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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Penedono




Nos finais do século XII pertencia a villa de pena de dono à coroa dos reis de Portugal. Com o intuito de incrementar o seu repovoamento, outorgou-lhe D. Sancho I foral em 1195.







Localizado num monte rochoso ergue-se o belo castelo, de pequena estatura, mas um dos mais interessantes que conheci. A mais antiga referência que dele existe é anterior a Portugal (960).

Em meados do século X, Fernando Magno, imperador das Espanhas mandou reconstruí-lo ao mesmo tempo que promovia o povoamento em seu redor.

Nos finais do século XIV foi reedificado sobre estruturas pré-existentes, por iniciativa de D. Vasco Fernandes Coutinho, a quem D. Fernando o doara.





Segundo a lenda, o seu irmão, Álvaro Gonçalves Coutinho, alcunhado  "o Magriço" integrou o grupo de 12 cavaleiros, que ficaram conhecidos pelos Doze de Inglaterra, que partiram em defesa da honra de 12 damas inglesas - episódio imortalizado por Camões na sua obra "Os Lusíadas".












Em 1530 realizou-se nova campanha  de obras, que transformaram o castelo em residência.

Em 1812 foi visitado por Alexandre Herculano, no decurso das suas investigações históricas.

Em 1940 o castelo foi alvo de homenagem nacional nas comemorações do III centenário da Restauração.









O pelourinho, do século XVI, é o simbolo  do foral concedido por D. Manuel I a esta terra. Ergue-se em frente à entrada do castelo. É idêntico ao de Sernancelhe.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

O melhor vinho branco do mundo


É PORTUGUÊS: Conde D’Ervideira Reserva Branco.




A distinção foi feita no âmbito do concurso considerado o mais exigente entre vinhos brancos, o Mundus Vini.

O vinho é feito a partir da casta Antão Vaz, uva 100% nacional, do Alentejo. A produção é de 35 mil garrafas por ano. Mais de metade é exportada para a Europa e Brasil.

Muitos Parabéns aos produtores!!!






Dólmen / Capela Nª Srª do Monte

















O Dólmen / Capela de Nossa Senhora do Monte foi declarado monumento nacional em 1961.

O aproveitamento das suas estruturas para edificação de uma capela na Idade Média é um dos raros casos de dólmens cristianizados existentes em Portugal.

Os trabalhos arqueológicos, realizados nos anos noventa do século passado, permitiram concluir que o sepulcro foi construído e utilizado há cerca de cinco mil anos.

O monumento ocupa o centro de uma necrópole de mais cinco sepulturas. O dólmen do Carvalhal fica apenas a 50 metros.



O incêndio ao longe parecia sublinhar o aspeto místico e religioso do monumento...


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Cinco dias no Douro


Regressei há pouco de umas mini-férias no Douro. Gostei muito de conhecer alguns lugares e rever outros. O norte está lindo e recomenda-se. Há novas construções de ótima qualidade, pois muitos edifícios foram recuperados e alguns são agora museus. Come-se muito bem e barato em comparação, por exemplo, com Lisboa. E as atitudes também mudaram: as pessoas parecem mais abertas. Todos estes fatores fizeram deste prolongado fim de semana, umas mini-férias muito agradáveis. Até propus ao meu marido que, por cada viagem ao estrangeiro, devíamos visitar vilas e outras terras em Portugal. As estradas são ótimas e podemos percorrer as distâncias mais longas em pouco tempo.























Percorrer as estradas nacionais e municipais ladeadas de cores outonais revelou-se também uma experiência inesquecível. 

Não percebo porque é que as pessoas já reformadas insistem em tirar férais no mês de agosto, o pior de todos...


Na ida visitei o museu da Vista Alegre em Ílhavo, recentemente reinaugurado. Depois seguimos para Trevôes, que serviu de base, pois alugámos aí uma casa a partir de onde demos passeios a São João de Pesqueira, Pinhão, Penedono e Sernancelhe. No regresso ainda fomos a Viseu, Montemor o Velho e Figueira da Foz.




Trevões: exemplo de uma casa antiga bem remodelada


São João da Pesqueira: moderno Museu do Vinho


Penedono: a bela vila medieval



Senancelhe: igreja matriz do século XII


Pinhão: viagem no rio Douro


Viseu: o belíssimo centro histórico.


Montemor o Velho: azulejos sevilhanos na igreja junto ao castelo


Figueira da Foz: extenso areal a marcar o fim das férias

terça-feira, 12 de setembro de 2017

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

As Manas Perliquitetes



Há muito tempo que não ouvia esta expressão "Manas Perliquitetes", que a minha tia costumava usar com um sentido pejorativo. No entanto, vi recentemente um programa de uma revista que propunha conhecer figuras emblemáticas da vida alfacinha, onde se destacavam as tais "Manas Perliquitetes".

Julgava ser uma invenção, mas afinal tratavam-se de figuras reais. Eram elas Carolina Amália e Josefina Adelaide Brandi Guido. Oriundas de família italiana, eram filhas de um abastado comerciante da Baixa Lisboeta. Nasceram em Lisboa, respetivamente a 15 de outubro de 1833 e 26 de junho de 1841.

Foram baptizadas na igreja italiana do Loreto, situada junto ao Largo do Chiado.

Viveram na infância numa casa apalaçada na Rua de S. Bento, mas quando o pai morreu a família estava já em bancarrota, devido aos gastos exorbitantes de um irmão. Tiveram de mudar-se para um andar perto da Escola Politécnica. Tinham como vizinho um boémio: Luiz de Almeida de Mello e Castro, que muitos reconheciam o talento para contar histórias exageradas. É por volta de 1870 que as manas são por ele baptizadas, pois costumava apresentá-las como "as minhas pupilas, as Manas Perliquitetes".

A alcunha pegou e espalhou-se...

Foram retratadas por Bordallo Pinheiro nas revistas humorísticas e em livros sobre Lisboa da época e mais recentes. A foto das irmãs, a caricatura e as referências utilizadas são do livro Lisboa Desaparecida, Vol 3 de Marina Tavares Dias (1992).

Os problemas financeiros agravaram-se e tiveram de mudar para uma casa ainda mais humilde.



 Os adornos excessivos, que lhes deram reputação, foram substituídos por outros mais simples, como os da foto, onde se deixaram retratar junto ao Mosteiro dos Jerónimos. 

Josefina Adelaide ficou sozinha após a morte da irmã e acabou pobre e pedinte. Morreu tuberculosa em 1907 e foi enterrada com ajuda de um peditório feito pelo jornal O Século.

Pelos vistos, o interesse pela lenda das "Manas Perliquitetes" mantém-se...


domingo, 3 de setembro de 2017

Festa de Família no Alentejo


Tudo começou assim...(para não ir até Adão e Eva)
Duas irmãs e uma prima, que é como irmã, tiveram filhos (sete no total). Os filhos tiveram filhos, por isso já são oito da mais nova geração. Ontem houve um encontro familiar no Alentejo. Foi muito divertido. Há uns anos comecei a fazer este encontro a 4 de janeiro, o dia de anos da minha mãe, a que chamava "Festa do Bacalhau", mas só havia metade das crianças... Com o aumento da família foi necessário arranjar um local maior, com espaço ao ar livre e muita diversão...


A solução foi encontrada, depois de se ter pesquisado locais mais perto de Lisboa: Monte das Pedras Pardas. Há 3 anos que não nos encontrávamos. Por vezes é difícil a disponibilidade de todos... (somos mais de 30).

A minha filha era a única menina no meio dos rapazes

mas agora há 4 meninas e 4 meninos










Houve muitas brincadeiras. E até uma tenda de acampar foi montada. Ao fim da tarde, uma festa com música dos anos 80 organizada pelas crianças.




























A comida estava excelente, tanto as saladas como o churrasco do Sr Idálio e as "cozinheiras" foram muito elogiadas... e fotografadas...


Aliás, fotografias houve muitas...



Fiquei a saber que havia uma cabrinha para cada um dos donos da casa.





















Os mais pequenos da festa foram muito mimados.


Esperamos  no próximo ano continuar esta tradição familiar...