos disseram: a melhor época para viajar neste país é depois da chegada da primavera, apesar do encanto das paisagens outonais. Ontem, o tempo estava escuro, depois anoiteceu rapidamente após as quatro e meia da tarde e apanhámos bastante nevoeiro, sobretudo à noite ao regressar a Bucareste.  


Museu do Constança


Constança foi uma cidade do império romano, fundada por Constantino. Chamava-se Tomis. São ainda muitos os vestígios dessa época no centro urbano e arredores.


Ruinas de Tomis junto à Catedral S. Pedro e S. Paulo
















Em Adamclisi, uma localidade perto da zona de fronteira com a Bulgária, visitámos também ruínas romanas e um monumento - necrópole construído em memória dos soldados romanos mortos nas batalhas ocorridas nessa região durante a conquista do Imperador Trajano, no início do século II DC.


























O museu estava fechado para renovação.



A cidade de Constança tem belos edifícios do principio de século XX e alguns estão a ser recuperados. Muitos prédios mais recentes foram construídos após a II Guerra Mundial, até porque Constança foi bombardeada, em 1941.

O antigo casino
A casa com leões















Constança é a terceira cidade do Mar Negro, que conheço. Quando vivia na Turquia fui a Trabzon e Samsun, numa viagem histórica com os meus filhos, ainda crianças e a minha mãe, que estava de visita. Na primavera, o meu marido tem de ir à Moldávia e espero poder acompanhá-lo. Odessa, na Ucrânia, fica ali tão perto (no mapa) e é um local que sempre pensei visitar (talvez por causa do romance de suspense de Frederick Forsyth, apesar da obra nada ter a ver diretamente com aquela cidade ucraniana).


Constança fica a 228 km de Bucareste. A maior parte do caminho é feito em autoestrada. Depois de atravessarmos o rio Danúbio, saímos da autoestrada para visitar as ruínas romanas e o mosteiro, junto à gruta de S. André.





Esta região, conhecida como Dobrogea, tem muitas plantações de vinhas e produz um vinho tinto que gosto muito: Feteasca Neagră.


Achei muito engraçado, que ao chegarmos perto do Danúbio, a radio, sintonizada num canal de música clássica, começou a tocar a valsa de Strauss O Danúbio Azul...



















Constanța , 10/11/ 2017