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sábado, 30 de dezembro de 2023

Palácio e Quinta da Graça abandonados e em ruínas

 






Há trinta anos que passo por este palácio e lamento o seu estado. Ontem, senti a mesma indignação e tirei estas fotografias. Até a minha nora sabia que se me saísse um prémio do euromilhões  tentaria comprar esta casa abandonada e fazia um lar de qualidade para a terceira idade. Ainda há pouco tempo falámos disso. Julgava que o seu abandono talvez se devesse a problemas entre herdeiros, como infelizmente às vezes acontece por este país fora.

Uma pequena investigação na net levou-me até à Gazeta de Miraflores e a um artigo que me deu a conhecer o nome desta propriedade: Palácio e Quinta da Graça e à existência de uma placa com as seguintes inscrições gravadas “JJM A 1856” (as iniciais seriam de João José Machado, veterinário e lavrador, que foi proprietário da Quinta da Graça e o ano, provavelmente, o da sua construção).
Também li online uma tese de mestrado que propunha um hotel de charme para aquele espaço e agradou-me a ideia...
Nos anos trinta do século passado, quando foi construído o Estádio Nacional (inaugurado em 10 de junho de 1944) parte dos terrenos da Quinta foram expropriados e serviram também para edificar o Instituto Nacional de Educação Física (INEF), hoje Faculdade de Motricidade Humana (FMH). Quanto à casa, esteve durante anos ao abandono, tendo posteriormente servido de apoio a retornados das antigas colónias (em 1975, uma assistente social comentava que trabalhara no local como funcionária do IARN - Instituto de Apoio ao Retorno dos Nacionais).

Todavia, foi em 1993 que sofreu um grande incêndio deixando a propriedade neste estado lastimável de que praticamente só restam as fachadas. Nessa altura funcionava como biblioteca da FMH, da Universidade de Lisboa, administradora do imóvel. Nesse incêndio, foi também destruída uma capela dedicada a Nossa Senhora da Graça, parte integrante no palácio e que teria admiráveis vitrais, mármores, frescos, tectos pintados e belíssimas telas, em que se destacava um valioso quadro dos Magos.

O tecto da capela do Palácio da Quinta da Graça, apresentado na
 tese de mestrado de António Ernesto de Deus Martins.


O que resta dos tempos áureos deste Palacete e Quinta são as ruínas, que metem dó a quem passa e olha.



A propriedade está situada na Estrada da Costa, que liga a Cruz Quebrada a Linda-a-Velha e fica perto dos Campos de Ténis do EN, hoje em dia designado por Complexo Desportivo do Jamor, onde, alíás, se encontra um cruzeiro do século XVII, que teve melhor sorte e foi recolocado em 2005...








Li também, em notícia de janeiro de 2022, que foi assinado um acordo com o compromisso da FMH ceder à Câmara Municipal de Oeiras o direito de superfície da Quinta da Graça e do Pavilhão dos Esteiros, na Cruz Quebrada.  O Município de Oeiras tem previsto a criação de uma escola de dança e de bailado, na Quinta da Graça e a reabilitação do pavilhão ou construção de um novo espaço gimnodesportivo polivalente, no terreno dos Esteiros.

Espero que este acordo se realize brevemente e que eu possa ver esse belo espaço renovado...


Quem passeia por esta zona pode ainda observar junto à rotunda das piscinas do Jamor uma outra casa abandonada, um edifício de traça senhorial de dois pisos. Seria a casa do chefe do pessoal dos trabalhos silvícolas dos terrenos do antigo Casal do Esteiro, uma antiga propriedade agrícola da Casa de Lafões, que também foi expropriada dos seus terrenos para a construção do imponete EN.

E no EN, junto à pista de atletismo e passagem para a Senhora da Rocha existem duas ruinas, que eu em tempos alertei a CMO para a sua degradação. Informaram-me que a "gestão" destas pertence ao Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). Sem palavras...


https://www.facebook.com/gazetamiraflores

file:///C:/Users/35193/Downloads/Reabilita_QG_PosDiscussao%20(6).pdf

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Planta em frasco tapado

 

Ofereceram-me esta planta num frasco de vidro tapado. Só necessita ser regada uma vez por ano.

Hoje deu para observar a evaporação, que se dá dentro do vaso ...Espero que continue a dar-se bem...

Laranja especial



Uma enorme laranja minhota
 

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Estádio Nacional: passagem para a Senhora da Rocha

 

Hoje fui passear no Estádio Nacional e atravessei o rio Jamor (por uma ponte que se chama Carmo) e cheguei à Senhora da Rocha, através de um túnel (furado, como se diz na Madeira) que passa por baixo da A5.

Estava um frio de rachar..



A passagem estava bem arranjada com as paredes pintadas...








 e a água era transparente...

Tinha curiosidade de conhecer o Santuário da Senhora da Rocha, mas estava fechado. Conheça aqui a sua história já antiga.


quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

terça-feira, 26 de dezembro de 2023

Feto Humata


Hoje comprei um feto Humata num vaso. Vinha preparado para pendurar, mas vou experimentar mantê-lo numa mesa sem receber luz direta. É oriundo das Canárias e é costume na Madeira decorar o presépio com estes fetos. Produzem rizomas felpudos que crescem visíveis por fora do vaso, dando à planta o nome de cabrinhas (na Madeira).



sábado, 23 de dezembro de 2023

O Presépio da Sé de Lisboa

 

Pormenor do presépio de Machado Castro

Joaquim Machado de Castro (1731-1822) é o mais famoso e reprresentativo escultor português do século XVIII. E o seu génio transparece de forma extraordinária nos magníficos Presépios que criou, trabalhos em  barro que conquistaram grande notabilidade.

O Presépio da Sé, exposto na capela do Santo Ildefonso, sem qualquer informação ou chamada de atenção (também não há qualquer livro ou postal à venda sobre esta obra prima do barroco português) está assinado e datado (1766). Foi executado para ser instalado na Basílica Patriarcal, destruída pelo terramoto de 1755, tendo sido transferido para a Sé no século XIX.


Neste presépio, a Sagrada Família está abrigada nas ruínas de um magnifico edifício e não numa gruta. Está rodeada de anjos e querubins em evidência num plano superior. Os Reis Magos descem a encosta e ainda estão longe. Há muitos aldeões, que retratam as mais diversas profissões... Uma beleza extrordinária.






Recebi há pouco este texto e achei apropriado partilhá-lo...


"Enganam-se os que pensam que só nascemos uma vez.
Para quem quiser ver a vida está cheia de nascimentos.
Nascemos muitas vezes ao longo da infância
quando os olhos se abrem em espanto e alegria.
Nascemos nas viagens sem mapa que a juventude arrisca.
Nascemos na sementeira da vida adulta,
entre invernos e primaveras maturando
a misteriosa transformação que coloca na haste a flor
e dentro da flor o perfume do fruto.
Nascemos muitas vezes naquela idade
onde os trabalhos não cessam, mas reconciliam-se
com laços interiores e caminhos adiados.
Enganam-se os que pensam que só nascemos uma vez.
Nascemos quando nos descobrimos amados e capazes de amar.
Nascemos no entusiasmo do riso e na noite de algumas lágrimas.
Nsscemos na prece e no dom.
Nascemos no perdão e no confronto.
Nascemos em silêncio ou iluminados por uma palavra.
Nascemos na tarefa e na partilha.
Nascemos nos gestos ou para lá dos gestos.
Nascemos dentro de nós e no coração de Deus.
O que Jesus nos diz é: 'Também tu podes nascer',
pois nós nascemos, nascemos, nascemos. "


José Tolentino Mendonça, vencedor do Prémio Pessoa 2023


Figuras atribuidas a Machado de Castro no Museu da Sé de Lisboa

O presépio

O Presépio representa a verdadeira essência do Natal: o nascimento de Jesus e nunca o dispenso nos arranjos de Natal. Tenho uma coleção de diferentes países.

Hoje em dia, faço uma seleção e coloco-os nas prateleiras dos livros, durante a época natalícia, com exceção do primeiro Presépio, que comprei em 1982 e está sempre presente (no Natal).

 América Latina 

África

Açores

Europa


O Presépio da minha infância. O Menino já não é o original. Muitas figuras perderam-se. Tenho ainda muitas ovelhas de diferentes tamanhos e alguns patos, que ficavam por cima de um espelho a imitar um lago.....O pano é ucraniano...antigamente faziam-se caminhos e grutas em papel e cobriam-se de musgo, cabrinhas, narcisos e muitas searinhas, que se deitavam de molho no principio do mês... Chamava-se lapinha e era bonito visitar as lapinhas da família e amigos.  Recordações... 
Foi a primeira vez que fui buscar este presépio antigo. Pensava que estava mais incompleto. Agora tenho de deixá-lo fora da caixa para mostrar aos netos, quando regressarem do Natal com os outros avós.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

O Presépio do Museu do Azulejo


O Presépio que se encontra no Museu do Azulejo é proveniente do Convento da Madre de Deus e é de cerca de 1700 por Dionísio e António Ferreira (pai e filho). Com a extinção das ordens religiosas em 1834, foi desmontado e transferido para o Museu Nacional de Arte Antiga, nos finais do século XIX.
Não sabemos quantas peças originais faziam parte deste presépio barroco, que foi restaurado no inicio do século XXI. Atualmente tem 42 figuras e a cenografia escolhida é moderna sobre fundo azul.

Hoje começa o Inverno

 o dia mais curto do ano...









Planta, na casa do filho e nora, que floresce no inverno (Kniphofia).


Os meus cactos de Natal, das poucas plantas
também já estão a dar flor




Gosto destes dias frios, mas com muito sol...