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domingo, 22 de julho de 2018

O belo Danúbio na Roménia


Como costuma dizer o meu marido, não há férias que se prezem sem um passeio de barco. 


Adotei este lema. Sempre que é possível faço planos para um passeio de barco, seja em férias só para os dois ou em família, como as que tivemos recentemente na Roménia, pois todos nós adoramos andar de barco.
















Numa margem do Danúbio estamos na Roménia e na outra, na Sérvia





A última noite onde passámos a semana de férias foi na localidade de Eșelnița, no confortável hotel Mai Danube









A todos apetecia ficar mais tempo, com aquele ambiente tão acolhedor e bela vista- os nossos quartos tinham vista sobre o rio Danúbio (e a Sérvia).


A minha neta tomou o seu primeiro banho de piscina aqui e o meu neto também gostou muito.







 
 


O Danúbio é o segundo rio mais longo da Europa (depois do Volga), atravessando o continente de oeste a leste, desde a sua nascente (Floresta Negra,  na Alemanha) até desaguar em delta na Roménia, junto ao Mar Negro. O rio passa por diversas capitais da Europa e constitui a fronteira natural de dez países. Em 1987, o rio Danúbio foi incluído como Património Mundial da Unesco.



Quando nos aproximamos da garganta de Kazan,  uma grande cabeça está cravada na rocha com a seguinte inscrição: "Decebalus Rex - Dragan Fecit" (o rei Decébalo feito por Drăgan). Trata-se da maior escultura cravada na rocha existente na Europa com cerca de 43 metros de altura e 32 de largura.

Decébalo foi o último rei da Dácia, que lutou contra os imperadores Domiciano e Trajano para manter a independência da sua terra. Grande parte da Dácia situava-se no que é hoje a Roménia. 

Embora se possa pensar que se trata de uma estátua antiga, a mesma resultou de um projeto do magnata Iosif Constantin Drăgan,  esculpida entre 1994 e 2004 e contou com a colaboração de doze artistas. Os primeiros seis anos foram dedicados a colocar dinamite na rocha para adquirir o formato pretendido e os outros quatro anos a desenvolver os pormenores. Drăgan defendia a tese que o berço da civilização encontrava-se no antigo território da Roménia.



Do lado da Sérvia, encontra-se uma placa conhecida como Tabula Romana. Tem 3,20 metros de largura e 1,80 de altura. Marca o fim da construção da estrada militar de Trajano, ao longo do Danúbio. Comemora também a derrota de Decébalo por Trajano e a consequente absorção da Dácia pelo Império Romano. Diz-se que o magnata queria construir uma estátua do lado oposto, de um imperador romano a confrontar Decébalo, mas os Sérvios recusaram. 



Com a construção da barragem hidroelétrica na garganta de ferro, em 1972 (uma das maiores do mundo na altura), o nível das águas subiu muito. A inscrição romana ficava 50 metros acima do que está hoje em dia e muitos sítios arqueológicos ficaram submersos.





A minha próxima visita ao Danúbio, tem de ser no delta...

O Castelo de Corvin

Hunedoara, 11 de julho 2018

O castelo de Corvin foi construído por cima de uma fortaleza em pedra do século XIV. É o resultado de diversas fases de construção, nos séculos XV, XVII, XVIII e da reconstrução nos séculos XIX e XX.

As propriedades de Hunedoara e a fortaleza do século XIV, pertenciam à família D' Anjou e foram doadas à família Corvin (Ioan de Hunedoara), em 1409, como forma de recompensa pelo mérito militar e serviços prestados contra os Otomanos. O castelo foi aumentado com a construção de sete torres protetoras, a Capela e o Hall dos Cavaleiros. Matias Corvin continuou os trabalhos de embelezamento do castelo, o qual, no século XV, constituía um exemplo único de uma residência nobre fortificada.

No século XVII, foram adicionados elementos renascentistas pelo príncipe Gabriel Bethlen. No século XVIII, o castelo tornou-se propriedade do Império Habsburgo e serviu sobretudo como centro de administração.

No século XIX, depois de um grande incêndio em 1854 que destruiu as partes em madeira do castelo, começaram os trabalhos de reconstrução, que continuaram pelo século XX para o castelo se tornar um museu (1974) e mais recentemente desde 1997 até aos nossos dias.  

O castelo, considerado uma das sete maravilhas da Roménia, é fruto de toda a sua importante história e a reconstrução, após anos de abandono.

























E como todos os antigos castelos há lendas. A mais conhecida conta que foi prometida liberdade a um grupo de três prisioneiros otomanos se ao escavarem conseguissem encontrar água e assim a fortaleza ficaria com uma cisterna. Tiveram sucesso, após trabalharem durante 15 anos e a uma profundidade de 28 metros; porém, a promessa não foi cumprida. Foram condenados à morte, pela viúva do nobre, que lhes tinha feito a promessa,  o que levou um deles a escrever: "têm água, mas não têm alma". Uma inscrição, meia apagada, na pedra de caracteres árabes ainda se nota junto ao poço e parece testemunhar, hoje em dia, esses momentos fatais.    









O album de Alba Iulia e Sibiu

Em maio passado, já tinha visitado estas duas cidades na Transilvânia. Gostei de sugerir à família o que mais valia a pena visitar nesta passagem por Alba Iulia, a caminho de Sibiu...

ALBA IULIA:


SIBIU













Restaurante tipico Crama Sibiu Vechi



Sarmale ( carne moída enrolada em folhas de couve)










Papanași
(uma especie de donut com natas e compota)


Os olhos de Sibiu...

























Voltámos ao mesmo hotel, onde o pessoal é muito simpático.

Sibiu, 10/7/2018