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sábado, 30 de abril de 2022

A Route 66


 Hoje o doodle  é sobre a histórica Route 66.

A página do meu album com a passagem pela route 66 quando atravessámos os EUA de leste a oeste... belas recordações...(foi há 18 anos).

Foi em Williams, Arizona, que apanhámos o comboio histórico para o Grand Canyon.

sexta-feira, 29 de abril de 2022

Ponte romana de Góis: poema

 

 

Os meus netos estiveram em Góis e enviaram-me fotografias. Lembrei-me do poema da minha amiga Violeta Figueiredo.


Ponte romana de Góis


Ponte velha da Cabreira
onde as cabras velhas vão
na Páscoa por devoção
marchar em fila indiana
(e há sempre uma que lá fica
reservada para chanfana).
Ponte velha da Cabreira,
sobre o rio Ceira, em Góis,
passam os bois dois a dois
e os borregos seis a seis,
a caminho de Coimbra
para serem doutores em Leis.
Vão pisando as lajes gastas,
uma a uma até ao fim,
e quando alcançam a estrada
já sabem falar Latim!

                                                 Violeta Figueiredo









quarta-feira, 27 de abril de 2022

Miró em Maiorca





O hotel em Palma, durante a visita a Maiorca do passado fim-de-semana,  chama-se Joan Miró Museu. Toda a decoração é alusiva ao pintor espanhol, incluindo o próprio quarto e oferecem uma entrada na Fundação Pilar e Joan Miró em Palma, situada perto do hotel, na zona turistica de Marivent.


A relação do pintor e escultor Joan Miró (1893-1983) com Maiorca  durou toda a sua vida. Embora tenha nascido em Barcelona, a sua mãe e avós maternos eram maiorquinos, o que significa que passou na infância muitas férias de verão na ilha. Mais tarde, em 1929, casou com Pilar também nascida em Maiorca.
Durante a II Guerra Mundial refugiou-se em Maiorca, fugindo da invasão de França pela Alemanha nazi.
Em 1956, quando já era reconhecido internacionalmente, instalou-se definitivamente em Maiorca, onde trabalhou intensamente, por mais de vinte e cinco anos até a sua morte em 1983.

Sert Studio

A construção do atelier, entre 1954 e 1957, foi entregue ao arquiteto Josep Lluis Sert, representante do movimento modernista e por isso chama-se atelier Sert. 

Son Boter

Esta é uma casa tipica maiorquina do século XVIII que Miró adquiriu em 1959. Inicialmente era o seu atelier de escultura, mas tornou-se no segundo estúdio para trabalhos de maior dimensão e o seu local de refúgio.





Nesta casa ficavam as máquinas, onde se fazia a reprodução de algumas das suas obras









Os jardins da propriedade onde se encontram os estúdios e o edificio sede da fundação, está muito bem cuidado e Miró gostava de cultivar e trabalhar na sua manutenção até ao fim da vida.

A vista do mar devia proporcionar-lhe um sentimento de paz e liberdade, que procurava em Maiorca



A Fundação resultou do objetivo de Joan Miró e da sua mulher de deixar os estúdios do artista à cidade de Palma.

Ficámos dececionados com a exposição, sobretudo de obras doadas à cidade ser tão diminuta e não dar uma visão da vida do artista, porém foi interessante conhecer onde trabalhou nos últimos anos.



Tinha visto já em Serralves algumas tapeçarias, contudo nenhuma da dimensão das expostas na Fundação. 











No atelier de Miró






No hotel.

Valldemossa

 

Joan Fuster Bonnin (1870-1943) A Cartuxa de Valldemossa

Valldemossa, uma vila em Maiorca, situa-se a cerca de 23 km de Palma, no coração da serra de Tramuntana, a maior cordilheira das ilhas Baleares. O seu principal símbolo é a Cartuxa, o mosteiro construído no século XIV. A origem do complexo está no palácio, que o rei de Maiorca construiu para o seu filho,  o rei Sancho. Mais tarde, todas as propriedades foram deixadas aos monges da Ordem da Cartuxa.

Em 1835, depois da expulsão dos monges, as suas celas ficaram disponíveis para alugar. Foi assim que uma das celas (número 4) com 3 quartos e um jardim foi ocupada pelo músico Chopin, nascido na Polónia e a escritora com o pseudónimo George Sand, sua amante. Hoje em dia, estas celas foram transformadas em museu, onde se encontram objetos, que pertenceram ao músico e à escritora, que deixou no livro Inverno em Maiorca, as suas memórias do tempo que passou em Maiorca, em 1838-39.

No século XIX esta região tornou-se conhecida através dos trabalhos de pesquisa do Arquiduque da Áustria, Luis Salvador, um amante da natureza e dos animais, que  chegou a Maiorca em 1867 e aí se instalou, tornando-a sua residência. Escreveu uma monografia do arquipélago em nove volumes (Die Balearen), onde descreve por palavras e imagens, com desenhos seus, a beleza das ilhas e seus costumes.


Bernat Reüll (1935-2008). A Cartuxa de Valldemossa

A visita ao Palácio do Rei Sancho inclui um pequeno concerto de piano de obras de Chopin. Para visitar a cela onde viveu e o piano da controvérsia alfandegária (a Alfândega queria cobrar de impostos quase o mesmo preço que este tinha custado), temos de adquirir um bilhete separado.

De certeza que uma visita a Maiorca não fica completa sem conhecer esta pitoresca vila.

Os transportes públicos em Maiorca estão muito bem organizados e se apanharmos o autocarro número 203 na estação principal, na Praça de Espanha, estamos no centro da vila passados pouco mais de trinta minutos.




A apanhar o autocarro 203 na estação da Praça de Espanha. O bilhete compra-se ao motorista (4,50 Euros).





Gostámos muito de passear por toda a vila, no dia 25 de abril. O avião partia só no princípio da noite. 






Desde 1932 que o piano Pleyel, que  foi enviado a Chopin de Paris, está em exposição na mesma cela, onde compôs algumas músicas. Normalmente tem uma rosa vermelha por cima do teclado, símbolo da Polónia, mas esta tinha sido retirada a semana passada e estavam à espera de a substituir.


A casa onde nasceu Chopin na Polónia

O ano passado visitámos o museu Chopin em Varsóvia, as igrejas onde tocava orgão e onde está depositado o seu coração.



Retrato de Chopin por Delacroix e exposição da primeira edição de Inverno em Maiorca de George Sand.
Os jardins e a paisagem eram absolutamente inspiradores:







As fotografias dos quadros foram tiradas durante a visita a uma exposição no convento sobre artistas de Maiorca.